Licitações, pregão e leilão

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Capítulo IV:
Gestão dos projetos de arquitetura e engenharia

Esta seção têm como finalidade definir os objetivos e as diretrizes a serem observados no desenvolvimento do projeto preliminar (avaliação), básico (consolidação) e executivo (implantação) de arquitetura e engenharia.

A premissa do empreendedor público e privado com relação aos projetos de arquitetura e engenharia desenvolvidos internamente ou externamente por terceiros tem como objetivo o cumprimento integral dos conceitos, das normas e dos padrões notadamente quanto a qualidade dos serviços, garantindo que o empreendedor receba um projeto de arquitetura e engenharia que atenda às necessidades do programa e seja econômico, viável e bem dimensionado sobre os seus vários aspectos.

O projeto de arquitetura e engenharia em questão desenvolver-se-á em quatro fases, sendo a primeira um esboço de projeto no qual as informações ainda são preliminares mas realizada por conhecedores da empresa e do projeto e que serve de base para alavancar o projeto (empreendimento).

·        esboço do projeto: relacionado com a intenção de se executar o projeto.

Nesta etapa o projeto poderá ser suspenso e não serão necessárias as execuções dos projetos preliminar, básico e executivo de arquitetura e engenharia;

·        projeto preliminar de arquitetura e engenharia: relacionado com a avaliação de se executar o projeto.

Nesta etapa o projeto poderá ser suspenso e não serão necessárias as execuções dos projetos básico e executivo de engenharia e arquitetura;

·         projeto básico: relacionado com a consolidação de se executar o projeto e base para a licitação de sua construção.

Nesta etapa o projeto poderá ser suspenso e não será necessária a execução do projeto executivo de arquitetura e engenharia;

·        projeto executivo: serve para a construção e a implantação do projeto.

Nesta etapa o projeto deverá ser executado, portanto será necessária a execução do projeto executivo de arquitetura e engenharia.

·      no acompanhamento e na fiscalização dos serviços será observado o cumprimento das cláusulas contratuais no tocante ao escopo, às etapas de trabalho, ao desenvolvimento físico-financeiro e ao atendimento aos padrões de qualidade e normas técnicas aplicáveis.

·       o acompanhamento dos saldos contratuais de prazo será executado por:

ü  acompanhamento da racionalização de recursos para o cumprimento do prazo contratual;

ü  avaliação e acompanhamento do cronograma físico-financeiro;

ü  acompanhamento de quantidades e serviços executados.

·       com base no planejamento da projetista, a fiscalização solicitará uma programação quinzenal de serviços, com a finalidade de acompanhar-se semanalmente os serviços executados, permitindo, de forma segura, administrar o andamento físico dos projetos e a produtividade geral, tendo em vista os prazos de forma abrangente;

·       os elementos de planejamento, tais como cronograma de execução, serão atualizados semanalmente com base nas quantidades apropriadas nas medições dos serviços realizados;

·       os desvios existentes entre os avanços previstos e realizados serão detalhadamente analisados, verificando as tendências executivas (construtivas) e consequências nos prazos da obra;

·       os desvios prejudiciais encontrados e as providências necessárias para sua correção serão anotados na caderneta de ocorrências;

·       o serviço de fiscalização a ser implantado pelo empreendedor estará sempre atento ao andamento dos projetos, com vistas às eventuais alterações de projetos e serviços, sempre se antecipando aos problemas que possam surgir ao longo do desenvolvimento dos trabalhos e que possam influenciar direta ou indiretamente os prazos de execução;

·       nos casos de maior gravidade, pela falta de ação da projetista, será analisado o impacto resultante produzido nos prazos contratuais com conclusões e recomendações necessárias para que possam influenciar direta ou indiretamente no sucesso do projeto.

Será verificada, conforme o tipo ou a natureza do projeto, destacando-se, em síntese, os exemplos apresentados nos próximos itens.

