Retrato do Brasil

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Capítulo V

Desenvolvimento da indústria e do comércio exterior

22.14. Principais avanços recentes e metas estratégicas

22.14.1. Importância estratégica

Fonte de informações:  Secretaria de Assuntos Estratégicos.

A estrutura produtiva brasileira é das mais diversificadas e integradas entre os países em desenvolvimento, possuindo setores competitivos, com forte potencial de crescimento.

Ela deve, porém, ser fortalecida para enfrentar o acirramento da concorrência internacional nos próximos anos, para reduzir a vulnerabilidade da economia a conjunturas externas adversas e, principalmente, para ser capaz de gerar mais e melhores empregos no País.

Para tanto, é necessário:

1)     ampliar o investimento que incorpora novas tecnologias;

2)     expandir a presença de empresas brasileiras nos mercados externos;

3)     fortalecer a capacidade de inovação das empresas;

4)  aprofundar a diversificação da estrutura industrial, na direção de setores intensivos em engenharia e conhecimento;

5)     reduzir os hiatos de produtividade com relação às melhores práticas internacionais;

6)     manter o segmento de micro e pequenas empresas pujante para a geração de empregos;

7)     fortalecer a capacitação da força de trabalho brasileira.

Adicionalmente, os próximos anos demandarão o fortalecimento e a articulação entre programas para sistemas produtivos (complexos e setores) e programas de corte transversal, entre os quais, notadamente, o programa voltado à produção limpa ou sustentável.

Aqui, trata-se de dar novos passos, no sentido de maior integração entre a política de desenvolvimento produtivo, a política científica e tecnológica e a de meio ambiente.

Será também necessário criar condições que maximizem os impactos positivos da expressiva agenda de investimentos em infraestrutura logística, complexos urbanos e energia, incluindo petróleo e gás.

Notadamente a articulação entre as políticas públicas voltadas para o desenvolvimento econômico do País, o PAC em particular, assim como entre a política industrial e as iniciativas associadas à Copa do Mundo, em 2014, às Olimpíadas, em 2016, e aos investimentos no pré-sal.

Com o enfrentamento dessa agenda, o tecido produtivo brasileiro estará preparado para dar respostas ágeis e de grande abrangência às demandas do mercado interno, cuja dimensão e dinamismo viabilizam uma base industrial sólida e competitiva internacionalmente.

22.14.2. Principais avanços recentes

22.14.3. Metas e ações para o período de 2010 a 2022

22.15. Produção industrial setorial dos estados e indicadores de desempenho

22.15.1. Introdução

Nas seções seguintes apresentamos o retrato da evolução da produção industrial, lembrando que as informações variam de acordo com a dinâmica do país; o objetivo maior é nos acostumarmos a acompanhar o que ocorre no país, proporcionando que se possa estar atento e atualizado para a formulação e monitoramento do planejamento estratégico da empresa.

22.15.2. Setorial - IBGE

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22.15.2.1. Variação da produção industrial entre dezembro e janeiro de 2011

·     em janeiro de 2011, já descontadas as influências sazonais, a produção industrial mostrou variação positiva de 0,2% frente ao mês anterior, após assinalar taxas negativas em novembro (-0,1%) e em dezembro (-0,8%):

ü    na comparação com igual mês do ano anterior, o total da indústria registrou expansão de 2,5%, repetindo o resultado observado em dezembro último;

ü    a taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, permaneceu positiva (9,4%) mas reduziu o ritmo de crescimento frente ao fechamento de 2010 (10,4%).

·    o aumento da produção entre dezembro e janeiro foi sustentado pela expansão em 15 dos 27 ramos investigados e atingiu três das quatro categorias de uso:

ü     entre os setores que cresceram, os desempenhos mais importantes para o resultado global vieram de material eletrônico e equipamentos de comunicações, cuja expansão de 35,5% refletiu o retorno das férias coletivas concedidas por empresas do setor no mês anterior e também os setores de metalurgia básica (5,3%) e farmacêutica (5,4%);

ü   vale destacar que esses ramos haviam assinalado recuo em dezembro: -17,0%, -4,9% e ?2,1%, respectivamente;

ü     outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria foram observadas em máquinas e equipamentos (1,9%), produtos de metal (2,9%) e alimentos (0,8%);

ü     entre as atividades que reduziram a produção na passagem de dezembro para janeiro, os destaques foram: veículos automotores (-3,2%), que acumulou perda de 4,0% nos últimos três meses, refino de petróleo e produção de álcool (-2,3%), minerais não metálicos (-2,8%) e bebidas (-2,4%).

