Saneamento e recursos hídricos

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Capítulo I:
O setor no mundo e no Brasil

O Plano do Saneamento básico abrange todo o território do município, compreendendo as áreas urbana e rural, de forma integral, sendo:

1). Abastecimento de água;

2). Esgotamento sanitário;

3). Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos;

4). Drenagem e manejo de águas pluviais urbanas.

O Plano tem por objetivo fortalecer de uma maneira coordenada as atividades de proteção e gerenciamento sustentável os recursos hídricos nas bacias e a integração de rios em fase principalmente dos impactos decorrentes das mudanças climáticas verificados nas bacias.

No que diz respeito a irrigação tem por objetivo a garantia de água para o desenvolvimento sócio econômico dos estados mais vulneráveis as secas.

 

Água

1). 70% da terra é coberta de água

2). 97% desta água está nos oceanos

3). 3% é água doce

Água doce

1). 2% estão na calotas polares e vapores na atmosfera

2). 1% está nos rios, lagos e aquíferos subterrâneos

Água doce e seus usos

1). 70% para a agricultura

2). 20% para a indústria

3). 10 % para consumo humano

Água e as pessoas

1). 6 bilhões de pessoas no mundo

2). 1,4 bilhão de pessoas sem água potável

3). 2 bilhões de pessoas sem esgoto

4). Nos últimos 100 anos, o consumo de água potável cresceu duas vezes mais rapidamente que o crescimento da população

Em 2025, 2,5 bilhões de pessoas não terão acesso a água potável, o que corresponderá a um terço da humanidade (Fonte: Water Symposium de Cannes)

Água e a saúde

1). 5 milhões de pessoas morrem por ano por beber água imprópria. 60% são crianças, ou seja, morre 1 criança a cada 10 segundos no planeta

2). 80% de todas as doenças dos países do Hemisfério Sul são originadas pela falta de saneamento ambiental

(Fonte: OMS)

Água e a tecnologia

1). o custo de produção de água potável baixou em 27 vezes nos últimos 20 anos por causa do desenvolvimento de novas tecnologias.

É fundamental buscar e implementar tecnologias de ponta para otimizar e viabilizar os investimentos em saneamento

 

 

Água e as pessoas

1). 180 milhões de habitantes.

2). 40 milhões de brasileiros, uma Argentina, não têm acesso adequado à água potável.

3). 80 milhões de pessoas deixam de beber água potável, mas pagam por ela por causa do desperdício dos operadores.

(Fonte: MC)

Água doce

1). O Brasil tem 11% de toda a água doce do mundo. 

2). 40% dessa água encontram-se na região Norte.

Esgoto e as pessoas

1). 100 milhões de brasileiros, um México, não têm seus esgotos tratados.

2). 10 milhões de m³ de esgoto despejados in natura no meio ambiente. A cada dia que passa uma fina camada de esgoto recobre o Brasil inteiro.

(Fonte: MC)

A água e a saúde

1). 10 crianças morrem por hora pela falta de saneamento básico.

2). 60% das internações hospitalares de crianças estão relacionadas à falta de saneamento ambiental.

3). A queda de um Boeing 767 por dia, cheio de crianças, equivale às mortes causadas pela falta de saneamento ambiental no Brasil.

(Fonte: Joelmir Betting, OESP, 24/08/03)

A água e os empregos

1). cada R$ 1 milhão investido em saneamento pode gerar 30 empregos diretos e 20 indiretos. Portanto o saneamento pode gerar 500 mil empregos por ano. (Fonte: BNDES 1998).

2). para se atingir a meta de universalização da água em 20, exige-se investimentos da ordem de R$ 180 milhões.

(Fonte: Ministério das Cidades, 2000)

A água e o desperdício

1). Na América Latina, o índice médio de perda e de 50% (Fonte: ONU/ Pricewaterhouse, valores 2004).

2). As perdas no Brasil são da ordem de 45%, volume que poderia abastecer aproximadamente 80 milhões de pessoas (Fonte: SNIS).

             

           Tributos

1). No Brasil, perdem-se R$ 3,5 bilhões por ano por causa da falta de investimentos, da ineficiência e das inadimplências tributárias dos operadores de saneamento ambiental.

                           Saúde

1). cada real investido em saneamento ambiental gera economia de R$ 4 em saúde, isto quer dizer que a falta de investimento no Brasil desperdiça R$ 36 bilhões por ano em saúde (Fonte: Funasa).

Condições adequadas de saneamento

Acesso a água potável

País

% da população

Alemanha

100

100

Canadá

100

100

Estados Unidos

100

100

Japão

100

100

Argentina

91

97

Rússia

87

97

México

79

96

Brasil

78

90

China

44

86

Índia

33

77

Fonte: IBGE

 

Domicílios urbanos com rede coletora de esgoto

Domicílios urbanos com abastecimento de água por rede geral

Região

% da população

% da população

Sudeste

90,3

96,7

Sul

67,6

95,3

Nordeste

44,6

91,7

Centro Oeste

42,8

90,8

Norte

18,4

67,1

Brasil

68,7

93,2

Tão importante quanto ligar as casas à rede geral de esgoto é dar destinação adequada ao material recolhido -

1). por enquanto, o tratamento de esgoto abrange apenas 32% dos domicílios no país atendidos por redes de coleta;

2). a maior parte dos dejetos é despejada em lagos, rios, mares e mananciais, com impactos negativos em diversas áreas - da saúde da população à exploração do turismo

3). com a água encanada, ocorre um problema parecido: embora seja essencial ampliar a proporção dos que têm acesso ao serviço - atualmente, 82% dos brasileiros contam com água encanada - não se pode relegar a segundo plano a preocupação com a qualidade da prestação do serviço e com o produto que chega às torneiras dos brasileiros;

4). um dos problemas é que muitas companhias de abastecimento não cumprem as normas de monitoramento da água potável em termos da frequência com que deveriam realizar os testes. 

