Qualidade, meio ambiente, tecnologia e controle tecnológico

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Capítulo III

Manuais da qualidade: empresa, empreendedor, gestor e executor

7.7. Manual da qualidade da empresa

7.7.1. Introdução

Manual da qualidade da empresa é um documento em que se estabelece a política da qualidade e se descreve a forma com que tal política é posta em prática; é portanto um documento de gestão, não ligado a um projeto específico.
 
Em outras palavras: cada interveniente, por exemplo, as empresas de arquitetura, engenharia, construtores, montadoras, controle tecnológico, gerenciadoras, fornecedores de insumos, indústrias, fornecedores de equipamentos do ativo do projeto têm seu próprio sistema da qualidade (bom ou mau, conhecido ou não conhecido) e a descrição desse sistema constitui seu manual da qualidade (mesmo que não exista, sempre pode ser escrito: basta descrever a realidade do que é feito, quanto à qualidade e seu controle).

7.7.2. Plano da qualidade de um projeto

É um documento que descreve a aplicação do manual da qualidade a um projeto em particular.
 
Alguns autores o denominam programa da qualidade, porém a ISO (International Standardization Organization) não emprega a palavra programa (apresenta um sentido vago, sem um significado preciso no contexto da garantia da qualidade), mas sim a palavra plano.
 
Muitas empresas na criação e no desenvolvimento de projetos costumam denominar de manuais para as diversas fases de evolução do projeto.

7.7.3. Planejamento do sistema da qualidade

O planejamento do sistema da qualidade deverá ser estabelecido considerando-se a visão estratégica da empresa, via:
  • identificação dos macroprocessos que compõem o sistema da qualidade;
  • mapeamento dos macroprocessos e seus pontos de controle;
  • identificação e mapeamento dos micro processos e seus pontos de controle;
  • estabelecimento de processos e instruções;
  • previsão da avaliação de conformidade com os processos e as instruções definidos;
  • previsão da avaliação das melhorias de processo;
  • implantação de um cronograma de planejamento de implantação do sistema;
  • sempre que houver alteração significativa da estrutura organizacional da empresa ou emprego de novos produtos, emissão de um plano transitório da qualidade (se houver necessidade, um processo, caso contrário, não considerar os planos de qualidade transitórios).
  • definição dos recursos necessários para a implantação do sistema.

7.7.4. Processo

É um documento que descreve em detalhe a forma de executar corretamente uma determinada tarefa, assim, por exemplo, um construtor pode ter um processo para concretagem em tempo frio e outro para compras de material, entre outros, um projetista pode ter um processo para elaboração de projetos, outro para arquivo de projetos, entre outros.

7.7.5. Processo do planejamento operacional

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7.7.5.1. Planejamento técnico da execução do produto

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7.7.5.2. Planejamento do custo da execução do produto

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7.7.5.3. Plano de controle do projeto

Nesta fase deve-se estabelecer o fluxograma geral do projeto com a identificação dos processos e instruções a serem seguidas e a lista mestra para a identificação dos processos de suporte e processos necessários à execução do projeto para fins de atendimento às aspirações do empreendedor.
 
O plano de controle do empreendimento deve explicitar os processos específicos de cada atividade.
 
No plano de controle do projeto deve estar contido todo o controle da qualidade necessário para garantir a qualidade requerida, devendo prever os itens de equipamentos do ativo, materiais e serviços, ou atividades efetivamente controladas em função do contrato ou das especificidades do projeto.
 
As atividades específicas não previstas devem ser identificadas nesta fase, devendo seus controles e registros serem elaborados sob responsabilidade da equipe da qualidade e inseridos no sistema de garantia da qualidade.
 
Devem estar previstos no plano de controle os seguintes fatores, entre outros:
  • indicadores da garantia do processo;
  • indicadores da qualidade;
  • registros de indicadores;
  • como controlar;
  • técnicas estatísticas;
  • responsáveis;
  • melhoria contínua;
  • manual da gestão da qualidade em projetos.

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7.7.5.4. Plano de garantia com relação ao meio ambiente

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7.7.5.5. Produção e fornecimento de serviço

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7.7.5.6. Medidas de Garantia

São aquelas ações dirigidas para atingir a quantidade ou para demonstrar que esta foi conseguida.
 
A natureza destas medidas pode ser técnica (quando se refere à realização material de algo) ou humana (quando se refere a aspectos pessoais ou de organização).
 
Consequentemente, o controle da qualidade faz parte da garantia da qualidade; de um modo geral, poder-se-ia dizer que controle da qualidade compreende fundamentalmente medidas técnicas e a garantia da qualidade, medidas humanas (aspectos pessoais, como a formação, a motivação, etc., e aspectos de organização, como a forma de circular a informação, de tomar decisões, etc.).
 
As definições anteriores podem ser aplicadas no âmbito particular de cada um dos intervenientes do processo construtivo: empreendedor, fornecedor, projetista, construtor, etc.
  • o empreendedor prepara um plano da qualidade, quer dizer, um documento que descreve as medidas de garantia da qualidade que devem ser tomadas no projeto;
  • cada interveniente no projeto tem seu próprio manual da qualidade e o adapta ao caso particular (plano da qualidade) mostrando a aplicação do seu sistema da qualidade a esse projeto em específico;
O conjunto de planos da qualidade dos participantes tem que ser coerente com o plano da qualidade especificado pelo empreendedor.
  • em muitos casos pode-se omitir os planos da qualidade de alguns participantes, mas, o plano da qualidade do empreendedor é sempre necessário.
Sua extensão pode ser muito diversa, desde um documento extenso e muito detalhado até um papel simples de uma ou duas páginas para os casos correntes.
  • em cada contrato, dentro da seqüência de contratos (empreendedor/projetista, empreendedor/construtor, empreendedor/fornecedor, empreendedor/equipamentos do ativo,entre outros), o tipo e quantidade de medidas da garantia da qualidade contidas no plano dependerá do equilíbrio entre o nível desejado de redução de riscos e o custo correspondente.