·       ainda na comparação com dezembro de 2010, no corte por categorias de uso, os índices foram positivos em bens de consumo duráveis (6,0%), bens de capital (1,8%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,3%), enquanto a produção de bens intermediários (-0,4%) apontou o seu segundo resultado negativo nesse tipo de confronto:

ü   a expansão de 6,0% observada na fabricação de bens de consumo duráveis ocorreu após dois meses seguidos de taxas negativas e levaram o setor a ficar 0,7% abaixo do seu patamar recorde alcançado em junho de 2008:

v    o segmento de bens de capital, ao crescer 1,8%, eliminou o recuo de 0,8% assinalado em dezembro, enquanto o acréscimo de 0,3% observado em bens de consumo semi e não duráveis interrompeu três meses seguidos de queda, período em que acumulou perda de 1,3%.

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22.15.2.2. Média móvel trimestral da indústria entre dezembro e janeiro de 2011

·         na evolução do índice de média móvel trimestral, o total da indústria mostrou variação negativa de 0,2% entre dezembro e janeiro, repetindo o resultado assinalado no mês anterior, após ficar estável entre setembro e novembro;

ü      entre as categorias de uso, os segmentos de bens de consumo duráveis (1,8%) e de bens de capital (1,4%) apontaram os maiores incrementos e prosseguiram com a trajetória ascendente iniciada em agosto e outubro, respectivamente;

ü    o setor de bens intermediários permaneceu pelo terceiro mês seguido mostrando ligeira variação positiva: 0,2% em novembro e dezembro e 0,1% em janeiro;

ü     o segmento de bens de consumo semi e não duráveis (-0,2%) registrou o segundo resultado negativo consecutivo, acumulando nesses dois meses perda de 0,7%.

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22.15.2.3. Confronto do setor industrial entre janeiro de 2011 e 2010

·       no confronto com janeiro de 2010, o setor industrial apontou acréscimo de 2,5%, décima quinta taxa positiva consecutiva nesse tipo de comparação, com expansão em 19 das 27 atividades pesquisadas;

ü       vale citar que janeiro de 2011 teve um dia útil a mais que janeiro de 2010;

v      o ramo de veículos automotores, que avançou 8,2%, exerceu o maior impacto na formação da taxa global;

v      máquinas e equipamentos (7,0%);

v      indústrias extrativas (5,5%);

v      outros equipamentos de transporte (11,8%);

v      máquinas para escritório e equipamentos de informática (14,8%);

v      farmacêutica (7,4%):

o     nessas atividades, sobressaíram principalmente os itens: automóveis e caminhões; aparelhos de ar condicionado, motoniveladores e empilhadeiras; minérios de ferro, petróleo e gás natural; motocicletas e aviões; terminais de autoatendimento e peças e acessórios para informática; e medicamentos.

ü    entre os oito ramos que apontaram queda, as principais pressões sobre a média da indústria vieram de:

v      têxtil (-11,6%);

v      bebidas (-4,5%);

v      produtos de metal (-5,1%);

v    refino de petróleo e produção de álcool (-2,3%), influenciados em grande parte pelos recuos na fabricação dos itens tecidos de algodão e de toalhas de banho, rosto e mãos, no primeiro setor, preparações em xarope e em pó para elaboração de bebidas no segundo, partes e peças para bens de capital, no terceiro, e óleo diesel, álcool e naftas para petroquímica no último.

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22.15.2.4. Variação da categoria de uso com igual mês do ano anterior 2010

·      entre as categorias de uso, ainda na comparação com igual mês do ano anterior, os resultados foram positivos:

ü     com bens de capital (9,1%) e bens de consumo duráveis (6,1%) assinalando ritmo bem superior ao do total da indústria (2,5%);

ü    enquanto bens intermediários (0,9%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,8%) registraram avanços mais moderados.

