Empreendedor Privado e gestão de projetos

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Capítulo IV:
Implantação de um projeto

·         natureza do produto, pode ser identificada como:

ü  espécie e qualidade;

Ø   espécie: entende-se o produto a ser ofertado;

Ø   qualidade: entende-se claramente a responsabilidade de entregar permanentemente um produto dentro dos padrões previamente estabelecidos e nas quantidades necessárias.

·         para assim proceder, determinados aspectos de natureza serão intensa e nitidamente observados:

ü  entender a concepção e o funcionamento de cada projeto, seu desmembramento, isoladamente e em conjunto para a obtenção de um produto;

ü  respeitar o meio ambiente na obtenção do produto;

ü  conhecer os sistemas construtivos e os seus impactos para a operação;

ü  simular e estudar intervenções de manutenção preventivas, preditivas e eventuais corretivas, estabelecendo toda a logística de como proceder;

ü  garantir a qualidade do produto, identificando medidas de proteção daquilo que ponha em risco o projeto, o produto e a segurança de vidas humanas;

Por exemplo, para o sistema de abastecimento de água está bem claro que as intervenções se darão em todo o ciclo do processo de abastecimento, ou seja: captação da água, adução de água bruta, tratamento da água, elevação, adução de água tratada, reservação e distribuição.

A implantação de um projeto, portanto, deverá primar pelo estabelecimento de um rigoroso controle de qualidade de sua execução, podendo assim garantir que o produto seja ofertado com qualidade e nos volumes solicitados.

·         é um desafio gigantesco, que requer a captação de elevados recursos financeiros e técnicos, e que deverá envolver o empreendedor, os parceiros e as lideranças na consecução desses objetivos;

·         para a equipe do empreendedor, que participa dessa tarefa, caberá analisar, criteriosamente, os recursos humanos, técnicos e materiais colocados à disposição para realizar os trabalhos;

·         verificar se estão adequados em quantidade, qualidade, especificações e características técnicas e produtivas condizentes com o porte do projeto a ser implantado, podendo assim agir com segurança na obtenção dos resultados de prazos e custos esperados pelo empreendedor;

·         antecedendo a análise dos recursos do empreendedor será enfocado o elenco de outros segmentos que detêm parcela representativa no êxito dos projetos, como: qualidade dos projetos executivos; obtenção das autorizações ambientais e de desapropriações; apurado estudo das interferências de terceiros; logística de conhecimento dos materiais e equipamentos, isto é, enfocando primordialmente o planejamento;

·         o vulto e o porte do projeto recomendam um estudo e equacionamento sob todos os aspectos citados acima, aliado aos interesses do empreendedor, considerando o menor impacto possível no conforto do cidadão;

·         é importante a definição do vulto do projeto e sua capacidade de produção, pois muitas vezes pode-se executar um projeto em diversos patamares de produção, atingindo com isto as diversas fases de equilíbrio técnico e econômico de um projeto.

Tipo I: Usina nuclear, usina hidrelétrica, eclusa, barragem, usina termelétrica, aeroporto, porto, canais de irrigação, ponte, viaduto, estação de tratamento de água e esgoto, linha de transmissão, subestação, estrada de rodagem, ferrovia, túnel, rede de água e esgoto, drenagem, dragagem, via urbana, metrô, entre outros.

Tipo II: Industrial, hospital, escola, cadeia pública, supermercado, shopping, teatro, cinema, banco, hotel, edifício administrativo, edifício residencial, edifício comercial, conjunto habitacional, condomínio, entre outros.

Na sequência, serão descritos alguns tipos de projetos e considerações relevantes.

Das obras que compõem o chamado sistema de abastecimento de água, a construção da rede de distribuição de água é a que maior impacto e interação provoca com os consumidores da companhia de abastecimento de água, pois está situada praticamente dentro dos limites da sua propriedade.

Normalmente executadas no passeio, quando de sua execução trazem consideráveis transtornos para os moradores e os transeuntes.

Portanto, faz-se necessário que a construtora, e a equipe de gestão assim o exigirá, tome determinadas providências para minimizar os seus impactos, tais como: remoção e reposição da pavimentação conforme a existente; sinalização diuturna e proteção com tapumes; facilitar o acesso às moradias de pessoas e veículos; imprimir velocidade nos trabalhos, planejando as atividades e equacionando a disponibilização dos materiais hidráulicos; instalação das ligações domiciliares, cadastrando-as imediatamente, instruindo os moradores quanto a sua utilização e preservação das condições sanitárias.

