Empreendimentos imobiliários

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Capítulo IX

Gestão de projetos

14.23. Natureza, vulto, tipo e cronograma de implantação do projeto

14.23.1. Natureza do produto

  • natureza do produto, pode ser identificada como:
    • espécie e qualidade;
      • espécie: entende-se o produto a ser ofertado;
      • qualidade: entende-se claramente a responsabilidade de entregar permanentemente um produto dentro dos padrões previamente estabelecidos e nas quantidades necessárias.
  • para assim proceder, determinados aspectos de natureza serão intensa e nitidamente observados:
    • entender a concepção e o funcionamento de cada projeto, seu desmembramento, isoladamente e em conjunto para a obtenção de um produto;
    • respeitar o meio ambiente na obtenção do produto;
    • conhecer os sistemas construtivos e os seus impactos para a operação;
    • simular e estudar intervenções de manutenção preventivas, preditivas e eventuais corretivas, estabelecendo toda a logística de como proceder;
    • garantir a qualidade do produto, identificando medidas de proteção daquilo que ponha em risco o projeto, o produto e a segurança de vidas humanas;
Por exemplo, para o sistema de abastecimento de água está bem claro que as intervenções se darão em todo o ciclo do processo de abastecimento, ou seja: captação da água, adução de água bruta, tratamento da água, elevação, adução de água tratada, reservação e distribuição.
A implantação de um projeto, portanto, deverá primar pelo estabelecimento de um rigoroso controle de qualidade de sua execução, podendo assim garantir que o produto seja ofertado com qualidade e nos volumes solicitados. 

14.23.2. Vulto

  • é um desafio gigantesco, que requer a captação de elevados recursos financeiros e técnicos, e que deverá envolver o empreendedor, os parceiros e as lideranças na consecução desses objetivos;
  • para a equipe do empreendedor, que participa dessa tarefa, caberá analisar, criteriosamente, os recursos humanos, técnicos e materiais colocados à disposição para realizar os trabalhos;
  • verificar se estão adequados em quantidade, qualidade, especificações e características técnicas e produtivas condizentes com o porte do projeto a ser implantado, podendo assim agir com segurança na obtenção dos resultados de prazos e custos esperados pelo empreendedor;
  • antecedendo a análise dos recursos do empreendedor será enfocado o elenco de outros segmentos que detêm parcela representativa no êxito dos empreendimentos, como: qualidade dos projetos executivos; obtenção das autorizações ambientais e de desapropriações; apurado estudo das interferências de terceiros; logística de conhecimento dos materiais e equipamentos, isto é, enfocando primordialmente o planejamento;
  • o vulto e o porte do empreendimento recomendam um estudo e equacionamento sob todos os aspectos citados acima, aliado aos interesses do empreendedor, considerando o menor impacto possível no conforto do cidadão;
  • é importante a definição do vulto do empreendimento e sua capacidade de produção, pois muitas vezes pode-se executar um empreendimento em diversos patamares de produção, atingindo com isto as diversas fases de equilíbrio técnico e econômico de um empreendimento.

14.23.3. Tipo de projeto (empreendimento)

Tipo II: Industrial, hospital, escola, cadeia pública, supermercado, shopping, teatro, cinema, banco, hotel, edifício administrativo, edifício residencial, edifício comercial, conjunto habitacional, condomínio, entre outros. 

14.24. Expectativas referentes à gestão de projetos - ciclo de implantação

14.24.1. Introdução às expectativas do empreendedor

  • o objetivo do empreendedor na contratação de empresa de engenharia, ou se reportando ao seu próprio pessoal, para a realização de serviços de gestão no ciclo de implantação de um empreendimento precisa que, entre outras qualidades:
    • a equipe de gestão de projetos tenha seu foco direcionado ao planejamento estratégico da empresa e ao plano de negócios estabelecido na consolidação do ciclo de implantação;
    • a equipe de gestão de projetos, no ciclo de implantação, tenha como objetivo a fixação e a condução de metas gerenciais de desempenho com regras previamente estabelecidas em normas e contratos.

14.24.2. Expectativas técnicas

As atividades técnicas a serem desenvolvidas pela equipe de gestão deverão garantir a execução do empreendimento, as obras, os equipamentos do ativo, a montagem, as instalações e os serviços previstos, tendo como objetivo, entre outros:
  • obediência aos dispositivos e cumprimento de todas as cláusulas contratuais, inclusive daquelas estabelecidas no termo de referência e na proposta técnica e de preços;
  • qualidade técnica dos serviços;
  • atendimento e obediência aos projetos de engenharia, às normas técnicas e às recomendações do empreendedor;
  • cumprimento dos prazos e das metas contratuais ou daquelas estabelecidas pelo empreendedor;
  • desempenho da estrutura da empresa na execução do contrato;
  • quantitativos dos serviços executados para fins de elaboração das medições;
  • prevenção e mitigação do impacto sobre o meio ambiente decorrente das atividades construtivas e da implantação e da utilização do canteiro de obras, de alojamentos e de instalações industriais.
Para atender a esses objetivos e ao objeto do contrato o empreendedor espera que a empresa contratada dê atenção aos seguintes requisitos considerados estratégicos:
  • que a execução técnica do empreendimento esteja relacionada com seus custos;
  • revisão ou adequação do projeto de engenharia e dos desenhos, quando se fizer necessário;
  • plano e definição do escopo;
  • enfoque dos eventos mais simples e daqueles considerados como complexos;
  • organização dos eventos perante o tempo;
  • estabelecimento dos níveis de produção para a execução de seus serviços;
  • determinação adequada das equipes de mão de obra e equipamentos;
  • determinação adequada dos insumos e dos equipamentos dos ativos;
  • estabelecimento de forma coerente dos serviços de apoio;
  • definição com clareza do canteiro de obras e do acampamento;
  • determinação adequada das equipes dos indiretos;
  • estabelecimento das prioridades com relação ao meio ambiente;
  • consideração dos riscos e um plano de contingência na execução do empreendimento;
  • formalização de esclarecimentos à empresa quanto ao projeto de engenharia. 

14.24.3. Expectativas de custos

Contratação de empresa de engenharia para realização de serviços de execução de um empreendimento, com custos competitivos, entre outros, que:
  • as atividades técnicas e os custos a serem desenvolvidos pela empresa devam garantir a execução do empreendimento;
  • obedeça aos dispositivos contratuais e ao termo de referência da proposta de preços;
  • tenha qualidade técnica dos serviços baseada em custos competitivos;
  • previna e mitigue o impacto sobre o meio ambiente;
Para atender a esses objetivos e ao objeto do contrato o cliente espera que a empresa dê atenção aos seguintes requisitos considerados estratégicos na formação de seus custos:
  • que a execução técnica do empreendimento esteja relacionada com seus custos;
  • custo direto planilhado (escopo dos serviços) baseado na execução dos serviços, com parâmetros técnicos e custos alinhavados na utilização de equipamentos, mão de obra e materiais, incluindo-se os equipamentos do ativo;
  • custo indireto da empresa para a realização do empreendimento;
  • custo de serviço técnico;
  • custo do seguro civil do projeto;
  • custo da empresa: administração central, administração regional, riscos do país e do projeto;
  • equilíbrio do fluxo de caixa, levando-se em consideração os pagamentos da empresa e do contratante. 

14.24.4. Tipos de obras que serão objeto da gestão de projeto

  • o empreendedor define (normas, editais e seus contratos) os tipos de obras, os equipamentos do ativo, a montagem, as instalações, entre outras, que serão objeto de gestão de projeto, ou ainda, de forma específica, a supervisão ou a fiscalização de determinados serviços;
  • cada um desses tipos possui características e particularidades próprias para sua implantação e operação que devem ser conhecidas, mapeadas e observadas quando de sua implantação e construção, com as suas individualidades executivas;
  • o conhecimento de como será a operação trará subsídios importantíssimos para definir como deverá ser implantado o programa de fiscalização técnica dessas obras e a metodologia executiva para garantir o seu perfeito funcionamento;
  • nas seções seguintes, se mostram em detalhes o plano de trabalho de gestão e projeto, assim como a descrição que se levará a cabo para o desenvolvimento dos serviços, considerando o trabalho, desde a fase de início das atividades, a montagem de sua organização até o término de implantação de um projeto. 

14.24.5. Complexidade com projetos que estejam operando

  • cuidados especiais com cada uma das intervenções que será realizada nas unidades do projeto que está funcionando e operando, com todos os seus problemas diários.
Citamos como exemplo a ampliação de rodovias ou a ampliação de estação de tratamento de água:
  • para que não ocorram problemas operacionais, será necessário que todas as intervenções sejam precedidas de planejamento, com a participação de pelo menos um representante das unidades do projeto;
  • dessa forma será discutida a complexidade da obra, como será feita a sua introdução no sistema, quando, com que recursos, em qual etapa, quem serão os intervenientes e o seu grau de responsabilidade;
  • definir adequadamente se será necessário paradas no sistema, estabelecendo todo um estudo logístico no sentido de conduzir a complexidade de um trabalho em uma série menor de trabalhos e etapas, sequenciais, apoiados por competente infraestrutura, tecnologia e recursos humanos experientes nos trabalhos desta natureza e vulto, como é bastante representativo e indicativo para o empreendedor. 

14.24.6. Expectativas referentes ao controle das obras e a seu monitoramento

As abordagens anteriores disseram respeito à complexidade segundo os aspectos de logística de implantação e de inter-relação administrativo-gerencial.
Em continuidade, será abordada a complexidade segundo os aspectos técnicos envolvidos em empreendimento.
A gestão de projetos está fundamentada em uma conceituação de controle, que permeará por todos os componentes da gestão diretamente ligado às intervenções. 

14.24.7. Controle geral

Pode-se, a princípio, definir um bloco de controle para todo o empreendimento, entendido como um controle geral, que compreenderá:
  • controle físico e financeiro:
Retratará a evolução do empreendimento em seus aspectos físico e financeiro.
  • controle de atendimento às referências contratuais:
Objetiva a consistência do atendimento ao contrato pelas empresas participantes, intervenientes, construtora, montadora, instaladora, de controle tecnológico, assim como o rigoroso atendimento à legislação ambiental, às instruções normativas de medicina, higiene e segurança do trabalho, e ao plano da qualidade definido para o empreendimento.

14.24.8. Controle técnico

Outro bloco de controle, denominado controle técnico, abrange os controles voltados para a engenharia do empreendimento, dentro de uma abordagem mais específica, quais sejam:
  • controle do processo de execução:
Estará fundamentado na fiscalização em campo pela gestão, pela fiscalização e pela avaliação da aplicação de materiais e de todos os processos intervenientes na construção das obras civis e das montagens de equipamentos e materiais.
  • controle tecnológico:
Abrange os seguintes tipos de controles, a saber: topográfico/geométrico, tecnológico (materiais) e geotécnico.
Assim, a equipe de gestão estará voltada para o objetivo de buscar a conformidade da obra acabada com as referências essenciais definidas pelo empreendedor. 

14.24.9. Pontos de controle da qualidade nas construções, montagem, entre outros

Uma vez conceituados os controles, passa-se então a analisar sua aplicação no empreendimento, segundo seus diferentes tipos de intervenção.
Em seção específica sobre fiscalização de obras, apresentamos uma metodologia de abordagem segundo a definição de pontos de controle que, em essência, visa ao tratamento de pontos que são indicadores de resultados, de acordo com o tipo de intervenção e com o tipo de controle, e que buscam o ajustamento à conformidade planejada, projetada e especificada, assim como demonstram a complexidade do tratamento técnico do empreendimento em questão.
Dada a natureza, o vulto e o tipo das obras, da montagem, das instalações, dos equipamentos do ativo, dentre outros, a serem desenvolvidos pelo empreendedor e objeto da gestão de projetos, conhecidas suas particularidades e similaridades, a equipe de gestão mapeará e identificará diversos pontos de controle, comuns a todas, para que possa certificar-se, em qualquer tempo, da boa técnica que vem sendo adotada pelos executores.
Esses pontos de controle serão construídos para fiscalizar e medir o desempenho técnico nas etapas que antecedem a execução, durante e também após a sua conclusão e estarão identificados com as suas referências técnicas - projeto executivo, especificação técnica, normas técnicas e pareceres técnicos. 

14.24.10. Monitoramento: situação técnica e custeio analítico/cliente

14.25. Relacionamento interno e externo da equipe de gestão

14.25.1. Introdução

Os serviços da equipe de gestão deverão adotar um plano de gestão técnica e administrativa especialmente concebido para esta finalidade, considerando principalmente a experiência do empreendedor em trabalhos similares e dirigidos sobre dois universos, sendo um de caráter interno e outro de caráter externo.
Os trabalhos da equipe de gestão para a implantação de um projeto (empreendimento) compreende a sua condução com início e fim muito bem definidos, dirigido por pessoas, com regras previamente estabelecidas, com a fixação de metas gerenciais de desempenho operacional, administrativo e técnico, observando parâmetros definidos em edital, termo de referência, contrato, incluindo aspectos relacionados à técnica, à qualidade, ao prazo e ao custo, entre outros.
Para conduzir com eficiência e dentro das expectativas desejadas pelo empreendedor, determinados aspectos de gestão serão necessariamente considerados, quais sejam:
Gerenciar - resume-se na competência de exigir e extrair dos participantes, prestadores de serviço, o cumprimento de todas as cláusulas contratuais estabelecidas com o empreendedor, garantindo assim a obtenção do seu objeto, conforme preconizado, dentro dos parâmetros de custo, prazo e qualidade. 