·    o segmento de bens de capital apontou a expansão mais elevada entre as categorias de uso, impulsionado pelo crescimento na maior parte dos seus subsetores, com destaque para bens de capital para:

ü      transporte (8,4%);

ü      uso misto (9,8%);

ü      construção (23,6%);

ü    para fins industriais (6,4%):

v      a produção de bens de consumo duráveis também mostrou incremento acima da média global e foi positivamente influenciada pelos avanços:

o         fabricação de automóveis (5,9%);

o         telefones celulares (25,8%);

o         motocicletas (44,9%).

v      nessa categoria de uso, vale citar a pressão negativa vinda do grupamento de:

o    eletrodomésticos (-5,9%), especialmente pressionado pelo recuo de 26,8% assinalado pelos eletrodomésticos da linha marrom, uma vez que os da linha branca registraram ligeira variação positiva (0,5%).

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22.15.2.5. Confronto entre janeiro de 2011 e 2010- bens intermediários, bens de consumo semi e não duráveis

·     ainda no confronto com janeiro de 2010, avançando abaixo do total da indústria figuraram os setores produtores de bens intermediários (0,9%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,8%);

ü      no primeiro segmento, as influências positivas vieram dos produtos associados às atividades:

v    da indústria extrativa (5,6%);

v    de veículos automotores (7,8%);

v    de minerais não metálicos (3,5%);

v    de borracha e plástico (3,4%);

v    de alimentos (2,2%);

v    de celulose e papel (1,4%).

ü      enquanto as principais pressões negativas foram observadas:

v    em refino de petróleo e produção de álcool (-4,1%);

v    têxtil (-8,3%);

v   produtos de metal (-6,8%).

ü   nessa categoria de uso, vale destacar também a manutenção dos resultados positivos nos grupamentos de:

v    insumos para construção civil (6,5%);

v    de embalagens (6,1%).

ü    o desempenho positivo do segmento de bens de consumo semi e não duráveis foi particularmente influenciado pelos avanços nos grupamentos de:

v    outros não duráveis (5,2%) e de carburantes (1,9%);

v    enquanto os setores de semiduráveis (-8,9%);

v    alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-0,6%) apontaram as taxas negativas.

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22.15.2.6. Ritmo da produção total da indústria em janeiro de 2011

·        o ritmo da produção total da indústria em janeiro de 2011 (2,5%) ficou ligeiramente abaixo do índice para o quarto trimestre de 2010 (3,2%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior:

ü    esse movimento está presente na maioria (15) dos 27 ramos pesquisados e em duas das quatro categorias de uso;

ü      entre estas, a perda de ritmo foi observada em bens intermediários, que apontou expansão de 3,9% no último trimestre de 2010 e passou para 0,9% em janeiro, e em bens de consumo semi e não duráveis (de 1,6% para 0,8%);

ü       por outro lado, a produção de bens de consumo duráveis (de 1,5% para 6,1%) e de bens de capital (de 7,0% para 9,1%) registraram maior dinamismo entre o quarto trimestre do ano passado e o primeiro mês de 2011.

·      em síntese, o setor industrial no início de 2011 permanece com o quadro de menor ritmo produtivo, expresso no ligeiro avanço de 0,2% na comparação janeiro 2011/dezembro 2010, após recuar 0,8% no mês anterior;

·       ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral mostra pelo segundo mês seguido comportamento ligeiramente negativo, após três meses de estabilidade nesse tipo de indicador;

·         no confronto com igual mês do ano anterior, o setor industrial permanece apontando resultados positivos mas com taxas menos intensas que em meses anteriores;

·      com isso, o índice acumulado nos últimos doze meses prosseguiu apontando expansão mas com clara redução no ritmo de crescimento nos últimos meses: 11,8% em outubro, 11,7% em novembro, 10,4% em dezembro e 9,4% em janeiro;

·        entre as categorias de uso, os segmentos de bens de consumo duráveis, que mostrou em janeiro de 2011 perda de 1,8 ponto percentual frente ao resultado de dezembro último (10,3%), e de bens intermediários (de 11,4% para 9,9%) assinalaram as maiores diminuições de ritmo, enquanto bens de capital (de 20,8% para 20,4%) e bens de consumo semi e não duráveis (de 5,2% para 4,8%) apontaram reduções menos intensas entre dezembro e janeiro.

