Energia I - Cenário brasileiro, visão, modelo, planejamento estratégico

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Capítulo V:
Empresas governamentais

A criação da Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras) foi proposta em 1954 pelo presidente Getúlio Vargas.

O projeto enfrentou grande oposição e só foi aprovado após sete anos de tramitação no Congresso Nacional.

Em 25 de abril de 1961, o presidente Jânio Quadros assinou a Lei nº 3.890-A, autorizando a União a constituir a Eletrobras.

A instalação da empresa ocorreu oficialmente no dia 11 de junho de 1962, em sessão solene do Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE), no Palácio Laranjeiras, no Rio de Janeiro, com a presença do presidente João Goulart.

A Eletrobras recebeu a atribuição de promover estudos, projetos de construção e operação de usinas geradoras, linhas de transmissão e subestações destinadas ao suprimento de energia elétrica do país.

A nova empresa passou a contribuir decisivamente para a expansão da oferta de energia elétrica e o desenvolvimento do país.

As reformas institucionais e as privatizações na década de 1990 acarretaram a perda de algumas funções da estatal e mudanças no perfil da Eletrobras.

Nesse período, a companhia passou a atuar também, por determinação legal e transitoriamente, na distribuição de energia elétrica, por meio de empresas nos estados de Alagoas, Piauí, Rondônia, Acre, Roraima e Amazonas.

Em 2004, a nova regulamentação do setor excluiu a Eletrobras do Programa Nacional de Desestatização (PND).

Atualmente, a companhia controla 12 subsidiárias – Eletrobras Chesf, Eletrobras Furnas, Eletrobras Eletrosul, Eletrobras Eletronorte, Eletrobras CGTEE, Eletrobras Eletronuclear, Eletrobras Distribuição Acre, Eletrobras Amazonas Energia, Eletrobras Distribuição Roraima, Eletrobras Distribuição Rondônia, Eletrobras Distribuição Piauí e Eletrobras Distribuição Alagoas –, uma empresa de participações (Eletrobras Eletropar), um centro de pesquisas (Eletrobras Cepel, o maior do ramo no hemisfério Sul) e ainda detém metade do capital de Itaipu Binacional, em nome do governo brasileiro.

Presente em todo o Brasil, a Eletrobras tem capacidade instalada para a produção de 42.080 MW, incluindo metade da potência da usina de Itaipu pertencente ao Brasil, e 58.361,32 km de linhas de transmissão.

A Eletrobras é uma empresa de economia mista e de capital aberto, com ações negociadas nas Bolsas de Valores de São Paulo (Bovespa), de Madri e de Nova York.

O Governo Federal possui 52% das ações ordinárias da companhia e, por isso, tem o controle acionário da empresa.

As empresas Eletrobras atuam de forma integrada, com políticas e diretrizes definidas pelo Conselho Superior do Sistema Eletrobras (CONSISE), formado pelos presidentes das empresas, que se reúne regularmente.

A Eletrobras dá suporte a programas estratégicos do governo, como o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica (Luz para Todos) e o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PROCEL).

Na condição de holding, a Eletrobras controla grande parte dos sistemas de geração e transmissão de energia elétrica do Brasil por intermédio de seis subsidiárias:

1. Eletrobras Chesf;

2. Eletrobras Furnas,

3. Eletrobras Eletrosul;

4. Eletrobras Eletronorte;

5. Eletrobras CGTEE;

6. Eletrobras Eletronuclear.

Além de principal acionista dessas empresas, a Eletrobras, em nome do governo brasileiro, detém metade do capital de Itaipu Binacional.

A holding também controla o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Eletrobras Cepel) e a Eletrobras Participações S.A. (Eletrobras Eletropar).

Além disso, atua na área de distribuição de energia por meio das empresas Eletrobras Amazonas Energia, Eletrobras Distribuição Acre, Eletrobras Distribuição Roraima, Eletrobras Distribuição Rondônia, Eletrobras Distribuição Piauí e Eletrobras Distribuição Alagoas.

A capacidade geradora da Eletrobras, incluindo metade da potência de Itaipu pertencente ao Brasil, é de 42.080 MW, correspondentes a 37% do total nacional.

As linhas de transmissão têm 58.361,32 km de extensão, representando cerca de 57% do total das linhas do Brasil.

·        em março de 2009, o Sistema Eletrobras apresentou o primeiro Programa de Ações Estratégicas (PAE) integrado de sua história;

·        nele, estão os objetivos, as metas e os fatores críticos de sucesso para o período de 2009 a 2012, relativos aos seguintes temas estratégicos:

ü      Governança Corporativa, Investimentos, Internacionalização, Gestão Corporativa, Gestão de Pessoas e Imagem da Empresa.

·        o PAE prevê a participação do Sistema Eletrobras em empreendimentos que agregarão 6.459 MW em geração e 10.386 km em linhas de transmissão ao Sistema Interligado Nacional até 2014, totalizando R$ 30,2 bilhões em investimentos;

·        configuram uma vigorosa rede que permite a expansão de negócios, a instalação de novos parques industriais, a ampliação do setor comercial e mais conforto no dia a dia de quase 50 milhões de pessoas.

Foi criado em 1974 e sua sede é localizada no Rio de Janeiro (Ilha do Fundão).

Faz parte do grupo e tem mais de 30 anos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) relacionado à geração, à transmissão e à distribuição de energia elétrica, sendo considerado o maior centro de pesquisas em energia elétrica do Hemisfério Sul.

Conta com 30 laboratórios, sendo 20 deles localizados na Ilha do Fundão, enquanto outros 10 são localizados em Nova Iguaçu (próximo ao Rio de Janeiro), onde são efetuados trabalhos envolvendo alta tensão, alta corrente, alta potência, etc.

Atualmente o CEPEL é organizado em cinco departamentos:

·           Departamento de Automação de Sistemas (DAS);

·           Departamento de Sistemas Elétricos (DSE);

·           Departamento de Tecnologias Especiais (DTE);

·           Departamento de Instalações e Equipamentos (DIE);

·           Departamento de Otimização Energética e Meio Ambiente (DEA).

O CEPEL também abriga em suas instalações o Centro Brasileiro de Referência para as Energias Solar e Eólica (CRESESB).

Foi constituída em julho de 1997.

Em novembro de 1998, seu controle acionário foi transferido para a União.

Posteriormente, em 31 de julho de 2000, a Eletrobras CGTEE tornou-se uma empresa do Sistema Eletrobras.

