20 de junho de 2018

Indústria busca competitividade em concretos de alto desempenho

Em parceria com universidades e centros de pesquisa, Abcic quer fomentar a aplicação de materiais como o CUAD e o CRF no setor de pré-fabricados

Informativo Massa Cinzenta Cimento Itambé
Em Iowa, nos Estados Unidos, as rodovias com pavimento de concreto estão sendo restauradas com CUAD. Crédito: Iowa Department of Transportation
A construção industrializada do concreto prepara-se para dar um novo salto tecnológico no Brasil. Nos próximos anos, a meta é desenvolver estruturas com concretos cada vez mais resistentes. “Nosso objetivo será focar especialmente nos concretos de resistência ainda mais elevadas, como o de 60 MPa. Assim como já consolidamos o autoadensável, chegaremos lá também”, diz o novo presidente do conselho estratégico da Abcic (Associação Brasileira da Construção Industrializada do Concreto) José Antonio Tessari.
O conselho estratégico da Abcic é responsável por definir ações para a evolução e desenvolvimento do setor de pré-fabricados, em concordância com os interesses das empresas que compõem a cadeia produtiva e, ao mesmo tempo, o quadro associativo. Para José Antonio Tessari, a competitividade do setor passa pelo CUAD (Concreto de Ultra Alto Desempenho). A fim de atingir a excelência nesses materiais, a associação age paralelamente com as universidades e os centros de pesquisa.
Atualmente, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade de São Paulo (UFSC) e a PUC Campinas-SP são as referências em estudos com esses concretos especiais. Na UFSC, o professor Wellington Longuini Repette está à frente de aplicações que usam o Concreto de Ultra Alto Desempenho (CUAD) e as oportunidades do material na indústria de pré-fabricados. Na PUC Campinas, o professor Marco Cárnio aborda o material conhecido como Concreto Reforçado com Fibras (CRF), adequando-o às práticas recomendadas pelo IBRACON, pela ABECE e pela normalização brasileira.
Nos EUA, CUAD já é utilizado para overlay de pavimentos de concreto
Na USP, o professor Antonio Domingues de Figueiredo, professor associado da Universidade de São Paulo (USP), tem o foco de suas pesquisas nos desafios que se impõem à indústria de pré-moldados com a chegada destes novos materiais. Segundo Íria Doniak, presidente executiva da Abcic, não há como pensar no futuro da indústria de pré-fabricados de concreto sem focar nos benefícios que esses tipos de concreto trazem para a construção industrializada. “Os concretos especiais, o CRF e o CUAD, são tendência internacional para determinadas aplicações na indústria. Eles possibilitam melhorar o desempenho de elementos estruturais e permitem o desenvolvimento de elementos mais esbeltos, proporcionando a redução de peso dos elementos, ampliando, dessa maneira, a competitividade do sistema construtivo”, explica.
Principalmente em países asiáticos e nos Estados Unidos, o CUAD já se tornou referência para a construção de pontes e viadutos. Recentemente, a engenharia norte-americana passou a testar o material em restauração de pavimentos de concreto, usando a técnica conhecida como overlay (restauração de pavimento em concreto com outra camada de concreto). O objetivo é proteger a estrutura das estradas de patologias desencadeadas pelo uso de sal no descongelamento da neve. No pavimento comum, o cloreto de sódio consegue penetrar e causar danos nos vergalhões, o que não ocorre com o CUAD.
Entrevistado
Entrevista com base em publicações da Abcic (Associação Brasileira da Construção industrializada do Concreto)
Contato
abcic@abcic.org.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

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