14.25.2. Fluxograma: relacionamento da equipe de gestão

14.26. Gestão da qualidade dos participantes do projeto

14.26.1. Introdução

A equipe de gestão de projeto deverá adotar os processos e a gestão da qualidade da Norma NBR-ISO 9001/2000, tomando como base os programas da qualidade e aplicados nas seguinte ações:
  • gestão técnica e administrativa;
  • plano da qualidade;
  • controle da qualidade relativa ao meio ambiente;
  • fiscalização nas empresas prestadoras de serviços.
A equipe de gestão de projeto deverá implementar um programa da qualidade buscando a excelência nos seus trabalhos, participando no acompanhamento da definição de soluções técnicas aos problemas decorrentes das não conformidades nos processos administrativos relacionados ao processo, planejamento e controle das medições físicas e financeiras, nos projetos de engenharia, na execução dos trabalhos dos participantes e na aquisição de materiais e equipamentos, de modo a atingir as necessidades e as expectativas quanto a prazo, custos e atendimento, proporcionando garantia total ao empreendedor. 

14.26.2. Objetivos do plano da qualidade

O plano da qualidade a ser implantado pela equipe de gestão de projeto estará estruturado em tópicos que abrangem diretrizes para assegurar todas as atividades que influem na qualidade dos projetos, dos participantes, dos equipamentos e dos materiais baseados em requisitos essenciais claramente definidos e executados e documentados corretamente, visando a:
  • prevenir a possibilidade de erros de execução ou de uso de materiais de qualidade insatisfatória, adotando as ações preventivas necessárias para minimizar não conformidades;
  • detectar eventuais não conformidades de documentação, de procedimentos, de execução e de materiais, adotando as ações corretivas necessárias para eliminar suas consequências e evitar sua repetição;
  • obter uma memória técnica dos participantes, que poderá servir de fonte de consulta para empreendimentos futuros e facilitar o rastreamento de dados afetos à qualidade.
O sistema da qualidade será planejado de forma a atuar nos itens que afetam a qualidade do empreendimento, tendo presente os requisitos da qualidade (projeto, especificações, normas técnicas aplicáveis, etc.).
A forma de atuação do sistema será tanto de caráter preventivo, evitando não conformidades, como de caráter corretivo, corrigindo não conformidades, priorizando as ações preventivas.
Nos casos de anomalia, de não conformidade que necessita de serviços de consultoria técnica especializada, serão, quando necessário, contratados para a emissão de pareceres técnicos que subsidiem as tomadas de decisões, nos assuntos referentes aos participantes.
Entre as principais necessidades da emissão de parecer técnico, destacam-se as seguintes:
  • estabelecer as diretrizes e os procedimentos de cálculo, para a verificação no detalhamento do projeto executivo, em função de divergências que possam ocorrer durante a execução do empreendimento;
  • estabelecer as diretrizes referentes ao processo construtivo e com divergências ao especificado em projeto;
  • estabelecer as diretrizes referentes ao processo construtivo adotado pelo participante quando se tratar de processo inovador;
  • estabelecer as diretrizes em relação ao processo de fabricação adotado pelos fornecedores de materiais e componentes do empreendimento, quando for necessário. 

14.26.3. Sequência de atividades para a implantação de um projeto

Para que se tenha a idéia exata dos objetivos a serem alcançados pelo empreendedor, relembremos as sequências das atividades para a implantação de um projeto.
 
Primeira etapa (vimos em capítulos anteriores):
  • recomendações:
    • pleito;
    • demanda.
  • intenções:
    • estudo de viabilidade técnica e do investimento;
    • projeto preliminar.
  • avaliações:
    • estudo de viabilidade técnica e do investimento;
    • licitação do projeto básico;
    • gestão do projeto básico de arquitetura e engenharia;
    • recebimento do projeto básico;
    • contrato de financiamento.
  • consolidação:
    • estudo de viabilidade técnica e do investimento;
    • licitação do projeto executivo (normalmente é uma extensão do básico);
    • gestão do projeto executivo;
    • recebimento do projeto executivo;
    • licitação das obras, dos equipamentos e dos materiais;
    • contratação das obras, dos equipamentos e dos materiais.
Segunda etapa (estamos tratando neste capítulo):
  • implantação (equipe de gestão e construtores, montadoras, fornecedores):
    • gestão do contrato;
    • fiscalização das obras;
    • fiscalização das entregas de equipamentos e materiais entregues;
    • recebimento da obra;
    • testes e pré-operação.
  • operação e manutenção do sistema:
    • operação técnica;
    • operação econômica. 

14.26.4. Gestão técnica e administrativa

Para alcançar os objetivos do contrato, as atividades da equipe de gestão de projeto que se iniciam, operacionalmente, com a emissão da ordem de início dos serviços estarão suportadas no plano do gerenciamento, incluindo o plano da qualidade e definições quanto à estrutura organizacional e à mobilização da equipe, a descrição das responsabilidades, dos recursos, da comunicação e da integração, dentre outras.
A equipe de gestão de projeto deverá promover seminários periódicos de treinamento específicos para toda a equipe técnica e administrativa, nos quais serão discutidos e repassados todos os objetivos e documentos envolvidos no plano do gerenciamento.
Os engenheiros, os arquitetos e os técnicos serão responsáveis pelo controle das atividades em andamento, devendo assegurar que elas sejam executadas segundo as rotinas, as normas e os procedimentos definidos nas metodologias de trabalho e, também, de acordo com novas diretrizes e ações que venham a ser implementadas pelo empreendedor.
O plano da qualidade inclui os processos requeridos para garantir que a equipe de gestão de projeto atinja os seus objetivos de forma eficiente e eficaz, por meio da determinação da política da qualidade, da definição das responsabilidades e da implementação do planejamento, do controle, da garantia e da melhoria da qualidade.
Os objetivos da política da qualidade são também contemplados no planejamento estratégico, proporcionando uma estrutura para seu estabelecimento dentro da cultura da organização e acompanhado durante as reuniões mensais de análise crítica do sistema da qualidade pela alta direção. 

14.26.5. Estruturação do sistema da qualidade

  • Manual da Qualidade (nível A - estratégico): descreve o sistema da qualidade de acordo com a política e os objetivos da qualidade declarados e a norma aplicável;
  • Procedimentos documentados do sistema da qualidade (nível B - tático): descrevem as atividades das unidades funcionais individuais, necessárias para implementar os elementos do sistema da qualidade;
  • Fichas de Fiscalização dos Serviços e Instruções documentadas do sistema da qualidade (nível C - operacional normativo); e
  • Registros da Qualidade (nível D - operacional de comprovação): comprovação de que as atividades descritas nos documentos dos níveis B e C estão sendo atendidas. 

14.26.6. Controle de documentos e dados

  • Controle de dados básicos: identificados, registrados, analisados, modificados quando há pendências, distribuídos e/ou arquivados;
  • Controle de documentos: devidamente identificados (originais, cópias oficiais, para comentários, para verificação, para estudo, etc.), classificados (final, preliminar, parcial, revisão, etc.), registrados, controlados, distribuídos e arquivados;
  • Controle de modificações: identificadas, analisadas, classificadas (revisões), registradas e controladas;
  • Controle de pendências: pendências que necessitam ser identificadas, levantadas, registradas, diligenciadas e controladas ao longo da prestação dos serviços de gerenciamento;
  • Controle de desvios: registrados em documentos apropriados, em que estarão indicadas a natureza do desvio, as causas de sua ocorrência, a análise das consequências previsíveis e as soluções corretivas adotadas; e
  • Controle das interfaces: controladas follow up e definido o fluxo de informações, identificando-se os documentos de transmissão e os veículos de informação. 

14.26.7. Controle de registros da qualidade

Os critérios de identificação, coleta, ordem de indexação, permissão de acesso, meio de arquivo, armazenamento (local de arquivo), manutenção (tempo de arquivo) e disposição final são definidos para cada registro da qualidade em campo próprio nos procedimentos ou nas instruções ao qual são definidos. 

14.26.8. Estruturação do sistema da qualidade

Antes de iniciar o contrato de gerenciamento, a equipe técnica alocada passará por treinamento para estar apta a desenvolver o trabalho em alto nível de qualidade.
Durante a operacionalização do contrato, o coordenador e/ou o gerente da qualidade poderão identificar a necessidade de um novo treinamento de um funcionário, cabendo aos eles o levantamento das necessidades dos treinamentos, a elaboração da programação preliminar e as providências necessárias para o cumprimento da programação estabelecida.
Três tipos de situações exigem treinamento: baixo rendimento no trabalho; atualização tecnológica; e mudança nos procedimentos e nas rotinas de trabalho.
Os cursos serão ministrados por pessoal pré-selecionado, sendo baseados principalmente na documentação do Sistema da Qualidade, objetivando assim atender aos diversos níveis de conhecimento e experiência requeridos. 

14.26.9. Realização do produto

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14.26.9.1. Análise crítica do contrato

É realizada de forma a assegurar que os requisitos estão adequados, definidos e documentados; as diferenças entre os requisitos do contrato ou do pedido e aqueles contidos na proposta estão resolvidas; e a equipe de gestão de projeto tem capacidade para atender aos requisitos contratuais ou do pedido. 

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14.26.9.2. Controle de processo

Tem como objetivo identificar e planejar os processos da equipe de gestão de projeto, elaborando os relatórios necessários que demonstrem a conformidade dos trabalhos que influem diretamente na qualidade, assegurando que estes processos sejam executados por profissionais treinados e sob condições controladas.
Cada item do escopo contratual terá o seu método estabelecido em instruções próprias para cada tipo de atividade, todas documentadas.
As fichas de fiscalização dos serviços caracterizam-se como instrumentos de orientação, verificação e acompanhamento das atividades de fiscalização dos serviços. Com base nas anotações realizadas nestas fichas, as anomalias ou as ocorrências identificadas como sendo relevantes deverão ser registradas também no diário de obras ou documento similar.
O acompanhamento e a fiscalização da execução dos projetos e das intervenções urbanísticas/construções compreenderá a análise crítica destes, pela ficha de análise de projetos/construção/fornecimento, registrando as anomalias ou as ocorrências identificadas como sendo relevantes, registradas também no diário de obra ou documento similar, oferecendo inclusive comentários e sugestões para o seu aperfeiçoamento. 

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14.26.9.3. Inspeção da equipe de gestão e situação de inspeção

No monitoramento da execução dos serviços específicos da equipe de gestão de projeto, são considerados 02 (dois) grandes grupos de inspeção:
  1. Inspeção em que o registro acompanha o produto: estão muito bem definidas as fases de inspeção: inicial, durante o processo e final; e
  2. Inspeção em que o registro é feito pontualmente conforme a programação mensal: as três fases de inspeção identificadas no parágrafo acima acontecem praticamente em um período curto e quase se fundem.
A identificação da situação de inspeção é realizada por carimbos ou registros que acompanham os produtos, garantindo que o produto não passe para fase seguinte sem que a fase anterior esteja concluída, inspecionada e liberada. 

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14.26.9.4. Controle de equipamentos de inspeção, medição e ensaios

Os dados técnicos relativos aos equipamentos de inspeção, medição e ensaios estarão disponíveis para a verificação da adequação funcional, englobando, dentre outros, o certificado de calibração, evidências da manutenção e da utilização nos serviços. 

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14.26.9.5. Aquisição

Processos de aquisição desde o cadastro, a seleção e a avaliação de fornecedores, rotina de compras, até a inspeção de recebimento de equipamentos e materiais. 

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14.26.9.6. Controle de produto fornecido pelo empreendedor para a equipe de gestão

Quando aplicável, será de responsabilidade da equipe técnica de gestão, sob a orientação do líder, o controle de produto fornecido pelo empreendedor, durante o andamento do contrato e será procedida a devolução nas mesmas condições em que foram entregues à equipe técnica de gestão, ressalvados os desgastes decorrentes de uso normal ou depreciações pertinentes. 

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14.26.9.7. Identificação e rastreabilidade do produto

A equipe de gestão de projeto terá a responsabilidade de identificar e recuperar os seus produtos (desenhos de projeto, relatórios, documentos, laudos, etc.) durante o andamento dos contratos, após o seu encerramento e durante o período de garantia, no setor de arquivo técnico. 