A Eletrobras CGTEE possui os direitos de exploração e produção de energia elétrica através de suas usinas termelétricas instaladas no estado do Rio Grande do Sul: Usina Termelétrica Presidente Médici (Candiota II), com 446 MW; Usina Termelétrica São Jerônimo, com 20 MW; e Nova Usina Termelétrica de Porto Alegre (Nutepa), com 24 MW.

Antes de 1997, esses ativos faziam parte do parque gerador da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e foram incorporados ao patrimônio da Eletrobras CGTEE na sua constituição.

A Oficina de São Leopoldo, estrutura de apoio à manutenção das usinas, também faz parte dos ativos da Companhia.

As usinas termelétricas da Eletrobras CGTEE passam por contínuos processos de manutenção e revisão, visando à melhor continuidade operacional e ao aumento da produção de energia elétrica.

Em 2009, assinou contrato com as empresas Alstom Power Systems S.A. France e com a Alstom Brasil Energia e Transportes Ltda. para recuperação das caldeiras da Fase B da Usina Termelétrica de Candiota.

A Alstom é a fabricante da Fase B, inaugurada no ano de 1986, e terá 18 meses para a recuperação das caldeiras.

Elas serão recuperadas uma de cada vez, em uma duração média de quatro meses cada.

Foram meses de negociações entre a Eletrobras CGTEE e a Alstom para a confecção do projeto de recuperação dos equipamentos.

O valor do contrato é de R$ 105.815.416,00, com pagamento parcelado em três anos.

A fonte primária predominante para a geração de energia elétrica é o carvão mineral.

A abundância desse energético no Estado do Rio Grande do Sul confere à Eletrobras CGTEE uma significativa vantagem comparativa.

Em 2007, a Eletrobras CGTEE iniciou a construção de Candiota III (Fase C). Contando com a parceria do grupo chinês Citic International Contracting Inc., a usina entrou em operação comercial em janeiro de 2011, com uma potência instalada de 350 MW.

No momento, com a expectativa de crescimento da participação da energia termelétrica na matriz energética brasileira, a Eletrobras CGTEE vem avaliando novos empreendimentos, visando à expansão da sua produção.

A Eletrobras Eletronuclear foi criada em 1997 com a finalidade de operar e construir as usinas termonucleares do país.  
Subsidiária da Eletrobras é uma empresa de economia mista e responde pela geração de aproximadamente 3% da energia elétrica consumida no Brasil.

Pelo sistema elétrico interligado, essa energia chega aos principais centros consumidores do país e corresponde, por exemplo, a mais de 50% da eletricidade consumida no Estado do Rio de Janeiro, proporção que se ampliará consideravelmente quando estiver concluída a terceira usina (Angra 3) da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA).

A Eletrosul Centrais Elétricas S.A. é uma empresa subsidiária da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras) e vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

Foi constituída em 23 de dezembro de 1968 e autorizada a funcionar pelo Decreto nº. 64.395, de 23 de abril de 1969.

É uma sociedade de economia mista de capital fechado e atua nas áreas de geração e transmissão de energia elétrica.

Sua sede está localizada em Florianópolis/SC e suas atividades abrangem os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

Atende mais de 30 milhões e meio de habitantes que correspondem, aproximadamente, a 20% do mercado nacional de energia elétrica e a cerca de 18% do Produto Interno Bruto (PIB).

Realiza estudos e projetos, constrói e opera instalações de transmissão e de geração de energia elétrica, investe em pesquisa e desenvolvimento, fomenta o uso de fontes alternativas de energia, presta serviços de telecomunicação e pratica outros atos de comércio decorrentes destas atividades.

Para isso, conta com um quadro funcional formado por 1.600 profissionais.

No segmento transmissão, integra e interliga as fontes de energia elétrica aos mercados consumidores, criando condições para a competição. Viabiliza, com os demais países do MERCOSUL, a importação e/ou a exportação de energia elétrica e garante a qualidade da energia nos pontos de suprimento.

As atividades de operação do sistema elétrico sob sua responsabilidade são coordenadas e controladas no Centro de Operação do Sistema, localizado em sua sede, que atua de acordo com procedimentos definidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

No segmento geração, está investindo na implantação de usina hidrelétricas, pequenas centrais hidrelétricas, usinas eólicas e empreendimentos de fontes alternativas.

A política de investimentos e a busca incessante da excelência na gestão empresarial, com destaque para a qualidade e a confiabilidade do sistema elétrico, estão alinhadas com as políticas públicas do Governo Federal que tem dado suporte para o crescimento e desenvolvimento continuado do País.

Neste particular, responsável por obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Eletrosul cumpre seu papel na expansão da infraestrutura eletro-energética, de suma importância para a manutenção do forte ritmo de crescimento que o Brasil vive hoje.

Obteve, em 2009, o índice de 100% de satisfação dos seus clientes e foi eleita, em 2010, como uma das 150 melhores empresas do Brasil para se trabalhar, segundo a Revista Você S/A - Exame. 

O mercado de atuação da Eletrosul é formado pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia, os quais abrigam um contingente de 30,1 milhões de pessoas, representando 15,7% da população brasileira.

A região é responsável pela geração de, aproximadamente, 18,8% do Produto Interno Bruto brasileiro e por cerca de 20% do consumo total de energia elétrica do país.

O PIB brasileiro cresceu 5,1% no ano de 2008, enquanto o mercado nacional de energia elétrica registrou um aumento de 3,8%.

Em relação ao mercado regional (Região Sul e o Mato Grosso do Sul), o consumo total de energia elétrica teve uma taxa superior de 4,4% em relação a 2007.

O crescimento da economia regional é atribuído, principalmente, ao incremento da produção agrícola e à importância do setor agropecuário em sua estrutura produtiva.

Estudos coordenados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apontam um crescimento médio anual de 4,9% para o próximo decênio, o que ressalta o potencial de desenvolvimento da economia regional e a consequente expansão do mercado de energia elétrica.

1. Perfil e Estrutura: 
A Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. (Eletronorte), sociedade anônima de economia mista e subsidiária da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras), é uma concessionária de serviço público de energia elétrica.

Criada em 20 de junho de 1973, com sede no Distrito Federal, gera e fornece energia elétrica aos nove estados da Amazônia Legal – Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN), também fornece energia a compradores das demais regiões do País.

