Casa do futuro: projeto que respeita natureza e gera economia já é realidade

Metro Jornal
O sonho de viver em uma “casa do futuro” parece cada vez mais possível no presente. Utilizando recursos naturais e técnicas de construção sustentáveis, as residências ecologicamente corretas já são uma realidade. Especialistas afirmam que, além de respeitar o meio ambiente, as moradias verdes podem ser eficientes, econômicas e, principalmente, mais saudáveis.
Para quem ainda está na fase de construção, a dica é  investir em um bom projeto, ou corre-se o risco de gerar mais prejuízos e problemas, tanto para o usuário quanto ao meio ambiente, alerta a arquiteta Iara Ferraz, especialista em edificações sustentáveis. “Apesar de parecer simples, nem todas as soluções servem para todos os lugares.”
O potencial de economia de energia elétrica é um dos principais aspectos da chamada “casa do futuro”. Mas para funcionar bem é necessário, na base, um bom planejamento de eficiência energética, garante a arquiteta.
“Ainda não temos no Brasil a utilização de fontes de energias renováveis em larga escala, como a fotovoltaica, eólica, por isso nossas edificações ainda são todas construídas e pensadas para o uso da rede elétrica”, observa Ferraz.
Por isso, além de placas solares no teto, do uso de lâmpadas LED, de baixo consumo, de aparelhos eletrodomésticos com selo Procel (de eficiência energética), a arquiteta recomenda a atenção especial ainda no projeto, para alguns detalhes bem específicos.
“O posicionamento das aberturas da casa deve considerar o comportamento do sol onde a edificação será construída. Saber em quais horas há mais incidência de luz solar permite usar essa iluminação natural durante boa parte do dia, reduzindo assim o consumo de energia elétrica”, explica a arquiteta.
Muitas construções de uso comercial já utilizam a captação de luz natural, gerando assim uma economia importante, pois durante várias horas do dia a iluminação elétrica torna-se desnecessária.
Essas edificações além de “verdes”, ou “ecológicas” são inteligentes, diz a arquiteta. Segundo ela, basta olhar para os muitos prédios pela cidade, cheios de janelas, mas que não permitem iluminação natural em seu interior. “Precisam de luzes acesas o tempo todo, mesmo em um dia iluminado, é uma dicotomia.”
Ventilação
O posicionamento correto das aberturas da edificação também pode fazer toda a diferença em outros pontos importantes. “A ventilação natural vai manter a casa sempre arejada e saudável, por causa da renovação do ar, que impede a proliferação de microrganismos no ambiente e pode ainda dispensar o uso de ar-condicionado, umidificadores ou ventiladores, o que vai representar também uma economia e tanto para o bolso”, observa Ferraz.
A especialista lembra que nessa questão térmica, a casa pode ainda contar com o auxílio luxuoso de elegantes plantinhas. “O ideal é optar pelo tipo de vegetação que mantém as folhas nos períodos quentes mas que as perde no frio”. Na frente da janela da sala, por exemplo, uma espécie desse tipo, durante o verão pode fazer sombra e evitar que o sol intenso da tarde cozinhe o ambiente, e no inverno ela vai permitir que a luz solar entre e deixe a casa desejavelmente mais quentinha.

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