03 de fevereiro de 2015

BlocoBrasil e ABCIC veem oportunidades na crise

Dois setores diretamente ligados com a industrialização e a melhoria da produtividade na construção civil enxergam possibilidades de crescer em 2015

Massa Cinzenta
As perspectivas para 2015, dentro da cadeia produtiva da construção civil, estão em viés de alta para setores mais diretamente ligados à industrialização e à melhoria da produtividade. São os casos das empresas representadas pela ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto) e pela BlocoBrasil (Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto). Segundo avaliações, os dois segmentos têm condições de crescer em ambiente de crise, pois concentram investimentos em tecnologias e se vinculam mais à mão de obra qualificada.
 A constatação de que 2015 tende a ser o ano da industrialização na construção civil se deu no evento anual da ABCIC, quando ocorre a entrega do Prêmio Obra do Ano em Pré-Fabricados de Concreto, onde a economista Ana Maria Castelo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apresentou um balanço do setor em 2014 e projeções para o ano que vem. A especialista avaliou que não será mais possível crescer apenas incorporando mão de obra. “Crescer, a partir de agora, somente através da industrialização na construção, fato que favorece os sistemas construtivos mais modernos, como o pré-fabricado de concreto”, comentou.
Ana Maria, que é coordenadora de projetos da construção da FGV, ressalta, no entanto, que caminhar rumo à industrialização demandará um grande esforço de toda a cadeia. “Empresas, governos e fornecedores precisam atuar conjuntamente com o intuito de melhorar a produtividade”, afirma. Já a presidente-executiva da ABCIC, a engenheira civil Íria Lícia Oliva Doniak, entende que esse é um caminho sem volta. “Sem industrialização não serão atendidas as demandas em obras de infraestrutura e de habitação, das quais tanto o país precisa”, disse, ao discursar no evento.
 
 
Maioria otimista
Para mais de 70% dos fabricantes de blocos e pavers de concreto, setor crescerá ou repetirá 2014
Entre os associados da BlocoBrasil, o otimismo está entre aqueles que reestruturaram suas fábricas com novos equipamentos, investiram em aumento da produtividade e em treinamento de mão de obra. Estes somam 49,65%, segundo pesquisa realizada em novembro de 2014. A principal pergunta feita para as empresas era sobre o que esperar de 2015. Diante da conjuntura econômica do país, 50% dos fabricantes filiados à BlocoBrasil afirmaram que esperam manter o nível de atividade alcançado em 2014. Já 22,91% têm uma expectativa positiva e preveem crescimento das atividades entre 10% e 20%.
Os otimistas e moderados somam quase 73% contra 27% que esperam queda nos negócios, entre os quais 14,5% dos empresários estimam redução das atividades em até 30%, pelo menos no primeiro semestre de 2015. Porém, para os que estão confiantes, o impulso ao mercado de blocos de concreto e pavers continuará vindo do setor imobiliário e do programa Minha Casa, Minha Vida – ambos responsáveis, segundo os entrevistados, por 47,91% e 33,33% da absorção dos materiais produzidos. A grande maioria se mostrou pouco confiante na capacidade das obras de infraestrutura de alavancar os negócios em 2015.
 
Entrevistados
ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto) e BlocoBrasil (Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto) (via assessoria de imprensa)
Contatos
abcic@abcic.org.br
blocobrasil@blocobrasil.com.br
Crédito Fotos: Divulgação/ABCIC
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

© 2013 - Todos os direitos reservados DIAGRAMA MARKETING EDITORIAL


Loading