28 de fevereiro de 2019

Startup descobre como usar bactérias para despoluir as águas dos rios

Redação Hypeness
Rio Paraopeba. Fotos: Gaspar Nóbrega/SOS Mata Atlântica

Água com bactérias não parece a melhor coisa que existe, mas esses microorganismos podem ajudar a despoluir rios contaminados. O processo é usado no Brasil pela startup paulista O2eco.

Com uma tecnologia desenvolvida na Austrália, onde um de seus fundadores viveu durante 14 anos, a empresa usa bactérias para regenerar águas de rios, lagos e lagoas. Conforme explica o site da O2eco, trata-se de um método de despoluição natural das águas, “através da proliferação de bactérias benéficas que consomem materiais orgânicos e inorgânicos“. Além da presença no Brasil, a tecnologia de limpeza das águas com o uso de bactérias também está presente em outros 10 países.
 
Foto: Reprodução O2eco

Tudo é feito sem produtos químicos ou elementos tóxicos e as bactérias utilizadas não oferecem riscos de desequilíbrio ou problemas colaterais para o meio ambiente. Com isso, a empresa consegue eliminar 99,7% de óleos e graxas, reduzir a demanda biológica de oxigênio em 92,2% e ainda oferecer um processo 30% mais barato.

Para acelerar a despoluição das águas, é utilizada uma placa de cera com nanominerias, o que estimula a criação de bactérias que auxiliam na limpeza. Elas podem se multiplicar cerca de 10 milhões de vezes a cada 10 horas, aumentando o consumo de materiais orgânicos e inorgânicos. Quando a sujeira desaparece, as bactérias morrem de inanição.

De acordo com o Ciclo Vivo, a tecnologia foi usada no Brasil para tratamento das águas após o desastre de Mariana, em 2015. Em cerca de cinco semanas, o nível de alumínio das águas teve uma diminuição de 57%. Agora, a O2eco atua novamente no desastre da Vale que atingiu a cidade de Brumadinho e pode estar matando o Rio Paraopeba.

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