Retrato do Brasil

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Capítulo I

Introdução ao retrato do Brasil e seu planejamento estratégico

22.1. Introdução ao retrato do Brasil

22.1.1. Intenção

·     o diagnóstico da situação do país é muito dinâmica, a nossa intenção é criarmos o hábito entre os nossos colegas na consulta do que realmente acontece e sua permanente atuação.

·      isto posto, deveremos considerar que as análises mudam rapidamente, assim como suas informações, portanto poderemos daqui a alguns meses, semanas e mesmos dias, encontrarmos informações que conflitam com as aqui apresentadas.

22.1.2. Introdução à visualização sistêmica do Brasil

·       o maior desafio do Brasil é conseguir visualizar a situação: social (incluindo- educação; moradia; esporte e lazer); meio ambiente, infraestrutura, energia, econômica e global, e o trabalho, o conhecimento, entre outros, enfim os valores e as tradições que sustentam a Visão Sistêmica aplicadas ao País, e a formulação de projetos que geram o seu desenvolvimento.

·      no cenário mais amplo, devemos refletir sobre os desafios impostos à sociedade brasileira, considerando os impactos globais e absorver a complexidade das crescentes necessidades de adaptação a mudanças em todos os níveis na formulação de um planejamento estratégico.

·       a essência dos valores aplicados determinam os objetivos das ações.

·     conforme vimos ao longo dos tópicos e dos capítulos e seções, enfim os processos, é importante observar:

ü   os valores para formulação de um projeto, necessários para manter e unir vários subsistemas organizacionais: Governo Federal, Estadual, Municipal, Autarquias, Companhias Mistas, Empresas Privadas e Parcerias, entre outras tantas, e que determinam à eficácia, padrões de desempenho do país, incluindo-se o fortalecimento da democracia.

·     para implementar a Visão Sistêmica do País, é necessário demonstrar o porquê da necessidade de mudança e quais as consequências e as críticas necessárias à formulação do Planejamento Estratégico do País.

·    a seguir apresentamos índices sociais, técnicos, entre tantos, que fazem parte da formulação do planejamento estratégico e que estamos detalhando para que se possa compreender da importância de estarmos atento aos fatos, e que denominamos de Retrato do Brasil.

22.1.3. Diagnóstico da situação do país

22.1.4. Informações do país

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22.1.4.1. Secretaria e Subsecretaria de ações estratégicas da Presidência da República

·        a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) é um órgão da Presidência da República, criado pela Lei n° 11.754, de 23 de julho de 2008;

·        responsável pela formulação de políticas públicas de longo prazo voltadas ao desenvolvimento nacional, a SAE realiza o trabalho antes executado pelo Núcleo de Assuntos Estratégicos, que substituiu, em outubro de 2007, a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, criada em junho do mesmo ano:

ü    a SAE é chefiada pelo Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Além de assessorar direta e imediatamente o Presidente da República no planejamento nacional, cabe à Secretaria:

o     debater e elaborar políticas públicas de Estado em articulação com governo e sociedade civil;

o     propor ações imediatas de reforma do Estado com vistas a políticas futuras;

o     elaborar subsídios para a preparação de ações de governo;

o     realizar o planejamento nacional de desenvolvimento de longo prazo.

·        a SAE é organizada em duas Subsecretarias:

ü    desenvolvimento sustentável;

ü    ações estratégicas:

o     a Subsecretaria de Ações Estratégicas (SSAE) é um órgão da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), criado em julho de 2008 por meio do Decreto nº 6.517.

o      a SSAE tem como principal objetivo propor, em articulação com os órgãos e as entidades da administração pública federal, a elaboração de ações e projetos estratégicos de longo prazo.

22.1.5. Dados do cenário

Normalmente os dados para a montagem do cenário são direcionados segundo as vertentes otimistas - oportunidades - indiferente - nulos e o pessimista - ameaças.

A empresa deverá estudar o que se passa no país e extrair as informações para o meio em que atua, considerando seu tamanho, tipo de empresa, oportunidades de que a empresa possa usufruir.

