Operação de projetos

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Capítulo III:
Organização do trabalho

O planejamento visa a organização do trabalho, assim, procura-se sempre a utilização racional da melhor técnica de qualidade e econômica, associada à aplicação de mão de obra, equipamentos e materiais de construção, para assegurar um melhor desempenho da empresa.

Pode ser alcançado por meio de:

·      definição precisa dos métodos de execução e dos modos operacionais, permitindo colocar em prática técnicas modernas de construção e equipamentos de alto rendimento;

·      escolha em quantidade é qualidade do pessoal para a execução dos serviços, de tal forma que se tenha a racionalização do ciclo de trabalho;

·      formação adequada das equipes de trabalho, coordenando e distribuindo de forma equilibrada a concentração de pessoal especializado;

·      continuidade na execução dos serviços, procurando-se evitar picos desnecessários de trabalho;

·      coordenação de atividades para se obter de forma eficaz e econômica a execução de um serviço, ou seja, pesquisa de uma maior eficiência na ordenação do trabalho;

·      acompanhamento da evolução das técnicas construtivas, que obriga a rever periodicamente certos conceitos adquiridos. Atualmente, as obras de construção exigem por parte dos contratados espaços de mobilização e construção no menor tempo possível, assegurando o máximo de qualidade independentemente da localização geográfica e, como decorrência disso, maior racionalização na aplicação de materiais.

Com o decorrer do tempo, as empresas de construção passaram a ter maiores despesas indiretas e, devido às dificuldades de mão de obra, procuraram minimizar as despesas diretas, harmonizando o sistema homem-máquina-material.

Em conclusão, a organização do trabalho é uma necessidade essencial para a empresa, que procura sempre ajustar a solução ao sistema homem-máquina-material, fazendo com que se tenha uma melhor produtividade, objeto primordial da organização do trabalho.

A empresa necessita estar bem organizada para enfrentar o sistema competitivo do mercado, ou seja, necessita reduzir racionalmente o custo do seu produto.

Em princípio, a organização do trabalho visa a melhoria de métodos e meios de execução, assim como a simplificação dos procedimentos operacionais.

·      A evolução da empresa, ou seja, a cultura própria, visa, por meio do tempo, roteiros de procedimentos baseados em:

ü  eliminação de operações desnecessárias;

ü  redução de tempos mortos;

ü  inter-relações ordenadas entre diversas operações;

ü  evitar a desordem do canteiro de obras;

ü  racionalização de locais de trabalho;

ü  prevenção de acidentes de trabalho;

ü  racionalização no fluxo de materiais;

ü  racionalização na distribuição de equipamentos;

ü  melhoria das condições materiais do trabalho;

ü  escolha dos materiais adequados;

ü  respeito ao meio ambiente;

ü  integração do sistema homem-máquina;

ü  integração do sistema homem-material;

ü  integração do sistema máquina-material;

ü  controle da qualidade da empresa e dos produtos;

ü  controle dos riscos;

ü  qualidade de comando;

ü  ordenação de execução entre espaço e tempo;

ü  controle de tempo do pessoal e equipamento.

 

É necessário que o canteiro de obras, fundamental para a execução de um projeto, esteja organizado e em ordem, a fim de que seja permitido realizar trabalhos com eficácia e economia. A organização é uma questão de bom-senso e deve ser analisada previamente, evitando-se as improvisações durante a construção. A causa principal das desordens dos canteiros de obras é a falta de organização antecipada dos serviços.

É importante que para cada evento a ser realizado, se estude, se prepare e se organize a atividade da produção, ou seja, o trabalho propriamente dito, com base em experiências anteriores ou em assessoramento de especialistas específicos. Esta análise crítica, na solução metódica da obtenção de um evento, põe a descoberto possíveis dificuldades de um sistema construtivo.

Para que se consiga uma boa organização do trabalho é necessário que se observe como ele realmente se apresenta, estabelecendo um plano de investigação por meio do qual se procure:

ü  definir a efetivação do evento;

ü  visualizar através de desenhos e gráficos as diversas etapas;

ü  decomposição do trabalho em todas as suas fases.