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22.15.2.7. Gráfico da produção industrial-indústria geral

22.15.3. Indicadores conjuntural-regional

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22.15.3.1. Variação de dezembro a janeiro de 2011

·    na passagem de dezembro de 2010 para janeiro de 2011, os índices regionais da produção industrial, descontados os efeitos sazonais, mostraram crescimento em sete dos quatorze locais pesquisados;

ü    com destaque para os avanços mais acentuados vindos do Espírito Santo (9,4%), após acumular perda de 6,4% nos dois últimos meses, e do Paraná (9,0%), que recuou 2,5% em dezembro;

ü        as demais taxas positivas foram observadas nos seguintes locais:

v  Bahia (2,0%);

v  Ceará (1,4%);

v  Amazonas (0,8%);

v  São Paulo (0,7%)

v  e região Nordeste (0,1%).

ü       por outro lado:

v    Goiás (-4,6%);

v    Pará (-4,1%);

v    Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul (ambos com -2,3%);

v    Pernambuco (-1,6%);

v  Minas Gerais (-1,2%) e Santa Catarina (-0,4%) tiveram queda na produção entre dezembro e janeiro.

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22.15.3.2. Indicadores conjunturais – resultados regionais

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22.15.3.3. Polos industriais

·      de dimensão continental, em seus 8,5 milhões de quilômetros quadrados (quinto maior do mundo) o Brasil;

ü    comporta polos de alta tecnologia espalhados por todos os cantos, desde o moderno complexo petroquímico no Rio Grande do Sul, o estado mais ao Sul do País, passando pelo mais alta tecnologia de São Paulo, até a Bahia, na região Nordeste, onde a Ford opera a mais moderna fábrica de automóveis do mundo;

ü    e na região do cerrado, o planalto do Centro-Oeste, funciona a todo vapor um complexo agroindustrial de alta tecnologia e produtividade:

v     o investimento em pesquisa e desenvolvimento, sob a liderança da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), tornou o agronegócio do Brasil um dos mais modernos e produtivos do mundo;

ü     a capacidade de inovação também garantiu ao País a liderança na exploração de petróleo em águas profundas:

v      hoje a Petrobras, empresa estatal de energia, além de explorar jazidas em outras partes do mundo, assume um novo desafio:

o     duplicar as reservas existentes, com exploração das jazidas submarinas abaixo da camada de sal do fundo do mar, o que permitirá colocar o Brasil como um dos cinco maiores produtores mundiais.

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22.15.3.4. ZPE - zonas de processamento e exportação

    Ministério do Desenvolvimento Industrial e Comércio Exterior:

·       as Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) caracterizam-se como áreas de livre comércio com o exterior, destinadas à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem comercializadas com o exterior, sendo consideradas zonas primárias para efeito de controle aduaneiro.

As finalidades das ZPEs são:

a) Atrair investimentos estrangeiros;

b) Reduzir desequilíbrios regionais;

c) Fortalecer o Balanço de Pagamentos;

d) Promover a difusão tecnológica;

e) Criar empregos;

f) Promover o desenvolvimento econômico e social do país;

g) Aumentar a competitividade das exportações brasileiras.

·     Lei Nº 11.508, de 20 de julho de 2007: dispõe sobre o regime tributário, cambial e administrativo das Zonas de Processamento de Exportação, e dá outras providências;

·     Decreto nº 6.634, de 5 de julho de 2008:

Dispõe sobre o Conselho Especial das Zonas de Processamento de Exportação - CZPE, de que trata o art. 3º da Lei nº 11.508, de 20 de julho de 2007, e dá outras providências;

·     Decreto nº 6.814, de 6 de abril de 2009: regulamenta a Lei nº 11.508, de 20 de julho de 2007, que dispõe sobre o regime tributário, cambial e administrativo das Zonas de Processamento de Exportação - ZPEs;

·      Instrução Normativa 952 da Receita Federal do Brasil, de 2 de julho de 2009.

