19 de dezembro de 2018

Novo plástico pode fazer telefones funcionarem em temperaturas extremas

Futurity
Cientistas da Universidade de Purdue (Indiana, EUA) conseguiram desenvolver um tipo de plástico que pode suportar temperaturas altíssimas, muito acima do que os materiais aplicados hoje em estações de pesquisa em áreas remotas, revestimento de embarcações e aviões e até em smartphones.

Segundo Jianguo Mei, professora assistente de Química Orgânica na instituição, o material criado consegue suportar até 220ºC, sendo que este ainda não é o limite estabelecido pela equipe, que ainda está testando a descoberta nos dois extremos — calor extremo e frio absoluto: “a maioria das aplicações eletrônicas atuais funcionam normalmente até a temperatura de 85ºC aproximados — qualquer coisa além disso trará mau funcionamento permanente”, ela disse antes de detalhar a criação da universidade. “Nosso material pode suportar temperaturas maiores, pois combina dois polímeros para atuarem juntos”.
 
 
Novo material é feito de plástico e um semicondutor e resiste a altas temperaturas (Foto: John Underwood/Purdue University)
 
Um destes polímeros, segundo Mei, é um semicondutor elétrico, enquanto o outro é um tipo de isolante térmico (o que de fato constitui o “plástico”). Não foi possível fazer ambos trabalharem juntos pela mera fusão dos materiais, então a equipe trabalhou com proporções: “Um dos plásticos transporta a carga elétrica, e o outro dá resistência à temperatura”, disse Aristide Gumyusenge, pesquisador graduado e principal autor do estudo. “Quando você junta os dois, precisa encontrar a proporção certa para que eles sejam fundidos corretamente e um não se sobreponha ao outro”.
 
O uso mais óbvio do novo plástico para o nosso cotidiano é a implementação desse material na fabricação de novos smartphones, mas os pesquisadores indicam que há toda uma sorte de aplicações benéficas no campo científico e civil, como isolamento térmico de estações de pesquisa em áreas perigosas ou proteção de embarcações marítimas e/ou revestimento leve para aeronaves e caças.

Os pesquisadores da Universidade de Purdue agora buscam saber quais serão os reais limites do novo material e estão juntando fundos de premiações da instituição para levá-lo a ambientações remotas de testes.

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