1). cerca de 40 milhões de brasileiros - o equivalente a 20% da população do país - ainda não contam com o serviço de coleta direta de lixo.

2). o grande desafio está nas etapas 

Domicílios urbanos com coleta de lixo

Região

% da população

Sudeste

94,6

Sul

93,2

Centro Oeste

88,9

Norte

88,9

Nordeste

81,5

Brasil

90,2

seguintes à coleta: dar a destinação

apropriada a cada tipo de dejeto.

2.1). atualmente, 60% do lixo produzido no país é descartado de forma inadequada em lixões e aterros sanitários irregulares.

2.2). projetos de reciclagem, compostagem e coleta seletiva continuam sendo práticas distantes do cotidiano da maioria da população.

2.2.1). se não bastasse, produtos como pneus, lâmpadas, pilhas, baterias e óleos raramente recebem o tratamento especial que exigem;

2.2.2). ao mesmo tempo, muitos lixões e aterros sanitários espalhados pelo país estão com a capacidade próxima do esgotamento - prenúncio de problemas sérios nos próximos anos. 

 

Embora sejam responsáveis pela coleta de lixo e limpeza urbana, muitos municípios não dispõem de capacitação técnica para desenvolver planos de saneamento sem a ajuda do governo estadual ou federal.

Boa parte dos projetos de drenagem desenvolvidos pelos municípios deixa a desejar em termos de integração com outras obras de infraestrutura.

Técnicas mais modernas já utilizadas com bons resultados em outros países, como a incineração controlada do lixo com geração de energia e reaproveitamento das sobras do processo, ainda nem chegam a ser cogitadas no Brasil.

A conscientização das empresas e dos consumidores sobre a necessidade de diminuir o volume de lixo pouco tem avançado no país.

Raros são os supermercados e outros estabelecimentos comerciais que aboliram o uso de sacolas plásticas, por exemplo.

Promover a discussão na sociedade não apenas sobre o destino do lixo, mas também sobre alternativas para produzir menos dejetos - caminho igualmente importante para amenizar o problema no futuro.

Resolver o passivo ambiental acumulado ao longo das décadas em função do descuido com que a questão do lixo foi tratada no país.

Aumentar o rigor da fiscalização, para evitar que empreendimentos sem o devido licenciamento ambiental sejam utilizados como depósito de lixo - um dos grandes riscos envolvidos é a contaminação da água.

Das 532 unidades de aterro sanitário catalogadas em um estudo do Ministério das Cidades, apenas 39% tinham algum tipo de licença dos órgãos de meio ambiente. 




O Brasil com o Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional realiza o ambicioso projeto de irrigação de maior importância na ação estruturante, no âmbito da politica nacional de recursos hídricos, tendo por objetivo a garantia de água para o desenvolvimento sócio econômico dos estados mais vulneráveis as secas.

Portugal partilha com Espanha muito mais do que séculos de história.

Os dois países dividem também as bacias hidrográficas dos rios Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana, que cobrem cerca de 65 por cento do território luso.

Esta convenção regula a proteção e o aproveitamento sustentável das águas dos rios partilhados, estabelecendo, nomeadamente, um regime de caudais para cada rio (à exceção do Lima), que determina um limite mínimo de fluxo de água que Espanha deve deixar passar para Portugal.

 

A ausência na formulação do planejamento urbano de um sistema de macrodrenagem, microdrenagem e drenagem têm causado verdadeiras catástrofes nas principais cidades brasileiras.

Quando um sistema de drenagem não é considerado desde o início da formação do planejamento urbano, é bastante provável que esse sistema, ao ser projetado, revele-se, ao mesmo tempo, de alto custo e deficiente.

Temos como exemplo a cidade de São Paulo, que durante longos anos não incluíram um plano de drenagem urbana, visando delimitar as áreas mais baixas potencialmente inundáveis a fim de diagnosticar a viabilidade ou não da ocupação destas áreas, inclusive estrangulando seu principal rio, o Rio Tiete, que tem característica muito particular, é um dos poucos rios que corre para o seu interior.

Quanto a sua extensão não se dispõe de dados confiáveis em relação à drenagem urbana. Estima-se que a cobertura deste serviço – em especial a microdrenagem – atinja patamar superior ao da coleta de esgotos sanitários.

Quanto à macrodrenagem, são conhecidas as situações críticas ocasionadas por cheias urbanas, agravadas pelo crescimento desordenado das cidades, em especial, a ocupação de várzeas e fundos de vales. 



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