07 de fevereiro de 2019

Campinas (SP) ganhará viaduto estaiado de 118 metros de extensão

Assessoria de Imprensa
Projeto integra as obras de implantação do Corredor Campo Grande do BRT (Ônibus de Trânsito Rápido), que estão a todo vapor na cidade
Com potencial para virar o novo cartão postal da cidade, o primeiro viaduto estaiado de Campinas (SP) está previsto para ser entregue em 2019, mais precisamente em junho. Com 118 metros de extensão por 12,8 metros de largura, a estrutura está sendo construída sobre a Avenida Barão de Itapura, na região do Terminal Rodoviário, e ligará a futura Estação BRT (Ônibus de Trânsito Rápido) Rodoviária ao trecho 1 do Corredor Campo Grande. Quando concluída, o viaduto contará, ainda, com duas faixas de rolamento exclusivas para os ônibus e calçadas em ambos os lados, que só poderão ser utilizadas por funcionários que farão a manutenção do local. 
 
O Secretário Municipal de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), Carlos José Barreiro, reforça que o viaduto estaiado faz parte da principal obra de mobilidade urbana que a cidade recebe nos últimos 40 anos. “O BRT tem grande importância para o transporte público coletivo do município e irá beneficiar diretamente 450 mil pessoas, ou seja, mais de um terço da população da cidade, residentes nos distritos do Ouro Verde e Campo Grande. A obra viária envolve a construção de 36,6 km de corredores exclusivos para ônibus, com custo R$ 451,5 milhões”, diz. 
 
Entre os materiais que estão sendo utilizados na construção do viaduto estaiado, Barreiro destaca o concreto armado e estais em cabos de aço. “Até o momento, as fundações e blocos de apoio foram concluídos e o projeto encontra-se em execução do mastro central”, destaca. Segundo o secretário, o principal desafio exigido até o momento tem sido executar uma obra desta magnitude dentro do sistema viário urbano “vivo”, pois é preciso preservar a circulação no entorno com segurança. “Por isso, um plano operacional foi elaborado pela EMDEC para garantir tanto a fluidez quanto a segurança nos arredores da obra”, complementa. 
 
A construção do viaduto estaiado está dentro do Lote 1, Trecho 1 do Corredor Campo Grande, que contempla a ligação entre a região central até a Vila Aurocan, com extensão de 4,3 km; além de todo corredor perimetral, com 4,1 km. O responsável pelo Lote 1 é o Consórcio Corredor BRT Campinas, formado pela Arvek, D. P. Barros, Trail, Enpavi e Pentágono. O valor total do lote é de R$ 88,9 milhões.  
 
Sobre o BRT
 
Segundo a EMDEC, a entrega de todos corredores que integrarão o Sistema BRT, o Rapidão de Campinas, está prevista para o primeiro semestre de 2020. De forma geral, o projeto contemplará estações de transferência e infraestrutura, veículos articulados ou biarticulados, corredores exclusivos com espaços para ultrapassagens, embarque e desembarque pela esquerda (junto ao canteiro central das avenidas), embarque em nível e pagamento desembarcado. 
 
O Corredor Ouro Verde terá 14,6 km de extensão, partindo do Terminal Central (Viaduto Miguel Vicente Cury) e seguindo por João Jorge, Amoreiras, Piracicaba, Ruy Rodriguez e Camucim até o Terminal Vida Nova. O Corredor Campo Grande, por sua vez, vai totalizar 17,9 km, iniciando nas proximidades do Terminal Mercado. Ele passará próximo ao Terminal Multimodal Ramos de Azevedo (Rodoviária de Campinas) e pelo leito desativado do antigo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), chegando à Estação Jardim Aurélia. A partir daí, seguirá pela Avenida John Boyd Dunlop até o Terminal Itajaí.
 
Esses dois corredores serão interligados pelo Corredor Perimetral, de 4,1 km, que começará na futura Estação Campos Elíseos e continuará pelo leito desativado do VLT até a Vila Aurocan.

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