Ativos: manutenção e conservação

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Capítulo V

Estimativa da vida útil de um equipamento

18.15. Estimativa da vida útil de um equipamento

18.15.1. Vida útil de um equipamento

Chama-se vida útil de um equipamento o período de tempo iniciado no momento de sua aquisição (entra em operação), duração estimada de tempo (meses ou anos) que possa cumprir corretamente a função técnica para o qual foi concebido, e durante o qual o mesmo realiza um trabalho com rentabilidade.

18.15.2. Estimativa e fatores que determinam a vida útil de um equipamento

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18.15.2.1. Introdução

A estimativa de vida útil de bens, em especifico os equipamentos, tem sido objeto de inúmeros estudos, os quais se baseiam em levantamentos estatísticos de vários anos.

 levantamento estatístico tem a vantagem intrínseca de considerar todos os fatores que podem levar um bem a sair de operação.

A bibliografia que trata de engenharia de avaliações e depreciação normalmente enumera os seguintes fatores como influentes na vida útil de bens:

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18.15.2.2. Condições físicas

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18.15.2.3. Situações funcionais

·     inadequadas:

ü  a capacidade ou tipo de equipamento não atende às necessidades de serviço.

·     obsolescência:

ü  econômica; a utilização de bens é antieconômica se comparada com outros;

ü  de estilo e moda; normalmente é consequência da invenção de equipamentos com outro tipo;

ü  estrutural (ou mais eficientes).

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18.15.2.4. Situações ligadas à propriedade

As situações de retiradas ligadas à propriedade podem ocorrer mesmo quando equipamentos são plenamente satisfatórios.

Isso ocorre quando há uma mudança nos objetivos da companhia.

Uma descrição mais detalhada dessas situações pode ser:

·     fim da necessidade:

ü      equipamentos utilizados numa fase da companhia não são mais necessários daí para a frente (uma linha de transmissão para um canteiro de obras de uma usina pode ser desnecessária com a conclusão da obra).

·     abandono do projeto:

ü     um projeto é abandonado ao se apresentar outro mais vantajoso (uma usina hidrelétrica de pequeno porte é abandonada em função de outra de porte maior);

·     exigências de órgãos públicos - certas instalações devem ser retiradas em benefício de outras (uma linha de transmissão atravessa um local em que será construído um reservatório de abastecimento de água).

Como se nota, simultaneamente podem agir vários fatores na definição da vida útil de equipamentos.

Como exemplo, o dano e o desgaste pelo uso de uma determinada máquina podem exigir manutenção antieconômica que traga, como consequência, o abandono do projeto.

·       uma observação deve ser feita a respeito do conceito de reposição:

ü     a reposição é a substituição de um equipamento ao fim de sua vida útil, usualmente em função da danificação, desgaste ou obsolescência, podendo alterar a finalidade da instalação (aumento ou diminuição do produto) e, inclusive, custar mais ou menos do que o equipamento anterior.

18.15.3. A ação da retirada

·     nem todos os bens são repostos ao fim de sua vida útil, portanto, cabe a quem analisa a retirada, decidir se serão repostos ou não;

·     a determinação da vida útil é importante nas análises econômicas, pois permite avaliar a vida útil econômica, ou seja, se é economicamente viável manter ou substituir os equipamentos.

·     deve-se ter em mente que as estimativas referem-se ao futuro, isto é, ainda não ocorreram, e a análise do passado permite um julgamento adequado de que dados utilizar, entretanto, não se deve considerar cegamente que o futuro irá duplicar o passado.

·     a causa da retirada de bens é relativamente irrelevante nas análises econômicas, mas pode ser de utilidade na especificação de características de novos equipamentos.

·     a ação de retirada de equipamento é um fato importante na contabilidade de custos, pois define o fim da vida útil do equipamento e, portanto, a depreciação contabilizada e o valor residual da propriedade.

18.15.4. Estratégias de manutenção

O conhecimento estatístico da vida útil de bens permite análises econômicas mais acuradas, reduzindo-se com isto a insegurança nas decisões.

·      torna-se necessário um método capaz de formular objetivamente estratégias de manutenção para os equipamentos e que possa ser um contraponto às práticas subjetivas observadas nas empresas, tais como:

ü    em equipamentos críticos se faz manutenção preventiva; ou em equipamentos ociosos se admitem emergências;

ü     métodos objetivos de formulação de estratégias de manutenção, se existirem, são aplicáveis em que ambiente;

ü      que requisitos são necessários nas empresas para a adoção destes métodos;

ü     e que evidências são necessárias para a comprovação da sua eficacia.