·      verificação dos memoriais de cálculo de dimensionamento hidráulico;

·      verificação das necessidades ou conveniências da utilização de redes duplas em determinados trechos;

·      obediência aos critérios de diâmetros mínimos e declividades mínimas;

·      atendimento das profundidades limites para assentamento de tubulações em vias pavimentadas, não pavimentadas e passeios;

·      avaliação dos índices percentuais de soleiras baixas atendidas;

·      análise crítica das singularidades: degraus, tubos de queda, poços de inspeção, sifões;

·      apresentação dos desenhos: plantas com curvas de nível e articulação; esquemas de amarrações das singularidades; desenhos típicos; plantas de caminhamento das tubulações; identificação de áreas com ocupação notável e áreas de inundação; projetos de remanejamento de interferências; perfis, indicações de sondagens e outros.

Além das verificações normais dos projetos das edificações, outras, de ordem específica, são necessárias, como:

·         memoriais de cálculo de dimensionamento hidráulico e elétrico;

·         especificações técnicas de equipamentos eletromecânicos;

·         fluxogramas dos processos e de instrumentação;

·         desenhos de tubulações internas e externas;

·         interfaces físicas e/ou operacionais com as unidades existentes;

·         sequência executiva, instalações provisórias;

·         manuais de operação e manutenção.

·         visibilidade;

·         concordância entre a rodovia e a obra de arte;

·         pista simples ou pista dupla;

·         faixas de rolamento;

·         acostamentos ou faixas de segurança;

·         faixa de aceleração e desaceleração;

·         faixa para pedestre;

·         faixa para ciclista;

·         elementos de proteção: barreiras e guarda-corpos;

·         tubulações;

·         drenagem.

·         memória de cálculo de dimensionamento das fundações;

·         memória de cálculo de dimensionamento da mesoestrutura;

·         memória de cálculo de dimensionamento da superestrutura;

·         especificações técnicas;

·         fluxogramas dos processos de instrumentação;

·         desenhos estruturais;

·         interfaces físicas e/ou operacionais com as unidades existentes;

·         sequência executiva, instalações provisórias;

·         manual de operação e manutenção.

Os termos de referência têm como finalidade definir os objetivos e as diretrizes a serem observados no desenvolvimento do projeto preliminar (avaliação), básico (consolidação) e executivo (implantação) de arquitetura e engenharia.

Deve-se seguir o escopo básico para os projetos conforme inicialmente estabelecido nos estudos de intenções, viabilidade inicial, constante das diretrizes básicas para elaboração de estudos e projetos do empreendedor.

Os projetos em questão desenvolver-se-ão em quatro fases, a saber:

·       esboço dos projetos:

Nesta etapa o projeto poderá ser suspenso e não serão necessárias as execuções dos projetos preliminar, básico e executivo de arquitetura e engenharia.

·       projeto preliminar de arquitetura e engenharia:

Nesta etapa o projeto poderá ser suspenso e não serão necessárias as execuções dos projetos básico e executivo de arquitetura e engenharia.

·       projeto básico de arquitetura e engenharia:

Nesta etapa o projeto poderá ser suspenso e não será necessária a execução do projeto executivo de arquitetura e engenharia.

·       projeto executivo de arquitetura e engenharia:

Nesta etapa o projeto deverá ser executado, portanto será necessária a execução do projeto executivo de arquitetura e engenharia.

·      terá como principal objetivo estabelecer o conceito do projeto (empreendimento), por exemplo, entre outros:

ü     arranjo, baseado nas primeiras informações de mercado, inovações, meio ambiente, equipamentos, experiência da empresa, experiência das áreas de conhecimento, possibilidades de investimento.