22.16. Panorama do comércio brasileiro

22.16.1. Iniciação

·        o panorama do comércio exterior brasileiro e da econômia global e do país é muito dinâmico, a nossa intenção e criarmos o hábito entre os nossos colegas da consulta do que realmente acontece e sua permanente atuação;

·        isto posto, deveremos considerar que as análises mudam rapidamente assim como suas informações, portanto poderemos daqui a alguns meses, semanas e mesmos dias, encontrarmos informações que conflitam com as aqui apresentadas.

22.16.2. Introdução à visualização econômica global do Brasil

·       o maior desafio do Brasil é conseguir visualizar a situação econômica global e os valores e as tradições que sustentam a Visão Sistêmica aplicada ao País;

·       no cenário mais amplo devemos refletir sobre os desafios impostos à economia brasileira, considerando os impactos globais e absorver a complexidade das crescentes necessidades de adaptação e as mudanças em todos os níveis na formulação de um planejamento estratégico;

·       a essência dos valores aplicados determinam os objetivos das ações.

·      conforme veremos ao longo dos processos, os valores econômicos pragmáticos são necessários para manter e unir vários subsistemas organizacionais: Governo Federal, Estadual, Municipal, Autarquias, Companhias Mistas, Empresas Privadas e Parcerias, entre outras tantas, e que determinam à eficácia, padrões de desempenho, incluindo-se o fortalecimento da democracia.

·     para implementar a Visão Sistêmica do País, é necessário demonstrar o porquê da necessidade de mudança e quais as consequências críticas necessárias à formulação do Planejamento Estratégico do País.

·      a seguir apresentamos índices econômicos que deverão ser incorporados à Visão Sistêmica do Brasil em função da Visão Sistêmica Global, observando-se que a fotografia pode ser alterada com o tempo, portanto são posições dinâmicas e que devem ser atualizadas constantemente.

22.16.3. PIB (Produto Interno Brasil)

·      PIB (Produto Interno Bruto) é um dos principais indicadores de uma economia; revela o valor de toda a riqueza gerada no país;

·      o IBGE precisa fazer esses cálculos para toda a cadeia produtiva brasileira, ou seja, ele precisa excluir da produção total de cada setor as matérias-primas que ele adquiriu de outros setores:

ü     depois de fazer esses cálculos, o instituto soma a riqueza gerada por cada setor, chegando à contribuição de cada um para a geração de riqueza e, portanto, para o crescimento econômico.

·      o PIB é formado pelas somas das riquezas geradas pela indústria, pela agropecuária e pelo setor de serviços, mas também pode ser analisado a partir do consumo, ou seja, pelo ponto de vista de quem se apropriou do que foi produzido.

       Nesse caso, ele é dividido pelo consumo das famílias, pelo consumo do governo, pelos investimentos feitos pelo governo e empresas privadas e pelas exportações.

·      de acordo com o Banco Mundial, levando-se em conta a paridade do poder de compra, o Brasil responde por metade da economia da América do Sul;

ü      com o equivalente a cerca de 3% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial, o Brasil divide o sexto lugar ao lado do Reino Unido, França, Rússia e Itália;

ü       ao todo, a economia mundial produziu US$ 55 trilhões em mercadorias e serviços em 2005.

Deste total, cerca de 40% vieram de países em desenvolvimento - China, Índia, Rússia, Brasil (Brics) e México responderam juntos por quase 20%;

ü        a economia do Brasil tem um mercado livre e exportador;

ü      medido por paridade de poder de compra, seu produto interno bruto é próximo de 2 trilhões de dólares (R$ 2.817,9 bilhões), fazendo-lhe a nona maior economia do mundo em 2008, segundo o FMI, e décima maior economia segundo o Banco Mundial, fazendo-a segunda maior das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos da América.

·     o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil (GDP) medido por paridade de poder de compra (PPC) foi estimado em US$ 1,936 trilhão em 2008, e em US$ 1.576 trilhão em termos nominais.

