Retrato do Brasil

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Capítulo XI

Ciência, tecnologia e inovação

22.25. Ciência e tecnologia- inovação, principais avanços, metas e princípais ações

22.25.1. Importância estratégica

Fontes de informações: Secretaria de Assuntos Estratégicos

A ciência, a tecnologia e a inovação são instrumentos fundamentais para o desenvolvimento, o crescimento econômico, a geração de emprego e renda e a democratização de oportunidades.

O trabalho de técnicos, cientistas, pesquisadores e acadêmicos e o engajamento das empresas são fatores determinantes para a consolidação de um modelo de desenvolvimento sustentável, capaz de atender às justas demandas sociais dos brasileiros e ao permanente fortalecimento da soberania nacional.

Esta é uma questão de Estado, que ultrapassa os governos.

O progresso técnico e a competição internacional implicam que, sem investimentos em ciência, tecnologia e inovação, um país dificilmente alcançará o desenvolvimento virtuoso, no qual a competitividade não dependa da exploração predatória de recursos naturais ou humanos.

É preciso continuar a investir na formação de recursos humanos de alto nível e na acumulação de capital intangível - a incorporação de conhecimento na sociedade brasileira.

Desde 2003, o governo brasileiro tem concedido especial destaque ao desenvolvimento e fortalecimento de políticas de CT&I.

Fato relevante também é o novo patamar em que passaram a operar os Fundos Setoriais de Ciência e Tecnologia com base na regulamentação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), regulamentado pela Lei nº 11.540/2007), e em importantes aperfeiçoamentos em sua gestão, além do expressivo aumento de recursos aplicados.

Há uma forte correlação entre o grau de desenvolvimento de um país e seu esforço em CT&I; a importância do apoio governamental nos países desenvolvidos à inovação nas empresas; e a articulação entre a política industrial e a política de CT&I como catalizador da mudança do padrão de desenvolvimento econômico de alguns países. Ao lado disto, é imperativo fazer que ciência, tecnologia e inovação se tornem efetivos componentes do desenvolvimento sustentável, do ponto de vista econômico e socioambiental. 

Soma- se a isso a busca das soluções para os problemas que afligem a sociedade, com iniciativas para o desenvolvimento regional e social que visam à melhoria da educação em todos os níveis e, em particular, o ensino de ciências nas escolas e a expansão da qualidade e da distribuição geográfica da ciência.

22.25.2. Politica nacional de C.T & I

Várias das iniciativas previstas no Plano estão voltadas para estimular as empresas a incorporarem as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) no seu processo produtivo.

O Ministério entende que um maior estímulo deve ser concentrado nas áreas de fronteira: como a nanotecnologia e a biotecnologia; nas engenharias e em áreas estratégicas para o desenvolvimento do País, como a espacial.

As prioridades do Plano estão diretamente relacionadas com os quatro eixos estratégicos que norteiam a atual Política Nacional de CT&I:

1.     expandir, integrar, modernizar e consolidar o Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia e Inovação (SNCTI), atuando em articulação com os governos estaduais para ampliar a base científica e tecnológica nacional;

2.     atuar de maneira decisiva para acelerar o desenvolvimento de um ambiente favorável à inovação nas empresas, fortalecendo a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP);

3.     fortalecer as atividades de pesquisa e inovação em áreas estratégicas para a soberania do País, em especial energia, aeroespacial, segurança pública, defesa nacional e Amazônia; e

4.     promover a popularização e o ensino de ciências, a universalização do acesso aos bens gerados pela ciência e a difusão de tecnologias para a melhoria das condições de vida da população.

Hoje, depois de vários percalços, o cenário que se delineia é de que o País passa por uma fase de maturidade das comunidades científica e tecnológica, com a percepção de que é fundamental investir em inovação para potencializar o crescimento econômico.

22.25.3. Parques tecnológicos

Parques tecnológicos são empreendimentos para a promoção de ciência, tecnologia e inovação.

São espaços que oferecem oportunidade para as empresas do Estado transformarem pesquisa em produto, aproximando os centros de conhecimento (universidades, centros de pesquisas e escolas) do setor produtivo (empresas em geral).

Esses ambientes propícios para o desenvolvimento de Empresas de Base Tecnológica (EBTs) e para a difusão da Ciência, Tecnologia e Inovação transformam-se em locais que estimulam a sinergia de experiências entre as empresas, tornando-as mais competitivas.

22.25.4. Progressos científico e tecnológico

O progresso cientifico e tecnológico afeta todas as atividades civis, econômicas e militares.