 

·       terá como principal objetivo estabelecer o conceito do projeto (empreendimento), na fase de avaliação, por exemplo, entre outros:

ü     arranjo preliminar, constando de cortes transversais e longitudinais, equipamentos, mediante coleta e análise dos dados existentes, incluindo-se cartas e/ou fotografias de áreas disponíveis;

ü     níveis de produção;

ü     fluxograma básico das edificações e dos equipamentos;

ü     pesquisas relacionadas a:

Ø     evolução da população;

Ø     edificações e ligações; ligações existentes e suas projeções;

Ø     redes existentes e suas projeções;

Ø     cálculo do consumo médio diário de água a ser consumida;

Ø     cálculo do consumo médio diário de água a ser produzida;

Ø     cálculo do consumo médio horário de água a ser produzida;

Ø     automação do sistema de água;

Ø     cálculo do número de bombas de recalque;

Ø     cálculo do consumo diário, mensal e anual do sistema de abastecimento de água;

Ø     cálculo da média da faixa de consumo mensal, por unidade residencial, comercial, industrial e governamental; estimativa dos custos do ativo da empresa; resumo final.

ü     estudos geológicos:

Ø     coleta e análise de dados;

Ø     análise interpretativa de fotos aéreas;

Ø      investigações de campo;

Ø      estudos hidrológicos: coleta de dados hidrológicos;

Ø      preparação de planos funcionais preliminares e avaliação preliminar comparativa.

ü     projeto geométrico da etapa preliminar, componente ambiental dos projetos de engenharia, avaliação ambiental preliminar;

ü     problemas ambientais a se cadastrar na fase seguinte; existência das atividades de terceiros (lavouras, indústrias, loteamentos, etc.); antigas áreas de uso, se houver, e que possam vir a ser identificadas como passivo ambiental;

ü    projeto de desapropriação: avaliação preliminar da desapropriação; nesta etapa, será efetuado um levantamento preliminar das propriedades e das benfeitorias existentes, a cadastrar na fase seguinte, e que possa fornecer elementos para uma avaliação de custo inicial.

Ao final desta etapa, será entregue o relatório parcial.

·       projeto básico - conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar a obra ou o serviço, ou o complexo de obras ou serviços, elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do projeto, e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução, devendo conter os seguintes elementos:

ü     desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer visão global da obra e identificar todos os seus elementos constitutivos com clareza;

ü     soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, de forma a minimizar a necessidade de reformulação ou de variantes durante as fases de elaboração do projeto executivo e de realização das obras e da montagem;

ü     identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra, bem como suas especificações que assegurem os melhores resultados para o projeto, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução;

ü     informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos, instalações provisórias e condições organizacionais para a obra, sem frustar o caráter competitivo para a sua execução;

ü     subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra, compreendendo a sua programação, a estratégia de suprimentos, as normas de fiscalização e outros dados necessários em cada caso;

ü     orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados.

Nesta fase, após aprovadas as conclusões e as recomendações da fase preliminar, terá início a execução dos projetos de arquitetura e engenharia, para estudar, mais profundamente, as alternativas de soluções julgadas convenientes na fase preliminar, atendendo às recomendações dos seguintes exemplos de instruções de serviço:

·       estudos a realizar:

no desenvolvimento dos trabalhos desta fase, serão desenvolvidos estudos, por exemplo:

ü     estudos dos traçados dos anéis de distribuição, das redes de distribuição, do manancial, da captação e das estações elevatórias e adutoras;

ü     estudos geológicos, estudos hidrológicos, observando-se tempos de recorrência constante.

·       estudos topográficos:

ü     pelo processo eletrônico-digital, realizados com a utilização de equipamentos Ground Position System (GPS) e de estação total;

ü     serão executadas as seguintes tarefas:

Ø     implantação de marcos planialtimétricos com utilização de equipamentos GPS;

Ø     locação do eixo de referência para o levantamento;

Ø     levantamento cadastral da faixa de domínio;

Ø     levantamento de seções transversais, com detalhamento da plataforma atual;

Ø     levantamentos especiais; locais de ocorrências de materiais;

Ø     levantamento de passivo ambiental;

Ø     elaboração de planta topográfica;

Ø     implantação de marcos planialtimétricos com utilização de equipamentos GPS;