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14.26.9.8. Manuseio, armazenamento, embalagem, preservação e entrega

A responsabilidade pela preservação dos produtos e dos serviços executados pela equipe de gestão é atribuída aos responsáveis das áreas e inclui sua manipulação, o que garante que toda avaria ou deterioração seja prontamente reparada e somente funcionários qualificados tenham autorização de operar os equipamentos do tipo: microcomputadores, xerox e sistemas de encadernação.
O processo de armazenamento está baseado nos princípios de confiança e segurança na sua guarda, preservação de sua integridade física, rápido acesso aos dados e às informações, utilização e acesso controlado conforme os meios físicos de reprodução.
A entrega dos produtos e dos serviços, em formato físico ou eletrônico, poderá se dar por meio de protocolo do empreendedor nas segundas vias dos próprios documentos ou correspondências que relacionam a entrega destes, dependendo principalmente das necessidades apresentadas pela própria empreendedora nas interfaces com os representantes da equipe de gestão. 

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14.26.9.9. Auditoria interna da qualidade

A auditoria interna visa a determinar a eficácia do sistema da qualidade, proporcionar melhoramentos e verificar se os procedimentos estabelecidos para a condução dos trabalhos de gerenciamento de projetos estão sendo cumpridos e será executada por auditores devidamente treinados e capacitados, sejam eles funcionários do empreendedor ou auditores externos especificamente contratados para este fim.
Os resultados das auditorias internas da qualidade, assim como o acompanhamento e a eficácia das ações corretivas correspondentes, são relatados e analisados na reunião de análise crítica do sistema da qualidade. 

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14.26.9.10. Controle de produto não conforme

A ordem de não conformidade poderá se dar nas seguintes formas:
  • recebimento de reclamação por parte do empreendedor;
  • observação de qualquer membro da equipe técnica de gestão no desenvolvimento de suas atividades;
  • gerência da qualidade, pela análise estatística do resultado das atividades do gerenciamento, em um determinado contrato, em comparação com outros supervisionados; e auditoria interna e inspeções em um contrato ou produto.
Os produtos não conformes se classificam em dois níveis de gravidade:

  • Grave - Ocorrência com impacto contratual ou na segurança ou nos custos;
  • Leve - Causa conhecida sem impactos contratuais e/ou na segurança e/ou nos custos.
Está estabelecida a sistemática aplicada no produto não conforme, quanto a sua identificação, registro, providências necessárias e follow-up, notificação às funções envolvidas, assegurando que o produto não conforme com os requisitos especificados tenha prevenida sua instalação ou utilização não intencional. 

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14.26.9.11. Ação corretiva e preventiva

Cabe investigar, identificar a(s) causa(s), propor a ação, definir os responsáveis/prazos e acompanhar as ações corretivas e preventivas.
O registro das ações corretivas e preventivas é feito em formulário próprio, contendo campos para definição dos seguintes itens: origem, documentos de referência, descrição do problema, levantamento da reincidência, estudo da causa, identificação da causa, ação proposta, responsáveis, distribuição, prazo para conclusão e resultado da verificação da implantação e da eficácia e será encerrada após a comprovação da sua eficácia, ressalvando-­se o caso de ações relacionadas com não conformidades apontadas em auditorias da qualidade, cuja verificação deve ser efetuada por auditor. 

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14.26.9.12. Técnicas estatísticas

As técnicas estatísticas aplicadas no gerenciamento para controle de produtos e serviços são as seguintes: folha de verificação; diagrama de causa e efeito; gráfico de Pareto e amostragem. 

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14.26.9.13. Controle da qualidade relativa ao meio ambiente

A equipe de gestão deverá adotar uma sistemática de trabalho para monitorar o desenvolvimento da implantação das obras, de forma a garantir que os padrões e os impactos determinados não sejam negligenciados, destacando-se as interferências provenientes de novas obras e que envolvem a modificação ambiental do sistema.
O monitoramento consiste nos seguintes procedimentos:
  • vistorias e levantamentos prévios, de efeito cautelar, antes do início das atividades, para prevenir os impactos potenciais provenientes da futura obra;
  • inspeção ambiental periódica nas áreas utilizadas pelas empreiteiras, como canteiros de obra, jazidas, bota fora, desvios de tráfego, vias de serviço e praças de trabalho, com sugestões de alterações de procedimentos, quando necessário;
  • fiscalização da incidência de impactos e da adoção de medidas de controle pela empreiteira ou mitigação;
  • monitoramento da obtenção da licença ambiental de instalação de canteiros de obras, jazidas e bota fora na secretaria do meio ambiente.
Os registros dos problemas relevantes encontrados pelas atividades mencionadas acima serão realizados pela equipe de fiscalização pelo diário de obras, com base nas anotações registradas nas de verificação. 

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14.26.9.14. Fichas de verificação dos serviços

A critério da equipe de gestão de projeto poderá ser solicitado, do participante, um plano de gestão ambiental do empreendimento e um código de conduta dos trabalhadores, contendo os critérios ambientais para a execução dos serviços e os procedimentos a serem adotados para se evitar riscos ambientais decorrentes dos equipamentos/ferramental, bem como os procedimentos a serem adotados pelos trabalhadores em campo.

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14.26.9.15. Planejamento das fiscalizações

As programações serão efetuadas conforme o plano de fiscalização, sendo designados profissionais especializados no objeto da fiscalização.
As datas e os horários devem ser conciliados com os responsáveis das empresas a serem fiscalizadas.

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14.26.9.16. Elaboração das listas de verificações

Para facilitar as verificações durante a realização das fiscalizações, é preparada pelos profissionais designados a lista de verificação, com base nas condições contratuais pertinentes e na documentação técnica aplicável. 

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14.26.9.17. Execução das fiscalizações

Durante a realização das fiscalizações, os profissionais designados farão um exame, sistemático e independente, para determinar se as atividades da qualidade e os resultados a ela relacionados estão de acordo com os planos estabelecidos e se esses planos estão implementados eficazmente e são adequados para atingir os objetivos.
Quando da detecção do não cumprimento de requisitos especificados, será elaborado o registro de não conformidade, contendo as informações qualitativas ou quantitativas, evidenciando e enquadrando o problema com base na documentação aplicável, de modo que as anotações permitam a rastreabilidade do ponto verificado.
Neste momento, também será relatado o problema ao representante da empresa que estiver sendo fiscalizada, evitando surpresas quando da emissão do relatório final da fiscalização.
As não conformidades serão classificadas como graves ou leves, dependendo do seu impacto no produto final ou ao não atendimento das condições contratuais. 

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14.26.9.18. Relatório final da fiscalização e acompanhamento das ações corretivas

Concluída a fiscalização, será elaborado um relatório final da fiscalização, com cópia para a empresa fiscalizada, que mediante a análise dos resultados deverá providenciar a troca ou a reparação do produto não conforme e enviar uma carta ao empreendedor, contendo o plano das ações corretivas aplicadas e agendando uma nova visita para verificação das correções e de sua eficácia. 

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14.26.9.19. Acompanhamento dos indicadores de desempenho

A fim de monitorar o progresso, serão definidos indicadores de desempenho e providenciada sua avaliação regular. Estas avaliações facilitarão ações preventivas e corretivas, com decisões tomadas com base em fatos, confirmando que os objetivos do empreendimento permaneçam válidos. 

14.27. Atividades, gestão geral - ciclo de implantação

14.27.1. Atividades da equipe de gestão

O plano de trabalho das atividades da equipe de gestão consiste na premissa de colocar em serviço uma organização de alto nível técnico, autossuficiente e dotada de todos os recursos necessários para um controle permanente de implantação e execução de um projeto, contando ademais com o respaldo e o assessoramento de especialistas externos e do escritório central, das áreas de conhecimento da empresa, cuja experiência em projetos de envergadura na especialidade constituem um grande suporte para o desenvolvimento da gestão.
O plano de trabalho das atividades da equipe de gestão que se propõe cobre todos os alcances considerados nas bases e nos termos de referência do empreendedor com as empresas que trabalharão na implantação do projeto, incluindo ampliações, que favoreçam, garantam e maximizem os serviços a serem prestados.
Para conduzir com eficiência e dentro das expectativas desejadas pelo empreendedor, determinados aspectos de gestão serão necessariamente considerados e detalhados em seções específicas. 

14.27.2. Fronteira de trabalho

É a definição das fronteiras de trabalho, da decisão e da responsabilidade entre as tarefas a serem atribuídas:
  • equipe de gestão de projetos,
  • executoras dos trabalhos, entre elas, as projetistas, os construtores, as montadoras, as empresas de tecnologia, entre outros;
  • o próprio empreendedor, na sua função de dono do programa, detentor da decisão final. 

14.27.3. Líder da equipe do empreendedor

Deverá ser designado formalmente pelo empreendedor um responsável, líder da equipe, pela gestão do empreendimento que demonstre competência para:
  • acompanhar e fiscalizar a fiel execução do empreendimento;
  • acompanhar imediatamente todos os imprevistos porventura ocorridos;
  • atualizar-se a respeito das informações do empreendimento, a ponto de obter rapidamente um entendimento completo de seu estágio e pontos principais;
  • conseguir resumir com rapidez e clareza discussões prolongadas;
  • prestar todas as informações necessárias sobre o andamento dos trabalhos;
  • pressionar pela adoção de medidas imediatas para resolver os problemas e adotar alternativas;
  • assumir responsabilidades para enfrentar questões com as quais ninguém se mostra disposto a lidar;
  • gerenciar o risco, antecipar e admitir mudanças em prioridades, programação, recursos e nas alterações decorrentes de questões técnicas e de custos. 

14.27.4. Conhecimento do contrato

Os contratos para a realização do empreendimento, firmados entre o empreendedor e cada um dos participantes, devem ser minuciosamente estudados pela equipe de gestão:

  • todas as suas cláusulas devem ser entendidas e dominadas, para garantir a sua fiel observação;
  • é importante observar que as formas de contratação podem ser diferenciadas, podendo ser por preço unitário ou por preço global ou, até mesmo, uma mescla das duas, não se justificando o desconhecimento dessa premissa. 

14.27.5. Faz parte do contrato

Entende-se que faz parte do contrato, entre tantas outras:
  • contrato e suas cláusulas, incluindo as responsabilidades;
  • projeto básico e executivo;
  • edital, as especificações técnicas; normas específicas de execução; normas técnicas brasileiras;
  • termo de referência;
  • proposta técnica e de preços do contratante;
  • regulamentação dos preços e os critérios de medição;
  • contrato deverá ser executado obedecendo ao pactuado e à lei, respondendo o administrador, ou o seu preposto, no caso a equipe de gestão, e também o contratado e a empreiteira, pelas suas falhas na inexecução, parcial ou total. 

14.27.6. Ações de cunho ambiental

Incumbência de gerir as ações de cunho ambiental, isto é, antever as necessidades de obtenção das licenças ambientais:
  • prévia;
  • instalação;
  • operação;
  • bem como a produção do ElA-RIMA, garantindo a observação integral de todas as suas recomendações e medidas mitigadoras, impedindo que falhas nessa ação provoquem atrasos ou até embargos no andamento das obras e do programa, como também revisões nos projetos. 

14.27.7. Alteração dos contratos e da documentação

Somente duas hipóteses de alteração dos contratos encontram-se previstas e amparadas pela lei, com decisão unilateral do empreendedor:
  • modificação dos projetos ou das especificações;
  • acréscimo ou diminuição de quantitativos, mantendo o objeto a ser executado.
O objeto jamais poderá ser alterado, portanto, é importantíssimo que a equipe de gestão esteja sempre preparada para apresentar para o empreendedor:
  • as necessárias e competentes justificativas solidamente documentadas;
  • lastreadas em fatos motivados, ocorridos posteriormente à licitação, supervenientes, impossíveis de serem detectados naquela oportunidade;
  • em qualquer caso deve predominar o interesse público e tem que ficar muito clara essa posição. 

14.27.8. Alterações de projeto

Não se pode esquecer que a Lei 8.666/93, atualizada pela Leis 8.883/94, 9.032/95, 9.648/98 e 9.845/99, preconiza que:
  • para a realização de uma licitação de obras, deve existir o projeto básico e as especificações, ambos completos;
  • assim, a necessidade de alterá-los, já com o contrato em vigência, indica falha anterior, que poderá vir a indicar a apuração de responsabilidades. 

14.27.9. Prorrogações de prazo dos contratos

A equipe de gestão deve conhecer os motivos permitidos na Lei e que suportam as prorrogações de prazo dos contratos, quais sejam:
  • alteração do projeto pelo empreendedor;
  • fato excepcional superveniente, por exemplo, atraso das verbas de financiamento;
  • interrupção pelo empreendedor;
  • aumento de quantitativos ou atrasos na entrega de projetos de responsabilidade do empreendedor;
  • impedimento de terceiros, por exemplo desapropriações;
  • omissão ou descumprimento pelo empreendedor, por exemplo, assuntos relacionados às licenças ambientais. 