A aceleração da transformação tecnológica modifica as relações de poder entre Estados e a intensidade da competição entre as mega empresas e, portanto, da competição econômica entre Estados.

Além disso, a aceleração da transformação tecnológica influencia todas as demais tendências do sistema mundial

O progresso científico e tecnológico afeta, finalmente, o próprio setor de produção científica e tecnológica, composto pelo enorme complexo de empresas, universidades, laboratórios e centros de pesquisa.

Este progresso permitirá construir equipamentos de pesquisa cada vez mais complexos e precisos e promover o aumento exponencial da capacidade de processamento de dados e de simulação de experimentos, o que contribuirá, com os crescentes recursos alocados à pesquisa, para a própria aceleração do progresso científico e tecnológico.

Os Estados Unidos investem hoje, por ano, cerca de US$ 400 em pesquisa e registram 45.000 patentes, ao passo que o Brasil investe 15 US$ de dólares e registra 480 patentes.

Se não for implementado um programa enérgico e persistente de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, especialmente com a empresa privada e, se acaso ela não se interessar, pelo Estado, não só o hiato entre o Brasil e outros países se aprofundará, como não poderão ser resolvidos os desafios brasileiros de crescimento acelerado com firme redistribuição de renda.

22.25.5. Planejamento estratégico Ciência - tecnologia - inovação (2004)

22.25.6. Principais avanços recentes

22.25.7. Metas e ações para o período de 2010 a 2012

22.26. Política nacional de CT & I - parques tecnológicos e financiamento

22.26.1. Investimentos no setor de inovação

Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (SETEC).

Um conjunto de ações impulsiona e integra as políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil.

A consolidação deste sistema preconiza sua estruturação junto ao setor empresarial, estados e municípios, tendo em vista as áreas estratégicas para o desenvolvimento do País e a revitalização e consolidação da cooperação internacional.

Outras metas importantes neste novo contexto de CT&I são: o aumento do número de bolsas para formação e capacitação de recursos humanos qualificados e o aperfeiçoamento do sistema de fomento para a consolidação da infraestrutura de pesquisa científica e tecnológica nas diversas áreas do conhecimento.


22.26.2. Parques tecnológicos

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22.26.2.1. História

O ano era 1951.

O reitor da escola de engenharia de Stanford, Frederick Terman, decidiu criar um programa para atrair as empresas de tecnologia que começavam a se desenvolver na época para as proximidades do campus, cedendo terrenos a preços atrativos.

Logo, companhias como Hewlett-Packard, Eastman Kodak e General Electric se mudavam para a área, batizada de Parque de Pesquisas de Stanford. Sem saber, Terman dava o pontapé inicial para a formação do maior polo de inovação das décadas seguintes: o Vale do Silício.

E não foi por acaso que este pedaço de terra no sul da Califórnia se tornou o centro da revolução tecnológica que testemunhamos na última metade do século passado.

A fórmula de Terman para aproximar a academia do mercado provou-se uma receita de sucesso para inovação e os parques tecnológicos se espalharam mundo afora.

Mais da metade dos parques tecnológicos existentes no mundo foi criada na década de 1990 até a virada do século.

Somente recentemente as políticas que fortalecem e promovem a integração entre a ciência, os governos e a iniciativa privada foram realmente reestruturadas, fazendo com que parques tecnológicos passassem a ter grande importância no desenvolvimento dos países.

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22.26.2.2. O Brasil e a sinergia

Informações: Secretaria do Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia.

1.      no Brasil, há mais de 74 iniciativas de parques tecnológicos em andamento - são 25 em operação, 17 em fase de implantação e 32 ainda no papel, segundo a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC).

2.      somente em 2011, o governo investirá mais R$ 85 milhões em projetos de parques tecnológicos em diferentes regiões do Brasil; 

      Segundo Rogério Mota, secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

3.      há um forte reconhecimento tanto por parte do governo quanto do setor empresarial de que é preciso articular esforços para promover a inovação no país;

4.      o Brasil é o único país onde a maior parte das novas patentes pertence à academia;

5.      os parques tecnológicos são terrenos naturalmente férteis para que as sinergias entre esses setores aflorem. Dentro deles, as ideias que surgem nas cadeiras da universidade encontram espaço para se tornarem negócios- seja nas mãos de grandes empresas ou de startups criadas pelos próprios estudantes egressos da universidade.

22.26.3. Exemplos (flash) de parques tecnológicos

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22.26.3.1. São Paulo

O governo do Estado de São Paulo criou o Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec), que dá apoio e suporte aos parques tecnológicos, com o objetivo de atrair investimentos e gerar novas empresas intensivas em conhecimento ou de base tecnológica, que promovam o desenvolvimento econômico do Estado.