No campo da construção, as diversas obras induzem tecnologias criativas, resultantes de experiências passadas que podem ser aplicadas na execução de trabalhos semelhantes ou mesmo diferentes. O planejador deve partir da premissa de que sempre deve existir uma forma melhor de executar o trabalho, pesquisando soluções que incorporem inovações, ou aumentando a produtividade do conjunto ou desenvolvendo métodos para enfrentar novas situações. Portanto, a análise requer especialistas experientes, capazes de reflexão e de criação na obtenção da forma lógica do trabalho.

É necessário que se considerem todas as questões como:

ü  o que;

ü  onde;

ü  quando;

ü  quanto;

ü  como;

ü  quem;

ü  para quem.

Ao analisar todos estes questionamentos, relacionados entre si, e as respostas obtidas, teremos um conjunto de ideias que nos levará a melhor escolha do sistema construtivo.

Após a análise mencionada anteriormente, é necessário que os resultados sejam aglutinados com as sugestões e soluções construtivas. Normalmente, esta fase do trabalho contribui com subsídios de real importância para a fase executiva do projeto. Acompanhando a sua execução, uma análise crítica trará subsídios importantes à cultura da empresa.

Produtividade de um evento significa uma produção maior com os mesmos meios e sem esforço adicional do elemento humano.

O principal objetivo da produtividade é produzir com economia e eficiência, por meio de metodização e racionalização dos meios e dos serviços.

É muito difícil medir os resultados, pois há fatores imponderáveis como a fadiga do trabalho, conforto do trabalhador, qualidade do trabalho, durabilidade, influência climática, etc.

O resultado da melhoria da produtividade pode ser representada através do valor do custo da execução do produto. Assim, tem-se:

VP =   Salário médio da equipe/hora/Produção horária

O principal problema de ajuste às metas previstas de qualidade e produtividade na execução de um evento é a heterogeneidade dos recursos disponíveis, normalmente descontínuos e de difícil integração num único processo construtivo.

É importante, no campo da construção, o estabelecimento criterioso de padrões para aferir e comparar os diversos resultados dos eventos que permitam uma boa avaliação dos índices de produtividade.

Na problemática geral da produtividade, a influência do mercado de trabalho assume um papel importante pela elevada absorção de mão de obra semi-qualificada e, principalmente, não qualificada.

É importante que se trace paralelo entre a força real do trabalho e os recursos tecnológicos disponíveis. O potencial humano habilitado e treinado poderá tornar-se fator de elevação da produtividade, associado a melhores níveis salariais.

Envolve responsabilidades tanto por parte do empreendedor, assim como do trabalhador, e deve ser mensurada no planejamento estratégico, envolvendo todas as áreas do conhecimento inseridas no desenvolvimento do projeto.

Neste item serão vistos os fundamentos do planejamento no campo dos projetos. Em certos tipos de construção, o planejamento das diversas atividades pode ser simples como movimentar máquinas e equipamentos numa área, ou como a execução de uma simples parede de tijolos, porém, há tipos de obra em que o planejamento na forma final envolve pessoal especializado com o campo de experiência bastante amplo.

Em qualquer caso é necessário um planejamento adequado antes de se dar início ao processo de produção, para evitar uma perda de tempo, ociosidade de mão de obra e equipamentos, distorções no abastecimento de materiais, resultando em perda de qualidade, baixa produtividade e perdas financeiras irrecuperáveis.

O tempo empregado no planejamento é amplamente compensado, pois evita perdas que podem chegar a proporções elevadas e assegura a participação nas soluções de todos os setores da empresa, reduzindo ao mínimo a possibilidade de erros.

O coordenador do planejamento, geralmente o gerente técnico, deve ter um constante contato com o pessoal da empresa, como os gerentes das áreas de equipamentos, de suprimento, de contrato, de administração e outros.

Na construção intervém muitas variáveis de natureza bem distinta: são mais de 300 tipos de materiais, 20 especialidades de mão de obra e algumas dezenas de tipos de equipamentos e ferramentas.

A sistemática do planejamento consiste na determinação dos pontos fundamentais a serem abordados. O caminho básico envolve as seguintes análises:

ü  o que produzir;

ü  quantidade que se deve executar;

ü  período de tempo em que deve ser executado;

ü  condições gerais do trabalho.