·      seu padrão de vida, medido no PIB per capita (PPC) era de US$ 9.600,00;

ü       o Brasil é estabelecido como um país de classe média. Depois da desaceleração em 2002 o país se recuperou em 2004, mas seu crescimento continua muito inferior ao potencial do país. O crescimento do PIB em 2008, já afetado pela crise internacional, foi de 5.1%.

·      em 2009, o PIB brasileiro variou -0,2% em relação a 2008.

Nos anos recentes, após o 3,2% de crescimento em 2005, a taxa acumulada em 12 meses acelerou até atingir o pico de 6,6% no terceiro trimestre de 2008.

Em seguida, houve desaceleração, chegando a -1,0% no terceiro trimestre de 2009 e fechando o ano em -0,2%

·      com a variação de -0,2% no PIB e o crescimento de 0,99%7 da população residente, em 2009 houve queda de 1,2% no PIB per capita, que ficou em R$ 16.634.

·      no acumulado no ano de 2010, em relação ao mesmo período de 2009, o PIB variou 7,5%, resultado do crescimento de 6,7% no valor adicionado e 12,5% nos impostos.

Nessa comparação, a agropecuária (6,5%), a indústria (10,1%) e os serviços (5,4%) cresceram.

Assim, segundo as informações das Contas Nacionais Trimestrais, em 2010, o PIB em valores correntes alcançou R$ 3,675 trilhões.

O PIB per capita ficou em R$ 19.016, apresentando uma alta de 6,5%, em volume, em relação a 2009 (R$ 16.634).

22.16.4. Evolução do PIB do Brasil (Fonte Banco Central)

22.16.5. Panoramas do comércio exterior brasileiro

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22.16.5.1. Panorama do comércio exterior brasileiro (Janeiro a Setembro de 2009)

Com relação ao panorama do Comércio Exterior Brasileiro de janeiro a setembro de 2009, temos:

·       nos nove primeiros meses de 2009, o comércio exterior brasileiro registrou corrente de comércio de US$ 202,3 bilhões, com redução de 28,3% sobre igual período de 2008, quando atingiu US$ 282 bilhões.

ü      esta retração é consequência da crise financeira internacional, que levou a uma depreciação dos preços internacionais de commodities agrícolas e minerais e queda da demanda por bens.

·      as exportações encerraram o período com valor de US$ 111,8 bilhões e as importações de US$ 90,5 bilhões.

Em relação a janeiro-setembro de 2008, as exportações apresentaram redução de 25,9% e as importações, de 31%;

ü      o saldo comercial atingiu US$ 21,3 bilhões em janeiro-setembro de 2009, significando aumento de 8% sobre o consignado em igual período de 2008, de US$ 19,7 bilhões, motivado por uma redução menor das exportações em relação às importações.

·  na comparação com janeiro-setembro de 2008, os produtos básicos decresceram 15,3%, e os semimanufaturados e os manufaturados diminuíram, respectivamente, 30,8% e 32%;

ü      mesmo diante da redução das exportações de bens industrializados, este grupo de produtos respondeu por mais da metade (56%) do total exportado pelo Brasil em janeiro-setembro de 2009.

·     assinale-se o crescimento de 0,3% das exportações no mês de setembro sobre agosto, o que indica uma tendência de recuperação das vendas externas brasileiras;

ü       nessa comparação, as exportações de manufaturados evoluíram 10,3%, os semimanufaturados, 1,8%, e os básicos registraram queda de 9,6%.

·      do lado da importação, as compras de matérias-primas e intermediários representaram 47% da pauta total e as de bens de capital, 23,7%, demonstrando que a pauta brasileira de importação é fortemente vinculada a bens direcionados à atividade produtiva:

ü        as importações de bens de consumo representaram 16,4% e as de combustíveis e lubrificantes, 13%;

ü     sobre janeiro-setembro de 2008, a categoria de combustíveis e lubrificantes foi a que registrou maior redução, de 52,4%, em razão principalmente da queda das cotações internacionais de petróleo, seguida de matérias-primas e intermediários (-32,4%), bens de capital (-20,8%) e bens de consumo (-10,6%).