Em todo o Estado de São Paulo, existem 30 iniciativas para implantação desses empreendimentos, sendo o Parque tecnológico de São José dos Campos o primeiro a receber o status definitivo no sistema, enquanto outras 18 iniciativas estão com credenciamento provisório: Araçatuba, Barretos, Botucatu, Campinas (três iniciativas: Polo de Pesquisa e Inovação da Unicamp, Ilha Solteira, Mackenzie-Tamboré, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São Carlos, São José do Rio Preto, São Paulo (duas iniciativas: Jaguaré e Zona Leste) e Sorocaba.

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22.26.3.2. Santa Catarina

Um exemplo de como esta colaboração se dá na prática é o InovaLab, centro de inovação instalado no Sapiens Parque, em Florianópolis, Santa Catarina.

Resultado de um investimento de R$ 1,5 milhão, o espaço será compartilhado por pesquisadores da Fundação CERTI (organização de pesquisa sem fins lucrativos), funcionários da área de desenvolvimento da Philips e representantes de outras empresas inovadoras, entre elas a jovem Sábia Experience Tecnologia, cuja plataforma para interação virtual de grupos de pessoas foi criada dentro do ambiente acadêmico.

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22.26.3.3. Rio Grande do Sul

O Parque Científico e Tecnológico da PUCRS, melhor conhecido como Tecnopuc, é um parque tecnológico pertencente à Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Está localizado no campus central da Universidade, na cidade de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do SUL

O tecnopuc possuí uma área de cerca de 18 mil m2, e seus prédios foram adquiridos do Exercito Brasileiro pela Universidade.

Estas construções foram reformadas e adaptadas para comportar empresas e centros de pesquisa. Novos edifícios vêm sendo erguidos para comportar novos projetos.

O parque conta com empresas como a Dell, a HP, a Microsoft a ThoughtWorks, entre outras.

Também conta com centros de pesquisa nas áreas de Físcia e Ciências Médicas.

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22.26.3.4. Belo Horizonte

Parque Tecnológico de Belo Horizonte, mais conhecido como BH-TEC, é um centro de inovação e pesquisa de 600 mil metros quadrados que está sendo construído no bairro Engenho Nogueira, através de uma parceria da Prefeitura de Belo Horizonte, Governo de Minas, UFMG,  SEBRAE, e FIEMG.

Atualmente se encontra em estágio de implantação com realização de obras de infraestrutura que incluem a construção da primeira fase do prédio institucional.

A previsão para entrada em operação do Parque Tecnológico de Belo Horizonte é no primeiro semestre de 2011, em consonância com a previsão de conclusão das obras do edifício institucional.

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22.26.3.5. Pará

A Universidade Federal do Pará e o Governo do Estado deram um passo decisivo, em novembro de 2010, para a construção do primeiro parque tecnológico da região Norte.

Ele é um dos três planejados pelos entes parceiros, os outros dois serão instalados em Santarém e em Marabá.

A iniciativa fomenta a economia baseada no conhecimento e no desenvolvimento sustentável para parte significativa da região amazônica.

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22.26.3.6. Recife

Além do Porto Digital e do Parque Tecnológico de Pernambuco (ParqTel), o Recife terá um terceiro parque tecnológico.

Desta vez voltado para biotecnologia, dará apoio às Empresas de Biotecnologia de Pernambuco, que, além de gestão, orienta quanto ao foco de mercado e à estrutura organizacional.

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22.26.3.7. Fortaleza

Está prevista para o segundo semestre de 2011 a implantação de um parque tecnológico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Ceará.

O polo será instalado em área de 11 hectares no Eusébio, região metropolitana de Fortaleza, com investimento inicial de R$ 10 milhões e de mais R$ 300 milhões com as plantas produtivas de vacinas e biofármacos.

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22.26.3.8. Goiás

Começam ainda no primeiro semestre de 2011 as obras para a construção do parque tecnológico de Goiás.

O projeto será instalado em uma área de aproximadamente 171 mil m² e contará com laboratórios, incubadoras de empresas e centro administrativo

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22.26.3.9. Bahia

O prédio do TecnoCentro, o primeiro do Parque, encontra-se em fase final de obras, deve ficar pronto ainda este semestre, com oito pavimentos- três pisos de garagem, o térreo e quatro andares para cima.

O Parque Tecnológico foi concebido para atrelar o desenvolvimento científico e tecnológico ao setor produtivo e se constituir no principal instrumento de atração de pesquisa de ponta, abrigando um consórcio de pesquisas universitárias, incubadoras e empresas de base tecnológica.