Analisa-se cada um desses itens, que constituem os dados de entrada para a solução racional do planejamento, sendo as características próprias do tipo de obra e da empresa de construção.

Designa-se genericamente como produto os serviços resultantes da atividade da empresa, por exemplo, concreto armado, concreto protendido, escavação em rocha, alvenaria, cobertura, pintura, etc.

É a quantidade do serviço que deverá ser produzido e pode ser expresso em volume, peso, número de peças, área, etc.

Por exemplo, concreto em volume, forma em área, etc.

O tempo de duração dos serviços, com a data de início e, consequentemente, de término.

Por exemplo, uma obra que envolve volume de concreto igual a 30.000  m3, no período de janeiro a outubro de 2006, e 5.000 m3 no período de novembro de 2006 a setembro de 2007.

Normalmente, o período básico de execução dos serviços e da obra são determinados para que se alcancem determinados objetivos e constam em cronograma básico.

O presente item é destinado à análise da localização da obra ou serviço, considerando acessos, meios de transporte, condições climáticas, interferências, disponibilidade, mão de obra, salários locais, recursos de água, energia elétrica e combustível, suprimento, comunicações e aspectos gerais.

1 - Localização do empreendimento

É a definição em função das cidades mais próximas, estado, região, etc., ou seja, sua perfeita localização geográfica.

Por exemplo: os projetos localizam-se no interior da área de lavra, a cerca de 12 km das jazidas a serem implantadas, em sítio desprovido de qualquer ocupação, na Serra Norte, Carajás, no interior do estado do Pará, distante 260 km da cidade de Marabá, situada na região norte do Brasil e na Amazônia Oriental.

2 - Acessos

É a análise de todos os acessos possíveis, das diferentes localidades do país até o local das obras, de maneira pormenorizada. Por exemplo: a obra, localizada em São Luis, capital do Estado do Maranhão, pode ser alcançada através de:

Sistema Ferroviário - atinge-se as principais capitais do país, Teresina - 453 km; Fortaleza - 1.163 km; Recife - 2.275 km; São Paulo - 6.482 km.

Sistema Rodoviário - alcançam-se as principais cidades do país, Belém, São Paulo, Recife, etc. A BR-316 corta o estado do Maranhão na direção Leste-Oeste.

Sistema Marítimo - o porto de Itaqui está situado na costa Norte do Brasil, Baía de São Marcos, 9 km da cidade de São Luis, e possui equipamento portuário em condições e quantidades suficientes para atender às necessidades das obras que se desenvolvem na região.

As distâncias em milhas marítimas do porto de Itaqui aos principais portos do país são: Manaus - 1.275; Belém - 350; Recife - 810; Rio de Janeiro - 2.011; Porto Alegre - 3.081.

Aeroporto - a cidade de São Luis possui aeroporto com capacidade para operação de aviões a jato de qualquer tipo e fluxo diário que atinge todas as regiões do país.

Acesso Localizado - é necessário o conhecimento dos acessos para que não haja surpresa desagradável, com custos às vezes onerosos e não previstos, para se poder alcançar o local da obra.

Por exemplo: movimento de terra, pequenos bueiros, etc., para trafegar até o local da obra.

3 - Meio de Transporte

É importante a definição dos meios de transporte a serem utilizados para atingir o local das obras, para cálculo dos custos operacionais de abastecimento. Por exemplo, para o transporte fluvial é necessário conhecer o fluxo de navios, barcos, capacidade, calado, período do ano em que o rio é navegável. Com relação a determinadas estradas de terra, é necessário verificar o estado, condições de tráfego no período da seca e durante as chuvas.

4 - Calendário Simplificado

Para programar um trabalho que demanda longo tempo é necessário saber quantos dias úteis se dispõe a cada mês, considerados os feriados, sábados e domingos. É comum sua numeração da seguinte forma: os três dígitos indicam o número de dias, o quarto, a semana do mês e, o quinto, o mês do ano.