Dos cerca de 24 milhões de habitantes que vivem na Região Amazônica, mais de 15 milhões se beneficiam da energia elétrica gerada pela Eletrobras Eletronorte em suas cinco hidrelétricas – Tucuruí (PA), a maior usina genuinamente brasileira e a quarta do mundo, Coaracy Nunes (AP), Samuel (RO) e Curuá-Una (PA) – e em parques termelétricos.

A potência total instalada é de 9.787 megawatts e os sistemas de transmissão contam com mais de 9.844,68 quilômetros de linhas.

2. A Dimensão Social:

Contando com um quadro próprio de 3.613 empregados (dezembro de 2007), a Eletrobras Eletronorte recebe também a colaboração de prestadores de serviços e estagiários.

A valorização de sua força de trabalho é contínua e se dá por meio do estímulo à criatividade, à iniciativa, à produtividade e ao alinhamento com os objetivos empresariais, a equidade e a segurança.

A Empresa também está comprometida com as populações da área onde atua, fomentando e desenvolvendo ações que promovam a inserção social das comunidades amazônicas.

É fonte inesgotável de conhecimentos sobre a floresta, os rios e os povos, trabalhando os estudos científicos, a educação e a cultura local em sintonia com as políticas públicas do Governo Federal, do Ministério de Minas e Energia e da Eletrobras. 

Em 2007, o Prêmio Nacional de Gestão Publica (PQGF) foi concedido novamente à Regional de Transmissão de Mato Grosso e à Superintendência de Engenharia de Operação e Manutenção da Transmissão, que levaram a faixa prata.

Outras unidades contempladas com a faixa bronze do Prêmio: Regional de Transmissão do Maranhão, Regional de Produção e Comercialização de Rondônia e Regional de Transmissão do Tocantins.

3. A Dimensão Ambiental:

A Eletrobras Eletronorte investe cada vez mais em ações que, obedecendo ao conceito de desenvolvimento sustentável, garantam às gerações futuras o atendimento pleno a suas necessidades.

Exemplo dessa dedicação à preservação da natureza é a Usina Hidrelétrica Tucuruí, no Pará, onde diversos programas ambientais estão sendo conduzidos: pesca e ictiofauna; limnologia (estudo da água doce) e qualidade da água; saúde; recuperação de áreas degradadas; revitalização do banco de germoplasma; educação ambiental; mitigação dos efeitos da utilização das águas; fiscalização dos recursos naturais; compensação ambiental; implantação das unidades complementares do Centro de Proteção Ambiental; fauna; estudos socioambientais de jusante; reorientação das ações socioinstitucionais nos municípios de montante; planos diretores dos municípios de montante; e o Programa Social para os Expropriados (Proset).

As ações ambientais abrangem todas as etapas de desenvolvimento dos empreendimentos da Eletrobras Eletronorte, que vão dos inventários hidrelétricos, passam pelos estudos de viabilidade e construção e prosseguem durante a operação das usinas.

Especial atenção é dada às comunidades indígenas atingidas por linhas de transmissão e pelas Usinas Hidrelétricas Balbina e Tucuruí.

São exemplos os programas de apoio às comunidades indígenas Waimiri Atroari (Amazonas), Parakanã (Pará) e aos povos Macuxi, Taurepang e Wapichana, da comunidade São Marcos, em Roraima.

4. Pesquisa e Desenvolvimento:

A área de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (P&D) é tratada na Eletrobras Eletronorte como instrumento de quebra de paradigma e mudança cultural, envolvendo cada vez mais profissionais no processo de gestão de tecnologia e inovação.

Três programas corporativos formam os pilares desse processo: Programa Eletronorte de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (PEPD), Programa Eletronorte de Propriedade Intelectual (Pepi) e Programa Eletronorte de Eficiência Energética (PEEE).

Além de permitirem o alcance dos objetivos específicos, esses programas possibilitam a integração com a comunidade científica, principalmente de instituições localizadas na Região Norte do País, favorecendo o desenvolvimento regional e promovendo a manutenção e a atração de cérebros para os estudos amazônicos.

5. Reconhecimento e Certificações:

A excelência empresarial da Eletrobras Eletronorte é comprovada por eficientes técnicas de gestão, certificações de qualidade e capacidade de manter bons índices de confiabilidade de seus sistemas elétricos.

Em 2006 todos os 30 processos certificados nos Centros de Operação de Belém, São Luís, Tocantins, Cuiabá, Brasília, Porto Velho e Macapá, que abrangem pré-operação, tempo real e pós-operação dos sistemas elétricos interligados e isolados, tiveram seus certificados ISO 9001 renovados para o período 2007/2010.

O Centro de Operação de Roraima também passou por auditoria da BVQI e conquistou sua primeira certificação ISO 9001.

Na Sede da Empresa, 25 processos englobando gestão de contratos da transmissão, redes de telecomunicações, desenvolvimento e capacitação de pessoas, projetos de linhas de transmissão, medição e comercialização de energia e gestão pré-operacional de novos empreendimentos de transmissão também tiveram seus certificados ISO 9001 renovados até 2010.

Em 2007, mais 118 processos receberam a certificação ISO 9001, válida até 2010, nas áreas de aquisição e financeira das regionais da Eletronorte em Porto Velho, Rio Branco, Boa Vista, Cuiabá, Macapá, Miracema (TO), Tucuruí, Belém e São Luís.

A efetividade das ações de P&D da Eletrobras Eletronorte é reconhecida em prêmios e menções como: Prêmio Finep de Inovação Tecnológica, vencedor da etapa Região Norte e finalista do Brasil - Projeto de P&D - Regenerador Ótico Passivo; a experiência premiada no 11º Concurso Inovação na Gestão Pública Federal (Enap), com o trabalho "A Gestão da Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação na Eletronorte"; e o Prêmio Procel de Eficiência Energética – Grandes Empresas Geradoras.

As unidades regionais de Produção e Comercialização do Amapá, Tocantins, Rondônia e Acre receberam o Prêmio Sesi de Qualidade no Trabalho (PSQT), na categoria Grande Empresa.

Voltados à educação, destacam-se os projetos Escola Aberta, Escola de Fábrica e Jovem Aprendiz, bem como outros programas destinados à população negra e quilombola da Amazônia.

Na área de meio ambiente, o Programa de Piscicultura em Tanques-Rede é desenvolvido com êxito.