18.15.5. Depreciação

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18.15.5.1. Depreciação física

·     perda de valor de mercado devido ao desgaste não somente devido ao uso como também devido as intempéries

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18.15.5.2. Depreciação econômica

·      perda do valor decorrente do decréscimo da capacidade de produção do equipamento devido a exaustão física ou da obsolência do mesmo

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18.15.5.3. Depreciação contábil

·       corresponde a uma estimativa da perda do valor sofrido pelo equipamento para fins de registro contábil

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18.15.5.4. Conclusão

·      de qualquer forma, a depreciação pode ser resumida como sendo a perda do valor venal de um equipamento ao longo do tempo;

·      apresentamos em seção específica as diversas maneiras de calcularmos os custos do valor horário de depreciação, entre elas o método linear, que tem a seguinte expressão:

CD = (VA – R) / n.HTA,

sendo

CD                   custo de depreciação horária, expressa em reais por hora

VA                   valor de aquisição do equipamento, expressa em reais

N                     vida útil em anos

HTA                 número de horas trabalhadas por ano

18.16. Depreciação

18.16.1. Conceitos

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18.16.1.1. Ativo fixo ou imobilizado

Conceito empregado em contabilidade para definir dentro de uma determinada empresa, quais são os bens e direitos desta empresa que não sofrem movimentação constante e fazem parte do patrimônio desta empresa, chamados “Bens Patrimoniais”, possuindo como sinônimo a expressão “Ativo Imobilizado”.

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18.16.1.2. Depreciação

A principal característica a ser controlada para um bem de Ativo Fixo é a sua depreciação, legalmente e dentro de certos limites para fins tributários, é permitido que a empresa efetue lançamentos contábeis de despesas de depreciação para um determinado bem, denotando em seu balanço patrimonial as perdas de valor daquele bem (abordagem econômica).

Existem Leis que classificam os tipos de “Bem de Ativo Fixo”, e qual o tempo de depreciação para cada classe de bens, desta forma o tempo para depreciar totalmente um automóvel é diferente do tempo para depreciar totalmente um edifício (a depreciação total do bem de Ativo é chamada de exaustão) e a abordagem econômica pressupõe ainda que um bem pode ter sua vida útil aumentada (por exemplo, se é trocado o motor do automóvel).

Fora da área legislativa, ou seja, dentro do âmbito da contabilidade gerencial, a “Depreciação” pode ser auferida pelo quantum proporcionalmente correspondente à “Receita” realizada (abordagem do custo), ou ao valor necessário para que o bem seja reposto (abordagem financeira).

Com essas regras pressupõe-se que após a total depreciação do bem de Ativo, ou seja após a sua exaustão, a empresa tenha efetuado provisões financeiras (também chamado de Fundos de Depreciação) que permitam que a mesma desative o bem de Ativo e adquira um novo bem.

No Brasil, exaustão representa a perda de valor econômico de recursos naturais e minerais, enquanto a amortização representa a perda de valor de bens intangíveis e do Ativo Diferido.

O controle no Balanço Patrimonial é feito através de contas retificadoras do Ativo: Depreciação Acumulada, Amortização Acumulada e Exaustão Acumulada.

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18.16.1.3. Depreciação acelerada

Para alguns tipos de bem de Ativo, especialmente as máquinas industriais, existe legislação específica que permite dependendo da máquina e do tipo de negócios, depreciar o bem de Ativo em taxas maiores, caso utilizem-se as máquinas em mais de um turno operacional.

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18.16.1.4. Depreciação incentivada

Em alguns casos, regidos pela legislação, é permitido criar taxas adicionais que aumentam a depreciação de determinados bens de Ativo, isso é definido para Zonas de incentivo Fiscal, como por exemplo a Zona Franca de Manaus.

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18.16.1.5. Características de um ativo fixo

Um bem de Ativo Fixo pode ser depreciável ou não, pois para bens de pequeno valor não exige-se a depreciação.