5 - Condições climáticas

Na definição de um sistema construtivo é de vital importância o conhecimento do clima que se desenvolverá ao longo dos meses. Determinam-se as principais características climáticas, ou seja, temperatura média do mês mais quente, média do mês mais frio, umidade relativa do ar, precipitação pluviométrica média mensal e anual, meses de maior e de menor pluviosidade, número de dias de chuva média anual. De posse de todas as informações, determina-se o número de horas por mês e ano da jornada de trabalho.

Por exemplo: dos dados do gráfico de precipitação pluviométrica e dias de chuvas por mês associados às datas do calendário, que leva em consideração os feriados e domingos, e a jornada de trabalho diurno das 7 horas às 11 horas e das 12 horas às 18 horas, e noturno das 19 horas às 23 horas, e das 24 horas às 6 horas, obtêm-se determinada jornada de trabalho

6 - Interferências

Em geral, quanto maior a envergadura do projeto, maior é a ocorrência de fatores interferentes que, segundo os requisitos do plano urbanístico e arquitetônico, implicam custos adicionais que exigem uma análise cuidadosa.

Físicas

Os problemas que se apresentam transcendem à simples técnica de construção e as decisões devem manter em vista determinados objetivos na transposição dos obstáculos.

Ruas, avenidas, rodovias, ferrovias 

Interferências transversais ou longitudinais

Executar os trabalhos em etapas ou lances sucessivos de modo a assegurar a continuidade de utilização da via por veículos ou pessoas.

Interferências completas

Executar os serviços bloqueando o tráfego da via para veículos ou pessoas. Estudar as alternativas de tráfego e a minimização da duração dos serviços ou, pelo menos, do bloqueio.

Redes de energia elétrica e telefone

Rede subterrânea - é necessário que as plantas localizem as redes para determinar as interferências.

Redes Aéreas - cadastrar os postes, torres de transmissão, etc.

Em ambos os casos é necessário executar o planejamento para dar continuidade ao sistema de fornecimento de energia elétrica e telefone.

Redes de água, esgoto, pluvial e galerias.

É importante a determinação das interferências devido ao alto grau de dificuldade no remanejamento dessas redes.

Pontes, viadutos, travessias. etc.

O fluxo do tráfego procura minimizar o tempo de duração da interferência. E , quando necessário, também optar por soluções específicas que evitem tumulto e desordem nas áreas de confluência.

Divisórias, muros, paredes, cortinas. etc.

O problema pode ser formulado envolvendo demolições e relocações, ocorrendo reconstituição imediata ou a longo prazo. Qualquer que seja a solução adotada, é necessária a anuência das pessoas envolvidas.

Rios e canais.

Estes problemas são muito sérios e não se pode adotar soluções precipitadas sem o completo conhecimento das variáveis que devem ser analisadas. Por exemplo: movimento de embarcações e sua capacidade, vazões máximas e mínimas, composição do subsolo, prazos das construções, etc.

Pavimentos de asfalto, concreto, etc.

Qualquer que seja o pavimento, se faz necessária a sua reconstrução de modo a restabelecer as características originais.

Espaço territorial-pessoal

É necessário verificar as interferências decorrentes da movimentação de pessoas no local do projeto, observando a densidade populacional. Por exemplo: no caso de trabalhos a serem realizados numa área escolar, devem ser tomadas providências de proteção e sinalização evitando assim os acidentes.

Espaço territorial-veículos.

Como no caso territorial-pessoal, é necessário um estudo detalhado da densidade de fluxo de veículos, de modo a preservar a segurança.

7 - Mão de obra

Neste item é feita uma análise dos recursos de que se dispõe para a mobilização do pessoal que atua direta e indiretamente na obra.

É fundamental que se estude as regiões vizinhas ao local da obra, visando a disponibilidade de mão-de-obra e sua qualidade. A população local e a sua ocupação na indústria, comércio, construção e na agricultura condicionam o fator de utilização da mão de obra.

