Construtor, montador e instalador

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Capítulo III:
Metodologia empresarial integrada, de custos e vendas

O objetivo da elaboração do conceito empresarial de venda de um projeto (empreendimento) será a apuração de valores que irão refletir na atividade da empresa e terão reflexos nas áreas financeira, econômica, administrativa, produtiva, de engenharia, de aquisição, de marketing e patrimonial, além dos impostos direto e indireto, para finalmente remunerar o capital da empresa.

O termo BDI-Benefícios e Despesas Indiretas, utilizado correntemente entre as empresas de engenharia, serve como instrumento de adequação para definir o percentual que se deve adotar como sobretaxa aos custos diretos dos serviços e/ou despesas decorrentes de sua execução, vinculados ao projeto, e se destinam a englobar as despesas não incluídas nas planilhas orçamentárias, inclusive o lucro previsto para a execução do projeto.

A determinação do custo direto e indireto dos projetos é um trabalho que requer bastante experiência do engenheiro.

Para obtê-lo é necessário um planejamento técnico e financeiro adequado, bastante preciso, pois do contrário estaremos diante de equívocos irreparáveis.

Partindo-se do planejamento técnico e de seus custos, chegamos às informações necessárias para a obtenção do fluxo de caixa, conceito fundamental para se alcançar uma justa rentabilidade.

O cálculo da taxa de BDI é uma atividade técnica que depende do uso de um plano de contas adequado, aprimorado e de uma abordagem matemática sofisticada, de forma a se obter um preço justo, de caráter interno de cada empresa.

Ao se elaborar um orçamento, ou seja, os preços de venda de um projeto ou empreendimento, levaremos em consideração na sua composição os custos do projeto e da empresa, obtendo-se com isto o lucro bruto operacional. Assim sendo, basicamente teremos a seguinte distribuição:

·   custo do projeto:

   ü custo direto dos serviços planilhados;

   ü     custo indireto do projeto;

   ü     custo de serviço técnico;

   ü     custo eventual técnico, incluído-se os riscos de engenharia;

   ü     custo da despesa financeira;

   ü     custo da fiança bancária;

   ü     custo da retenção dinheiro;

   ü     custo de caução através de papéis;

   ü     custo do seguro civil do projeto;

   ü     custo eventual financeiro de risco do cliente;

   ü     custo eventual da fórmula de reajustamento.

·  custo da empresa:

    ü    custo da administração central;

    ü    custo da administração regional;

    ü    custo dos riscos do país (por exemplo risco cambial);

·   lucro bruto operacional.

 

Esta é uma análise que pretende enfocar diretrizes, não tendo a pretensão de indicar como deverá funcionar uma estrutura de projeto.

Basicamente temos na execução dos serviços os parâmetros de utilização de equipamentos, mão de obra e materiais.

A empresa, na execução dos serviços, utiliza-se de recursos próprios ou subcontratos por meio de empresas auxiliares.

Neste item, dependendo do órgão contratante, podemos ter desdobramento na planilha de tal forma que eventualmente se possa ter:

·        acampamento e canteiro;

·        manutenção e operação do canteiro e do acampamento;

·        execução dos serviços;

·        administração do projeto;

·        equipamentos de apoio;

·        mobilização e desmobilização de equipamentos;

·        mobilização e desmobilização de pessoal;

·        serviços técnicos;

·        equipamentos de pequeno porte e ferramentas.

Esta listagem é básica e naturalmente pode ser ampliada ou reduzida, conforme a dimensão e a complexidade dos projetos que a empresa realiza.

Neste item, as atividades geralmente não estão discriminadamente inclusas diretamente na planilha orçamentária e, como veremos, elas aparecem como um coeficiente multiplicador dos itens das planilhas.

Desta forma, apresentaremos uma relação de atividades que deverão ocorrer na execução de um projeto.

Quando não se tem possibilidade de incorporá-lo diretamente na planilha orçamentária, normalmente no item específico da mobilização, teremos que introduzi-lo no BDI.

De forma análoga ao mencionado anteriormente, é necessário levarmos em consideração a operação de manutenção de um acampamento e, caso não se possa aplicá-lo diretamente na planilha orçamentária, seus custos devem ser incorporados indiretamente na parcela do BDI.

Para a execução de projeto, necessitamos da construção de edificações de apoio, tais como escritórios, oficinas de manutenção, centrais de armação, centrais de dobramento, almoxarifados, etc.

Caso este item não possa ser incluído diretamente na planilha orçamentária, ele passa a ser considerado como indireto do projeto.