O bem de Ativo também pode ser Tangível ou Intangível, por exemplo, um automóvel é um bem tangível, um copyright de um programa de software é um bem intangível e por ordem da controladoria geral de cada estado se faz necessário que os bens com produção acelerada, e acima de 5 anos, sejam depreciados com 2% do valor, tendo como base a legislação em vigor. Isso mostra-nos formas legais de podermos contabilmente manter o patrimônio devido sempre depreciativo.

Os bens que constituem o ativo de uma empresa estão sujeitos a constantes desvalorizações, devido, principalmente, ao desgaste, ao envelhecimento e ao avanço tecnológico.

A depreciação constitui, portanto, a diferença entre o preço da compra de um bem e o seu valor de troca (valor residual), depois de certo tempo de uso.

18.16.2. Depreciação real

Depreciação real é a diferença do preço de um bem novo e seu valor de revenda, após períodos de uso.

18.16.3. Depreciação teórica

Depreciação teórica baseada em critérios de uso e critérios de desvalorização.

18.16.4. Plano de depreciação

Plano de depreciação é a representação gráfica da depreciação de um bem.

18.16.5. Legislação

·       10% para móveis e utensílios

·       10% para maquinaria e acessórios industriais

·       20% para veículos

·       04% para edifícios e construções

18.16.6. Métodos de depreciação

Para obter-se a depreciação de um equipamento, seguem os seguintes métodos:

·       Método linear

·       Método da soma dos anos dígitos

·       Método dos custos decrescentes

·       Método da produção

18.16.7. Depreciação – aspecto contábil

·       Imobilizados Fixos (3.2)

Neste subgrupo do ativo permanente, são classificados os bens e direitos que tenham uma vida útil superior a um ano e que tenham por finalidade a produção de bens e serviços para a empresa ou para terceiros. Possuem características de estarem fixos em um determinado local, e facilmente tangíveis.

·       Terrenos (3.2.1)

São inversões básicas, propriedade permanente, tangíveis e usados no processo operacional da empresa, não mantidos com o objetivo de venda, e não sofrem depreciação.

·       Edificações (3.2.2)

São inversões básicas, propriedade permanente, tangíveis e usadas no processo operacional da empresa, não mantidas com o objetivo de venda, e sofrem depreciação.

·       Projetos em Andamento (3.2.3)

São inversões básicas em processo de execução, propriedade permanente, tangíveis e usadas no processo operacional da empresa, não mantidas com o objetivo de venda, e sofrem depreciação.

·       Máquinas Fixas (3.2.4)

São inversões básicas, propriedade permanente, tangíveis e usadas no processo operacional da empresa, não mantidas com o objetivo de venda, e sofrem depreciação.

·       Depreciação (3.2.5)

A maior parte dos elementos que constituem o ativo imobilizado tem sua vida útil limitada no tempo, e possuem um valor residual de venda ou revenda. Apresentamos neste capítulo estudos detalhados sobre depreciação e em capítulo específico apresentamos vários exemplos na construção civil.

·       Mobiliário (3.2.6)

São inversões de apoio na execução dos ativos de propriedade da empresa, permanente, tangíveis e usados no processo de apoio aos escritórios centrais e operacional da empresa, não tem o objetivo de venda, e sofrem também o processo de depreciação.

·       Fundo de Comércio (3.2.7)

São os valores que são colocados à disposição da empresa para a obtenção de negócios e que estão diretamente ligados à sua atividade.

·       Imobilizados Móveis (3.3)

Neste subgrupo do ativo permanente, são classificados os bens e direitos que tenham por finalidade a produção de bens e serviços da empresa ou para terceiros. Possuem características de poderem deslocar-se ou transferir-se de um local para outro, podendo ou não serem facilmente tangíveis.

·       Equipamentos (3.3.1)

São inversões básicas, propriedade permanente, tangíveis e usados no processo operacional da empresa, não mantidos com o objetivo de venda, sofrem depreciação e podem operar em vários lugares e são geralmente transferíveis com uma certa facilidade.

·       Móveis e Utensílios (3.3.2)

São utilizados no apoio à execução dos projetos e facilmente tangíveis.

·       Marcas e Patentes (3.3.3)

São valores incomensuráveis, de propriedade da empresa e podem ser tangíveis.

·       Depreciação (3.3.4)

De forma análoga ao descrito acima, a maior parte dos elementos que constituem o ativo imobilizado tem sua vida útil limitada no tempo, e possuem um valor residual de venda ou revenda.