Por exemplo, para qualquer tipo de obra na cidade de São Paulo não será necessário grande dispêndio de mobilização de engenheiros, técnicos, administradores, operários qualificados, mas haverá alguma dificuldade de pessoas não qualificadas. Ao contrário, para obras isoladas será necessário a mobilização do pessoal, assim como a sua manutenção no local através de acampamentos complexos. É o caso de usinas hidrelétricas, de extração de minério. de linhas de transmissão de energia que, para a melhoria do nível técnico do pessoal, se desenvolvem muitos cursos no próprio canteiro, com treinamento diário e com convênios com órgãos como o IPT, SENAI, etc. Assim, pessoas da região, antes sem qualificação para a construção, passam a ser empregados semi-qualificados e se adaptam com bastante rapidez à nova profissão.

A análise da complexidade da obra envolve o contexto da empresa em sua área de atuação: uma obra no Rio Grande do Sul envolve análises diferentes para empresas localizadas na região e fora dela.


 

Exemplo de interferência

8 - Apoio logístico

Apoio logístico à obra será a definição, por parte da empresa, de como deverá atuar a sua organização e de como devem ser levadas em consideração soluções eficazes na obtenção de suprimentos, mão de obra, manutenção dos equipamentos, pessoal administrativo, pessoal de nível técnico, etc.

9 - Infraestrutura

Deve-se dar importância a localização da obra em função da infraestrutura básica de apoio, tais como: hospital, lazer, escola, banco, meios de comunicação, meios de transporte. Exemplo:

a) Obra situada a 30km do perímetro urbano: a empresa deve oferecer meio de transporte para o pessoal.

b) Obra isolada de quaisquer recursos: dependendo do volume de serviço, será necessária a construção de um acampamento, incluindo escola, hospital, agência bancária, etc.

c) Há casos de obras isoladas em que há necessidade de instalação de refeitórios.

10 - Salário Local

A concorrência da mão de obra, especialmente na categoria de técnicos e oficiais, associado ao nível de custo de vida local, condicionam o mercado de trabalho, e, consequentemente, os salários.

11 - Recursos de água, energia elétrica e combustível

Estes componentes básicos para construção de qualquer projeto devem ser analisados individualmente para que não se tornem críticos no decorrer da obra. Por exemplo, a falta de água na execução de um aterro de grandes proporções poderá exigir a execução de poço artesiano profundo; a falta de energia elétrica na execução de obra de grande porte poderá exigir a execução de uma central termoelétrica; ou no curso de grandes distâncias de transporte de combustível é necessário que se instale postos de abastecimento.

12 - Aquisição

A chave de toda a construção de uma obra é a logística. Para a aquisição do suprimento é necessário tomar as providências adequadas, para que não falte qualquer tipo de material na obra. Há regiões na Amazônia em que a brita deve se deslocar 300 km, atravessando rios por meio de balsas, em percursos que podem durar até 5 horas.

13 - Aspectos Gerais

Deve-se analisar até os pormenores, ou seja, as diversas interferências que possam criar problemas para as obras, e por exemplo, quando se constrói uma ponte, é necessário conhecer os valores das vazões do rio, a ocorrência das máximas, confirmar o seu perfil transversal, sua calha, etc. Os pontos analisados neste capítulo serão revistos na análise do planejamento e na execução dos canteiros.

14   - Meio ambiente

Deve-se analisar as diversas interferências que possam trazer impactos na política ambiental, realizando um planejamento ambiental em que se deixe claro as ações de mitigação que deverão ser implementadas para a obtenção dos produtos

15   - Riscos

Atualmente, no mercado competitivo em que vivem as empresas, a empresa que levar em consideração os riscos decorrentes do país , da empresa e do projeto, é que terá considerações mais favoráveis de sobrevivência

De posse dos dados de entrada e de seu registro, o seguinte passo é organizá-los para a obtenção dos seguintes pontos:

ü  organização de eventos ao longo do tempo, ou seja, cronograma de barras, PERT-CPM, misto, etc.

ü  análise dos principais problemas técnicos dos diversos eventos.

ü  determinação dos níveis de produção dos eventos.

ü  métodos construtivos.

1 - Planejamento clássico de barras

Proposto por Gantt, é um planejamento de forma mais simples. O gráfico procura mostrar, por meio da visualização, o avanço de determinadas realizações, que podem ser eventos gerais, serviços específicos, distribuição de equipamentos, equipes de trabalho, utilização de determinados materiais e outros itens, em períodos de tempo cuja unidade é o mês, a quinzena, a semana, o dia, o minuto, etc.