Ø     para controle dos estudos topográficos deverá ser implantada uma rede de marcos planialtimétricos, com coordenadas e cotas verdadeiras;

Ø     a locação do eixo de referência poderá ser feita, por exemplo, pelo eixo da pista existente ou pelo bordo da pista de rolamento, em função das condicionantes locais correspondentes à segurança da equipe;

Ø     o eixo locado, por exemplo, deverá ser estaqueado de 20 em 20 metros, em tangentes e em curvas;

Ø     a materialização dos pontos locados será feita por meio de tachas, prego ou piquetes de madeira, dependendo do revestimento existente. Os pontos materializados serão assinalados com tinta apropriada no pavimento, sendo a estaca correspondente pintada no bordo da faixa de rolamento, ou do acostamento;

Ø     a locação do eixo poderá ser realizada com a utilização de trena de aço e os pontos da locação deverão ser levantados por estação total, quando da ocasião do levantamento da faixa de domínio;

Ø     levantamento cadastral da faixa de domínio, executado por processo de irradiação de pontos, com utilização de estação total, devendo ser levantados todos os pontos de interesse do projeto, tais como: benfeitorias existentes, interseções, acessos a postos de abastecimento, obras de arte especiais, obras de arte correntes, dispositivos de drenagem superficial, placas de sinalização vertical, obras complementares, obras de contenção, redes de serviços públicos (água potável, água pluvial, esgoto, redes elétricas e de telefonia);

Ø     levantamento topográfico para o projeto de desapropriação.

·      projetos a desenvolver:

       Nesta etapa, serão complementados os estudos:

ü     projeto das estruturas das obras que compõem o projeto, por exemplo: captação, elevatória de água bruta, tratada, adutora de água bruta, adutora de água tratada, estação de tratamento, reservação, anéis de distribuição, rede de distribuição e ramais prediais;

ü     projeto geométrico, de terraplenagem, drenagem;

ü     projeto de pavimentação (pavimentos flexíveis e rígidos);

ü     projeto de interseções, retornos e acessos; obras de arte especiais;

ü     projeto de sinalização;

ü     projeto de paisagismo;

ü     projeto de dispositivos de proteção (defensas e barreiras);

ü     projeto de cercas;

ü     projeto de desapropriação;

ü     orçamento da obra;

ü     plano de execução da obra;

ü     a conclusão desta fase será apresentada no relatório parcial.

O projeto executivo deve ser elaborado de tal forma que o conjunto de documentos técnicos detalhe o projeto básico, com a elaboração de desenhos, memoriais descritivos, memórias de cálculo, listas de materiais quantitativos, métodos construtivos, especificações técnicas, além de outros estudos e/ou serviços necessários para a execução completa da obra, de acordo com as normas pertinentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

No seu desenvolvimento devem ser observadas as seguintes instruções para alcançar os objetivos do projeto executivo:

·       desenvolver a solução escolhida, de forma a fornecer visão global da obra e identificar todos os seus elementos construtivos, com clareza;

·       detalhar as soluções técnicas localizadas de forma a minimizar a necessidade de reformulação ou de variantes durante a fase de execução das obras;

·       identificar os tipos de serviços a executar, matérias e equipamentos a incorporar à obra, com especificações que assegurem os melhores resultados para o projeto;

·       incluir informações que possibilitem o estudo e a dedução dos métodos construtivos, das instalações provisórias e das condições organizacionais para a obra;

·       fornecer subsídios para a gestão da obra, compreendendo a programação, a estratégia de suprimentos, normas de fiscalização e outros dados necessários;

·       possibilitar a avaliação dos custos da obra, a definição dos métodos e do prazo de execução;

·       atender às normas de segurança, funcionalidade, mobilidade e adequação ao interesse público;

·       racionalizar os custos iniciais e de operação;

·       atender normas técnicas de saúde e de segurança do trabalho adequadas;