·       por mercados de destino, destaque para a Ásia;

ü    as vendas aumentaram 4,2%, colocando a região na primeira posição de mercado comprador de produtos brasileiros nos primeiros nove meses de 2009, superando a União Européia e a América Latina e Caribe.

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22.16.5.2. Panorama do comércio exterior brasileiro ( Março de 2011)

·        resultados gerais:

ü      na 1ª e 2ª semanas de março de 2011, que totalizou 7 dias úteis, a balança comercial registrou superávit de US$ 841 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,477 bilhões e importações de US$ 5,636 bilhões;

ü     no ano, as exportações somam US$ 38,424 bilhões, as importações, U$S 35,961 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,463 bilhões.

·        análise do mês nas exportações:

ü       comparadas as médias até a 2ª semana de março/2011 (US$ 925,3 milhões) com a de março/2010 (US$ 683,8 milhões), houve aumento de 35,3%, em razão do crescimento das exportações das três categorias de produtos:

v      básicos (+47,6%, de US$ 288,6 milhões para US$ 425,9 milhões, por conta, principalmente, de minério de cobre, trigo em grão, minério de ferro, milho em grão, carne de frango, bovina e suína, café em grão e farelo de soja);

v      semimanufaturados (+42,1%, de US$ 90,1 milhões para US$ 128,0 milhões, por conta de ferro fundido, semimanufaturados de ferro/aço, óleo de soja em bruto, couros e peles, celulose, ferro-ligas e açúcar em bruto);

v   manufaturados (+22,7%, de US$ 289,1 milhões para US$ 354,7 milhões, em razão dos crescimentos em suco de laranja, óleos combustíveis, polímeros plásticos, partes de motores para veículos, açúcar refinado, automóveis e autopeças).

ü       relativamente a fevereiro/2011, a média diária das exportações cresceu 10,6% (de US$ 836,7 milhões para US$ 925,3 milhões), devido ao aumento nas vendas de produtos básicos (+15,7%, de US$ 368,1 milhões para US$ 425,9 milhões), semimanufaturados (+12,6%, de US$ 113,7 milhões para US$ 128,0 milhões) e manufaturados (+6,7%, de US$ 332,4 milhões para US$ 354,7 milhões).

·        análise da média nas importações

ü       a média diária até a 2ª semana de março/2011, de US$ 805,1 milhões, ficou 23,0% acima da média de março/2010 (US$ 654,6 milhões) e 3,7% superior a fevereiro/2011 (US$ 776,7 milhões).

ü     no comparativo com março/2010, aumentaram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (+80,8%), cobre e obras (+40,0%), plásticos e obras (+37,7%), equipamentos mecânicos (+34,5%), veículos automotores e partes (+28,3%), combustíveis e lubrificantes (+28,3%) e equipamentos elétricos e eletrônicos (+26,7%).

      Em relação a fevereiro/2011, houve crescimento, principalmente, nos seguintes produtos: adubos e fertilizantes (+14,5%), equipamentos mecânicos (+12,1%), plásticos e obras (+10,7%), combustíveis e lubrificantes (+7,9%), equipamentos elétricos e eletrônicos (+7,0%) e siderúrgicos (+6,7%).

22.16.6. Considerações sobre a duração das recessões

22.16.7. Atuação das empresas brasileiras no mercado mundial

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22.16.7.1. Introdução

·     quem observasse uma publicação econômica internacional doze anos atrás raramente encontraria uma menção a companhias brasileiras.

      Hoje, o cenário é completamente diferente, já que empresas nacionais se destacam mundialmente em distintos segmentos da economia:

ü      as empresas brasileiras tem a busca pela competitividade, independentemente das dificuldades encontradas, isto fez com que pelo menos 15 empresas do Brasil fossem listadas entre as 100 companhias de países emergentes como desafiadoras, colocando o país apenas atrás da China e da índia;

ü     outro ponto forte foi a agilidade dos executivos brasileiros em se adaptar à nova realidade e superar as dificuldades da crise de 2009, com ajustes e as reduções de custos necessários ante à nova realidade do mercado;

ü    neste momento temos um quadro interessante em que o mercado brasileiro começa a responder com maior demanda e se percebe uma luz no fim do túnel nos mercados internacionais, próximo desafio é a otimização das operações e a manutenção dos ganhos de sinergia obtidos durante os períodos difíceis;

ü    agora, as múltis brasileiras têm um novo desafio pela frente: ampliar sua competitividade, capacidade de inovação ante um mercado com demanda reduzida, acompanhar as tendências e os movimentos da economia.