14.27.10. Controle técnico e administrativo

Será necessária a produção de um efetivo controle técnico e administrativo dos contratos, por parte da equipe de gestão, com o intuito de:
  • ancorar e subsidiar as decisões técnicas e administrativas;
  • permitir uma sensível antecipação aos fatos que estejam em desacordo com o contrato;
  • impedir com essa atitude o surgimento de ocorrências e medidas que possam levar a impasses contratuais ou mesmo até a sua rescisão, o que poderá indicar falta de habilidade e incompetência da gestão. 

14.27.11. Probidade e justiça

As ações da equipe de gestão, na gestão dos contratos de obras para o empreendedor, não serão conduzidas com arbítrio, estarão sempre motivadas e serão exercidas com probidade e justiça, adotando:
  • decisões neutras e imparciais;
  • evidenciando o interesse público;
  • observando e respeitando as cláusulas contratuais e o contratado;
  • mantendo permanentemente o empreendedor esclarecido, instruindo e facilitando a tomada de decisões.

14.27.12. Técnica, prazo e imagem na execução das obras

Como já colocado anteriormente, é atribuição exclusiva da equipe de gestão zelar pelo cumprimento dos contratos dos participantes do empreendimento sob sua responsabilidade, em todos seus aspectos, garantindo o emprego da boa metodologia técnica na execução dos trabalhos, dentro dos prazos contratuais estipulados, de acordo com as leis vigentes, zelando assim pela boa imagem do empreendedor na comunidade e nos órgãos públicos.

14.27.13. Plano da qualidade dos participantes

Dessa forma, a equipe de gestão identificará as peculiaridades técnicas e executivas de cada participante a serem desenvolvidas e exigirá um plano a ser apresentado pela executante dos trabalhos, o qual conterá, necessariamente, os EPls e EPCs a serem empregados, por todos os trabalhadores, inclusive os da equipe de gestão.
Deve, portanto, responsabilizar-se integral e diretamente pelos serviços contratados, nos termos da legislação vigente e das normas e dos procedimentos internos do empreendedor, particularmente o procedimento relacionado à segurança, à medicina e ao meio ambiente do trabalho em obras e serviços contratados. 

14.27.14. Trabalhadores de subcontratadas

Atenção especial estará voltada para os trabalhadores de subcontratadas, cujo contrato deverá estar oficializado perante o empreendedor. É crônica a prática de subcontratar contratos de obras e serviços sem a devida aprovação dos órgãos contratantes, o que poderá acarretar, no futuro, ações trabalhistas justas, porém desgastantes, notadamente se dizerem respeito a acidentes do trabalho. A equipe de gestão deverá atuar para coibir essa prática e receberá o respaldo do empreendedor, para assim agir. 

14.27.15. Atividades inerentes à equipe de gestão

tempo - é o estabelecimento de uma rede de interdependência, para e entre os projetos, consubstanciada, contendo os programas, as tarefas e as responsabilidades de cada um dos intervenientes, com seus limites de competências, muito bem e claramente estabelecidos.
custo - é assumir a responsabilidade pelo controle financeiro dos empreendimentos, observando os parâmetros contratuais e as orientações de ordem interna do empreendedor, tanto políticas como administrativas.
qualidade - é fundamental a atenção com a qualidade, inegociável a sua redução, o que refletirá no alto desempenho operacional de cada um dos empreendimentos a serem implantados, aumentando o desempenho e contribuindo para eliminar ou reduzir sensivelmente os custos operacionais de manutenção.
recursos humanos - deve ser levada em conta a seleção e a alocação da mão de obra de gestão, com a qualificação e as competências gerenciais, técnicas e administrativas exigidas, bem como o seu treinamento constante. Compete também observar a capacitação, a qualificação e o dimensionamento da mão de obra disponibilizada pelos prestadores de serviço, e exigir a sua total adequação às necessidades requeridas para a realização do empreendimento.
risco - é a capacidade de antecipar-se aos fatos, equacionando e supervisionando com competência e decisão o surgimento de situações e questões não previstas, impedindo que a sua evolução possa vir a comprometer o programa.
informações - passa pelo sistema de comunicação e de informações, gerenciais e pessoais, todo o êxito dos trabalhos a serem desenvolvidos pela equipe de gestão, o qual deverá ser conduzido com transparência, lealdade e fidelidade de idéias, com o registro formal dos fatos e das decisões tomadas.
Dessa forma, deverá ser anotado em registro próprio, diário de obras ou caderneta de ocorrências, todos os acontecimentos da execução, inclusive, e principalmente, as falhas e as medidas saneadoras adotadas pelo executante. É importante observar os limites decisórios, nunca transcendendo-os.
Mantidos permanentemente atualizados, os registros dos fatos e das ocorrências, na oportunidade do acontecimento, ficarão extremamente facilitados a incumbência de justificar os fatos, garantindo assim o necessário suporte legal, é da responsabilidade do administrador do contrato e portanto da equipe de gestão. Diligenciar permanentemente pela regularização do contrato, embasando-se em sólida documentação. 

14.28. Modelo proposto de gestão de projeto - ciclo de implantação

14.28.1. Introdução

O modelo de gestão de projeto no ciclo da implantação de empreendimentos (projetos) está fundamentado em uma estratégia de coordenação, acompanhamento, fiscalização e controle da implantação do empreendimento, com ênfase na qualidade e na conformidade do empreendimento acabado e testado para a obtenção do produto final.
O grande objetivo do empreendimento é o cumprimento integral de todos os contratos dos participantes, segundo os requisitos do empreendedor contidos nos referidos contratos.
Dentro desta perspectiva, o empreendedor procede à contratação dos projetos de arquitetura e engenharia, da execução das obras, da montagem, dos fornecedores, do controle tecnológico, dentre outros, pela licitação pública ou privada, com empresas que terão responsabilidade exclusiva e intransferível quanto à qualidade e à conformidade dos empreendimentos terminados. O regime de execução do contrato poderá ser de empreitada por preço global ou por preços unitários ou misto, conforme o tipo de intervenção. 

14.28.2. Gestão geral do contrato

Compreende as seguintes ações, que serão detalhadas nos subitens a seguir:
  • projetos de arquitetura e engenharia;
  • licença ambiental;
  • planejamento;
  • fiscalização da construção;
  • assessoria e assistência técnica consultiva de obras. 

14.28.3. Projetos de arquitetura e engenharia

  • verificação da qualidade dos projetos de arquitetura e engenharia;
  • verificação de compatibilização com a realidade de campo;
  • acompanhamento do fornecimento e da suficiência dos projetos de arquitetura e engenharia, para fins de controle e atendimento da programação geral. 

14.28.4. Licença ambiental

  • acompanhamento dos processos de licença prévia;
  • acompanhamento dos processos de licença de instalação;
  • acompanhamento dos processos de licença de operação. 

14.28.5. Planejamento

  • programação físico-financeira dos empreendimentos, incluindo as atividades de acompanhamento para fins de atualização da programação geral para cumprimento da execução do empreendimento;
  • de recebimento das obras e dos serviços; de encerramento dos contratos de execução; de acompanhamento das ações ambientais; de acompanhamento de cadastro de ligações domiciliares; de sistema de informações e de elaboração de relatórios;
  • coordenação geral do empreendimento, abrangendo os insumos de planejamentos, obras, suprimentos e serviços, durante toda a evolução da implantação do empreendimento, a ser desenvolvida em função das solicitações do empreendedor;
  • preparo ou consolidação de informações gerenciais requeridas durante a evolução da implantação do empreendimento, a serem desenvolvidas em função das solicitações do empreendedor;
  • apoio ao empreendedor referente ao acompanhamento do desenvolvimento financeiro da implantação dos empreendimentos;
  • apoio técnico e administrativo ao empreendedor, referentes ao desenvolvimento da implantação dos empreendimentos. 

14.28.6. Fiscalização da construção

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14.28.6.1. Fiscalização e execução das obras e dos serviços

  • acompanhamento das liberações de áreas, das desapropriações;
    • atentando para a qualidade das obras e dos serviços, incluindo:
    • sua conformidade com o projeto;
  • controle, inspeção e monitoramento da certificação de materiais e equipamentos.
  • acompanhamento do desenvolvimento físico-financeiro das obras e dos serviços, para fins de controle e atendimento da programação geral;
  • elaboração das medições;
  • elaboração de as built;
  • providências de inventário das obras;
  • providência de encerramento das obras. 

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14.28.6.2. Fiscalização das ações mitigadoras

  • acompanhamento das ações mitigadoras. 

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14.28.6.3. Fiscalização das normas de segurança em relação ao trabalhador

  • cumprimento das normas de higiene;
  • cumprimento das normas da medicina e da segurança do trabalho. 

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14.28.6.4. Fiscalização dos materiais e dos equipamentos

  • quanto à aquisição de materiais e equipamentos para o empreendimento;
  • acompanhamento do desenvolvimento físico-financeiro das aquisições de materiais e equipamentos, para fins de controle da programação geral;
  • acompanhamento relacionado a prazos e qualidade nas fases de fabricação e entrega. 

14.28.7. Assessoria e assistência técnica consultiva de obras

Compreende as seguintes ações:
  • elaboração de projetos e de metodologias de execução;
  • detalhamento e complementação de projetos;
  • elaboração de estudos ambientais;
  • elaboração de manuais de procedimentos e operação de sistema;
  • vistorias técnicas em campo;
  • emissão de pareceres técnicos. 

14.29. Processo de iniciação - implantação do projeto

14.29.1. Introdução

Nesta seção tem-se o início de implantação do projeto, que corresponde ao momento máximo de aplicação de recursos técnicos e de custos do empreendimento. 

14.29.2. Apresentação das equipes de gestão do empreendedor e da participante

De acordo com o contrato entre o empreendedor e a empresa participante, são apresentados os responsáveis pela execução do empreendimento. 

14.29.3. Construção de um empreendimento (projeto)

Neste momento estamos tratando da execução do empreendimento, isto é, construindo, portanto deveremos passar às mãos do contratado o projeto executivo de arquitetura e engenharia para sua análise e parecer.
Ressalta-se que normalmente não se tem a totalidade dos projetos executivos em mãos, mas o que se deve fazer é agendar sua entrega para que a construtora tenha um horizonte de suas tarefas. 

14.29.4. Orientação para a execução do empreendimento (projeto)

Orientação da equipe de gestão de projeto na execução dos serviços por parte da participante, fornecendo-lhe elementos necessários ao início e ao avanço dos serviços, tais como: liberação de áreas e vias públicas, processo de desapropriação e liberações ambientais; preparação das autorizações das notas de serviço, dos elementos topográficos de campo, dentre outros:
  • participa inicialmente: na entrega de toda a documentação de obras para a construtora e analisa os projetos, as interferências, as desapropriações e a compatibilização das interferências;
  • apoio no acompanhamento de processos de liberação de áreas e vias públicas e processo de desapropriação;
  • preparação das autorizações de serviços.
Inicialmente, será realizada a revisão do projeto geométrico e das notas de serviços, antes de serem liberados para a construtora, e também fornecidos à construtora os marcos de referência. 

14.29.5. Fluxograma: 1ª etapa, reunião interna no empreendedor

14.29.6. Fluxograma: 2ª etapa, reunião com a empresa participante

14.29.7. Fluxograma: 3ª etapa, reunião com a empresa participante

14.30. Livro: registro de ocorrências

14.30.1. Introdução

Dar início ao contrato de execução do empreendimento com abertura do Livro de registro de ocorrências, nas diversas frentes de trabalho, tão logo a empresa participante tenha recebido do empreendedor os projetos executivos, identificados com carimbo padronizado e ordem de serviço.
Manter sempre atualizado o Livro de registro de ocorrências, com as informações e/ou as recomendações à empresa participante sobre providências a serem adotadas, estabelecendo um prazo máximo de dois dias úteis, para eventuais atrasos nas anotações.
Se anotarão os feitos mais importantes incluindo, entre outros:
  • relação das fontes de materiais que estão sendo aplicados;
  • relação de fornecedores e subcontratados;
  • cópias de resultados de ensaios e de registros da qualidade;
  • cópia de comunicações entre o gestor e o participante;
  • cópia de informe do avance dos trabalhos;
  • cópia das medidas mensais;
  • cópia do cumprimento do calendário de avance;
  • relação dos eventos que afetam o cumprimento do calendário de avance dos trabalhos;
  • qualquer outro documento útil para documentar o processo de evolução.
O Livro de registro de ocorrências deverá levar-se em original. Adicionalmente, deverão ter jogos de cópias, as páginas deverão estar legalizadas, notadamente numeradas, gradativamente, podendo adotar-se o sistema mecanizado de folhas soltas.
A equipe de gestão de projeto e a empresa participante terão livre acesso ao Livro de registro de ocorrências durante a execução do empreendimento e os originais ficarão com o gestor e um jogo de cópias em poder do participante. 