·       projeto de detalhes das estruturas das obras que compõem o projeto, por exemplo, captação, elevatória de água bruta, tratada, adutora de água bruta, adutora de água tratada, estação de tratamento, reservação, anéis de distribuição, rede de distribuição e ramais prediais;

·       projeto geométrico, terraplenagem, drenagem; pavimentação (pavimentos flexíveis e rígidos);

·       projeto de interseções, retornos e acessos;

·       projeto de obras de arte especiais;

·       projeto de sinalização e de paisagismo;

·       projeto de dispositivos de proteção (defensas e barreiras);

·       projeto de cercas;

·       projeto de desapropriação;

·       orçamento da obra;

·       plano de execução da obra;

·       projeto de sinalização da rodovia durante a execução de obras e serviços;

·       componente ambiental dos projetos de engenharia rodoviária.

A conclusão desta fase será apresentada na minuta do projeto executivo, a qual, após aceita, dará origem à impressão definitiva do projeto executivo.

Serão realizados estudos para a formulação da planilha de ensaios de laboratório e de campo e que darão sustentação tecnológica e de garantia da qualidade técnica do projeto, por exemplo:

·       estudos do subleito; incluindo sondagens e coleta com retirada de amostras para caracterização do material, até 1,5 m abaixo do greide do projeto geométrico (um furo de sondagem a cada 100 m);

·       com o material coletado em cada furo de sondagem serão realizados os seguintes ensaios:

ü      caracterização (granulometria por peneiramento e por sedimentação, LL e LP):

Ø   compactação;

Ø   índice de suporte califórnia (ISC/CBR); e

Ø   densidade in situ.

·       estudos de empréstimos para corpo de aterro; de ocorrências de materiais para pavimentação;

·       nas ocorrências de cascalheiras, saibreiras, areais e pedreiras:

a) saibreiras, na fase preliminar, com o mínimo de 9 furos:

ü     granulometria por peneiramento simples: limite de liquidez, limite de plasticidade; equivalente de areia, ensaios de compactação, ISC e Densidade in situ.

b) nos depósitos de areia:

ü     ensaios de granulométrica; teor de matéria orgânica.

c) materiais pétreos (pedreiras):

ü     ensaios de Abrasão Los Angeles; de adesividade;

ü     durabilidade.

Todos os relatórios apresentados deverão ser devidamente encadernados, conforme preconizado nas instruções para apresentação de relatórios e projetos executivos de engenharia do empreendedor, com os devidos ajustes para o tipo de obras que se está projetando.

No decorrer dos serviços deverão ser apresentados nos prazos estabelecidos em contrato, os relatórios previstos, por exemplo:

ü  relatório de andamento n° 01 - 30 dias;

ü  relatório parcial nº 01 - 45 dias;

ü  relatório de andamento n° 02 - 60 dias;

ü  relatório de andamento n° 03 - 90 dias;

ü  relatório parcial nº 02 (RP-02) 120 dias;

ü  minuta do projeto executivo de implantação - 150 dias;

ü  impressão definitiva do projeto executivo de implantação - 180 dias.

Os relatórios técnicos intermediários são relatórios de pequeno vulto e objetivam apresentar, quando necessário, informações e resultados de estudos técnicos sobre assuntos específicos discriminados nos termos de referência e no plano de trabalho do licitante, para ciência e tomada de decisão, pelo empreendedor.

Deverão ser utilizados tubos de PVC das linhas PBA e VINILFER.

Os tubos PBA são fabricados de acordo com a Especificação Brasileira NBR 5647 (EB-183/197, da ABNT), nos diâmetros de 60 a 300 mm e nas classes 12, 15 e 20, para pressões de serviço de 60, 75 e 100 mca, respectivamente.

Os tubos de PVC rígido, com juntas soldáveis, do tipo ponta e bolsa lisa ou pontas lisas e luvas, fabricados para pressões máximas de 7,5 kgf/cm², em diâmetros nominais de até 32 mm, deverão atender à norma NBR 5648 (EB-892).