Será também um centro de convergência do sistema estadual de inovação na Bahia, nas esferas pública, acadêmica e empresarial.

O prjeto é concebido em três eixos centrais- o da inovação (como instrumento de atração de empresas), o da tecnologia (esfera institucional de suporte à interação entre universidades e empresas) e o da ciência (estratégia de fortalecimento da produção científica).

As áreas prioritárias serão Biotecnologia e Saúde, Energia e Ambiente, Tecnologia da Informação e da Comunicação, além de Cultura e Turismo.

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22.26.3.10. Paraíba

Ao longo dos anos, o Parque Científico Tecnológico tem sido uma espécie de pilar, para dar suporte a projetos e programas do setor de Ciência, Tecnologia e Informação.

Grande parte da sua história de prestígio, reconhecimento e competência é fruto dos resultados alcançados na sua atuação e das parcerias firmadas com várias instituições.

Em sua constituição, a Fundação PaqTcPB conta com diversos segmentos da sociedade: UFPB, UFCG, SEBRAE-PB, Prefeitura Municipal de Campina Grande/PB, Banco do Nordeste do Brasil (BNB), UEPB, CNPq, FIEP, Governo do Estado da Paraíba e Associação das Empresas de Base Tecnológica (AEBT).

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22.26.3.11. Rio de janeiro

Localizado dentro do campus da UFRJ, o Parque Tecnológico do Rio é o ambiente ideal para a interação entre empresas, comunidade acadêmica e população.

A estimativa é que mais de 200 empresas se instalem em toda a área de 350 mil metros quadrados do Parque do Rio, gerando cerca de cinco mil empregos de alta qualificação.

As empresas que se instalarem no Parque do Rio terão uma ligação direta com alguns dos mais importantes centros de pesquisas tecnológicas do país, como o Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), o Centro de Pesquisa em Energia Elétrica (CEPEL) e o Centro de Pesquisas da Petrobras (CENPES).

O Parque do Rio já abriga inúmeras empresas de base tecnológica além de laboratórios e centros de excelência, como o Laboratório de Tecnologia Oceânica da COPPE.

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22.26.3.12. Mato Grosso

O Parque Tecnológico São Leopoldo Tecnosinos conquisou o Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador, como melhor Parque Tecnológico de 2010.

A conquista desse prêmio é o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelo Tecnosinos, durante estes 11 anos de atuação.

O Tecnosinos abrange hoje cerca de 60 empresas de base tecnológica, entre incubadas e consolidadas, dividas em cinco áreas de atuação: Tecnologia da Informação, Automação e Engenharia, Comunicação e Convergência Digital, Alimentos Funcionais e Nutracêutica, e Tecnologias Socioambientais e Energia.

A administração é estruturada pela parceria com a Unisinos, as empresas e a iniciativa pública, que gerou, em 2009, R$ 1 bilhão em faturamento e mais de 2,1 mil empregos diretos, além de 35 novas tecnologias, 113 novos produtos e 48 registros de propriedade intelectual.

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22.26.3.13. Tocantins

O Governo do Estado também está discutindo com a sociedade da capital a criação de um Parque Tecnológico, na região sul.

A instalação do parque conta com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia e terá mais de 100 alqueires para a instalação de empresas de tecnologia não poluentes.

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22.26.3.14. Curitiba

Por exemplo, o grupo de telecomunicações alemão-finlandês Nokia Siemens Networks (NSN), maior fornecedor de infraestruturas de telecomunicações na América Latina, inaugurou em 2009 seu centro tecnológico.

O local escolhido foi o PUCPR Tecnoparque, em Curitiba.

O centro tecnológico da Nokia Siemens Networks tem 4 mil m2 e funciona em um dos prédios do PUCPR Tecnoparque, que tem área total de mais de 20 mil metros quadrados, com sete empresas já instaladas.

A escolha do PUCPR Tecnoparque para a instalação do centro tecnológico da empresa deu-se em função dos conceitos que fundamentam a criação do Parque Tecnológico da Cidade de Curitiba, no qual o PUCPR Tecnoparque encontra-se incluído, e que tem grande mérito técnico-científico e social, pois objetiva mover a cidade em direção à Sociedade do Conhecimento, por políticas de atração e manutenção de empresas de base tecnológica e de serviços, atividades que agregam alto valor à sociedade, em termos de criação de postos de trabalho não poluentes, geração de renda devido à melhor remuneração, fomento à inovação e pelo compartilhamento e pela expansão do conhecimento.