14.30.2. Anotações no livro de ocorrências

Acompanhamento da execução de cada etapa do empreendimento, zelando pelo cumprimento das determinações pertinentes a cada uma, compreendendo também a liberação de etapas e de fases executivas em geral, após a execução e a aprovação da sua conformidade e dos ensaios correspondentes a cada etapa ou vistoria do serviço e procedendo à respectiva anotação no Livro de registro de ocorrências.
  • análise do planejamento do participante com ênfase nos cronogramas executivos do empreendimento;
  • acompanhamento da execução do empreendimento, por exemplo, infraestrutura, superestrutura, obras de arte, obras de arte correntes e dos serviços (citar os principais) quanto a: conformidade com projetos e especificações, qualidade, prazos, cumprimento das determinações ambientais; cumprimento das normas de segurança, medicina e higiene do trabalho;
  • verificação sistemática das principais etapas de evolução dos serviços, compreendendo também a liberação seguinte desde que haja aprovação da sua conformidade e dos ensaios correspondentes;
  • acompanhamento e execução dos controles tecnológicos, com apoio da equipe de campo e do laboratório da supervisora, por exemplo: geotécnico, topográfico e geométrico;
  • solicitação ao participante para a realização de ensaios complementares;
  • as divergências ou não conformidades dos serviços, dos controles e do controle tecnológico serão anotadas no Livro de registro de ocorrências, sendo comunicado ao participante, com prazo para solução e nova data para verificação e, nos casos de não cumprimento, encaminhados ao empreendedor;
  • acompanhar e tomar providências relacionadas a problemas com as sistemáticas construtivas (projetos, métodos construtivos), solicitando a presença de consultores especializados;
  • acompanhamento das suficiências e de acordo com os cronogramas das equipes de produção: equipamentos e mão de obra;
  • elaboração de medições de campo e de projeto, com apoio da equipe de topografia;
  • elaboração de relatórios. 

14.31. Análise do plano da qualidade do participante

14.31.1. Introdução

A equipe de gestão de projeto realizará análise crítica do plano da qualidade do participante, tendo como elemento balizador o conjunto de procedimentos e instruções organizados de maneira lógica e correta de tal maneira que garantam a execução do empreendimento, dos serviços e do fornecimento de equipamentos e materiais, contemplando os requisitos do projeto executivo, dentro do prazo previsto e atendendo aos padrões de qualidade específicos por meio de inspeções e testes.
Dentre as atividades que estão sob a responsabilidade do participante, a equipe de gestão de projeto observará a forma de planejamento e as ações que possam assegurar a execução do empreendimento sob o aspecto da qualidade, destacando-se, entre outras, as seguintes:
  • coordenação da implantação do sistema da qualidade para os projetos ora contratados:
    • a empresa possui um sistema adequado da qualidade.
  • planejamento das atividades da qualidade em função do cronograma físico-financeiro:
    • elaboração do cronograma físico, com a produtividade necessária para cumprir no prazo de execução;
    • análise previsto/realizado e, em função desta, tomar as providências, como redefinir pessoal, equipamentos, entre outros, para garantir a conclusão no prazo contratual.
  • planejamento das atividades de qualificação dos fornecedores:
    • ser um fornecedor tradicional da empresa;
    • ter sido certificado ou qualificado por um grupo certificador;
    • pontualidade na entrega dos produtos;
    • qualidade por meio de relatórios de avaliação dos fornecedores.
  • planejamentos das atividades de qualificação voltadas à análise dos projetos de engenharia, no controle de documentos e desenhos de projeto, principalmente atualizações das revisões:
    • controle de projeto tem como objetivo garantir que as atividades de gestão na execução do projeto se desenvolvam de forma planejada e controlada, assegurando que as medidas necessárias tenham sido tomadas de forma que os requisitos do projeto básico, das normas em vigor, dos procedimentos e dos memoriais foram analisados garantindo a consistência dos dados de entrada do projeto com os dados de saída, contemplando todas as atividades técnicas operacionais por meio de verificações, validação, metodologia de alteração, controle e distribuição, metodologias de análise e soluções de erros e a elaboração do as built;
    • as atividades de planejamento da estrutura de coordenação do projeto e elaboração do cronograma executivo são executadas de maneira a garantir o desenvolvimento do projeto dentro das necessidades do cronograma executivo do participante, garantindo o atendimento dos prazos estabelecidos pelo cliente;
    • as medidas necessárias, que garantem que os requisitos das normas em vigor bem como os critérios básicos para o projeto foram adequadamente consolidados em desenhos e procedimentos escritos, instruções e documentos de projeto, são executadas logo após a definição das responsabilidades da equipe designada para a elaboração do projeto e é formalizada por relatórios;
    • as verificações dos desenhos, dos memoriais de cálculo, das especificações de materiais e de outros documentos relativos ao projeto são analisadas criticamente por pessoas diferentes daquelas que os elaboraram, e a centralização das informações está sob a responsabilidade da coordenação do projeto. Esta atividade é realizada em um processo contínuo de elaboração, verificação e comentários até a aprovação final;
    • todas as mudanças nos desenhos do projeto executivo são executadas respeitando o ciclo de elaboração, verificação e aprovação definidos no item anterior;
    • toda documentação distribuída aos responsáveis pela elaboração dos projetos executivos é distribuída controladamente, evitando-se assim a utilização de documentos obsoletos na execução dos serviços;
    • todos os desenhos em fase de elaboração ou elaborados são arquivados, tanto em papel quanto em meio magnético, de forma controlada e sistemática pela área de documentação da coordenação do projeto, garantindo sua integridade e pronta recuperação quando necessário;
    • todas as pessoas responsáveis pela verificação e pela aprovação dos projetos são identificadas pela lista de nomes, assinaturas e alçadas, de tal forma que não exista um vínculo hierárquico direto entre o responsável pela elaboração, pela verificação e pela aprovação dos projetos;
    • todas as alterações de projeto feitas em campo são tratadas de maneira sistemática, de tal forma que se garanta a transcrição de todas estas informações para o as built.
  • planejamento das atividades de qualificação dos serviços de topografia:
    • instrumentos adequados;
    • equipe especializada.
  • planejamento das atividades de qualificação dos serviços de controle tecnológico e laboratório de ensaios tecnológicos:
    • análise crítica dos resultados de ensaios tecnológicos;
    • análise de não conformidades e propostas de disposição;
    • coordenação da qualificação do pessoal no canteiro do participante;
    • coordenação de ações corretivas e preventivas;
    • compilação e controle da documentação da qualidade;
    • implementação de ações corretivas oriundas de auditorias internas;
    • elo de comunicação das atividades da qualidade para a coordenação geral da qualidade;
    • análise da capabilidade e calibração dos instrumentos de medição e ensaios;
    • elo de comunicação com o representante da supervisão.

  • laboratório de ensaios tecnológicos:
Tem a função de executar todas as atividades de controle tecnológico definidas no plano da qualidade e nos planos de controle, garantindo que eles sejam executados por pessoal qualificado utilizando as normas brasileiras específicas e equipamentos devidamente calibrados de tal maneira que seus resultados sejam confiáveis, podendo atestar o grau de qualidade dos materiais, dos equipamentos e dos serviços testados.
 
  • Dentre suas atividades destacam-se:
    • realização e acompanhamento de todos os ensaios tecnológicos definidos no plano da qualidade durante a execução dos trabalhos do proponente;
    • emissão dos relatórios e dos resultados de controle tecnológico realizado;
    • emissão dos relatórios de inspeção de recebimento de materiais e componentes.
    • planejamento das atividades de qualificação dos serviços de execução das estruturas dos componentes do empreendimento:
    • qualidade do participante como um todo, resultante da qualidade na execução de cada serviço específico que faz parte do processo de produção;
    • procedimentos de caráter prático, desenvolvidos com base nas normas técnicas brasileiras, na experiência acumulada dos técnicos de diversas áreas da empresa, como obras, projeto, planejamento e manutenção;
    • registros em formulários específicos e simples;
    • ações rápidas no reparo prévio de eventuais falhas, garantindo a satisfação dos clientes externos.

  • planejamento das atividades de qualificação relacionadas ao diligenciamento e às inspeções de recebimento no fornecedor:
    • materiais e componentes recebidos e inspecionados no ato do recebimento;
    • área de segregação prevista na instalação do canteiro;
    • armazenamento do material aprovado;
    • garantir a rastreabilidade dos registros de inspeção dos respectivos materiais, equipamentos e serviços inspecionados. 

14.32. Análise e revisão: projetos de arquitetura e engenharia

14.32.1. Introdução

Inicialmente, a empresa participante, contratada, analisará o processo executivo dos projetos de arquitetura e engenharia e, caso observe problemas normais, solicitará à equipe de gestão de projetos que proceda às análises necessárias para a solução do problema e, para aqueles específicos, proporá ao empreendedor soluções que envolvam pessoal especializado, observando:
  • a suficiência de informações do ponto de vista executivo;
  • análise de confiabilidade;
  • revisão dos projetos e das notas de serviço, para compatibilizá-los com as condições locais e demais projetos;
  • ou ainda, quando necessário, para os recursos disponíveis, serão inspecionadas fontes de materiais para verificação de suas atuais condições de explorabilidade;
  • sugestão de eventuais alterações ou atualização ou adaptação das especificações técnicas, mediante solicitação e orientação a ser fornecida pelo cliente e, ainda, controlar e manter atualizados o arquivo e os projetos liberados para a obra. 

14.32.2. Cuidados especiais com relação ao meio ambiente

Quando do recebimento do projeto executivo de implantação, a empresa participante analisará as possíveis interferências que possam ocorrer com relação às exigências dos órgãos ambientais, de maneira que os serviços não venham a sofrer comprometimento.
Da análise, da ponderação e da tomada de decisões em relação ao projeto executivo serão definidas as providências a serem aplicadas pela empresa participante, para submeter ao empreendedor alternativas de soluções e recomendações.
Na condução desta atividade de verificação e recomendações, deverão ser efetuadas pesquisas, estudos ou outras providências que permitam atingir soluções rápidas e consistentes, em favor de uma adequada contribuição ao sucesso do empreendimento. 

14.32.3. Com o transcorrer da evolução do empreendimento

Com o transcorrer da obra podem, no entanto, surgir fatos novos que exijam a realização de atualizações parciais dos projetos, o que será feito pela equipe técnica da empresa e colocadas para aprovação do empreendedor.
Como exemplo clássico desse tipo de problema, pode-se citar a estabilidade de taludes de cortes em encostas muito íngremes, onde somente após concluídas as escavações pode-se avaliar as soluções indicadas no projeto executivo de engenharia, podendo ocorrer a necessidade de atualizações.
Caso se detectem interferências, a equipe técnica da empresa executora dos serviços elaborará um relatório detalhado, envolvendo levantamentos detalhados, cadastro fotográfico, o que permitirá aos setores competentes a definição das alterações que eliminem o problema.
Em um segundo caso poderemos ter algum tipo de contrato em que a empresa tenha que conferir todos os cálculos e estabelecer um programa de verificação de cálculos que requer pessoal especializado, ou mesmo desenvolver projetos, como é na maioria dos projetos em andamento. 

14.32.4. Identificação, estudo e definição da alteração e da informação aos envolvidos relevantes

A seguir apresentamos os critérios para controle de alterações:
  • devem ser controladas alterações decorrentes de mudanças nos requisitos do empreendimento com relação ao projeto de engenharia;
  • devem ser controladas alterações originadas de necessidades técnicas surgidas no processo de execução do projeto de engenharia;
  • as alterações somente devem ser controladas se forem geradas de uma nova versão daquele estágio do projeto de engenharia, com consequências para outras partes em desenvolvimento internamente ou pelas demais especialidades ou ainda para os serviços de execução da obra, se estes estiverem em andamento;
  • aspectos a serem considerados na informação aos agentes envolvidos:
    • analisar o grau de urgência em informar aos agentes envolvidos sobre a alteração realizada segundo o impacto para o estágio de desenvolvimento do projeto como um todo;
    • enviar orientações claras de substituição dos arquivos e dos documentos. 

14.32.5. Fluxograma: análise e revisão dos desenhos (projetos de arquitetura e engenharia)

14.32.6. Atualização dos projetos de arquitetura e engenharia

  • o enfoque da verificação da compatibilização dos projetos de arquitetura e engenharia será voltado sobre os desenhos de cada fase do serviço e separadamente;
  • os desenhos de cada serviço do projeto executivo serão estudados e manipulados, de modo que todas as informações sejam comparadas entre si;
  • deste modo, a suficiência dos dados será avaliada detalhadamente, bem como serão contempladas as eventuais interferências e incompatibilidades, de forma que as interdependências entre os desenhos de cada tipo estejam perfeitamente solucionadas;
  • de posse destas informações, serão elaborados relatórios de revisão dos projetos de arquitetura e engenharia que sintetizarão de forma objetiva as justificativas dos dados faltantes, insuficientes e/ou duvidosos, apontando também as possíveis incompatibilidades, interferências e condicionantes;
  • como consequência serão inseridos os cálculos dos custos adicionais e seu reflexo no conjunto e suas consequências em relação ao prazo de execução das obras. 