Em relação à eficiência energética, por meio de convênio firmado com a Eletrobras, a Eletrobras Eletronorte participa ativamente do Procel Educacional em mais de 1.000 escolas de sete estados, envolvendo 41 municípios, 6.500 professores e aproximadamente 600 mil alunos da rede pública de ensino, estadual e municipal.

6. Arquitetura dos Negócios:

A Eletrobras Eletronorte é administrada por um Conselho de Administração e pela Diretoria Executiva composta pelo Diretor-Presidente e pelos Diretores de Gestão Corporativa, Econômico-Financeiro, Planejamento e Engenharia, e Produção e Comercialização.

A Empresa possui participações nas sociedades de propósito específico Amazônia Eletronorte Transmissora de Energia S.A. (Aete), Integração Transmissora de Energia S.A. (Intesa), Amapari, Brasnorte, Manaus Transmissora, Consórcio Integração Norte Brasil e Energética Águas da Pedra S.A.

O processo de planejamento estratégico da Eletrobras Eletronorte evolui continuamente para acompanhar as constantes mudanças que ocorrem na legislação e na estrutura do Setor Elétrico brasileiro e atender os desafios de um mercado cada vez mais competitivo.

O crescimento empresarial tem sido um dos focos prioritários da Eletrobras Eletronorte. Embora a legislação em vigor permita a sua participação em negócios de geração e transmissão em qualquer região do Brasil, a Empresa mantém seu compromisso histórico com a Amazônia, onde sua atuação é sinônimo de competência técnica, profundo respeito ao meio ambiente e preocupação permanente com o bem-estar da população local.

7. O Futuro:

O esforço da Eletrobras Eletronorte tem sido a busca da sustentabilidade em harmonia com o fomento ao desenvolvimento do Brasil.

Para isso, procura fazer a verdadeira revolução de modernidade administrativa, perseguindo a excelência na prestação de seus serviços.

Empresa ética e socialmente responsável, a Eletrobras Eletronorte age de forma a também atender às comunidades da região onde atua.

O trabalho que faz com o homem que habita a Região Amazônica demonstra a dimensão social de suas ações para a vida de milhões de brasileiros, proporcionando-lhes assistência em diversos campos e atuando positivamente no seu dia a dia.

Os projetos que traçam os rumos futuros da Empresa são apenas parte das muitas realizações alcançadas em 34 anos.

Todas as conquistas resultam do compromisso em oferecer serviços de qualidade que agreguem valor e ampliem a competitividade e a sustentabilidade empresarial e do empenho altamente profissional dos seus empregados, consequência do estímulo, do reconhecimento, da motivação e da valorização do potencial humano da Empresa.

Cooperação:

Desde a década de 1970, a Eletrobras Furnas vem partilhando com outras empresas, brasileiras e estrangeiras, públicas ou privadas, os conhecimentos técnicos e gerenciais acumulados por sua equipe ao longo dos anos.

Esse relacionamento, distinto e complementar ao de prestadora de serviços de geração e transmissão de energia elétrica, evolui no sentido de uma progressiva ampliação de escopo e sofisticação de conteúdo.

Reconhecida como empresa de excelência no setor elétrico, a Eletrobras Furnas está capacitada a disponibilizar para outras empresas seus conhecimentos nas áreas de desenvolvimento de estudos, planejamento e gerenciamento da implantação e exploração de empreendimentos de geração e transmissão de energia elétrica.

Iniciada dentro do conceito de "cooperação técnica", a prestação de serviços foi, aos poucos, passando para a forma de "comercialização", e atualmente, a atuação da Eletrobras Furnas na área de prestação de serviços tem-se expandido de forma constante, seja para empresas nacionais ou para empresas internacionais.

Novos negócios:

1. Usina de Santo Antônio (Projeto Madeira);

2. Usina Hidrelétrica (UHE) Foz do Chapecó;

3. UHEs Simplício/Anta;

4. Usina Hidrelétrica (UHE) Serra do Facão;

5. Usina Hidrelétrica (UHE) Retiro Baixo;

6. Usina Hidrelétrica (UHE) Baguari;

7. Usina Hidrelétrica (UHE) Batalha;

8. Linha Tijuco Preto/Itapeti e Itapeti/Nordeste;

9. Linha Macaé/Campos;

10. Linhas do Mato Grosso do Sul e Goiás (Empreendimentos de Biomassa).

Com a totalização do seu projeto, Itaipu Binacional supera em 4 mil megawatts a potência instalada da segunda maior hidrelétrica do mundo, a Usina de Guri, na Venezuela.

O rendimento de Itaipu Binacional é excepcional, mesmo se comparado a usinas do futuro.

A chinesa Três Gargantas terá uma geração da ordem de 85 bilhões de quilowatts-hora, 8,4 bilhões de quilowatts-hora a menos que a capacidade máxima já atingida por Itaipu Binacional.

Autorizado pela lei Estadual nº 4.868, o Poder Executivo iniciou em 19 de dezembro de 1996 o processo de alienação das ações de propriedade do Estado que integravam o capital social da Cepisa.

Numa primeira fase, a Eletrobras amplia sua participação acionária na empresa para 48,86% das ações ordinárias e assume em 13 de janeiro de 1997 a gestão da CEPISA de forma  compartilhada com o Governo do Estado.

No mesmo ano, em 20 de outubro, a  Eletrobras, adquire o controle acionário da CEPISA, ou seja 98,8%, e assume o compromisso de preparar a empresa para a privatização.

2000:

Entra em operação a Subestação Tabuleiros Litorâneos em Parnaíba – a primeira em 138/69 KV com 120 MVA de potência.

Energizada a linha de transmissão em 138 KV – Piripiri /Tabuleiros.

2005:

Energizado o sistema Satélite em 69 kV  que inclui  Linhas de Transmissão com 10 km e a subestação 69/13.8 kV – 25 MVA. A potência desta subestação foi ampliada para 45 MVA em 2007.

2006:

Em execução extenso programa de obras de reforço do sistema de transmissão incluindo a construção e reforma de subestações, linhas de transmissão em 69 kV para ampliação da oferta de energia em todo o Estado e implantação do Programa Luz Para Todos.

História:

A Centrais Elétricas de Rondônia S.A. (CERON), sucessora do antigo Serviço de Abastecimento de Água, Luz e Força  (SAALFT) do Território Federal de Rondônia, é uma empresa de economia mista, constituída sob a forma de Sociedade Anônima, criada pela Lei n.º 5.523, de 04 de novembro de 1968, sob o controle acionário do então Governo do Território Federal de Rondônia.