A junta elástica tipo PBA (ponta e bolsa com anel de borracha) possibilita montagens rápidas e de fácil execução. O anel de borracha proporciona estanqueidade perfeita sob condições normais de serviço e protege a linha dos movimentos de solo, compensando também eventuais dilatações e contrações dos tubos.

As conexões de PVC rígido com juntas rosqueáveis, para tubos fabricados conforme NBR 5648, deverão atender, na rosca, à NBR 6414.

As conexões são dimensionadas para trabalharem enterradas, conduzindo água a 20º C e com pressão de serviço (PS) de 1 MPa, incluindo-se as variações dinâmicas, conforme Norma ABNT (EB-1417) especificação.

Os anéis de borracha para o sistema de vedação são os mesmos adotados para tubos PBA (NBR 5647) e deverão atender às NBRs 6588 e 7673.

As conexões de PVC rígido, para tubos de polietileno PE-5, fabricadas conforme a NBR 8417, deverão atender à norma NBR 9052.

As conexões de polipropileno, para tubos de polietileno tipo PE-5, deverão atender à norma NBR 9798.

Os tubos de polietileno deverão atender às condições gerais, às especificações, às inspeções, às amostragens e aos ensaios descritos nas normas NBRs 8417, 8414, 8415 e 8416.

Os tubos de PVC rígidos, de juntas soldáveis, rosqueáveis e elásticas, deverão atender às condições gerais, às especificações, às inspeções, às amostragens e aos ensaios descritos nas normas NBRs 5647, 5648, 5680, 5683, 5384, 5385, 5386, 5387 e 6476.

As conexões para tubos de PVC rígido, com juntas elásticas ou soldáveis do tipo ponta e bolsa ou bolsa e bolsa, deverão atender às condições escritas nas normas NBR 9815 e 10351.

A linha VINILFER é constituída de tubos de PVC rígido para adução e distribuição de água, fabricados nos diâmetros nominais (DN - nº) de 100, 150, 200, 250, 300 e 400.

Os tubos de PVC rígido são fabricados de acordo com a Especificação Brasileira NBR 7665 (EB 1208/71 da ABNT), dimensionados para pressões de serviço de 1 MPa (100 mca), incluindo-se as variações dinâmicas.

Tendo diâmetros externos idênticos aos de ferro fundido, é possível o acoplamento direto dos tubos Tigre VINILFER de PVC rígido às bolsas daquele material, sem procedimentos ou adaptadores complicados, constituindo-se na solução ideal para projetos de expansão ou substituição de redes.

Os materiais a serem adquiridos encontram-se nos quadros das planilhas orçamentárias. Durante o processo de compras o Empreendedor se reserva o direito de modificar as quantidades listadas.

O metal destinado às armaduras das estruturas de concreto armado, comumente designado ferro, será o aço doce homogêneo cujos tipos e bitolas constam das plantas específicas.

O material deverá obedecer à NBR-7480/85, para barras laminadas de aço comum para concreto armado, e a EB-130, para as barras de aço torcidas a frio.

A estocagem de aço é fundamental para a manutenção de sua qualidade; assim sendo, este deverá ser colocado em local abrigado das intempéries, sobre estrados a 7,5 cm, no mínimo, do piso, ou 30 cm, no mínimo, do terreno natural. Recomenda-se cobri-lo com plástico ou lona, protegendo-o da umidade e do ataque de agentes agressivos. Serão rejeitados os aços que se apresentarem em processo de corrosão e ferrugem, apresentando redução na seção efetiva de sua área.

Quando o armazenamento durar mais que 30 dias, deverá ser aplicado óleo solúvel, sendo vedado o uso de graxa ou de óleos não solúveis em água.

Será retirada, para ensaio, uma amostra de cada partida de material que chegar à obra.

Os resultados dos ensaios serão analisados pela Fiscalização, a quem competirá aceitar ou rejeitar o material de acordo com a especificação correspondente.