14.32.7. Identificação, rastreabilidade e preservação de projetos

Faz-se necessária a unificação do local de arquivamento dos desenhos e/ou dos projetos de engenharia em meio magnético entregues ou desenvolvidos pelo empreendedor para maior agilidade no rastreamento de informações e consequentemente maior agilidade no atendimento das necessidades das gerências de projetos. 

14.33. Gestão de projeto: meio ambiente; plano de ação do participante

14.33.1. Introdução

Os procedimentos a serem considerados dependem muito do tipo de contrato que é estabelecido entre o contratante (empreendedor) e o contratado (participante), portanto cada caso depende das premissas que o empreendedor tem como objetivo em seu contrato.
Assim, para os procedimentos, o participante executor dos serviços deverá apresentar, para análise da equipe de gestão de projeto, um plano de ação para cobrir todas as ações mitigadoras e que deverão ser cumpridas ao longo do contrato:
  • durante as etapas de construção, testes, operação e conservação o participante deverá:
    • assumir a responsabilidade de cumprir as normas legais referentes à proteção do meio ambiente como uma variável fundamental de sua gestão;
    • implementar as medidas necessárias que assegurem um manejo ambiental apropriado e os mecanismos que permitam uma adequada comunicação com a comunidade.
  • o participante será solidariamente responsável:
    • com os subcontratistas na aplicação do regulamento ambiental vigente, aplicável às atividades que se desenvolverão em execução das obrigações que lhe correspondem em virtude do  contrato de execução do empreendimento;
    • em especial do cumprimento do estabelecido no código de meio ambiente e dos recursos naturais;
    • ante qualquer dano ambiental, perda, reclamo ou responsabilidade do contrato. 

14.33.2. Plano de gestão socioambiental

O plano de gestão socioambiental deverá conter:
  • especificação dos objetivos gerais e específicos do EIA;
  • descrição das metodologias e dos procedimentos que a empresa desenvolverá, durante a implantação do empreendimento, com a finalidade de implementar todas as medidas estabelecidas em contrato;
  • as atividades e/ou ações específicas para a:
    • implementação das medidas de mitigação;
    • plano de prevenção de risco;
    • controle de acidentes;
    • plano de manutenção ambiental, que a empresa adotará tendo em conta as condições e os requisitos estabelecidos em contrato e no EIA, incluindo detalhes dos prazos e dos responsáveis de dita implementação;
  • elaboração do conjunto de programas de manejo ambiental para a instalação, o uso ou a operação, por exemplo, canteiro de obras, acampamentos, plantas de asfalto e britagem e, entre outros, depósitos de materiais;
  • identificação dos procedimentos, dos responsáveis e das datas estimadas de entrega dos relatórios ambientais para a etapa de implantação;
  • plano de prevenção de riscos que inclua os critérios e os conteúdos assinalados em contrato;
  • plano de medidas de controle de acidentes ou contingências para a implantação do empreendimento;
  • descrição e especificação dos procedimentos de implementação de programas de capacitação, informação e educação ambiental, bem como de segurança trabalhista em benefício de seu pessoal;
  • descrição e especificação dos procedimentos de implementação de programas permanentes de informação e comunicação com a comunidade diretamente afetada pelas obras e os mecanismos de ação e resposta aos eventuais reclamos e/ou problemas informados;
  • descrição da equipe de profissionais que terá como função executar este plano de gestão, assinalando sua organização, metodologia de trabalho e o procedimento que utilizarão para a adoção dos planos e das medidas assinaladas.
  • Em nosso escopo indicativo apresentamos as principais ações que deverão ser tomadas pela empresa. 

14.33.3. Fluxograma: principais procedimentos com relação ao meio ambiente

14.34. Gestão de projeto: serviços de consultoria técnica

14.34.1. Introdução

Nos casos de anomalia, de não conformidades que precisam de serviços de consultoria técnica especializada, serão, quando necessário, contratados para a emissão de pareceres técnicos, que subsidiem as tomadas de decisões nos assuntos referentes aos projetos de arquitetura e engenharia, construções, montagens, instalações, meio ambiente, fornecimento e operação de equipamentos, entre outras tantas.
A necessidade de contratação dos serviços de consultoria pode ser levantada pela equipe de gestão de projeto ou pela empresa participante da execução dos serviços.
Entre as principais necessidades da emissão de parecer técnico, destacam-se as seguintes:
  • estabelecer as diretrizes e os procedimentos de cálculo, para a verificação do detalhamento do projeto executivo, em função de divergências que possam ocorrer durante a construção;
  • estabelecer as diretrizes referentes ao processo construtivo e com divergências ao especificado em projeto;
  • estabelecer as diretrizes referentes ao processo construtivo adotado pela empresa quando se tratar de processo inovador;
  • estabelecer as diretrizes em relação ao processo de fabricação adotado pelos subempreiteiros de materiais e componentes do ativo do empreendimento, caso necessário.
Na subseção a seguir apresentamos o fluxograma dos serviços de consultoria, destacando-se que a empresa participante encaminha para a equipe de gestão de projeto (gestor) a identificação da necessidade de se esclarecer tecnicamente algum problema ou risco que não esteja suficientemente detalhado ou explicitado no projeto executivo de arquitetura ou de engenharia.
A equipe de gestão de projeto encaminha o problema para o empreendedor opinar, pois normalmente envolve custos adicionais e que podem comprometer a viabilidade de empreendimentos. 

14.34.2. Fluxograma: serviços de consultoria

14.35. Gestão de projeto: controle tecnológico, procedimentos de valorização e controle da qualidade

14.35.1. Introdução

A equipe de gestão de projeto (gestor) fará com que a empresa contratada (participante, construtora, montadora, instaladora, fabricante de equipamentos do ativo, fornecedora de materiais) garanta quando necessário a execução do controle tecnológico de cada etapa de execução dos serviços, incluindo-se, por exemplo, a qualidade dos materiais extraídos das áreas de empréstimos e também o acompanhamento e verificação dos testes e dos ensaios de recebimento de materiais e/ou equipamentos do ativo.
A equipe de gestão de projeto controlará os ensaios de campo e de laboratório sob responsabilidade do participante: construtora, montadora, instaladora, fornecedores de materiais e equipamentos do ativo e seus certificados, em que constarão análise dos resultados obtidos quanto à aceitação ou à rejeição do objeto de fornecimento.
Assim, teremos basicamente as seguintes atividades e responsabilidades da empresa participante:
  • ensaios de campo e de laboratório com frequências estabelecidas nas especificações e normas estabelecidas no projeto de arquitetura e engenharia e aquelas definidas pelo empreendedor para verificar e garantir a qualidade dos serviços, dos materiais, dos equipamentos do ativo e dos empregados, em que constarão análises dos resultados obtidos quanto à aceitação ou à rejeição do objeto de fornecimento;
  • controlar os ensaios de campo e de laboratório sob responsabilidade de terceiros e seus certificados em que constarão análise dos resultados obtidos quanto à aceitação ou à rejeição dos ensaios;
  • notificar o empreendedor quando, mediante análise dos resultados do ensaio, ocorrerem rejeições dos serviços, dos materiais e/ou dos equipamentos do ativo, acompanhados do motivo de sua rejeição;
  • analisar e apresentar ao empreendedor parecer sobre os resultados obtidos em ensaios especiais que tenham sido feitos em laboratórios externos, previamente aprovados pelo empreendedor;
  • esclarecer dúvidas e/ou verificar discrepâncias quanto a resultados de ensaios de materiais e/ou serviços executados no campo, no laboratório do canteiro central de obras ou ainda em laboratórios externos;
  • os resultados dos ensaios realizados serão apresentados em formulários de acordo com o padrão do empreendedor e deverão indicar nome da obra, data, número de registro, por exemplo: estaca, serviço, operador, dados dos equipamentos, dados medidos, calculados e resultantes;
  • organizar e manter atualizados e disponíveis para consulta do cliente toda a documentação (recebida, enviada, gerada, normas técnicas, especificações, metodologia padronizadas, e quaisquer outros documentos contratuais que possam vir a completá-Io, etc.) referente ao controle tecnológico das obras;
  • apresentar, no relatório mensal, uma relação de todos os ensaios executados no período, bem como os respectivos pareceres sobre os resultados obtidos, e comentários sobre a qualidade e o padrão de controle tecnológico atingido pelas obras. 

14.35.2. Exemplo: aço para concreto armado

14.35.3. Fluxograma: procedimentos para a valorização do controle da qualidade da obra e dos serviços, dos materiais e dos equipamentos

14.36. Gestão de projeto: acompanhamento e execução dos serviços de topografia

14.36.1. Introdução

A equipe de gestão de projeto fará o acompanhamento e, caso seja necessário, efetuará os serviços topográficos necessários à execução das obras e do controle geométrico e subsidiará a equipe de gestão nas medições dos serviços de todas as fases das obras que terá por finalidade a garantia da qualidade dos trabalhos executados pelos participantes, pelas construtoras, pelas montadoras e pelas instaladoras, entre outras.
A equipe de topografia da empresa participante realizará as demarcações necessárias para a execução dos serviços e a equipe de gestão de projeto fornecerá os projetos executivos de arquitetura e engenharia, as especificações técnicas, os memoriais descritivos e outros documentos que forem julgados necessários para a demarcação.
  • o controle topográfico terá por objetivo:
    • verificação das condições geométricas da obra em consonância com as especificações de projeto;
    • inicialmente, será realizada a revisão do projeto geométrico e das notas de serviços, antes de serem liberados para os participantes;
    • serão fornecidos à construtora os marcos de referência e acompanhados os trabalhos de transporte de coordenadas, verificando os cálculos topográficos, as cotas, o nivelamento e os poligonais e a apresentação dos trabalhos apropriada, legível e completa;
    • preparar todos os documentos de campo para cálculo das medições parciais ou final, levantamentos adicionais, esclarecimentos de dúvidas ou dados complementares;
    • os marcos implantados serão verificados quanto a sua fixação, garantindo sua integridade durante a construção;
    • no decorrer das obras, a topografia se encarregará de efetuar todas as conferências geométricas e de quantitativos executados, solicitando as devidas correções, quando necessário.
    • com relação à obra de infraestrutura, a topografia realizará o controle de locação da obra, das escavações, dos aterros e do material de jazida, garantindo o levantamento do terreno natural, a plataforma, a posição dos off-sets e os taludes e verificando e medindo a distância de transporte;
    • todos os controles de dimensões e cotas serão verificados sistematicamente, a partir dos quais podem-se apresentar as situações de conformidade comparadas às especificações e ao projeto. Nas jazidas de empréstimo serão realizados levantamentos topográficos, antes e depois das escavações, a fim de efetuar-se o cálculo do volume de terra que foi escavado e retirado, o que também será realizado nas áreas de bota fora, para obter as distâncias de transporte;
    • após o levantamento da seção primitiva, serão elaborados desenhos informatizados para cálculo parcial, mensal e final da medição e confrontado com o levantamento realizado no escritório (projeto) e o levantamento das secções de terraplenagem final poderá ser utilizado como as built;
    • nos eixos das redes a locação será feita de 20 em 20 metros e, nos trechos em curva, de 10 em 10 metros, locação materializada no terreno pela implantação de piquetes de madeira;
    • com relação às obras de estação de tratamento, reservatórios, entre outras, realizará o controle de confirmação do posicionamento das fundações, o controle geométrico das escavações, dos reaterros, dos aterros e dos volumes de serviços executados, confirmação das cotas inferiores e superiores das estruturas, registrando os dados que subsidiarão as medições, assim como a instalação de defletômetros para controle das deformações durante a concretagem da superestrutura das obras;
    • com relação às obras correntes, deverá ser verificada a implantação das obras, confirmando a locação e a declividade (aclives) das redes coletoras e condutores das águas pluviais e dos mananciais existentes ao longo do projeto, procurando-se evitar a formação de passíveis ambientais;
    • a equipe de topografia realizará serviços quando solicitada para elaboração das plantas que subsidiem os processos de desapropriação.
Produtos a obter: elementos topográficos plani-altimétricos (plantas, perfis e seções), cadastros revisados de desapropriações, fichas de controle geométrico e elementos para medições; relatório mensal de serviços, nos quais serão compilados o controle geométrico efetuado nas obras no período, bem como as demais ocorrências.
Época de realização: serviços preliminares, antes do início da obra, e demais serviços, durante toda a gestão de projetos.
Na seção Pontos de controle apresentamos em detalhes o controle topográfico e geométrico e o controle tecnológico, geotécnico e do processo de execução a serem executados. 