Há determinados tipos de projetos que necessitam transportar pessoal, materiais, equipamentos, água, etc., normalmente difíceis de serem distribuídos ao longo dos diversos serviços. Neste caso, a melhor solução é incorporarmos aos indiretos do projeto.

Ocorrem projetos em que há uma necessidade operacional de deslocamento de seu pessoal técnico e que deverá, ao longo do dia, estar em vários locais do projeto, além de um contato mais íntimo com a direção do projeto e a fiscalização.

Devemos estudar atentamente as dificuldades de locomoção do pessoal lotado no projeto, desde a sua estadia, que podem ser acampamentos localizados em bairros, lugarejos, ou mesmo pontos isolados, que dificultam, em demasia, seu deslocamento até o projeto, criando tantas dificuldades que desestimulam a sua mobilização em trabalhar no projeto a ser considerado.

Nestes casos, existe a necessidade da empresa dar total apoio a seus trabalhadores.

Para o pessola direto da obra costumamos locar ônibus, cujos custos podem ser diluídos, ou melhor, acrescidos diretamente nos salários, ou aplicados como indiretos

Quando não existir possibilidade de inserirmos mobilização e desmobilização de equipamentos diretamente na planilha orçamentária, ou alocarmos valores no custo horário do equipamento, devemos deslocar seus custos para o BDI.

Trata-se do pessoal que passa a trabalhar no apoio, na administração e na produção do projeto e seus custos não podem ser diluídos diretamente nos custos dos serviços e passam a ser introduzidos no BDI.

Normalmente, alocamos para cada trabalhador seu equipamento específico de trabalho, assim como a sua ferramenta.

Torna-se mais seguro alocarmos um conjunto de equipamentos e ferramentas, ao longo de um período, e ratearmos no total dos serviços.

Estas atividades podem ser divididas em 02 partes:

SEGURANÇA

Neste caso, devemos dar ao trabalhador todas as condições de segurança no trabalho, controlando os riscos de acidentes que devem ser reduzidos ao mínimo possível.

As proteções de operação dos serviços podem ser incluídas no custo direto destes, ou agrupadas em diversos indiretos.

MEDICINA DO TRABALHO

Dependendo do tamanho do projeto, devemos mobilizar equipe suficiente para dar cobertura ao acidentado, assim sendo, a sua mobilização, bem como a manutenção durante o andamento do projeto, deve fazer parte da mão de obra indireta desta.

São despesas geradas com assessorias técnicas, que colaboram no desenvolvimento dos serviços e incorporam novas tecnologias.

Neste item também incluímos todos os serviços referentes ao controle tecnológico, que não estão incorporados diretamente nos serviços, necessários à manutenção da boa qualidade do projeto.

·        honorários da diretoria;

·        gerentes;

·        chefes de escritórios;

·        secretárias;

·        engenheiros;

·        administrativos;

·        auxiliares administrativos;

·        técnicos;

·        vigilância.

São os veículos colocados à disposição da administração central da empresa.

Podem ser considerados os equipamentos de apoio tais como: microcomputadores, cozinha para realização de refeições, posto de gasolina, etc.

·        alimentação;

·        material de escritório;

·        consumo de água;

·        consumo de luz;

·        consumo de telefone;

·        aluguéis,seguros;

·        despesas legais (alvarás, imposto predial, IPTU, etc.).

Conclui-se que, as despesas com a administração central são apropriadas em termos percentuais, relativos ao faturamento da empresa e conseqüentemente ao preço de venda, tendo em vista que este item faz parte integrante da receita financeira da empresa.

Este custo depende da empresa a ser analisada e da sua forma de atuação. As administrações regionais apresentam despesas de ordem localizadas e normalmente incluem os seguintes itens:

·    despesas Pessoais

ü  honorários dos dirigentes;

ü  gerentes;

ü  secretárias;

ü  administrativos;

ü  técnicos;

ü  auxiliares administrativos;

ü  zeladores;

ü  vigilantes.

·    despesas Gerais

ü  alimentação;

ü  material de escritório;

ü  material de consumo;

ü  consumo de energia;

ü  consumo de água;

ü  consumo de telefone;

ü  aluguéis;

ü  seguros.

·    despesas legais (alvará, imposto predial)

Normalmente, as despesas com a administração regional são apropriadas em termos percentuais do faturamento, isto é, da venda de projetos que estejam sob sua responsabilidade.