O gráfico de Gantt apresenta as seguintes vantagens iniciais para a execução do planejamento: facilidade e rapidez na execução, além de apresentar, com clareza, as atividades. Possui, porém, as seguintes desvantagens: não mostra as relações de dependência entre os diversos eventos; não determina o caminho crítico, ou sequência de atividades que determina o prazo mínimo de duração dos serviços; não apresenta as folgas, ou a data mais cedo em que uma atividade pode ser iniciada; e não apresenta a data posterior em que uma atividade pode ser concluída, sem atrasar as que dependem do término de determinada atividade, e, aparentemente, todas as atividades tornam-se críticas.

Exemplo: Execução de um projeto hidrelétrico.

O quadro define os pontos básicos de construção:

ü  início e término da instalação do canteiro;

ü  início e término da construção do túnel, em função do desvio do rio;

ü  liberação para início de concretagem;

ü  previsão para atingir determinada cota do vertedouro  com  o objetivo de proteger a obra na vazão máxima do rio;

ü   término do concreto primário;

ü  data do enchimento do lago, e mais informações;

ü  início da geração de energia.

2 - Planejamento - sistema  PERT- CPM

Introdução

É uma das formas de representação baseada na sequência e dependência de atividades para a determinação do caminho crítico, a partir das durações dos eventos. As vantagens da técnica PERT-CPM para a execução de um planejamento são as seguintes:

ü  representação de atividades em tempos de duração prováveis e reais;

ü  possibilidade de pesquisar todo tipo de atividade;

ü  maiores possibilidades de alcançar os objetivos do planejamento;

ü  torna bem evidente a interdependência das diversas atividades, facilitando o relacionamento;

ü  possibilita a inclusão de alternativas na execução dos eventos;

ü  procura eliminar as incertezas;

ü  envolve pesquisa para que a sequência das atividades seja a mais racional possível;

ü  facilita a observação na obtenção de recursos para a execução dos eventos;

ü  permite o acompanhamento das atividades na execução e possibilita a alteração da programação, desde que se tornem evidentes;

ü  possibilita, quando contempla a representação de todas as atividades, a determinação do caminho crítico e;

ü  caracterização de todos os eventos que o compõem antes do início da obra. Denomina-se estes eventos de primeira geração;

ü  permite caracterizar os diversos caminhos subcríticos, ou seja, eventos de importância das atividades de segunda e terceira gerações e em obras de porte é de suma importância a sua determinação, pois qualquer ocorrência desfavorável em sua execução poderá tornar críticas essas gerações;

Fases de análise e de síntese

Esta fase se desenvolve de forma que se defina prioridades na execução dos eventos, por meio de listagem de informações, relações entre os eventos anteriores e os a realizar, e suas durações respectivas. A partir desses dados, se coordena o diagrama de flechas. É importante que o responsável por este trabalho tenha conhecimento profundo dos procedimentos construtivos.

Construção do diagrama

A montagem do diagrama envolve as datas lógicas de desenvolvimento construtivo e produzem a estrutura executiva do projeto.

Caminho crítico

Inicialmente, se determina da origem dos eventos até a sua conclusão, o caminho de tempo menos demorado, e do retorno, da conclusão até a origem, as folgas e o caminho crítico.

Tabela de eventos - mês a mês

É importante que se construa uma tabela registrando quantos eventos devem ocorrer num mês, com o objetivo de se homogeneizar as frentes de serviço, procurando eliminar a concentração de eventos, que dificultam o controle construtivo, ainda que sejam eventos de curta duração.

Tabela de Folga

É comum a execução de uma tabela que inclua as etapas de construção. As datas mais anteriores ou mais tardias, as folgas existentes, dando ênfase às etapas críticas.

3 - Diagrama de blocos

Na forma é semelhante ao PERT-CPM. O diagrama é a representação gráfica de um projeto, mostrando a sequência com as diversas atividades, representadas por blocos retangulares ,e suas inter-relações, representadas por flechas, podendo ser  visualizada com clareza a sequência racional dos diversos eventos.