A Empresa tem por objetivo explorar a concessão dos serviços públicos de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, bem como praticar todos os atos de comércio necessários a consecução destes objetivos.

Instalada em 1º de dezembro de 1969, atendendo apenas dois municípios de Rondônia, Porto Velho, a capital, e Guajará-Mirim, por núcleos isolados de geração termelétrica, a óleo diesel, com potência instalada de 2.893 kW, fornecendo 24 horas diárias de energia para os dois municípios.

Mercado de Energia Elétrica:

A energia elétrica faturada na área de concessão da CERON atingiu 1.058.445 MWh, contra 1.046.015 MWh em 1999, apresentando um acréscimo de 1,2%.

O mercado de energia elétrica da CERON tem predominância residencial e comercial, que representou no ano 68,9% do mercado.

Só o segmento residencial foi responsável por 45,0% do consumo total, liderando o quadro de consumo por classe.

A classe industrial representou 13,3 % do mercado total e o segmentos mais representativos foram cerâmico, metalúrgico, madeireiro e produtos alimentares.

O número total de clientes registrado em dezembro de 2000 foi de 292.701.

Desse total, 77,8% são residenciais, atendidas em 114 localidades, contra 271.613 atendidas em dezembro/1999, apresentando um crescimento de 7,8% em relação a dezembro/1999 com um incremento de 21.088 clientes.

Desse incremento, 13.677 foram clientes residenciais.

Dentre as classes de consumo, destaca-se a rural com a maior taxa de crescimento no ano (22,3%), reflexo das obras de eletrificação rural.

A Energia Requerida para atender ao sistema elétrico da CERON compreende a compra de energia da Eletronorte, das Pequenas Centrais Térmicas, das Pequenas Centrais Hidrelétricas e ainda a geração térmica própria totalizando no ano 1.602.415 MWh, apresentando um crescimento de 10,1% em relação ao ano anterior.

Do total da energia térmica gerada, a CERON participou com apenas 2,6%, registrando um decréscimo de -29,2%, em decorrência de sua política de gradativamente se retirar do mercado de geração.

Dados de mercado:

A crise financeira internacional presente por todo o ano de 2009, fez com que os mercados nacionais e estrangeiros sofressem retração, com a diminuição dos níveis de investimento e consumo.

Em Manaus, cuja predominância de consumo energético pertence à classe industrial, fez com que o faturamento da empresa crescesse apenas 0,14% em relação ao ano passado.

Tudo por conta da queda do uso de energia das indústrias do PIM, que se retraiu ao patamar negativo de 11%.

A evolução do consumo mostra o crescimento em todas as classes durante o ano de 2009, exceto a classe industrial prejudicada pela recessão mundial.

Destaque para a classe comercial, que cresceu 8,53%, favorecida pela facilitação do crédito para o consumo interno e à ampliação da rede de serviços que vem crescendo nos últimos tempos.

O número de consumidores residenciais cresceu 2,6%, identificando-se com o crescimento demográfico na região que é de 2,5% positivos.

O consumo residencial médio, a despeito dos efeitos do desemprego e do desaquecimento da produção, passou de 163,31 kWh em 2008 para 169,74 kWh em 2009, quase alcançando 4% no período.

Nos anos recentes vários fatores contribuíram positivamente para o consumo residencial: programas sociais de transferência de renda, inclusão elétrica (Luz Para Todos), facilitação de crédito para eletrodomésticos e empréstimos consignados, ganhos reais do salário mínimo.

No ano de 2009 houve um deslocamento nas várias classes de consumo.

A classe industrial, que em 2008 detinha 38% do mercado, no final do ano fechou com patamar menor de 34%, cujas razões são conhecidas pela queda da produção industrial do país no período.

As outras classes, residencial, comercial e outras, ocuparam o mercado em 27%, 20% e 19%, respectivamente.

O mercado de energia da Eletrobras Amazonas Energia é bastante pujante, com previsão de crescimento médio de 6% a.a. para os próximos 10 anos.

A Interligação do Estado ao SIN tende a resolver definitivamente o problema de disponibilidade de Energia para os próximos anos, acelerando assim o crescimento do Estado.

A seguir a previsão de Energia e Demanda para os anos de 2010, 2015 e 2019.

Anos

Energia Requerida (GWh)

Demanda Requerida (MW)

2010

8.091

1.347.251

2015

10.221

1.755.233

2019

12.656

2.149.126

A Ceal surgiu das aspirações da sociedade alagoana e como resposta concreta às necessidades de crescimento econômico e de melhoria na qualidade de vida do estado de Alagoas e do povo alagoano.

No início da década de 1960, com exceção de poucos municípios já ligados à CHESF, como Maceió, Penedo, Mata Grande, Água Branca e Delmiro Gouveia, todo o resto do estado possuía, quando muito, instalações elétricas insuficientes, precárias e obsoletas.

Em 8 anos eletrificaram-se todas as sedes municipais. Em 1961, a Ceal construiu e inaugurou a eletrificação da primeira cidade do interior do estado a partir de fornecimento elétrico da CHESF (Viçosa).

Em 1969, todo o Plano de Eletrificação do Estado de Alagoas estava concluído, com a energização da última sede municipal construída, Porto de Pedras.

Desta forma, sob o comando da Ceal, todo o estado de Alagoas foi abastecido com energia de origem hidráulica fornecida pela CHESF. Em 1968, a Ceal adquiriu o acervo da Companhia Força e Luz Nordeste do Brasil - Maceió (CFLNB), pertencente ao Grupo Amforp, que detinha a concessão da distribuição de energia na cidade de Maceió, Natal e Salvador.

Seguiram-se as encampações das Redes de Distribuição de Penedo, União dos Palmares e Arapiraca pertencentes às prefeituras e, finalmente, em 1979, todo o Estado estava nas mãos da Ceal, com as aquisições das Redes de Distribuição de Mata Grande, Água Branca e Delmiro Gouveia, da CHESF.

Tudo isso foi facilitado pela encampação do sistema de 69kV da CHESF no território alagoano, em 1973.

A ação da Ceal foi decisiva na alavancagem da agricultura e da indústria no Estado.

Com a energia de boa qualidade, diversas usinas e, posteriormente, destilarias, iniciaram sua operação.

Em Maceió, Penedo e Arapiraca foram instalados distritos industriais de bom porte.

Foram instaladas indústrias de grande porte, como a Fábrica de Cimento Atol, diversas cerâmicas de alta qualidade.