22.26.4. Finep

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22.26.4.1. A Finep

Missão

Promover o desenvolvimento econômico e social do Brasil por meio do fomento público à Ciência à Tecnologia e à Inovação em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas.

Visão

Transformar o Brasil por meio da inovação.

Perfil de Atuação

Atuar em toda a cadeia da inovação, com foco em ações estratégicas, estruturantes e de impacto para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

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22.26.4.2. Finep e BNDES assinam acordo de R$ 1 bilhão (exemplo)

Acordo de cooperação técnica para execução do Plano Conjunto de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico (PAISS).

O novo programa disporá de R$ 1 bilhão, entre 2011 e 2014.

O objetivo é fomentar projetos que visem ao desenvolvimento, à produção e à comercialização de novas tecnologias industriais destinadas ao processamento da biomassa a partir da cana-de-açúcar.

Trata-se de uma iniciativa do Governo para unir esforços de seus principais órgãos de fomento a fim de que o Brasil possa alcançar, nas tecnologias mais avançadas, o mesmo protagonismo tecnológico já desempenhado na produção de biocombustíveis convencionais.

O acordo também visa a estimular a obtenção de produtos de maior valor agregado, que podem ser obtidos a partir da biomassa da cana, como, por exemplo, os combustíveis de maior conteúdo energético (diesel, gasolina, butanol e querosene de aviação) ou mesmo intermediários químicos com aplicações industriais diversas.

22.26.5. Investimento em inovação tecnológica no Brasil bate recorde

Na análise do planejamento estratégico proposto em 2004, poderemos inclui os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I):

1.     crescem a cada ano no Brasil;

2.     a Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (SETEC), no caso da aplicação da Lei do Bem, contabiliza cerca de 1.000 empresas e R$ 30 bilhões de investimentos nos anos de 2011 e 2012;

3.     os valores são significativamente maiores na comparação com 2006, quando 130 empresas gastaram em torno de R$ 2 bilhões em processos inovativos

4.     em 2007, eram 300 empresas e R$ 5,1 bilhões de investimentos;

5.     o recorde foi superado em 2008, com um total de 460 adesões e R$ 8,1 bilhões investidos.

22.26.6. Lei de Inovação e da Lei do Bem

A Lei de Inovação, de 2004, abriu a possibilidade de ter processos de subvenção e a Lei do Bem, de 2005, disciplinou esse processo, entre outros aspectos, porque permitiu às empresas declarantes do lucro real a terem um mecanismo efetivo de se isentarem de impostos proporcionalmente ao investimento feito em pesquisa desenvolvimento e inovação.

Há outras formas utilizadas pelo MCT para estimular a inovação, entre elas, a subvenção direta e concorrencial, feita por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), vinculada ao MCT.

O financiamento é a fundo perdido, diretamente para a empresa, e permite que ela leve adiante a execução do plano de inovação.

A subvenção decorre da Lei de Inovação.

22.26.7. Sistema brasileiro de tecnologia (SIBRATEC)

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22.26.7.1. Organização da oferta e do conhecimento

O Sistema Brasileiro de Tecnologia (SIBRATEC), criado pelo Decreto 6.259 de 20 de novembro de 2007, é um dos elementos que auxilia nessa trajetórias ao melhorar a organização da oferta de conhecimentos, principalmente baseado nas demandas, aumentando a sinergia das ações destinadas ao apoio às empresas.

Neste sentido, o MCT investe na capacitação de mais de 400 laboratórios de calibração, ensaios e análises que ofertarão às empresas serviços de avaliação da conformidade.

A intenção é oferecer o apoio necessário para garantir produtos brasileiros com selo de qualidade e condições de competir no mercado nacional e internacional.

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22.26.7.2. Extensão tecnológica

Outra frente de ação, no âmbito do SIBRATEC, está presente em 22 estados com a implementação das redes estaduais de extensão tecnológica que são destinadas a solucionar pequenos gargalos na gestão tecnológica, no projeto, no desenvolvimento e na produção das micros, pequenas e médias empresas.

O sistema viabiliza o contato com institutos de tecnologia, centros de pesquisa e universidades que possam prestar atendimentos tecnológicos por valores razoavelmente limitados, de até R$ 30 mil.

O SIBRATEC constrói uma ponte entre a academia (a excelência da pós-graduação) e o setor produtivo para facilitar a transferência do conhecimento.

Foram organizadas 14 redes de centros de inovação em todo o País, em várias áreas do conhecimento que propiciam às empresas desenvolver projetos cooperativos inovativos.

O SIBRATEC/FINEP aportará até 95% do valor desses projetos, de acordo com o porte da empresa.

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