02 de agosto de 2018

Portas de vidro transformaram a varanda desta casa em ambiente extra

Queridinha da casa brasileira, ela expande sua atmosfera para todo o térreo deste projeto em São Paulo

CBCA | Revista Arquitetura & Construção - Junho de 2018
Por Marianne Wenzel
Quem passa uma temporada fora do país e volta costuma trazer novos hábitos na bagagem. Para os donos desta casa, a chave virou na maneira de vivenciar a cidade: eles começaram a valorizar a possibilidade de realizar muitas atividades do dia a dia num raio de apenas alguns quarteirões, de preferência a pé ou de bicicleta. Uma situação com direto impacto positivo na qualidade de vida, mas que quase nunca é a regra em metrópoles como São Paulo.
“Os clientes abriram mão de comprar um terreno maior e priorizaram a localização num bairro com essas características”, comenta o arquiteto Fernando Vidal, autor do projeto com Luiz Fernando Rocco e hoje diretor-geral do braço brasileiro do escritório global Perkins + Will. A fim de melhor aproveitar o lote de pouco mais de 300 m², a dupla de profissionais sugeriu verticalizar a construção, esticando-a tanto para cima (por meio do solário na cobertura) quanto para baixo (com um subsolo que concentra garagem, lavanderia e dormitórios de serviço), tomando o cuidado de dedicar ao jardim 4,80 m de largura em uma das laterais.
Essa porção de verde, integrada com toda a área social, é interrompida apenas pela caixa da escada, elemento que ultrapassa as fronteiras da casa em nome de uma circulação mais fluida nos quatro pavimentos. “As subidas e descidas oferecem experiências visuais com o jardim”, diz Fernando. “Têm-se diferentes perspectivas, desde o nível da grama até o das copas, passando pelos caules e troncos”, descreve. Se o térreo é esse grande pavilhão envidraçado, o piso dos quartos possui uma atmosfera privativa, conquistada pelos painéis-camarão de madeira instalados como fechamento em toda sua volta.
A transparência reaparece na cobertura, espaço de lazer com spa e piscina – colocada ali, e não no térreo, em função da melhor insolação e do uso mais reservado previsto pelos moradores. Afinal, antigos expatriados podem até retornar cheios de novas atitudes e histórias para contar, mas querem mesmo é estar, de novo, perto da família.
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