Planejamento estratégico e plano de negócios

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Capítulo II:
Orçamento corporativo

·      neste capítulo procuramos apresentar o fluxograma de um sistema corporativo, indicando:

ü projeções da receita;

ü  deduções;

ü  contas a receber;

ü  impostos;

ü  projeções de custos diretos e indiretos;

ü  projeções de fornecedores;

ü  salários e encargos.

·      está também incorporado no sistema a projeção de investimentos de:

ü  despesas de depreciação;

ü  projeção da movimentação do ativo permanente;

ü  projeção da tesouraria;

ü  créditos com as coligadas;

ü  demonstrativo do resultado projetado;

ü  balanço patrimonial;

ü  fluxo de fundos, entre outros.

A área financeira exerce impacto em todos os segmentos da atividade organizacional e por ela podemos alocar recursos na aquisição de bens patrimoniais, desenvolver novos projetos, demonstrar a projeção de lucros, controlar prejuízos, redirecionar a empresa, etc.

A maneira correta desta análise é pelo fluxo de caixa dos diversos projetos, regionais, setor de patrimônio, administração central, etc.

As empresas mais bem estruturadas apresentam descentralizações organizacionais, medindo-se com isto seus custos reais, inclusive orientando sobre a possibilidade de terceirização dos serviços.

Este tipo de descentralização é muito importante na área patrimonial dos equipamentos, pois pode-se obter com clareza as despesas internas e as receitas de cunho de controle dos equipamentos alocados nos projetos.

Devemos, sempre que possível, enquadrar todos os setores da empresa como se tivéssemos operando com pequenos núcleos executores e atribuindo para cada um deles receitas e despesas, de tal forma que se possa controlar com maior eficácia a sua produtividade.

O conceito de administração central varia de empresa para empresa. Hoje existe tendência de descentralização de algumas atividades, o que pode facilitar a sua operacionalidade.

Porém, ainda não estão bastante claros os rumos a serem seguidos, pois a maioria das empresas ainda não possui uma cultura apropriada para a execução desta descentralização.

Por exemplo, a descentralização do sistema de compras acaba trazendo mais problemas que soluções.

Os custos da administração central precisam ser analisados com muito critério, devido às influências que podem ocorrer na superposição de aplicação das despesas.

Na realidade, precisamos tomar muito cuidado, pois podemos estar investindo em comercialização futura, cujos valores não podem ser levados diretamente aos custos dos projetos e sim na melhoria de produtividade, que são valores contabilizados no futuro.

Como casos típicos tem-se o treinamento de pessoal, implantação da qualidade, pesquisa com novos produtos de engenharia, etc.

Nas empresas de engenharia, este setor adquire uma importância fundamental, pois trabalha diretamente com o seu patrimônio.

Este setor também é responsável por boa parte da dívida a curto e longo prazo da empresa, portanto, a sua receita operacional interna deverá cobrir estas despesas.

Atualmente, no Brasil, estamos começando a dar importância ao sistema de terceirização ou recursos de empresas auxiliares que operam no regime de parceria, conforme mencionados em capítulo anterior.

Este setor deve ter uma área de administração que deve cuidar dos custos operacionais dos equipamentos assim como da sua produtividade.

Com relação aos custos, esta deve acompanhar e controlar a depreciação contábil e a real por um fluxo de caixa que ainda ajuda na formação do custo horário dos equipamentos.

Portanto, deve atuar como uma empresa prestadora de serviços dentro da própria empresa.

Em resumo, o custo horário de um equipamento deve levar em consideração a sua depreciação, os juros decorrentes dos empréstimos, a sua manutenção preventiva e corretiva, os custos operacionais de combustíveis e lubrificantes, além, é claro, dos custos de operação desses equipamentos.

Com o desenvolvimento de técnicas de programação computadorizada, tornaram-se mais exigentes as informações gerenciais, que dão uma orientação mais segura na tomada de decisões e correções de rumos a serem seguidos.

De fato, com isto se obtém uma compreensão mais ampla de nossas atividades, em espaço de tempo relativamente curto.

Estas informações têm como principal função a formação do orçamento global da empresa.

Lembramos que o lucro/prejuízo de uma empresa é a somatória das receitas e das despesas dos diversas projetos e é somente definido após o encerramento de cada uma delas.

Porém, para que se tenha um acompanhamento adequado dos custos reais de cada projeto, alocaremos para cada uma delas os seus respectivos impostos, para que o imposto total seja a somatória dos individuais.



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