Dependendo das dimensões da empresa e, principalmente da sua regionalidade, em muitos casos elas possuem departamentos descentralizados e que podem operar em apoio às demais unidades da empresa, principalmente sobre o aspecto técnico e que geram informações de cunho local, dando com isto maior confiabilidade à sua atuação.

Estes escritórios servem também para dar apoio à aquisição de matérias-primas que podem ser adquiridas nos centros mais adiantados do país, inclusive na aquisição de equipamentos de grande porte e as suas peças de reposição.

As empresas começam a atuar de forma operacional na região, ganham contratos de certo porte que as obrigam a se instalar e fixar objetivos na área e em seguida as empresas atuam com escritórios regionais.

 

Este item possui pelo menos 04 (quatro) vertentes básicas para se analisar:

·   informes claros do objeto dos serviços:

Ocorrem muitos casos nos quais os editais de licitação não apresentam projetos e termos de referência bem definidos, não conseguindo analisar a sequência correta do desenvolvimento dos serviços, quer sob o aspecto do planejamento ou mesmo receptividade de um serviço.

·   responsabilidade dos quantitativos dos serviços:

Normalmente, os órgãos licitantes (clientes) apresentam planilha de quantidade e, devido à rigidez do processo licitatório (imposto pelo cliente) as empresas não podem realizar modificações de seus quantitativos, e isto pode gerar muitas distorções de planejamento e, como consequência, também distorções de seus custos.

·   tipologia dos serviços e conhecimento de execução:

Este item está diretamente ligado à cultura da empresa e à inovação dos serviços do seu quadro evolutivo, e é muito difícil de ser incorporado ao cliente, principalmente devido ao processo de menor preço.

·   riscos provenientes dos serviços a serem executados:

Este item está diretamente relacionado ao tipo de projeto e se foi realmente suficientemente detalhado na época da construção dos eventos que o compõem.

Para a sua análise, torna-se necessária a montagem do fluxo de caixa do projeto, pela comparação entre os recebimentos e os pagamentos dos valores envolvidos no orçamento.

Entende-se por montagem do fluxo de caixa a execução detalhada do planejamento e como consequência dos valores monetários dos insumos que compõem os serviços distribuídos ao longo do mês, acrescidos também de todos os seus indiretos.

Estes insumos, que podem ser equipamentos especiais, mão de obra, matérias-primas, etc., têm como forma de pagamento os períodos compreendidos no próprio mês, em 30, 60, 90 dias, ou mesmo em suas frações ou ainda, em determinados casos, como valores antecipados ou despesas que requerem um aprovisionamento devido a sua incerteza no momento em que deverá ocorrer.

Este item tem que ser levado em consideração, pois muitos acordos exigem segurança econômica para a sua contratação como também para o bom andamento dos serviços.

Em muitos casos as fianças bancárias seguem o cronograma físico-financeiro vinculados aos pagamentos por parte do contratante.

De modo análogo ao anterior, muitas vezes torna-se necessária a retenção de parte do faturamento previsto, acarretando com isto despesas de capital de giro ou mesmo retenção do lucro esperado.

Neste caso devemos observar também como está sendo corrigido este valor, pois podem introduzir perdas substanciais.

Atualmente, as empresas precisam apresentar balanços mensais e esta forma de retenção pode gerar custos de certa monta.

Neste caso, dar segurança ao contratante não nos parece ser a forma mais apropriada, pois o custo do dinheiro no mercado continua ainda muito alto e as empresas de construção devem agir como se o capital de giro estivesse preso.

Portanto, os projetos devem naturalmente ser acrescidos destas despesas, quando na realidade uma carta de fiança bancária poderia ter o mesmo comportamento.

Alguns contratos exigem seguro de ordem civil contra danos perfeitamente definidos e como conseqüência, custos que devem ser incorporados ao valor do projeto.

SEGURO

O seguro tem por objetivo garantir as possíveis perdas decorrentes de sinistros de qualquer natureza. Dentre os tipos de seguros existentes, destacamos as principais coberturas destinadas às empresas do ramo de construção civil:

·     Seguros de pessoas;

·     Seguros de bens;

·     Seguros de responsabilidade civil;

·     Seguro de risco de engenharia.

A seguir, tentaremos expor de forma sintética as modalidades de seguros, e os comentários em relação aos produtos serão apenas genéricos, procurando dar uma conotação geral a respeito destes.

·     Seguro de pessoas

Tem como objetivo principal cobrir os colaboradores da empresa proporcionando a estes, e à própria empresa, uma maior tranqüilidade em casos de futuros sinistros destacando-se as principais coberturas.