14.37. Planejamento e controle das atividades dos participantes

14.37.1. Organização do trabalho da empresa participante

O planejamento visa à organização do trabalho, assim, procura-se sempre a utilização racional da melhor técnica, de qualidade e econômica, associada à aplicação de mão de obra, equipamentos, materiais de construção para assegurar um melhor desempenho da empresa participante, construtora, montadora, instaladora, entre outras, na execução do empreendimento, e pode ser alcançado por:
  • definição precisa dos métodos de execução e dos modos operacionais, permitindo colocar em prática técnicas modernas de construção e equipamentos de alto rendimento;
  • escolha em quantidade e qualidade do pessoal para a execução dos serviços, de tal forma que se tenha a racionalização do ciclo de trabalho;
  • formação adequada das equipes de trabalho, coordenando e distribuindo de forma equilibrada a concentração de pessoal especializado;
  • continuidade na execução dos serviços, procurando-se evitar picos desnecessários de trabalho;
  • coordenação de atividades para se obter eficaz e economicamente a execução de um serviço, ou seja, pesquisa de uma maior eficiência na ordenação do trabalho;
  • acompanhamento da evolução das técnicas construtivas, que obriga a rever periodicamente certos conceitos adquiridos.
Atualmente, as obras de construção exigem por parte dos contratados espaços de mobilização e construção no menor tempo possível, assegurando-se o máximo de qualidade independentemente de localização geográfica e, como decorrência, maior racionalização na aplicação de materiais. 

14.37.2. Sistemática do planejamento

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14.37.2.1. Introdução

A sistemática do planejamento consiste na determinação dos pontos fundamentais a serem abordados. Ressalta-se que a participante, construtora, montadora, instaladora, entre outras, realiza o planejamento e o empreendedor, pela equipe de gestão de projeto, analisa, aprova ou pede complementações de acordo com a luz do contrato, da proposta técnica e de preços e de seus aditivos, e o caminho básico envolve as seguintes análises:
  • O que produzir: designa-se genericamente como produto os serviços resultantes da atividade da empresa; por exemplo, concreto armado, escavação em rocha, alvenaria, cobertura, pintura, etc.;
  • Quantidade que se deve executar: é a quantidade do serviço que deverá ser produzido e pode ser expresso em volume, peso, número de peças, área, etc., por exemplo, concreto em volume, fôrma em área, etc.;
  • Período em que deve ser executado: o tempo de duração dos serviços, com a data de início e, consequentemente, de término. Por exemplo, uma obra que envolve volume de concreto igual a 3.000 m3, no período de janeiro a outubro de 2006, e 5.000 m3 no período de novembro de 2006 a setembro de 2007;
  • Condições gerais do trabalho: localização das obras, dos acessos, dos meios de transportes, dos recursos de água e energia, condições climáticas, mão de obra local, entre outros tantos.
Na subseção a seguir, apresentamos fluxograma para a implantação de um planejamento e exemplos de modelos da forma como a equipe de gestão de projetos acompanhará a execução (evolução) de um empreendimento. 

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14.37.2.2. Principais informações e ferramentas de apoio

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14.37.2.3. Gestão da equipe de projeto: resultados (parte 1/2)

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14.37.2.4. Gestão da equipe de projeto: resultados (parte 2/2)

14.37.3. Planejamento das atividades dos participantes – obras; montagem; instalações

No planejamento das atividades dos participantes é que se destaca a atuação da equipe de gestão de projetos, é onde poderá ser verificada toda a competência que ele, a sua equipe e o empreendedor possuem, ao identificarem, equacionarem e dominarem todo o programa e não somente uma pequena parcela, como é mais comum de acontecer.
Portanto, para efetivamente realizar o planejamento do empreendimento, a equipe de gestão de projeto deverá dominar o conhecimento sobre as seguintes questões, sob pena de ao não fazê-Io vir a comprometer o êxito do programa:
  • conhecer o contrato do participante, as especificações técnicas, o projeto executivo e as normas técnicas pertinentes, como já explanado anteriormente;
  • conhecer todo o programa de licitação e contratação dos participantes, entre tantos, de obras, de projetos, de aquisição de materiais e equipamentos, de prestadores de serviço, de controle tecnológico, desenvolvido pelo empreendedor;
  • diligenciar perante outras concessionárias de serviço público, órgãos públicos e empresas particulares intervenientes, no sentido de dominar todas as possíveis interferências, equacionar a sua resolução técnica, administrativa e financeiramente, no devido tempo;
  • identificar as interferências com imóveis circunvizinhos, equacionando a sua resolução, realizando as necessárias vistorias preventivas, evitando reclamações indevidas para o empreendedor, e levantando-as no tempo, conforme disposto na sequência executiva dos trabalhos;
  • conhecer o planejamento financeiro do empreendedor para o conjunto de obras a ser desenvolvido, estudando e definindo, com realismo, a melhor sequência executiva, para cada obra, integrando-as entre si, com o intuito de obter rapidamente o início do retorno dos recursos financeiros disponibilizados e investidos;
  • sincronizar o cronograma de contratação e de execução dos diversos empreendimentos a serem desenvolvidos, buscando adequar os trabalhos a melhor, mais profícua e correta programação, perfeitamente adequada às necessidades operacionais do empreendedor;
  • conhecer o sistema operacional do empreendedor existente em cada região, pelos cadastros e prospecções, identificando e posicionando o novo equipamento em construção, a sua importância no contexto, estudando, simulando e levantando todas as necessidades de materiais e equipamentos para realizar a sua integração e interligação, equacionando devidamente os prazos, os custos e as responsabilidades de todos os participantes;
  • indicar no planejamento os pontos de controle (pontos de inspeção e/ou pontos de parada), para constatar por testes tecnológicos e inspeções físicas, o estágio da qualidade que vem sendo imprimido pelas contratadas, adequando esses ensaios às necessidades pré-operacionais e operacionais de manutenção, preventiva e preditiva;
  • identificar no planejamento geral as necessidades de liberações ambientais, isto é, apontar claramente todo o processo - licença prévia, licença de instalação e licença de operação - sabidamente de longo curso nas suas obtenções, o que invariavelmente compromete o desenvolvimento dos cronogramas.
É importante fixar que deverá ser seguida pelas empreiteiras, e rigorosamente fiscalizada pela equipe de gestão, a resolução recomendada pelos órgãos ambientais e adotadas as medidas mitigadoras constantes do ElA/RIMA, sob pena de provocar interdição nos trabalhos, trazendo em seu bojo enormes dificuldades para levantá-Ia;
  • simular antecipações ou dilatações dos prazos, com a finalidade de desenvolver uma metodologia de apontar outros pontos críticos no programa, identificando as medidas alternativas, técnicas e administrativas, que possam levantá-las, como, por exemplo: mudanças de métodos executivos, revisão dos projetos executivos, antecipação de tarefas com maior simultaneidade executiva, revisão nos programas de contratação de materiais e equipamentos, reestudo das sequências de montagens, introduzindo maior participação de pré-montagens no processo. Todo esse trabalho deverá apontar os impactos financeiros e administrativos a serem avaliados. 

14.37.4. Planejamento e programação físico-financeira dos empreendimentos que constituem o programa

  • no que se refere às atividades de acompanhamento e controle, para fins de atualização da programação geral e específica de cada atividade envolvendo projeto de arquitetura e engenharia, obras e aquisição de materiais e equipamentos, é necessário que haja um acompanhamento minucioso por parte da equipe de gestão de projeto e constante durante todas as fases do empreendimento, desde o planejamento inicial básico, até a conclusão de todas as atividades dos empreendimentos que constituem o programa;
  • o planejamento e a programação físico-financeira dos empreendimentos deverão contemplar a menor unidade de controle do empreendimento, permitindo, desta forma, disponibilizar informações que permitam tomadas de decisão em todos os níveis do programa e atividades específicas, quer em relação ao programa como um todo, quer em sua área de influência;
  • o acompanhamento e o controle de maneira sistemática permite à equipe de gestão de projeto tomar decisões quanto à adequação do cronograma físico e financeiro à disponibilidade de recursos do empreendedor, sem contudo prejudicar a priorização das atividades que poderão trazer benefícios e/ou retorno mais imediatos sob o ponto de vista do programa;
  • o planejamento e a programação físico-financeira dos empreendimentos de programas similares ao deste programa englobam os seguintes aspectos:
    • distribuição dos custos orçados por fonte de recurso.
  • Indicando a natureza, o escopo, o custo orçado e a participação percentual;
    • distribuição dos custos orçados por fonte de financiamento.
  • Indicando o custo orçado financiado, incluindo as participações pelas linhas de financiamento e a contrapartida local da companhia financiada;
    • distribuição dos custos orçados, por outras fontes de recursos.
  • Indicando o custo orçado por empreendimento, utilizando-se os recursos próprios ou de outros agentes financeiros ou de linhas de financiamento de programas específicos ou de outras entidades financiadoras nacionais ou estrangeiras;
    • resumo geral da distribuição dos custos orçados por empreendimento: projeto, obra, suprimento e por fonte de recursos;
    • cronograma físico por empreendimento e por fonte de recursos;
    • cronograma físico global do programa por fonte de recursos.
  • acompanhamento orçamentário:
    • desembolsos realizados por fonte de recursos;
    • acompanhamento orçamentário por fonte de recursos;
    • desembolsos realizados por empreendimento e por contrato;
    • acompanhamento orçamentário por empreendimento e por contrato;
    • desembolso previsto/realizado. 

                        14.37.5. Fluxograma: análise e aprovação do planejamento dos participantes

                        14.37.6. Planejamento clássico de barras

                        14.37.7. Diagrama de blocos

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                        14.37.7.1. Introdução

                        É, na forma, semelhante ao PERT-CPM. O diagrama é a representação gráfica de um empreendimento, mostrando a sequência das diversas atividades, representadas por blocos retangulares e suas inter-relações representadas por flechas, e pode ser visualizada com clareza a sequência racional dos diversos eventos.
                        É comum a subdivisão em subdiagramas em decorrência de uma atividade importante. É normal, na técnica do diagrama de blocos, a utilização de experiências anteriores em três níveis quanto à duração das diversas atividades:
                        média, obtida pela empresa no decorrer de diversos anos;
                        otimista, aquela que se pretende obter;
                        pessimista, como sendo aquela que deve se fazer o possível para evitar. 

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                        14.37.7.2. Vantagens e relacionamento

                        14.37.8. Diagrama tempo - caminho

                        14.38. Ações relacionadas ao meio ambiente: mitigações

                        14.38.1. Introdução

                        Apresentamos as interferências relacionadas ao meio ambiente na execução de um empreendimento. Na subseção a seguir, detalhamos no fluxograma de ação as principais atividades, lembrando que é de suma importância levarem em consideração as suas influências.

                        14.38.2. Fluxograma: atividades relacionadas ao meio ambiente

                        14.38.3. Exemplo

                        Proteção à comunidade:

                        Estradas viárias:

                         

                        ·   livre trânsito das pessoas:

                        ·   boas condições:

                         

                        ü  segurança

                        ü  trafegabilidade;

                         

                         

                        ü  agentes agressivos

                         

                         

                         

                         

                        Canteiro de trabalho:

                        Hidrologia:

                        Flora, vegetação e fauna:

                        ·   central de concreto:

                        ·   aterros:

                        ·   floresta:

                        ü  drenagem, emissão de pó, ruído, riscos

                        ü  sistemas de defesa, drenagem

                        ü  manutenção da espécie

                         

                        • canteiro de obras:
                          • assegurar a adoção de técnicas e procedimentos para o trânsito e a disposição final de efluentes líquidos, graxas, óleos, esgotos sanitários e resíduos sólidos, na área do canteiro e de seu entorno;
                          • acompanhar os esforços de conscientização dos operadores de máquinas, topógrafos, auxiliares de campo e demais profissionais alocados no canteiro de obras quanto aos aspectos de segurança e ambientais relacionados com o empreendimento e seu treinamento quanto às medidas a serem tomadas para evitar acidentes e garantir a proteção das áreas de reserva legal e de preservação permanente, bem como da natureza em geral, com o intuito de se evitar desmatamentos desnecessários e outras degradações ambientais.
                        • áreas de proteção ambiental:
                          • assegurar a adoção de medidas de proteção dos limites das áreas determinadas como de reserva legal e de preservação permanente, com a proibição de sua utilização para quaisquer finalidades;
                          • acompanhar a recuperação ambiental de áreas protegidas que, por necessidade de implantação do empreendimento, venham a ser devastadas, verificando-se a adoção de critérios e métodos, previamente aprovados pela gerenciadora; verificar a implantação do sistema de drenagem das águas servidas do projeto, de modo a garantir a não contaminação dos riachos naturais destas áreas.
                        • áreas de empréstimo:
                          • acompanhar a recuperação das jazidas utilizadas, mediante a relocação, de maneira uniforme, da camada orgânica do solo inicialmente removida, verificando-se a ausência de grandes depressões no terreno das áreas recompostas e a promoção de condições ótimas para a drenagem das áreas recuperadas; constatar a adoção de métodos de controle dos materiais de escavação, evitando-se que alcancem a rede de drenagem.
                        • resíduos:
                          • assegurar a adoção de medidas para se evitar o acúmulo de resíduos na área do projeto e no seu entorno, durante a execução das obras e ao seu término.
                        • desmatamentos:
                          • proceder à análise do cronograma de desmatamento das áreas e das faixas de construção da infraestrutura de obras e acompanhar sua execução, de modo a se evitar, sempre que possível, a exposição prolongada do solo às intempéries, bem como desmatamentos desnecessários.  