É importante manter sob controle a vistoria prévia nos imóveis, no sentido de poder avaliar a justeza ou não de reivindicações provenientes de sinistros, tendo a obra sido apontada como a causadora.

A falta ou o desconhecimento de técnicas construtivas e de fiscalização de obras lineares é um dos principais fatores que elevam o índice de perdas.

Observa-se também que nas redes de distribuição e nos ramais domiciliares reside grande parcela de responsabilidade das perdas operacionais.

Portanto, a equipe do empreendedor deverá posicionar-se perante às Construtoras, exigindo que elas utilizem e treinem os seus operários para que assentem as tubulações com a toda boa técnica requerida nas especificações e recomendada pelo fabricante, e que realizem as ligações domiciliares com habilidade, empregando material devidamente testado e aprovado.

No projeto deverá estar prevista a setorização, permitindo obter resultados mensuráveis quando dos testes pré-operacionais como também o seu monitoramento constante, quando o setor entrar em regime de operação.

A construção de estação elevatória de água tem característica de introduzir elevada interação entre obras civis e de montagens eletromecânicas.

Portanto, a construtora e a equipe de gestão deverão atuar com extrema competência na análise dos projetos executivos, civis, eletromecânicos e de fabricação dos equipamentos, apontando e levantando as divergências e as incongruências entre eles, recomendando a solução para as questões levantadas.

Após equacionadas e resolvidas todas as divergências, deverá ser estabelecido um eficiente planejamento executivo para a execução da elevatória, contemplando as etapas civis da 1a  fase, a aquisição dos equipamentos, as montagens eletromecânicas, a 2a fase das etapas civis, os testes hidráulicos e eletromecânicos e a pré-operação assistida pelo fabricante e pela área operacional da companhia.

Também é de suma importância obter os manuais de operação e de manutenção dos sistemas, transferindo para os operadores os necessários e devidos conhecimentos técnicos, assegurando elevado desempenho operacional.

Geralmente, para a implantação desse tipo de obra, é necessário o desenvolvimento de estudos ambientais para avaliar e propor medidas mitigadoras aos impactos negativos provocados ao meio ambiente, à flora e à fauna, produzindo então o ElA-RIMA.

A partir da aprovação do ElA-RIMA poderão ser obtidas as licenças de instalação com os órgãos públicos ambientais, sendo importantíssimo observar as medidas mitigadoras, evitando embargos indesejáveis.

Quase sempre é necessária a construção de uma ensecadeira para proteger a cava e a obra de inundações, em função de variações do nível do rio.

Muitas vezes também é necessária a construção de um canal para desviar este rio.

Embora todo o dimensionamento do canal e da ensecadeira seja da responsabilidade da empresa projetista, a experiência recomenda que a Construtora e a equipe de Gestão revejam pormenorizadamente todo o projeto e os cálculos hidrológicos, assegurando-se de sua exatidão, prevenindo-se contra eventuais surpresas, que poderão danificar os serviços, comprometer prazos, custos e colocar em risco vidas humanas.

Outra providência salutar a ser tomada é a de apresentar às Concessionárias de energia elétrica local, com muita antecedência, o pedido de estudo para abastecimento. É comum acontecer demora nos estudos, o que poderá vir a comprometer o prazo de conclusão dos serviços, o início dos testes e da pré-operação.

Às vezes é necessário construir uma linha exclusiva para atender à companhia e reforçar a existente, o que demanda o levantamento de recursos financeiros e equacionamento de prazo.

A construção em si da captação não requer outros cuidados adicionais que aqueles necessários e recomendados para uma obra civil, que traz consigo componentes eletromecânicos.

Portanto, terá movimento de terra, com escavações, aterros, escoramentos, eventual necessidade de rebaixar e lençol freático, concretagens, impermeabilizações, fornecimentos de equipamentos, montagens eletromecânicas e urbanização, exigindo que seja desenvolvido um plano de trabalho, com adequado dimensionamento de equipamentos e de mão de obra, por fase executiva.

Deverá portanto contar com rigorosos controles topográficos e geométricos, mantendo todos os níveis e dimensões previstos em projeto para garantir a funcionalidade, a operacionalidade e a capacidade de produção específica, obtendo também a identidade entre os projetos civis, eletromecânicos e de fabricação dos equipamentos, eliminando e corrigindo, antecipadamente, as divergências encontradas.



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