Empreendedor Privado e gestão de projetos

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Capítulo II:
Ciclos de desenvolvimento de um projeto

A companhia já possui os planos diretores de água e esgoto que orientam seus investimentos para além do ano 2006, pois são concebidos para atender às necessidades da população por 20 anos. Para os próximos anos podemos, resumidamente, elencar algumas metas que pretendemos atingir:

·         ampliação da captação de água para atendimento de 100% da população com água de melhor qualidade, quando comparada à qualidade da água existente;

·         construção de adutoras e reservatórios que irão garantir o abastecimento de toda a população;

·         instalação de rede coletora de esgotos para atender 99% da população;

·         instalação de coletores-tronco e interceptores, retirando o esgoto lançado neles e conduzindo-os às estações de tratamento de esgotos (ETEs);

·         construção da ETE principal, aumentando o volume de esgoto tratado para aproximadamente 45% do total gerado pela cidade;

·         redução de perdas com a implantação do plano diretor de perdas, que está sendo elaborado;

·         melhoria do atendimento ao público;

·         realização de obras de conservação e proteção de nossos rios, córregos e ribeirões;

·         automação de todas as unidades de bombeamento e reservação.

A companhia tem controle das perdas e vem, nos últimos anos, investindo em obras e serviços no sentido de combater os desperdícios. Entre outras, podemos citar as seguintes ações da autarquia:

·         troca de hidrômetros comprometidos que acabam registrando um menor volume de água com consequente perda de receita e faturamento;

·         detecção de vazamentos não visíveis nas adutoras, nas redes de distribuição e nas ligações domiciliares de água, executadas por equipamentos específicos;

·         recuperação das águas utilizadas no processo de tratamento, estando em fase de licitação o projeto executivo para tornar possível o início das obras ainda este ano;

·         contratação de assessoria especializada para, com técnicos da autarquia, elaborarem o Plano Diretor de Perdas, que balizará as ações da companhia, nesta área, para os próximos 20 anos;

·         troca de tubulações antigas, instaladas na cidade, que apresentam constantes rompimentos e consequente perda de água;

·         distribuição de material educativo, conscientizando o consumidor a evitar desperdícios dentro de suas residências;

·         realização de cursos internos sobre controle de perdas de água para que vários técnicos da companhia possam, com mais conhecimentos, atacar os problemas.

Inaugurada em 1992, com o objetivo de resolver o problema da falta d’água, tem capacidade de produzir até 7 l/s de água, o que significa um volume de aproximadamente 600.000 litros por dia.

É uma estação de tratamento não convencional, pois o tratamento se dá através da "filtração direta", não possui câmaras de floculação e nem decantadores.

A água é captada no Ribeirão, distante a 50 metros da ETA, chegando por gravidade através de uma tubulação de aproximadamente 150 mm de diâmetro. Essa água é recebida em um poço de sucção e bombeada por dois conjuntos de motobombas para uma "câmara de carga", onde se consegue nível (pressão) suficiente para que a água passe pelos filtros. Antes de chegar a essa câmara é feita a dosagem de cloro (pré-cloração), cal hidratada e coagulante (cloreto férrico ou sulfato férrico), e é feita a leitura da vazão por um sistema conhecido como "vertedor triangular". Nessa etapa ocorre a "mistura rápida", em que é aproveitada a turbulência da chegada da água na câmara de carga para promover a mistura entre o coagulante e a água, formando-se os coágulos, que são pequenas partículas gelatinosas que agregam a sujeira suspensa ou dissolvida na água, facilitando sua remoção nos filtros.

A água então é encaminhada ao primeiro filtro, de fluxo ascendente (de baixo para cima), que dá o primeiro "polimento" na água coagulada removendo assim as "sujeiras" maiores.

Após sair do filtro ascendente, verte por uma canaleta vertedora, onde é feita a dosagem de flúor (utilizado para prevenir cáries) e passa para o segundo filtro, de fluxo descendente (de cima para baixo), o que faz com que qualquer sujeira menor que tenha passado pelo primeiro filtro fique retida, seguindo pela tubulação para o reservatório de água tratada da ETA, onde recebe o cloro para fazer a desinfecção final e cal hidratada para correção do pH.

Nesse ponto, a água já está pronta para beber, ou seja, está potável, e é bombeada para o reservatório de distribuição do bairro para o consumo de toda população.



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