Mais recentemente, foram projetadas e construídas as instalações do Polo Cloro-alcoolquímico, de Marechal Deodoro, com a montagem de diversas indústrias de porte.

A história da Boa Vista Energia S.A. teve início com a encampação de parte da Companhia Energética de Roraima (CER), pela Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. (Eletronorte), em 1989, em que esta assumiu as atividades desenvolvidas pela CER no município de Boa Vista, criando assim a Regional de Boa Vista, responsável pela distribuição, pela comercialização e pela geração de energia elétrica.

Com a inclusão da Eletronorte no Programa Nacional de Desestatização, por meio do Decreto nº 1.503/95 e após aprovação da Lei nº 9.491/97 e autorizada pela Medida Provisória nº 1.531-13, foi criada a Boa Vista Energia S.A., subsidiária integral da Eletronorte, começando a atuar no município de Boa Vista a partir da assinatura com a Eletronorte do “Termo de Compromisso de Assunção de Direitos e Obrigações”, em 3 de fevereiro de 1998.

Atua no mercado de acordo com a legislação e as normas que regem o setor elétrico brasileiro, conforme Contrato de Concessão estabelecido com o Poder Concedente, por meio de Órgão Regulador, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

A Boa Vista Energia S.A., desde então, vem buscando melhorar sua estrutura e modelo de gestão no intuito de se tornar uma empresa moderna e competitiva.

As modificações ocorridas ao longo desse período, como subsidiária integral da Eletronorte, foram responsáveis por verdadeiros saltos de qualidade e excelência, projetando sua marca com destaque no setor elétrico brasileiro.

A energia proveniente da linha de transmissão que interliga o complexo hidrelétrico de Guri, na Venezuela, à subestação Boa Vista, no Brasil, permitiu o atendimento adequado à capital do Estado de Roraima e localidades vizinhas.

Com vistas no desenvolvimento sustentável do município de Boa Vista, a Organização vem superando desafios para oferecer serviços de qualidade para seus clientes e para os municípios vizinhos, por meio da CER, contribuindo para que o Estado de Roraima se transforme em uma região com boas opções de investimentos para o desenvolvimento da Amazônia.

O reconhecimento da qualidade dos serviços que a Boa Vista Energia S.A. presta à sociedade verifica-se por meio dos prêmios recebidos em 2005: “Prêmio ABRADEE”, na categoria “Maior Evolução do Desempenho”, concedido pela ABRADEE; “Prêmio Eletricidade Moderna”, no quesito ”Maior Desempenho em Engenharia na Distribuição de Energia Elétrica”, oferecido pela Revista Eletricidade Moderna; “Medalha Eloy Chaves”, patrocinada pela Associação Brasileira das Concessionárias de Energia (ABCE) e o “Prêmio SESI de Qualidade no Trabalho”, oferecido pelo SESI de Roraima.

A Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-GT) é uma empresa de economia mista pertencente ao Grupo CEEE, concessionária de serviços de geração e transmissão de energia elétrica no Estado do Rio Grande do Sul.

Com parque gerador composto por 15 usinas hidrelétricas, agrupadas nos Sistemas Salto e Jacuí e algumas pequenas centrais hidrelétricas situadas na região norte do Estado, totalizando uma potência efetiva própria de 910,6MW, a empresa redirecionou sua estratégia de expansão da geração pela participação, como sócia, em diversos novos empreendimentos.

O Grupo produz 75% da energia hidrelétrica gerada no RS, possui 5.781 km em linhas de transmissão de energia no Estado e distribui energia elétrica para um terço do mercado gaúcho através de 47.000 km de redes urbanas e rurais, localizadas em 72 municípios, fornecendo eletricidade à cerca de 3,5 milhões de pessoas.

Essas instalações viabilizam o suprimento de energia às concessionárias de distribuição que atuam no Estado, bem como a consumidores livres, produtores independentes e a outras empresas de geração.

Atua, também, em programas de combate ao desperdício de energia e à eletrificação rural, além de diversos projetos sociais, culturais e ambientais.

O sistema de transmissão da CEEE Geração e Transmissão possui a maioria das linhas de transmissão e subestações na tensão de 230 kV existentes no Rio Grande do Sul, integradas à rede básica do Sistema Interligado Brasileiro, assim como as instalações de conexão, em tensão menor ou igual a 138 kV, de uso exclusivo de geradores e distribuidores de energia elétrica.

Histórico:

A Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) foi criada em dezembro de 1955 pelo decreto estadual nº 22, assinado pelo governador Irineu Bornhausen.

Até a metade do século, as necessidades energéticas do estado eram supridas por pequenos e médios sistemas elétricos regionalizados, geralmente mantidos pela iniciativa privada.

Ainda na primeira década do século, por exemplo, Blumenau já dispunha de um rudimentar sistema de iluminação pública.

Lá, a Usina Hidrelétrica Salto Weissbach, datada de 1916, significou uma evolução dos pequenos geradores mantidos pelo espírito empreendedor dos imigrantes desde a virada do século.

A Usina Salto foi definitiva para a extraordinária expressão industrial de todo o Médio Vale do Itajaí.

Em Joinville, a Usina Hidrelétrica Piraí entrou em funcionamento em 1908 e, em 1913, foi a vez da São Lourenço, em Mafra.

Para o suprimento da Capital, o governador Gustavo Richard ordenou a construção da Usina Hidrelétrica Maroim, em São José.

Esta usina está desativada e encontra-se em processo de recuperação arquitetônica.

Este modelo, no entanto, começou a mostrar-se incapaz de responder ao incremento da demanda, pressionada pelo surto desenvolvimentista que tomou conta do país no governo de Juscelino Kubitschek. Preocupado em oferecer condições infraestruturais aos investimentos, o governo do estado decide, então, pela criação da estatal.

Como resultado imediato, o início das operações da Celesc viabilizou a entrada de Santa Catarina no Sistema Elétrico Interligado Sul-Sudeste, medida que garantiu o fornecimento de eletricidade adequado ao parque industrial catarinense.

A princípio, a Celesc funcionou mais como um órgão de planejamento do sistema elétrico estadual.

Depois, assumiu o papel de holding até começar a incorporar, gradativamente, o patrimônio das velhas empresas regionais.

Foi assim que começou seu ciclo de expansão, sendo a região sul, já na década de 1970, a última a ser atendida.

Lá ainda se concentra o maior número de cooperativas de eletrificação em Santa Catarina.

