Casa é dividida em dois blocos interligados por jardins e passarelas

Com estrutura de aço e madeira, as caixas de vidro envolvidas por véu metálico compõem essa construção de 613 m², dividida em duas casas interligadas por jardins e passarelas, em Amparo, interior de São Paulo. Projeto do Aleph Zero

Revista Casa e Jardim
O arquiteto Gustavo caminha na passarela suspensa acima da laje jardim sobre o espaço de convivência, com churrasqueira e cozinha gourmet. Sofá e mesa de jantar da Ovo. Tudo é visto através dos painéis deslizantes de vidro com esquadria de cumaru. À dir., o ateliê de roupas para pets da moradora (Foto Pedro Kok / Editora Globo)
O desejo de uma empresária de morar sozinha e, ao mesmo tempo, de estar junto de sua mãe resultou na construção de 613 m² com duas residências no terreno de 879 m² em um condomínio na cidade de Amparo, interior de São Paulo. “Como o residencial não permite duas casas no mesmo lote, esse foi o desafio do projeto”, afirma o arquiteto Gustavo Utrabo, do escritório Aleph Zero, que escolheu a estrutura mista pré-fabricada de madeira e aço para dar rapidez à obra, executada em 14 meses. “Criamos dois níveis de área com vegetação,um no térreo e outro na laje de cobertura, que cercam as caixas vazadas, com diferentes usos, fechadas por vidro e envolvidas por um gradil metálico.” Composto de vários painéis, o gradil é como um véu que esconde parcialmente o interior, semelhante ao muxarabi, e deixa os volumes mais fortes. “Os painéis abrem como portas para mudar a cara das casas e revelar a paisagem a ser desfrutada dos interiores”, diz Gustavo. “Criamos a comunicação entre a casa e a rua, com esse jogo de ver o que está dentro e o que está fora.”
Na frente do terreno de esquina, a primeira caixa abriga no térreo o ateliê de roupas para pets da empresária e, no pavimento superior, a residência dela, com 90 m². Nos fundos, outra caixa tem na parte de baixo a casa da mãe, com 100 m², e na de cima, duas suítes de hóspedes. Cada área é autônoma e tem acesso independente por passarelas e escadas externas. “A casa da mãe tem um quarto ao lado do dela, para quando for necessário uma acompanhante, e fica no térreo pela melhor acessibilidade”, explica Gustavo. “Recortamos um pouco o terreno para criar o platô e fazer o térreo acessível.” Entre os dois volumes, há a piscina, o espaço de convivência com churrasqueira e a cozinha gourmet. A madeira cumaru está presente nos espaços para proporcionar aconchego. Aparece no deque e no pergolado da piscina, nas esquadrias das portas e das janelas, no revestimento de paredes e nos assoalhos das salas e quartos. No ateliê, no espaço de convivência e na área externa, o piso é de cimento queimado e, nos banheiros, de cerâmica. “A casa é grande, mas não parece, porque as caixas, com a transparência do vidro e a leveza do gradil, dissolvem a construção na paisagem”, conclui o arquiteto.

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