É comum a subdivisão em subdiagramas em decorrência de uma atividade importante. É normal, na técnica do diagrama de blocos, a utilização de experiências anteriores em três níveis quanto à duração das diversas atividades:

média, obtida pela empresa no decorrer de diversos anos;

otimista, aquela que se pretende obter;

pessimista, como sendo aquela que se deve fazer o possível para evitar.

As vantagens do diagrama de blocos podem ser resumidas em:

a - facilidade na confecção do diagrama;

b - clareza na interdependência das atividades;

c - inexistência das atividades fantasmas, quando se ligam os blocos através de flechas;

d - melhor evidência dos intervalos de determinados eventos;

e - facilidade de acompanhamento no período de execução das obras, indicando com clareza o real e o previsto;

f - facilidade de alteração do diagrama com adição ou supressão de eventos.

4 - Diagrama Misto

É um gráfico de Gantt, elaborado a partir do diagrama de blocos ou de PERT-CPM, que apresenta todas as atividades seu caminho e as folgas das atividades. Apresenta facilidade de montagem do diagrama e, em obras de grande porte, pode ser executado mensalmente e entregue às frentes de serviço em tempo hábil para as providências de produção no decorrer do mês. Permite o acompanhamento diário da execução dos serviços, facilitando a comparação do que foi realizado com o que foi programado.

5 - Conclusão

A organização dos eventos ao longo do tempo possui diversas formas e metodologia, características próprias de cada empresa, que foram obtidas por meio de sua cultura no decorrer do tempo.

1 - Introdução

Consiste em analisar a execução de determinados eventos, decompondo-os em suas partes e  caracterizando-os de forma conveniente, para possibilitar sua execução com eficiência e segurança máximas.

2 - Técnica para análise

No campo da construção, determinados serviços exigem estudos detalhados, ou seja, um certo grau de previsões, de informação máxima, procurando assim, evitar imprevistos. São requisitos básicos para a obtenção da racional idade desejada:

·         informação e dados exatos, imprescindíveis à análise dos objetivos;

·         formulação correta dos objetivos, como por exemplo, economia, segurança, técnica, ecologia, etc;

·         identificar com clareza a sua natureza;

·         determinar os elementos constituintes básicos;

·         estabelecer a ordem de importância destes elementos;

·         dividir os elementos dos serviços em tantas partes quantas forem necessárias para a melhor análise possível.

Na sistemática decisória são importantes o emprego de técnicas construtivas objetivas e aperfeiçoadas, a análise de todas as soluções alternativas possíveis, avaliação  de cada alternativa e, entre as alternativas, escolher aquela que seja benéfica em termos econômicos e compatíveis com a determinação da empresa

1 - Introdução

Produção - é o volume de serviços obtido durante um período de tempo, partindo-se da quantidade total do período correspondente de execução.

Exemplo: Volume de concreto igual a 10.000 m3 durante três meses, 2.000 m3 no período de oito meses ou 200 m3 em uma jornada de horas.

Na atividade construtiva é normal que o período de execução dos serviços seja determinada em horas e em função da unidade de trabalho, devido às referências básicas de custo, tais como: mão de obra, equipamentos, etc.

Para empresas que apresentam diversificações de serviços o problema-chave é a harmonização do binômio quantidade-tempo, que dará equilíbrio à produção. Na realidade, o resultado denominado pode ser considerado como um produto da quantidade-tempo, e a sua implantação requer um roteiro metodológico, visando:

ü  tomar conhecimento do funcionamento do conjunto;

ü  verificar as características do evento, procurando eliminar picos de produção;

ü  definir claramente o objetivo e a coerência do conjunto;

ü  determinar o valor e a importância da contribuição de cada elemento na formação do evento;

ü  detectar com clareza as partes de cada evento, diferenciando da melhor forma possível os elementos que executam as atividades principais daqueles que executam as atividades de apoio;

ü  traçar a curva acumulada do volume da produção em função do tempo, verificando o quanto se aproxima de uma reta.

Para que se tenha uma boa visualização do binômio quantidade-tempo, pode-se recorrer a histogramas de serviços, materiais, mão de obra, equipamentos, etc



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