O primeiro grupo de empresas tornadas subsidiárias foi formado pela Empresa Sul Brasileira de Eletricidade S.A. (Empresul), com base em Joinville, pela Força e Luz Videira S.A., pela Companhia Oeste de Eletricidade, de Concórdia, pela Companhia Serrana de Eletricidade, de Lages, pela Companhia Pery de Eletricidade, com base em Curitibanos, e pela Empresa Força e Luz Santa Catarina S.A., com atuação no Vale do Itajaí e sede em Blumenau.

A consolidação técnica da Celesc e o delineamento definitivo do sistema elétrico estadual ocorreram a partir de 1965, com a construção da Linha de Transmissão Tubarão – Lages – Joaçaba – São Miguel d’Oeste.

Gradativamente, a Celesc cobriu todo o estado e tornou-se a estatal catarinense mais importante.

Recuperação a partir de maio de 2009:

A recuperação econômica registrada desde o segundo semestre de 2009, com efeitos significativos sobre o consumo de energia elétrica, impactou positivamente no desempenho do Grupo Celesc neste primeiro trimestre de 2010.

No período, a Companhia apresentou lucro líquido de R$ 124 milhões, ante prejuízo de R$ 8,2 milhões no primeiro trimestre de 2009.

O crescimento da Receita Operacional Bruta, com resultado de R$ 1,57 bilhão, foi 14,4% maior que o registrado nos três primeiros meses do ano de 2009.

O bom desempenho na área da distribuição de energia elétrica puxou a alta.

O volume de energia distribuída cresceu 10,2% na comparação com o primeiro trimestre de 2009.

Os índices de produtividade também apresentaram bom desempenho, com crescimento de 10,6% na relação entre energia distribuída e empregados e de 8,8% entre número de consumidores e empregados.

As despesas operacionais apresentaram redução de 9,6%.

Tal resultado, aliado ao crescimento da receita, teve um impacto positivo no Resultado do Serviço, que somou R$ 202,3 milhões no 2010 ante um resultado negativo de R$ 6,4 milhões no mesmo período do ano anterior.

Esses mesmos fatores levaram a um sólido aumento no EBITDA, que totalizou R$ 238,4 milhões, com margem EBITDA de 23,7%. Os investimentos do Grupo em 2010 somaram R$ 84 milhões.

CEMIG investe R$ 280 milhões em manutenção preventiva:

Com o objetivo de melhorar a qualidade do fornecimento de energia elétrica para os seus clientes, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) vai investir, até dezembro deste ano, um montante de R$ 280 milhões em reforma de redes, troca e instalação de novos equipamentos, além de podas e adequação da arborização urbana em Belo Horizonte.

Segundo o diretor de Distribuição e Comercialização da Empresa, Fernando Henrique Schuffner Neto, “o principal ganho para a população será a redução da quantidade de interrupções de energia elétrica e do tempo médio de restabelecimento aos clientes em casos de emergência, além da diminuição das ocorrências no sistema elétrico devido à queda de árvores nas redes de distribuição no período chuvoso”.

Abrangência:

Desse montante, R$ 67 milhões serão investidos em obras associadas à renovação de ativos de alta tensão, substituição de equipamentos em subestações e linhas de distribuição que sofreram depreciação, que estão no fim da vida útil e com baixa taxa de desempenho no sistema elétrico.

Outros R$ 125 milhões serão aplicados em manutenção de redes, como podas de árvores (execução de poda e supressão de árvores em conflito com as redes urbanas), substituição de cruzetas (substituição de cruzetas deterioradas em redes urbanas e rurais), limpeza de faixa (manutenção em faixas de redes rurais visando a limpar vegetações sob a rede que possam provocar falhas no sistema de distribuição) e reforço na manutenção da iluminação pública (restabelecimento dos pontos de iluminação pública apagados).

Já os R$ 88 milhões restantes serão usados em obras associadas à renovação e à exploração de ativos de média e baixa tensão, visando a assegurar a qualidade e a confiabilidade do sistema elétrico.

Serão substituídos ou recuperados redes e equipamentos que apresentam problemas críticos de desempenho, taxa de falha elevada, baixa flexibilidade operativa e fim da vida útil.

Dentre os principais projetos estão a blindagem da rede (melhor convivência entre árvores e redes), interligação de circuitos de média tensão (melhoria da flexibilidade operativa do sistema elétrico) e automação do sistema.

Automação:

Ainda de acordo com Fernando Schuffner, o destaque dos investimentos vai para o extenso programa de automação da Empresa, que prevê mais que dobrar, até 2012, o número de religadores (equipamentos responsáveis pela religação automática da rede em caso de defeitos temporários) existentes atualmente.

No final de 2009, havia 2.211 religadores (trifásicos e monofásicos) instalados nas redes de média tensão da Cemig.

Com os novos investimentos, a Empresa irá adquirir cerca de 4 mil religadores, um crescimento de aproximadamente 200% no número dos equipamentos instalados, podendo ultrapassar as 6 mil unidades nos próximos dois anos.

Usinas:

A CESP é a maior empresa de produção de energia elétrica do Estado de São Paulo e a terceira do Brasil e da América do Sul. A potência instalada total é hoje de 7.455,30 megawatts (MW).

Possui seis usinas hidrelétricas, das quais três instaladas no rio Paraná – Ilha Solteira, Engenheiro Souza Dias (Jupiá) e Engenheiro Sergio Motta (Porto Primavera). Uma localiza-se no rio Tietê – Três Irmãos – e outras duas estão no Vale do Paraíba do Sul – Paraibuna, no rio Paraibuna, e Jaguari, no rio Jaguari. Essas hidrelétricas estão estrategicamente localizadas na região mais desenvolvida e populosa do Brasil e são de fundamental importância para a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Eclusas:

A CESP possui uma eclusa na Usina Hidrelétrica Eng. Souza Dias (Jupiá), que possibilita a navegação no Rio Paraná e a integração hidroviária com o Rio Tietê. Conta com outra eclusa na Usina Hidrelétrica Eng. Sérgio Motta (Porto Primavera), para navegação no Rio Paraná; além de duas eclusas na Hidrelétrica Três Irmãos, que permite a navegação entre os ramos norte e sul da Hidrovia Tietê-Paraná.

A atual estrutura do Grupo Empresarial CEB é composta pela empresa:

Holding - Companhia Energética de Brasília (CEB).