 

18.17. Depreciação método linear (ou método da linha reta)

18.17.1. Definição

É quando o custo de aquisição decresce constantemente, levando-se em considireção o valor residual do ativo, a depreciação (D) é o quociente da inversão inicial (Va) menos o valor residual (R), pela vida útil estimada do ativo.

A depreciação também é controlada por taxas e fórmulas, e para o Brasil, é a formula permitida por lei Depreciação Linear, que consiste em dividir o valor total do bem de Ativo em partes iguais, contabilizando uma parte por mês até a total desvalorização do bem de Ativo.

É o método mais simples e utilizado.

Consiste apenas em dividir o total, a depreciar pelo número de anos de vida útil do bem.

·            D = (Va - R) x 1/n

ü  D = quota anual de depreciação

ü  Va = valor de aquisição do ativo

ü  R = valor residual do ativo ao final de sua vida

ü  n = vida útil esperada do ativo

18.17.2. Exemplo: sem valor residual

18.17.3. Exemplo: equipamento com 10 anos de vida útil e sem valor residual

18.17.4. Exemplo: com valor residual R

18.17.5. Exemplo: com valor residual R = 20% Va e 10 anos de vida útil

18.17.6. Exemplo: método linear (5 anos)

18.17.7. Exemplo: método linear (7 anos)

18.17.8. Exemplo: método linear (10 anos)

18.18. Método de Cole (ou método de soma dos dígitos)

18.18.1. Definição

O método de Cole consiste em dividir o total da depreciação em frações, tais que o numerador expresse os períodos que faltam para o final da vida útil do bem, e o denominador represente o somatório dos períodos.

Dessa forma, as frações são:

[n / (1+2+3+   +n)]         [(n-1) / (1+2+3+   +n)]    [(n-2) / (1+2+3+   +n)]    [1 / (1+2+3+   +n)]

Por exemplo:

10/55    9/55      8/55      7/55      6/55      5/55      4/55      3/55      2/55      1/55

Para determinar o somatório de “n”, utilizaremos a seguinte expressão:

ån  =  n2/2  +  n/2

n = vida útil esperada do ativo

A carga anual de depreciação pode ser calculada da seguinte forma:

dn =

2 [ N – (n – 1) ] .  (Va  -  R)

N (N + 1)

 

 

 

dn =  quota de depreciação no período n

N  =  vida útil esperada do ativo

n  =  período n

 

18.18.2. Tabela de desenvolvimento - valor no ano considerado

18.18.3. Exemplo (método crescente)

18.18.4. Exemplo (método decrescente)

18.19. Método exponencial (ou método da taxa constante)

18.19.1. Definição

O método exponencial proporciona a incidência de uma quota anual de depreciação decrescente à medida que a utilidade do ativo se reduz.

Isto ocorre porque a capacidade de contribuição de um dado ativo para a geração de renda é maior nos anos iniciais de sua vida útil e decresce com o uso.

Função exponencial: yn = y0  (1 + t)n

Se adaptarmos esta função à nossa simbologia, teremos:

Cn = C0 (1 – T)n

Cn  = valor contábil no ano n

C0 = custo original do ativo (Va)

T = taxa percentual anual de depreciação

Fazendo R = Cn, teremos:

T = 1 – (R/C0)1/n

R = valor residual do ativo ao final de sua vida

O método exponencial consiste em estabelecer uma taxa constante de depreciação, que é calculada sobre o valor do bem no final de cada exercício (ano).

 

 

18.19.2. Exemplo (5 anos)

18.20. Método de produção

18.20.1. Definição

Fundamenta-se em considerar a vida útil do equipamento, em relação às unidades de serviços produzidas.

Em alguns casos, pode ser conveniente associar a carga anual de depreciação ao número de unidades produzidas anualmente pelo ativo.

Em geral, este tipo de tratamento é bastante adequado quando a depreciação do bem encontra-se estreitamente vinculada ao desgaste físico produzido pela utilização.

       T  =  (Cp - R) / Número de unidades produzidas                                                                            

T = taxa anual de depreciação

Há também a possibilidade de vincular as horas trabalhadas, porém o resultado não permite comparações adicionais, por exemplo, vinculadas à manutenção dos equipamentos

18.20.2. Exemplo (5 anos)

18.20.3. Exemplo 8 anos

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