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Capítulo III:
Metodologia empresarial integrada, de custos e vendas

Nesta seção, apresentamos alguns parâmetros do orçamento empresarial e as faixas em que eles atuam, destacando-se a possibilidade de existir outros valores, não ocorrendo pois, uma regra bem definida de sua aplicação.

A primeira questão que surge ao se analisar um parâmetro para remunerar o capital de uma empresa, é quanto ao seu real objetivo que, durante muito tempo, visava ao lucro imediato no final de um exercício.

A conquista de mercado está diretamente ligada às novas técnicas de marketing e administração, que repercutem a longo prazo os objetivos a serem alcançados, e um projeto poderá trazer reflexos para a empresa em dois ou três anos e o lucro no primeiro ano poderá ser relativamente pequeno.

O equilíbrio da empresa e a harmonia no trabalho sempre terão como sustentáculo o lucro empresarial.

Citamos como parâmetro de lucro líquido normal  a faixa de 15% a 25% sobre o capital.

O lucro, como vimos é diretamente proporcional ao faturamento da empresa, portanto cada caso é um caso a ser estudado no complexo do projeto.

Este valor remunera a administração indireta da empresa e é a geradora estratégica da empresa no seu desenvolvimento.

Hoje, com o processo de terceirização e os custos descentralizados, podemos afirmar que as empresas estando com o seu potencial de faturamento a todo vapor o custo da administração deverá oscilar entre 4% a 12%.

Quem dita as regras é o mercado.

Neste caso porém, não se pode omitir tais custos, pois, com toda certeza, fará falta futuramente.

Determinado custo também depende da perspectiva de faturamento de uma empresa e possui um ponto mínimo de equilíbrio e os indiretos não crescem na mesma proporção do faturamento.

É semelhante ao descrito no parágrafo anterior e depende muito do mercado e do faturamento que poderá ser incrementado à regional.

Este valor deve estar na faixa de 3% a 4% do valor do projeto.

Como descrevemos anteriormente, é um fator de risco em face às incertezas técnicas do projeto e pode variar de 0% até 3% do valor do projeto.

É o valor que depende do fluxo de caixa do projeto e que pode ser até negativo.

A prática tem nos levado a considerar uma faixa de variação em função da taxa de aplicação do capital nas instituições financeiras e que hoje pode estar entre 1,5% e 5%.

Este custo é inteiramente mensurável e realmente necessário à execução de um projeto e dependendo da complexidade deste podemos ter uma faixa entre 1,5% a 3,0% do valor do custo direto planilhado.

Este custo é muito importante para o funcionamento normal de um projeto, que, conforme a sua complexidade e possibilidades de ocorrer um sinistro, possa atingir terceiros e este valor pode girar em torno de 0,5% a 2,0% do valor do projeto.

Este parâmetro, nem sempre pode cobrir todos os riscos do cliente que uma empresa contratante pode passar, porém deve-se considerar que às vezes, a possibilidade de se realizar um mau negócio pode levar a empresa contratada a situações muito difíceis, comprometendo a sua futura operacionalidade.

Para casos em que aparecerá uma suposta consideração de risco é melhor não assinar o contrato de execução de um projeto.

Normalmente este parâmetro pode estar na faixa de 2% a 5% do valor do projeto.

·       uma empresa possui capital de US$ 8.000.000 e tem como perspectiva de faturamento a ordem de US$ 40.000.000;

·       qual será o BDI a ser aplicado ao projeto cujas características estão indicadas no quadro abaixo e estudar a variação do BDI em função da taxa de risco do cliente;

·       lucro líquido pretendido de 20% sobre o capital.

Portanto, temos os seguintes passos a considerar:

a) cálculo do lucro líquido da empresa sobre o capital:

·       LLE = US$ 8.000.000 x 20% = US$ 1.600.000;

b) cálculo do percentual do lucro líquido em função do faturamento:

·       K24 = US$ 1.600.000/US$ 40.000.000 = 0,04 (4 %);

c) o próximo passo é conhecermos muito bem o projeto que se pretende executar, e as regras do contrato, tais como, os critérios de medição a forma de pagamento os riscos eventuais da parte técnica e financeira, qual é o tipo de caução que está previsto, como se comporta a fórmula de reajustamento, como está operando o mercado, qual é o potencial da empresa, etc.

d) definidos o custo operacional do projeto, isto é, a despesa e a receita, o passo principal é a definição do fluxo de caixa seco e que nos dará a despesa ou a receita financeira;

e) a seguir deveremos montar o que denominamos quadro da obtenção do BDI, que ainda é parcial;

f) de posse das informações acima mencionadas deveremos calcular o fluxo de caixa definitivo e o seu BDI verdadeiro, porém, isto só será executado nos exercícios posteriores.

Como se pode observar, a taxa de risco do cliente passa a ser um fator decisivo na formação do BDI, pois, de acordo com o quadro abaixo, para cada percentual de risco acrescido tem-se praticamente 4% de incremento sobre o BDI.

 



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