19 de setembro de 2019

Curitiba se destaca em obras com selo Zero Energy

Capital paranaense já possui 4 certificações, o que a torna a cidade com mais obras autossuficientes do país

Portal Itambé
Sede da Petinelli Engenharia, em Curitiba: 90 m² de painéis fotovoltaicos geram 223 MWh e fazem edificação ser autossuficiente em energia
Crédito: Lex Kozlik

O USGBC (United States Green Building Council), organismo que avalia os empreendimentos ambientalmente sustentáveis em todo o mundo, concedeu o selo LEED Zero Energy Building para a sede da Petinelli Engenharia, em Curitiba. A chancela atesta que a edificação é autossuficiente ao produzir toda a energia elétrica que consome ao longo de sua operação anual. Com o reconhecimento, a capital paranaense se destaca como a cidade brasileira com mais construções certificadas como autossuficientes no país.

São quatro as obras em Curitiba que asseguraram o selo Zero Energy Building. Além da Petinelli Engenharia, a RAC Engenharia, o escritório De Paola & Panasolo Sociedade de Advogados e a Residência M&L. Essa liderança é destacada pelo CEO do USGBC, Mahesh Ramanujam. “Com mais essa chancela, Curitiba serve como modelo global. Os projetos LEED Zero estão contribuindo para reconfigurar o futuro e aprimorar a saúde e o bem-estar”, comenta.

O conceito de edificações energia zero vai além da instalação de painéis fotovoltaicos. É preciso preparar o edifício para que ele tenha desempenho térmico. Isso inclui posicionamento em relação à insolação e ao sombreamento, dimensionamento das janelas e um sistema eficiente de iluminação, climatização e ventilação – todos adequados ao volume de energia que o empreendimento vai gerar. O objetivo é que a construção faça uso zero da energia elétrica fornecida pela operadora local e, se possível, ganhe créditos ao devolver o excedente do que produz para a rede elétrica de sua região.

Para obter o selo Zero Energy Building, edificação é monitorada durante 12 meses

Para obter o selo Zero Energy Building, a edificação é monitorada durante 12 meses. Neste período, precisa comprovar o quanto ela produz de energia e o quanto consome. Se esse número ficar zerado, ou se a produção for maior, considera-se que a construção atende aos requisitos da certificação. “Dificilmente viabiliza-se um projeto de edifício zero energia sem que a edificação adote sistemas e materiais eficazes para a redução do consumo de energia”, explica o professor-doutor da Poli-USP, Alberto Hernandez Neto.

No caso da mais recente edificação de Curitiba a obter a certificação Zero Energy Building, o que houve foi a transformação de um antigo barracão industrial da década de 1980 em uma edificação autossuficiente em consumo de energia. O processo levou três anos e o investimento chegou a 60 mil reais. A expectativa da Petinelli Engenharia é que o custo se pague em, no máximo, 5 anos.

O retrofit envolveu as seguintes ações: isolamento térmico do telhado; troca de janelas para melhorar a estanqueidade e evitar a troca de calor; instalação de 90 m² de painéis fotovoltaicos que garantem geração anual de 223 MWh de energia; sistema de iluminação e de ar-condicionado com sensores de presença, e eliminação de servidores e a troca de desktops por notebooks nas áreas de trabalho.

Entrevistado
USGBC (United States Green Building Council (via assessorial de comunicação)

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