Exemplos de variáveis ambientais:

·       políticos:

ü    obediência à constituição;

ü    partidos políticos bem definidos;

ü    seriedade no tratamento da coisa pública;

ü    ética na política;

ü    representatividade dos vários segmentos da sociedade;

ü    intenções e objetividade com relação aos problemas sociais do país;

ü    planejamento estratégico governamental;

ü    planejamento estratégico por períodos superiores a 10 anos;

ü    planejamento estratégico por períodos superiores a 5 anos;

ü    as promessas de campanha política são incorporadas ao planejamento estratégico.

·       sociais:

ü    escolaridade e qualificação para o trabalho;

ü    faz valer seus direitos de cidadania;

ü    exerce o controle da gestão pública;

ü    desequilíbrios com relação ao nível de vida;

ü    sociedade produtiva e criativa.

·       demográficos:

ü    crescimento demográfico da população;

ü    formações de ecossistemas;

ü    formação ambiental;

ü    concentração urbana nas grandes cidades.

·       culturais:

ü    incentivo e programas de cultura para a população;

ü    participação da comunidade em eventos religiosos.

·       política-legais:

ü    regulamentação do setor;

ü    política industrial;

ü    regras da privatização;

ü    cenário político e respectivos riscos;

ü    acompanhamento das mudanças de política de incentivos, subsídios e fiscais.

·       tecnológicos:

ü    alterações tecnológicas possíveis;

ü    entidades de pesquisas, institutos e universidades e programas envolvidos;

ü    maiores economias de escala;

ü    equipamentos e mão de obra envolvidos.

·       ecológicos

ü  respeito a nossa constituição;

ü    preservação do meio ambiente e dos ecossistemas;

ü    preservação dos sistemas hídricos;

ü    atuação na recuperação dos passivos ambientais das rodovias, das bacias, dos rios, dos canais, etc.

·       econômicos:

ü    evolução do PIB;

ü    comportamento dos setores primários, secundários e terciários;

ü    evolução e riscos cambiais.

·       financeiros:

ü    os tipos, a quantidade e a forma de atuação de instituições financeiras;

ü   condições de atuação - prazos de carência, amortização, juros, garantias exigidas, reciprocidade e linhas de crédito.

·       socioeconômico

ü    análise de bases de dados socioeconômicos de institutos de estatísticas e pesquisas, de forma a identificar o mercado potencial da empresa.

22.2. PLanejamento estratégico do País

22.2.1. Planejamento estratégico sintético (realização período de 2004/horizonte até 2020)

22.2.2. Movimentação da organização (Matias - Pereira, 2007)

Porter (apud Basso & Pace) define estratégia como um movimento da organização da sua posição atual para uma desejável mas incerta posição futura.

Em virtude desta incerteza, o planejamento estratégico vem ganhando importância no setor público e privado, principalmente pela necessidade de adaptação à conjuntura, visto que a velocidade das mudanças tem aumentado bastante, especialmente nos campos econômico, social, tecnológico e político

22.2.3. Possibilidades para tratar os problemas (Pfeiffer-2000)

Chamamos a atenção para a abrangência do exposto por  Pfeiffer, que nos orienta para que não sejamos críticos ao extremo, pois nem tudo pode ser resolvido ao mesmo tempo, porém temos que considerar sobre o ângulo que esteja ao nosso alcance na formulaçõa do planejamento estratégico de uma empresa ou de um negócio.

Partindo da suposição que nunca será possível tratar todos os problemas existentes ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade, uma análise pode mostrar que medidas têm caráter estratégico, ou seja, que questões fundamentais afetam uma organização ou um município [...]

Isso significa que estratégia sempre tem a ver com opções, seleções e decisões.

Essas decisões são em favor de uma ou mais opções e, com isso, necessariamente contra outras. (Pfeiffer, 2000, p.12).