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7.7.5.7. Medição, análise e melhoria

7.7.6. Manuais da Qualidade

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7.7.6.1. Generalidades

Como foi comentado, um manual da qualidade é um documento no qual se estabelece a política da qualidade de uma empresa (de projetos, de estudos, de construção de obras, de controle da qualidade, etc.) e se descreve a forma como esta política é colocada em prática.

Trata-se, portanto de um documento de gestão, não específico a um determinado projeto.

Atualmente, o fato de se possuir um manual da qualidade representa uma arma comercial e por menor que seja uma empresa, ela deveria elaborar seu próprio manual como testemunho de responsabilidade profissional.

Trata-se de expor como a empresa organiza seu trabalho.

Aqueles que se utilizam da indefinição são, a princípio, suspeitos no que se refere à qualidade do que produzem; e esta é a filosofia que cada vez mais está sendo imposta no mercado da construção e de seus insumos.

Na seção a seguir é apresentado um exemplo real de manual da qualidade de uma empresa construtora.

Foi elaborado com critério amplo para que seja mais útil, já que é mais fácil suprimir que acrescentar.

A partir dele não será difícil elaborar um especifico a qualquer empresa.

Ainda que o exemplo escolhido se refira a uma construtora, pode ser adaptado para qualquer empresa participante da construção (de projeto, de materiais, etc.), já que os distintos itens são comuns a todos os casos.

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7.7.6.2. Fluxograma: elaboração do plano de qualidade para a gestão de fiscalização do projeto

7.8. Manual do empreendedor para a implantação de um projeto

7.8.1. Introdução

7.8.2. Foco no planejamento dos processos para a realização do produto

A NBR ISO 9000:2000, item 7.1 planejamento da realização do produto, cita:
 
A organização deve planejar e desenvolver os processos necessários para a realização do produto.
 
O planejamento da realização do produto deve ser coerente com os requisitos de outros processos do sistema de gestão da qualidade.
 
Ao planejar a realização do produto, a organização deve determinar a necessidade de estabelecer processos e documentos e prover recursos específicos para o produto.
 
A organização deve analisar criticamente os requisitos relacionados ao produto e assumir o compromisso da execução dos processos.
 
A seguir apresenta-se a relação de processos que devem ser aplicados pela empresa na criação e desenvolvimento de um projeto.

7.8.3. Diagrama de aplicação dos processos nas diversas etapas para a criação e o desenvolvimento de um projeto

7.9. Manual do gestor da qualidade

7.9.1. Introdução

O manual da gestão para a implantação de um projeto, para  gestoras, gerenciadoras, supervisoras, empresas de controle por meio de Processos para a realização de produtos das gestoras, deve estar fundamentado em processos que reflitam a estratégia de coordenação, acompanhamento, fiscalização e controle da implantação do projeto com ênfase na qualidade e na conformidade dos produtos realizados pelas construtoras, pelas montadoras, pelas instaladoras, entre outras, isto é, das obras acabadas, montagem, instalações e testes dos equipamentos que fazem parte do ativo.
 
A seguir apresentamos o fluxograma do processo do gestor para a implantação de um projeto.
 

7.9.2. Fluxograma: processo do gestor para a implantação de projeto

7.9.3. Gestão da qualidade e do controle tecnológico dos processos referenciados ao gestor

7.10. Manual das construtoras, das montadoras e das empresas de serviços especiais

7.11. Escopo dos serviços: controle tecnológico

7.11.1. Introdução

A atividade do escopo dos serviços de Controle Tecnológico engloba, em detalhes, a lista de eventos e seus quantitativos, especificações técnicas, ente outras, para que seja finalizado com sucesso o contrato de execução de um empreendimento.
 
O planejamento técnico do escopo dos serviços de Controle Tecnológico consiste na elaboração de uma declaração por escrito que sirva de base para decisões futuras do projeto, partindo-se de uma análise detalhada dos desenhos e especificações do projeto, cultura da empresa, e necessidades do cliente.
 
A descrição dos eventos documenta as características do produto ou serviço para o qual foi criado, e podemos observar que inicialmente partimos dos desenhos básicos que envolvem menos detalhes para com a inclusão dos projetos construtivos mais detalhados.
 
A definição do escopo envolve sub divisões de resultados da análise dos desenhos com componentes menores porém de suma importância na definição de execução técnica do projeto, assim como, na definição e exatidão de duração na sua execução, recursos e custos, referência para a medição e controle do desempenho e facilidade na definição clara das responsabilidades.
 
Uma definição apropriada do escopo é essencial para a definição dos riscos que envolvem um projeto, e quando a definição não é consistente, teremos reflexos nos custos que poderão trazer alterações inevitáveis e que normalmente rompem com o ritmo de andamento e conclusão do projeto.
 
Devemos considerar também que durante esta fase torna-se necessário a participação das diversas áreas de conhecimento da empresa, principalmente  quando o contrato é executado sob cláusulas definidas pelo cliente e irreversíveis contratualmente.

7.11.2. Fluxograma: serviços de controle tecnológico

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