Caberá à Empreiteira providenciar todos os recursos e coordenar todas as atividades necessárias à execução dos testes de linha destinados a determinar possíveis falhas de material, mão de obra e/ou métodos de construção.

Todas as tubulações deverão ser submetidas a teste hidrostático, de acordo com os procedimentos descritos a seguir:

À Empreiteira compete apresentar um método para execução do teste hidrostático, para prévia aprovação, no qual deverá constar, no mínimo: a pressão, o tempo de duração, os trechos a serem ensaiados, os locais para medição e os critérios de operação.

A Empreiteira poderá propor à Fiscalização a divisão da linha em outros trechos ou seções, não previstos inicialmente, para efeito de teste, caso esse procedimento seja justificável para a obtenção de melhores condições ou maiores facilidades para a realização dos testes. Nesse caso, a Contratada deverá apresentar uma especificação completa e uma descrição detalhada dos testes a serem efetuados, para aprovação prévia da Fiscalização.

Os trechos de tubulação utilizados nas travessias aéreas deverão, conforme o método e o critério exclusivo da Fiscalização, ser submetidos aos mesmos testes específicos para as travessias subterrâneas.

A Fiscalização e a Contratada deverão determinar, de comum acordo, os pontos em que deverão ser instalados os instrumentos registradores de pressão.

A execução dos trabalhos de correção das eventuais falhas verificadas será de responsabilidade da Contratada e elas deverão ser imediatamente reparadas.

Todos os recursos de mão de obra, materiais, equipamentos, ferramentas, instrumentos, etc., necessários à completa realização dos testes, bem como à execução dos trabalhos de correção das eventuais falhas verificadas, serão de única e exclusiva responsabilidade da Empreiteira.

A Contratada montará os instrumentos de pressão em uma derivação conectada à tubulação em teste, submetendo-os a um ensaio de pressão, a fim de verificar seu funcionamento e respectiva calibração.

Durante a execução do teste hidrostático, a Contratada efetuará leituras a cada hora, anotando os resultados em relatório apropriado.

Após a execução do teste, a Contratada fará uma análise dos resultados obtidos e apresentará à Fiscalização para aprovação.

Concluídas as obras, a estrutura hidráulica deverá ser submetida a um teste de estanqueidade, do seguinte modo:

Encher lentamente a estrutura, mantendo-a sob permanente vigilância durante esse período, que deverá durar de 36 a 48 horas.

Atingindo o nível máximo de projeto, este deverá ser mantido por dez dias consecutivos.

Durante esse período, o nível de água interno deverá ser medido diariamente e a unidade, mantida sob permanente observação quanto ao comportamento estrutural, estanqueidade da estrutura de concreto e estanqueidade do sistema hidráulico.

Decorrido esse último prazo, a unidade deverá ser esvaziada e todos os problemas eventualmente constatados deverão ser corrigidos.

Caso as correções necessárias estejam ligadas à estanqueidade, novos testes de estanqueidade deverão ser feitos após a conclusão dos reparos. Durante a operação de esvaziamento, deverá ser avaliado o desempenho do sistema de drenagem. O teste de estanqueidade deverá ser realizado antes de aplicada a impermeabilização.

Todos os serviços serão pagos pelas quantidades efetivamente executadas e seus respectivos preços unitários, ficando estabelecido que esses preços incluem o fornecimento dos materiais (exceto os fornecidos pelo Empreendedor) necessários à entrega da obra totalmente acabada e das instalações em perfeito estado e prontas para o funcionamento.

Em princípio, fica estabelecido que as medições serão feitas mensalmente.

Os serviços especificados e projetados serão medidos e pagos de acordo com os itens descritos e com base nas "Planilhas de Preços".

O pagamento de todos os serviços ficará subordinado à aceitação e à aprovação destes pelo Empreendedor.

São de inteira responsabilidade do Construtor todas e quaisquer deduções ou interpretações diferentes destes critérios de medições e pagamentos, fornecidos pelo Empreendedor.



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