22.2.4. Informaçõs do planejamento estratégico para sua análise (Matias - Pereira, 2007)

O planejamento estratégico é uma prática essencial na administração, seja ela pública ou privada, devido aos benefícios que a utilização desta ferramenta traz às organizações.

Entre eles, pode-se destacar a elevação da eficiência, da eficácia e dá efetividade da organização, pois contribui para evitar a desorganização nas operações, bem como para o aumento da racionalidade das decisões, reduzindo os riscos e aumentando as possibilidades de alcançar os objetivos traçados (Matias-Pereira, 2007).

22.2.5. Planejamento estratégico para o Brasil do século XXI

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22.2.5.1. Cinquenta anos

A posse do experimentado diplomata brasileiro Samuel Pinheiro Guimarães no dia 20 de outubro de 2010 como titular da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República chamou a atenção para um fato surpreendente: o Brasil atravessa os umbrais do século XXI sem dispor de um Plano Estratégico capaz de balizar as políticas de Estado que devem orientar os rumos do país para os próximos cinquenta anos, seja qual for o governo de plantão.

O Brasil é hoje o país em melhores condições para implantar o novo paradigma de uma civilização da vida e a serviço dos seres vivos

A seguir apresentamos em forma de síntese os estudos realizados pelo Professor Raimundo Caramuru Barros

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22.2.5.2. Oportunismo

Em consequência, o povo brasileiro fica à mercê da colcha de retalhos de políticas de curto prazo (quatro anos), propostas pôr partidos e pelos seus candidatos à Presidência da República, mas selecionadas com base no oportunismo eleitoreiro, sem nenhuma referência a um plano estratégico de longo prazo, definido com participação de toda a sociedade.

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22.2.5.3. Diretrizes

Esse plano estratégico precisa definir com descortino e objetividade as diretrizes a serem adotadas para que o Brasil possa desenvolver de maneira sustentável o potencial geopolítico do seu posicionamento geográfico, de sua extensão territorial e de suas riquezas naturais:

·        um território de cerca de 8.500.000 km²;

·        uma posição geográfica invejável no hemisfério sul com uma ponta de lança penetrando no hemisfério norte;

·        um clima excepcional em termos de irradiação solar, temperatura e precipitação pluviométrica;

·        responsável pela gestão de mais de 2% de todos os recursos hídricos do planeta;

·        uma costa litorânea de quase 7.500 km de extensão com sua adjacente plataforma marítima onde estão guardadas riquezas minerais e biológicas ainda não cabalmente avaliadas;

·        uma das mais exuberantes e diversificadas biodiversidades existentes no território de um único país.

Dentro desse contexto, três diretrizes merecem destaque para serem levadas em conta na elaboração e na definição deste plano estratégico.

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22.2.5.4. Primeira diretriz

A primeira diretriz diz respeito ao paradigma de civilização mais consentâneo e coerente com as vantagens comparativas ostentadas hoje pelo país.

Seria catastrófico repetir o paradigma civilizatório adotado pelos países avaliados hoje como os mais desenvolvidos.

O Clube de Roma, entidade formada por intelectuais e empresários, em seu relatório sobre Os limites do crescimento, publicado em 1972, já demonstrava a inviabilidade de adotar este paradigma em todas as nações do planeta.

Com efeito, o paradigma civilizatório implantado pelas revoluções industriais, a partir do final do século 18 e primeiros anos do século 19, conferia um papel prioritário à transformação da matéria inorgânica e à utilização dos combustíveis fósseis a começar pelo carvão mineral.

Na segunda metade do século XX, ficou claro que esse paradigma levava à eliminação da vida e dos seres vivos no planeta Terra e consequentemente ameaçava a sobrevivência da espécie humana.

A partir de 1968 tomou corpo um novo paradigma denominado nos seus primórdios como ecodesenvolvimento e finalmente como desenvolvimento sustentável.

Nesse novo paradigma, a prioridade é conferida ao fenômeno da vida e aos seres vivos, enquanto a matéria inorgânica passa a desempenhar um papel coadjuvante a serviço da vida e dos seres vivos.