A seguir apresentamos algumas considerações da evolução do mercado internacionalque deveremos estar atento pois a sua movimentação acaba tendo uma forte influência no PIB brasileiro:

·      por exemplo, maior desenvoltura na execução de serviços, exportação de matéria prima, produtos acabados e de equipamentos;

·        as multinacionais brasileiras continuam a ver a expansão global como estratégia para os negócios, apesar da crise provocada pelo mercado internacional depois da quebra do banco americano Lechman Brothers, em setembro de 2008 (Sobeet);

·       basta lembrar que a média anual de internacionalização de investimentos do Brasil entre 2000 e 2003, era menos de US$ 1 bilhão; 2004 a 2007, de US$ 14 bilhões; 2008 a 2010, deverá alcançar US$ 28 bilhões;

·    outro dado importante  é que caiu a diferença entre o capital produtivo trazido pelas empresas estrangeiras (IDE) e os investimentos feitos lá fora pelas multinacionais brasileiras (IDB), o estoque atual do IDE é 44% maior (US$ 288 bilhões ante US$ 162 bilhões), mas essa diferença já foi de 178% na entrada do ano 2000 (Valor econômico outubro de 2009);

·        atualmente os  principais motivos para alcançar  sucesso na área internacional :

ü       necessidade de alcançar competitividade internacional:

o         acesso ao mercado internacional e regional;

o         dimensão do mercado;

ü       aproveitar os clientes:

o         clientes brasileiros que atuam no mercado internacional;

o         clientes internacionais que atuam no mercado brasileiro e no exterior.

ü        reduzir a dependência do mercado interno:

o         equilíbrio na produção evitando picos que possam prejudicar a evolução dos negócios.

ü       estabelecer plataformas em outros países:

o        empresas brasileiras criam raízes no exterior, aumentando o grau de nacionalização nas linhas de produção, comprando fortemente nos mercados locais, ou mesmo levando outras empresas brasileiras na complementação da sua linha de produção.

ü       buscar economia em escala:

o        aumento da produção e redução dos custos globais na obtenção de um produto;

·        as empresas brasileiras apresentam dificuldades na formação adequada de mão de obra para atuarem no exterior;

·     o real (moeda) apresenta neste momento uma pequena oscilação, mas segundo Goldjan o valor da moeda não é o único preço que deve ser analisado pelas empresas na hora de decidir pela internacionalização de suas operações:

ü       o mais importante são as oportunidades de negócio.

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22.16.7.2. A presença nacional em outros países

·       atualmente o Brasil esta representado no exterior por empresas que atuam nas áreas de alimentos, construção e engenharia, metalurgia e siderurgia, eletroeletrônica, têxtil, veículos e peças, mineração, bebidas, mecânica, materiais de construção e decoração, aviões, grupo econômico, transporte e logística, petróleo, farmacêutica, papel e celulose, tecnologia da informação, química e petroquímica, engenharia de projetos, entre outras tantas.

22.16.8. Diagnóstico da situação global e do Brasil

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22.16.8.1. Introdução

A  seguir apresentamos o cenário global nas três análises- oportunidade, indiferente e ameaças e sua interação com o país, ressaltando-se que estes dados são fotografados em um determinado momento e que as análises mudam rapidamente, inclusive sob determinados pontos de vista (não é uma ciência exata)

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22.16.8.2. Economia mundial

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22.16.8.3. Comércio mundial

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22.16.8.4. Insolvência mundial

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22.16.8.5. Investimento mundial

22.16.9. Empresas brasileiras de capital aberto são mais rentáveis que as americanas

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