As empresas subsidiárias integrais:

CEB Geração S.A.;

CEB Distribuição S.A.;

CEB Participações S.A.;

CEB Lajeado S.A.

As empresas coligadas:

CEB Gás S.A.;

BSB Energética S.A.;

Corumbá Concessões S.A.;

Energética Corumba III S.A.

A concessão para distribuição de energia elétrica da CEB Distribuição S.A. abrange todo o Distrito Federal, com uma área de 5.782,78 km2, dividida em 28 regiões administrativas, ao longo das quais estão instaladas as linhas, as subestações e as redes da empresa.

O suprimento de energia ao Distrito Federal é realizado principalmente a partir das instalações de Furnas Centrais Elétricas, pelas subestações Samambaia - 500/345/138 kV, Brasília Sul - 345/138 kV e Brasília Geral 230/34,5 kV, com capacidades de 450 MVA, 900 MVA e 180 MVA, respectivamente.

As subestações de Samambaia e Brasília Sul atendem também cargas da CELG de municípios limítrofes ao sul do Distrito Federal.

Além das subestações de Furnas, o suprimento de energia ao DF é realizado também pela Usina Hidrelétrica do Paranoá e pela Usina Hidrelétrica Corumbá IV, e ainda eventualmente pela Usina Térmica (SIA), as quais estão diretamente conectadas ao sistema de distribuição da CEB.

A CEB possui atualmente 29 subestações de distribuição, sendo 10 atendidas em 138 kV, 3 atendidas em 69 kV e 16 em 34,5 kV.

Para interligação das subestações, entre si e ao sistema supridor, dispõe-se de linhas de subtransmissão nas tensões de 138, 69 e 34,5 kV.

A Companhia CELG de Participações (CELGpar) foi criada em dezembro de 2006, pelo Governo do Estado de Goiás, tendo como objeto social principal a participação em outras sociedades como acionista ou sócio-cotista, controlando desde o momento de sua instituição a então Companhia Energética de Goiás (CELG), que foi constituída, em 16 de fevereiro de 1956, com a denominação social inicial de Centrais Elétricas de Goiás S.A. (CELG).

A CELG, por sua vez, detinha o controle de uma subsidiária integral, a CELG Geração e Transmissão S.A. (CELG G&T), que foi constituída a partir da segregação dos ativos de geração e transmissão de energia elétrica da CELG.

Em março de 2007 a CELG foi convertida em subsidiária integral da CELGpar e teve alterada sua denominação social, passando a ser chamada de Celg Distribuição S.A. (CELG D).

Em junho de 2007, ocorreu a redução do capital social da CELG D e consequente transferência do controle acionário da CELG G&T para o domínio da CELGpar.

Essa sequência de ações permitiu que a Celg pudesse se adequar às novas regras estabelecidas pelo Governo Federal, que ditava a obrigatoriedade de segregação da atividade de distribuição de energia elétrica das demais atividades exercidas pela empresa, que também englobavam, à época, a geração e a transmissão de energia elétrica.

A Celgpar é uma Sociedade de Economia Mista e de capital autorizado cujos acionistas são o Estado de Goiás, que possui 99,70% do capital, além de outros pequenos acionistas, como a Eletrobras, municípios e investidores privados.

A CELG G&T possui três usinas hidrelétricas em operação, classificadas como PCH: São Domingos (14,34 MW), Mosquito (0,34 MW) e Rochedo (4 MW), totalizando potência instalada de 18,68 MW.

A empresa tem como propósito a ampliação gradativa de sua capacidade de geração, seja na forma de participação exclusiva ou em associação com outros empreendedores.

Participa como parceira acionista nas obras de construção da UHE Corumbá III, prevista para entrar em operação em 2009, com potência de 93,6 MW.

Encontra-se em andamento o processo licitatório para ampliação da capacidade de geração da PCH Rochedo em mais 9 MW, totalizando 13 MW.a

A COPEL é uma sociedade por ações, de capital aberto, constituída sob a forma de sociedade de economia mista, controlada pelo Governo do Estado do Paraná, e destinada, por suas subsidiárias, a pesquisar, estudar, planejar, construir e explorar a produção, a transformação, a distribuição, a comercialização e o transporte de energia, em qualquer de suas formas, principalmente a elétrica, podendo também participar, em conjunto com empresas públicas ou privadas, de consórcios, companhias e empresas cujos objetivos sejam o desenvolvimento de atividades nas áreas de energia, telecomunicações e gás natural.

1. Usinas: 18: 

1.1 Hidrelétricas: 17;

1.2 Termelétrica: 1.

Capacidade instalada atual: 4.549,6 MW.

Participação no mercado brasileiro de energia elétrica: 

6,25% da capacidade instalada no sistema nacional;

8,96% da capacidade instalada no sistema Sul/Sudeste/Centro-oeste.

1. A Enersul (Empresa de Energia Elétrica de Mato Grosso do Sul S.A.) foi fundada em 1979, ficando responsável pelo abastecimento do novo estado.
Na década de 1980, alguns municípios com sistemas próprios de eletrificação foram incorporados ao estado e entraram em operação sete novas subestações.
2. Os anos 1990 trouxeram duas transformações importantes: a nova razão social (Empresa Energética de Mato Grosso do Sul) e o processo de privatização, no qual a concessionária foi adquirida pela Escelsa.
3. Em 2003, a Enersul passa a integrar o Grupo Electricidade de Portugal (EDP). Em setembro de 2008, a distribuidora passou a ser controlada pela Rede Energia S.A., empresa que atua na distribuição, na geração e na comercialização de energia nas regiões sudeste, centro-oeste e norte do país.
A Rede Energia trocou sua participação na Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães - Lajeado, no Tocantins, por 100% das ações da Enersul, antes controlada pela Energias do Brasil, da portuguesa EDP.
Hoje, a concessionária distribui 3.397 GWh para um total de 760.411 clientes.
A empresa atende 73 dos 78 municípios do estado, cuja população soma 2,2 milhões de habitantes, em uma área territorial pouco menor que a do Paraguai. Sinônimo de eficiência e qualidade, a Enersul investe pesado na ampliação da rede urbana e rural, alcançando áreas de difícil acesso, como o Pantanal: a maior área alagada do planeta.
 
 Empresa Área de concessão Municípios atendidos População (Mil)
 EDP ESCELSA 41.241 67 3.196
 ELFSMZ 4.836 8 212
 Ambos - 3 -
 Total 46.078 78 3.408


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