Em síntese, esse novo paradigma civilizatório leva em conta não apenas o tradicional uso do solo, mas o conjunto de fatores apontados como essenciais em uma civilização da vida e a serviço dos seres vivos:

·         a gestão dos recursos hídricos;

·         a gestão climática da atmosfera;

·         incluindo a garantia da qualidade do ar;

·         a gestão dos impactos decorrentes da fotossíntese;

·         e todas as condições atmosféricas cruciais para a sustentabilidade da vida e dos seres vivos no planeta.

 

Os países considerados como mais desenvolvidos, localizados na sua grande maioria em climas temperados, encontram hoje sérias dificuldades e se deparam com inevitáveis limitações ao procurar ajustar-se ao novo paradigma.

O Sudeste brasileiro de alguma maneira enfrenta desafios similares em virtude, sobretudo, da derrubada de mais de 90% da Mata Atlântica e da adoção do paradigma criado pelas revoluções industriais.

Apesar dos desafios enfrentados pela Macrorregião Sudeste, o Brasil é hoje o país em melhores condições para implantar o novo paradigma de uma civilização da vida e a serviço dos seres vivos: com um sistema de transporte adequado a este novo paradigma; com uma matriz energética com base exclusiva em fontes renováveis em substituição aos combustíveis fósseis; com o desenvolvimento de uma agricultura, pecuária e silvicultura orgânicas; com o desenvolvimento em larga escala de uma responsável indústria bioquímica; com as indústrias de transformação da matéria inorgânica vinculadas no seu todo à sua eventual contribuição ao novo paradigma civilizatório.

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22.2.5.5. Segunda diretriz

A segunda diretriz consiste na adoção do modelo de parceria nas relações do Brasil com os demais países do planeta no novo patamar de globalização que está sendo galgado neste início do século XXI.

Esse modelo exige a consequente renúncia aos modelos de cunho imperialista com relação aos países menos desenvolvidos e de subserviência com relação aos países dotados de maior poder político e econômico.

Essa diretriz acarreta duas implicações basilares.

Em primeiro lugar, a parceria fundamenta-se em critérios de natureza política, que se devem sobrepor a eventuais interesses econômicos.

Em segundo lugar, a parceria é diversificada e priorizada em coerência com os objetivos estratégicos do Brasil no longo prazo.

O leque dessa diversificação pode se estruturar em consonância com o detalhamento que segue: países da América do Sul; países do Caribe, América Central e Meso-América; países de poder político e econômico mais elevado; países emergentes; países localizados em zonas tropicais e subtropicais; demais países do planeta em função de interesses mútuos e específicos.

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22.2.5.6. Terceira diretriz

A terceira diretriz está voltada para a elaboração e a implantação de políticas capazes de no período de duas, ou no máximo três décadas reduzir drasticamente as distorções decorrentes das gritantes desigualdades que desfiguram a sociedade brasileira, tanto em termos das diferentes camadas que a constituem, bem como em termos dos hiatos inaceitáveis no nível de desenvolvimento que discriminam negativamente ainda hoje algumas de suas macroregiões.

Por motivos óbvios, não se trata de expandir para o resto do país o modelo de desenvolvimento do Sudeste brasileiro, mas de conferir a cada macrorregião o modelo de desenvolvimento mais consentâneo com suas vantagens comparativas em coerência com o paradigma de uma civilização da vida, com prioridade para os seres vivos.

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22.2.5.7. Conclusão

Essas três diretrizes são fundamentais em um plano estratégico.

Seu conteúdo e suas especificações precisam, no entanto, ser discutidas e assumidas por toda a sociedade brasileira.

22.2.6. Conclusão

·       claro que a materia é ampla, mas como afirmamos nos itens anteriores é preciso que tenhamos o hábito de conhecermos melhor o nosso país.

·       em nosso modo de ver, o que deveríamos conhecer e melhor nos aprofundarmos seria a formalização de uma Visão Sistêmica do Brasil e do mundo em que vivemos e o Planejamento Estratégico seria uma consequência.

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