ü     Seguro de vida:

Coberturas para morte, invalidez parcial e total.

ü    Seguro de acidentes pessoais:

Coberturas para morte por acidente, invalidez total ou parcial por acidente, assistência médica por acidente e diárias hospitalares decorrentes de acidentes.

Existem hoje no mercado seguros destinados a grupos de pessoas, que dispensam o agenciamento na contratação, ou seja, não há necessidade de enviar à seguradora a relação de funcionários da empresa e, na contratação do seguro, a empresa contrata um capital segurado total e em caso de sinistro com um funcionário, a seguradora dividirá este capital segurado pelo número de funcionários devidamente registrados na empresa no dia do sinistro, definindo então o valor da indenização ao funcionário sinistrado.

Desta maneira, observamos que este é um seguro extremamente prático em empresas com um número relativamente alto de rotatividade de funcionários, pois torna-se desnecessária a administração dos componentes do seguro.

·     Seguro de bens:

ü     Seguro de automóveis:

Tem como objetivo garantir os veículos da empresa contra os riscos de: colisão, incêndio, roubo de acessórios e do veículo, acidentes pessoais dos passageiros, responsabilidade civil contra terceiros em casos de danos pessoais, responsabilidade de danos materiais causados pelo veículo segurado.

ü     Seguros contra incêndio

O seguro contra incêndio tem como garantia básica o incêndio propriamente dito, a queda de raio e suas consequências dentro do risco segurado, e a explosão de gás de uso doméstico.

Existem hoje, apólices de seguros denominadas MULTI RISCO, que engloba diversas outras coberturas na apólice de incêndio, que antes tinham as suas contratações em cláusulas ou apólices específicas.

Estas coberturas são: danos elétricos, roubo de bens, roubo de valores, ventos fortes, temporais, responsabilidade civil, operações, desmoronamento, etc.

ü     Seguro RD de equipamentos estacionários:

Tem como objetivo cobrir os equipamentos estacionários, tais como: máquinas de terraplenagem em geral, equipamentos de concreto, equipamentos utilizados no canteiro de obras, equipamentos de escritório, microcomputadores, máquinas copiadoras, calculadoras, posto de gasolina, etc.

Esta modalidade de seguro tem como objetivo cobrir qualquer dano de origem externa causado ao equipamento, roubo, etc.

O custo deste seguro é reduzido, tornando-o um seguro indispensável em qualquer empresa.

Ressaltamos que destes seguros, alguns, principalmente os de equipamentos, podem ser incorporados diretamente na operação, isto é, nos seus custos horários direto e diluídos na execução dos serviços e nos parece uma forma conveniente de se realizar uma apropriação e com isto evitar uma diluição nos diversos itens de um contrato que, na maioria das vezes, não interferem nos demais serviços, criando com isto muitas distorções.

·     Seguro de responsabilidade civil:

Consiste no contrato em virtude do qual, mediante prêmio ou prêmios estipulados, o segurador garante ao segurado o pagamento da indenização que porventura lhe seja imposta com base em fato que acarreta sua obrigação de reparar o dano.

·     Seguro de risco de engenharia:

ü     Seguro contra risco de engenharia na fase de construção:

É um seguro para cobrir os prejuízos decorrentes de possíveis acidentes que ocorrerem durante a fase de implantação de projetos de engenharia, garantindo, desta maneira, os meios para que, uma vez iniciado, o projeto seja implantado sem a necessidade de desembolsos imprevistos decorrentes de sinistros.

A exceção será daqueles originados dos possíveis atrasos de cronograma, sendo que a cobertura fornecida é do tipo "allrisks", isto é; contra todos os riscos.

Para o seguro risco de engenharia, conforme sua natureza, poderemos ter:

Ø       projetos civis em construção;

Ø       riscos de transporte dos equipamentos;

Ø       instalação e montagens dos equipamentos;

Ø      quebra de equipamentos mecânicos em operação;

Ø      quebra de equipamentos eletrônicos em operação.

As três primeiras modalidades referem-se basicamente a implantação, modificação ou expansão de projetos residenciais, comerciais ou industriais, enquanto as demais encontram meios para sua aplicação durante a fase de operação normal do projeto, com cobertura para máquinas e equipamentos em operação.

A modalidade de equipamentos eletrônicos dá cobertura aos equipamentos de processamento de dados (micro e macrocomputadores), com um leque mais amplo que aquelas fornecidas pelas modalidades de seguro de equipamentos do ramo riscos diversos.

