Ativos: manutenção e conservação

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Capítulo V:
Estimativa da vida útil de um equipamento

Chama-se vida útil de um equipamento o período de tempo iniciado no momento de sua aquisição (entra em operação), duração estimada de tempo (meses ou anos) que possa cumprir corretamente a função técnica para o qual foi concebido, e durante o qual o mesmo realiza um trabalho com rentabilidade.

A estimativa de vida útil de bens, em especifico os equipamentos, tem sido objeto de inúmeros estudos, os quais se baseiam em levantamentos estatísticos de vários anos.

 levantamento estatístico tem a vantagem intrínseca de considerar todos os fatores que podem levar um bem a sair de operação.

A bibliografia que trata de engenharia de avaliações e depreciação normalmente enumera os seguintes fatores como influentes na vida útil de bens:

·    danos por acidente;

·    danos por catástrofe;

ü        incêndios,

ü        ventos, chuvas;

ü        enchentes;

ü        terremotos;

·    deterioração pelo tempo;

ü       dano proporcional à idade - é aquela que se desenvolve e aumenta com a idade, e a extensão da exposição a elementos destrutivos tais como: ferrugem, elementos químicos, variação de temperatura, efeitos mecânicos de congelamento e aquecimento, mesmo com reparos e manutenção e sem uso;

ü       dano e desgaste pelo uso - fricção, impacto, vibração, tração, compressão e temperatura;

ü       dano proporcional à intensidade - a retirada relaciona-se mais à intensidade de uso do que à idade dos bens.

·     inadequadas:

ü  a capacidade ou tipo de equipamento não atende às necessidades de serviço.

·     obsolescência:

ü  econômica; a utilização de bens é antieconômica se comparada com outros;

ü  de estilo e moda; normalmente é consequência da invenção de equipamentos com outro tipo;

ü  estrutural (ou mais eficientes).

As situações de retiradas ligadas à propriedade podem ocorrer mesmo quando equipamentos são plenamente satisfatórios.

Isso ocorre quando há uma mudança nos objetivos da companhia.

Uma descrição mais detalhada dessas situações pode ser:

·     fim da necessidade:

ü      equipamentos utilizados numa fase da companhia não são mais necessários daí para a frente (uma linha de transmissão para um canteiro de obras de uma usina pode ser desnecessária com a conclusão da obra).

·     abandono do projeto:

ü     um projeto é abandonado ao se apresentar outro mais vantajoso (uma usina hidrelétrica de pequeno porte é abandonada em função de outra de porte maior);

·     exigências de órgãos públicos - certas instalações devem ser retiradas em benefício de outras (uma linha de transmissão atravessa um local em que será construído um reservatório de abastecimento de água).

Como se nota, simultaneamente podem agir vários fatores na definição da vida útil de equipamentos.

Como exemplo, o dano e o desgaste pelo uso de uma determinada máquina podem exigir manutenção antieconômica que traga, como consequência, o abandono do projeto.

·       uma observação deve ser feita a respeito do conceito de reposição:

ü     a reposição é a substituição de um equipamento ao fim de sua vida útil, usualmente em função da danificação, desgaste ou obsolescência, podendo alterar a finalidade da instalação (aumento ou diminuição do produto) e, inclusive, custar mais ou menos do que o equipamento anterior.

·     nem todos os bens são repostos ao fim de sua vida útil, portanto, cabe a quem analisa a retirada, decidir se serão repostos ou não;

·     a determinação da vida útil é importante nas análises econômicas, pois permite avaliar a vida útil econômica, ou seja, se é economicamente viável manter ou substituir os equipamentos.

·     deve-se ter em mente que as estimativas referem-se ao futuro, isto é, ainda não ocorreram, e a análise do passado permite um julgamento adequado de que dados utilizar, entretanto, não se deve considerar cegamente que o futuro irá duplicar o passado.

·     a causa da retirada de bens é relativamente irrelevante nas análises econômicas, mas pode ser de utilidade na especificação de características de novos equipamentos.

·     a ação de retirada de equipamento é um fato importante na contabilidade de custos, pois define o fim da vida útil do equipamento e, portanto, a depreciação contabilizada e o valor residual da propriedade.

O conhecimento estatístico da vida útil de bens permite análises econômicas mais acuradas, reduzindo-se com isto a insegurança nas decisões.

·      torna-se necessário um método capaz de formular objetivamente estratégias de manutenção para os equipamentos e que possa ser um contraponto às práticas subjetivas observadas nas empresas, tais como:

ü    em equipamentos críticos se faz manutenção preventiva; ou em equipamentos ociosos se admitem emergências;

ü     métodos objetivos de formulação de estratégias de manutenção, se existirem, são aplicáveis em que ambiente;

ü      que requisitos são necessários nas empresas para a adoção destes métodos;

ü     e que evidências são necessárias para a comprovação da sua eficacia.

·     perda de valor de mercado devido ao desgaste não somente devido ao uso como também devido as intempéries

·      perda do valor decorrente do decréscimo da capacidade de produção do equipamento devido a exaustão física ou da obsolência do mesmo

·       corresponde a uma estimativa da perda do valor sofrido pelo equipamento para fins de registro contábil

·      de qualquer forma, a depreciação pode ser resumida como sendo a perda do valor venal de um equipamento ao longo do tempo;

·      apresentamos em seção específica as diversas maneiras de calcularmos os custos do valor horário de depreciação, entre elas o método linear, que tem a seguinte expressão:

CD = (VA – R) / n.HTA,

sendo

CD                   custo de depreciação horária, expressa em reais por hora

VA                   valor de aquisição do equipamento, expressa em reais

N                     vida útil em anos

HTA                 número de horas trabalhadas por ano



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