ü    Seguro contra risco de engenharia - equipamentos-ativo fixo da empresa

No seguro risco de engenharia, conforme sua natureza poderemos ter:

Ø     projetos relacionados diretamente com a concepção dos equipamentos;

Ø    riscos de transporte dos equipamentos;

Ø    instalação e montagens dos equipamentos;

Ø    quebra de equipamentos mecânicos em testes e operação;

Ø  quebra de equipamentos eletrônicos em testes e operação.

 

O valor depende dos riscos financeiros de um projeto, que está vinculado ao cliente, tendo em vista a sua tradição na forma de atuação, e cada empresa deve estar apta a julgar os seus riscos que podem servir até de balizamento na apresentação de uma proposta.

Os principais itens a serem analisados podem ser enquadrados da seguinte forma:

·      pagamentos em dia de seus compromissos assumidos;

·      seriedade na obtenção dos seus empréstimos;

·      índices econômicos e financeiros do órgão;

·      cultura técnica/econômica na execução do projeto;

·      controle operacional de execução dos serviços, etc.

Toda vez que se coloca capital em atividade, torna-se necessário analisar seu retorno e sua consequência, de eventuais desajustes, principalmente daqueles relacionados com os recebimentos dos trabalhos executados.

Os riscos são decorrentes da falta do recebimento dos serviços executados, equipamentos colocados à disposição do projeto e equipamentos especiais adquiridos a longo prazo.

Quando uma empresa começa a selecionar as equipes, conforme as devidas especializações destas, precisam de transferências ágeis em alguns casos ou mesmo desmobilizações que acarretam custos elevados.

A falta de planejamento por parte do contratante, sob o aspecto técnico e previsão financeira, normalmente gera descontinuidade dos serviços e alterações contratuais que colocam em jogo e risco a empresa executora dos serviços.

É o lucro que se obtém, deduzindo-se os custos diretos e indiretos do projeto e, normalmente, devemos relacioná-lo com o produto de venda.

Podemos defini-lo como o resultado do preço de venda de um projeto, deduzindo-se os seus custos diretos planilhados e os indiretos do projeto, associados aos da administração central e regional e acrescidos a estas despesas. Somam-se os custos referentes às despesas financeiras, à retenção do dinheiro, ao seguro civil de construção da obra e finalmente defasagem eventual da fórmula de reajustamento.

No lucro bruto operacional encontram-se incorporados os impostos diretos que são função do faturamento da empresa, que independem do lucro, e finalmente os impostos diretos que são função do lucro da empresa.

É o lucro que a empresa obtém deduzindo-se do lucro bruto operacional os impostos direto e indireto e deve ser relacionado com o seu capital e o seu faturamento, e é o valor que remunera o capital aplicado em um projeto e o da própria empresa.

O lucro líquido da empresa é que mostra a real vitalidade desta, isto é, sua pujança, e o bom relacionamento com as instituições econômicas, e também credita a empresa em novos investimentos e outras contratações.

Para a definição do valor do lucro líquido da empresa devemos partir do capital aplicado e verificar as oportunidades econômicas que se tem na sua aplicação, inclusive com riscos de menor monta e estimular o que a empresa tem como objetivo, sem nunca esquecer o que realmente ocorre no mercado.

Do quadro resumo podemos escrever:

LLO = CS + IRPJ + AEIRPJ + IRLLE + AELLE + LLE

A provisão para contribuição social é função do LLO:

CS = K17 x LLO, normalmente:       K17= 0,10 / 1,10  igual a 0,0909

A provisão de renda pessoa jurídica é função do lucro líquido operacional menos a contribuição social:

IRPJ = K18 (LLO - CS)

IRPJ = K18 (LLO - K17 x LLO)

IRPJ = K18 (1 - K17) LLO,

normalmente tem-se:

K18 = 25% e

K17 = 0,0909, onde

IRPJ = LLOx 0,25 (1- 0,0909)

IRPJ = 0,2273 x LLO

O Adicional Estadual para previsão do imposto de renda da pessoa jurídica é função do seu próprio imposto.

Portanto, tem-se:

AEIRPJ = K19 x IRPJ  ou seja

AEIRPJ = K19 x K18 x (1 - K17) x LLO

Normalmente tem-se:

K19 = 5%  (0,05 )

K18= 25%  (0,25 )

K17= 0,0909

AEIRPJ = 0,0114 x LLO

O Imposto de Renda é função do Lucro Líquido Apurado (LLA)

IRLLE = K20 x LLA

AELLE = K21 x IRLLE



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