                         


                        14.39. Fiscalização das atividades dos participantes, das construtoras, das montadoras, das instaladoras, dentre outros

                        14.39.1. Introdução

                        Fiscalização: o empreendedor designará uma equipe técnica que fará parte da equipe de gestão de projeto para o acompanhamento dos serviços. Normalmente, a fiscalização não exclui nem reduz a responsabilidade do contratado (participante) pela execução dos serviços.
                        Esta fiscalização é a responsável pela imagem do empreendedor ante os participantes e, portanto, assume caráter de fiel tradutor da realidade na execução do empreendimento.
                        Este acompanhamento ou avaliação é contínuo e julga as atividades dos elementos humanos que estão envolvidos no sistema construtivo e a própria empresa (participantes) executora dos trabalhos. Esse  julgamento deve ser profissional e não pessoal.

                        14.39.2. Responsabilidade técnica

                        A construtora, a montadora, a instaladora, entre outras, devem colocar à disposição do gestor sua equipe técnica adequada para a execução do empreendimento e responder de maneira fiel à perfeita execução, de acordo com o projeto executivo estabelecido.
                        Erros, omissões e falhas na execução dos trabalhos são de responsabilidade do participante, excluídos, é claro, os problemas de defeitos, omissões e falhas originados no campo da atividade do projeto executivo e as que dependam do participante deverão ser reparadas sem ônus ao empreendedor, portanto, materiais, equipamentos, etc., fornecidos pelo contratado, passam a ser de sua responsabilidade, ou seja, devem estar dentro das normas e das especificações estabelecidas no contrato. 

                        14.39.3. Fichas de verificação dos serviços (FVS)

                         Têm a finalidade de orientar os profissionais quanto aos itens a serem verificados na fiscalização dos serviços.
                        Na elaboração das fichas devem ser consideradas as definições das especificações, das normas técnicas brasileiras e das indicadas pelo empreendedor nas referências para aceitação dos serviços, que contêm os critérios para aceitação dos serviços e os seguintes campos de informação:
                        • conceituação da atividade: descreve a conceituação básica de execução dos serviços;
                        • especificações técnicas: envolve as características específicas dos serviços a serem desenvolvidos, baseados nas especificações técnicas de projetos e memoriais descritivos;
                        • ensaios de controle tecnológico: detalha os ensaios para atender às especificações técnicas e às normas brasileiras;
                        • verificações: determina os procedimentos de acompanhamento dos serviços nos seus vários estágios de execução e seus critérios de aceitação;
                        • normas técnicas: indicam Align Leftas normas técnicas para a execução dos serviços e os ensaios pertinentes ao serviço que esteja sendo acompanhado;
                        • registro: define a quantidade de ficha de verificação de serviços a ser elaborada;
                        • frequência da fiscalização: especifica o número de visitas definido na programação de fiscalização para cada local e serviço a ser fiscalizado;
                        • ficha de registro da verificação dos serviços: destina-se ao registro das ocorrências, pela lista de conferência (check-list), durante o processo de fiscalização de cada serviço, e este registro se aplica somente às atividades que estiverem sendo fiscalizadas, ou seja, em execução, anotando-se a situação da atividade ou serviço (conforme, não conforme, não aplicável, etc.) e as observações referentes às visitas realizadas (profissional, data, observações/pendências);
                        • as fichas de registro serão preenchidas em três estágios básicos: verificação das atividades iniciais, verificação de execução e verificação final;
                        • verificação das atividades iniciais: compreende as verificações precedentes à liberação ou à verificação de uso de materiais, ou seja, verificação dos fornecedores de materiais e da forma de armazenamento dos materiais;
                        • no caso de não conformidades, o fato será registrado em Diário (livro) de Ocorrências, sendo somente liberado após constatação da solução;
                        • fiscalização da execução: compreende uma verificação sistemática nos principais estágios de evolução dos serviços e as divergências ou não conformidades serão anotadas, sendo comunicado ao Construtor, com prazo para solução e nova data para verificação;
                        • verificação final: compreende a verificação final para a aceitação dos serviços após sua conclusão.
                        Este estágio corresponde à verificação de funcionabilidade e conformidade com os projetos e as especificações de tal sorte que não haja nenhuma pendência ou restrições de funcionamento.
                        Será anotado se atende ou não atende aos critérios de aceitação e as não conformidades serão comunicadas no Diário (livro) de ocorrências, sendo necessário o diligenciamento até que todas as pendências sejam sanadas. 

                        14.39.4. Equipes de topografia e laboratório: apoio à fiscalização

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                        14.39.4.1. Atividades

                        A equipe de fiscalização das atividades dos participantes terá como apoio a equipe de topografia e o laboratório de controle dos serviços e dos materiais e terão as seguintes atividades, entre outras:
                        • análise de projetos, interferências, desapropriações e compatibilização das interferências;
                        • análise dos cronogramas executivos das obras;
                        • apoio no acompanhamento de processos de liberação de áreas e vias públicas, processo de desapropriação e liberações ambientais;
                        • preparação das autorizações de serviços;
                        • fiscalização das obras, quanto à: conformidade com projetos e especificações, qualidade, prazos, cumprimento das determinações ambientais, cumprimento das normas de segurança, medicina e higiene do trabalho;
                        • acompanhamento e garantia da execução dos controles tecnológico, geotécnico, topográfico e geométrico;
                        • controle e fiscalização dos contratos de fornecimento quanto à qualidade, ao prazo, à conformidade com os projetos, aos cronogramas, às normas do empreendedor, dos fabricantes e da ABNT;
                        • solicitação, acompanhamento e controle da inspeção técnica de materiais e equipamentos;
                        • garantia da aplicação de materiais e equipamentos certificados pelo empreendedor;
                        • acompanhamento e assessoramento na pré-operação dos sistemas instalados;
                        • apoio na elaboração de documentos para o recebimento técnico provisório, definitivo e de encerramento dos contratos de fornecimento e operação dos sistemas;
                        • elaboração de medições e controle diário de quantitativos executados;
                        • elaboração de relatórios. 
                         

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                        14.39.4.2. Fluxograma

                        14.39.5. Programa de execução

                        14.40. Metodologia específica: fiscalização das atividades dos participantes no projeto

                        14.40.1. Introdução

                        Dada a importância desta atividade específica para a equipe de gestão de projeto (empreendimento), detalhamos pormenorizadamente todas as ações a serem executadas em diversos empreendimentos, pois fica fácil entender a atividade de fiscalizar a implantação de um projeto:
                        • rede de água e adutora;
                        • estação elevatória de água;
                        • sistema de captação;
                        • reservatórios;
                        • estação de tratamento de água. 

                        14.40.2. Rede de distribuição de água

                        • a obra inicia-se com a execução da locação da rede que será objeto de verificação pela fiscalização;
                        • antes do início das obras de implantação da rede, deverá ser emitido comunicado aos moradores do local, informando as características da obra, seus benefícios, eventuais transtornos que poderá provocar e previsão de tempo para sua conclusão;
                        • nos locais de implantação, onde as vias públicas forem pavimentadas e as condições do pavimento estiverem deterioradas ou apresentarem defeito, é recomendável que se documente fotograficamente a pavimentação antes do início dos trabalhos. Esta precaução evitará transtornos futuros com os moradores ou a prefeitura municipal, que poderão alegar que as más condições do pavimento foram provocadas pela execução dos trabalhos;
                        • deverão ser verificados in loco, por sondagens, os pontos de interligação com a rede existente, para melhor detalhamento destes, com a finalidade de levantar falhas no cadastro da rede existente;
                        • verificar a disponibilidade dos materiais necessários para execução da rede para as interligações com a rede existente;
                        • a autorização para início dos trabalhos deverá ser emitida de acordo com os trechos previamente planejados;
                        • deverá ser executada a sinalização da obra, tanto para pedestres como para veículos, bem como dispositivos para proteção;
                        • onde existir pavimentação asfáItica deverá ser feita a sua retirada, iniciando-se por seu corte, na extensão e na largura da vala previamente demarcada e, para pavimentação em blocos de concreto ou paralelepípedo, estes deverão ser retirados manualmente e estocados cuidadosamente para posterior reposição;
                        • normalmente, para obras de implantação de rede de distribuição de água, não se utiliza equipamento para rebaixamento de lençol freático, em virtude da pequena profundidade das escavações. Porém, onde se fizer necessário, este será instalado antes do início das escavações;
                        • a profundidade da escavação será em função da tubulação a ser assentada, pois deverá se observar o recobrimento mínimo da tubulação.
                        • Onde houver necessidade, a profundidade será em função do perfil hidráulico definido em projeto.
                        • Onde for necessário escoramento da vala, este será executado concomitantemente com a escavação.
                        • Após atingir-se a cota de assentamento da tubulação, se verificará a necessidade de embasamento para a mesma (lastro), ou se ela será assentada diretamente sobre o terreno natural;
                        • os materiais normalmente utilizados para rede de distribuição de água são ferro fundido, PVC e DEFoFo:
                          • para cada tipo de material a ser utilizado, as técnicas de assentamento possuem pequenas diferenças;
                          • exemplificando: a tubulação de ferro fundido poderá ser assentada diretamente sobre o solo, observando-se que, em função do diâmetro, a descida da tubulação até o fundo da vala deverá ser feita com o auxílio de equipamento tipo guincho e deverá se observar se ocorreu a perfeita conexão entre tubos, se estão alinhados (as normas de ferro fundido prevêem a possibilidade de pequena deflexão entre tubos) e se não ocorreu problemas com o anel de neoprene da junta elástica;
                          • as tubulações de DEFoFo podem exigir pequeno lastro de areia para seu assentamento, para se evitar a ovalização da bolsa e dos tubos, para o perfeito alinhamento entre tubos e verificação do assentamento, se ocorreu a perfeita conexão e não ocorreu problemas com o anel. Os mesmos cuidados devem ser tomados para tubulação de PVC.
                        • o reaterro da vala deverá ser executado tomando-se as precauções para que não se danifique a tubulação assentada, procedendo-se o apiloamento do solo, conforme especificações para cada tipo de tubulação utilizado;
                        • nos locais da rede de distribuição que se fizer necessário o assentamento de TE, curvas ou cruzeta, há necessidade de ancoragem para que a pressão da rede não as desloquem provocando vazamento;
                        • os registros de parada ou manobra, bem como hidrantes (de coluna ou subterrâneo), deverão ser assentados nos locais preconizados em projeto, bem como deverão ser protegidos por caixas de alvenaria ou concreto (para registros e hidrante subterrâneo);
                        • com a conclusão do assentamento das redes nos trechos previamente prolongados, será executada a interligação com a rede existente. Após a interligação com a rede existente, serão efetuados os testes de estanqueidade e, em seguida, a lavagem da rede;
                        • após a liberação pela equipe de gestão de projeto da rede de distribuição recém-construída (realização de ensaios de potabilidade da água), serão executados os ramais domiciliares de ligação de água nos imóveis ao longo de onde se implantou a rede e a limpeza final nos locais;
                        • o cadastro da rede de distribuição, bem como das ligações domiciliares, serão executados concomitantemente com a obra, sendo enviados para aprovação e processamento pela equipe de gestão de projeto. 

                        14.40.3. Adutoras

                        • são tubulações de grande diâmetro e, para sua implantação, o seu assentamento poderá ser em vala a céu aberto ou dentro de túneis (NATM, túnel linear, etc.), apoiada sobre pilaretes, ou outro tipo de suporte;
                        • o projeto executivo deverá ser verificado principalmente quanto ao perfil hidráulico, que determinará os locais onde se faz necessária a colocação de descargas, ventosas, inspeção (para tubulação em aço soldado), bem como fundação para embasamento da tubulação, escoramento, processo construtivo, além das interligações com rede existente (se for o caso), com reservatórios de ETA (se for adutora de água bruta), etc.;
                        • a locação topográfica realizada deverá ser verificada detalhadamente pela equipe de gestão;
                        • de posse das autorizações necessárias e das áreas liberadas, será autorizado o início das obras e a liberação de trechos será em função da metodologia construtiva definida de maneira a evitar-se a utilização de peças especiais (luvas ou instalação de inspeções) para interligação entre trechos;
                        • quando forem executadas em vias públicas, deverão ser observados e tomados cuidados especiais com o sistema viário, pois são obras relativamente lentas;
                        • deverão ser observadas e acompanhadas as providências e as atividades da construtora com relação à sinalização, ao escoramento, ao rebaixamento do lençol freático quando necessário, à retirada da pavimentação e ao material escavado;
                        • deve-se tomar especial cuidado em relação às tubulações de aço soldadas quanto à espessura das paredes dos tubos, pois, em função das solicitações, um mesmo projeto pode contemplar diferentes espessuras de tubo;
                        • a soldagem dos tubos de aço deverá ser executada por profissionais previamente qualificados e obedecendo às normas de projeto e todas as soldas deverão ser ensaiadas por equipamentos ultrassom e, após a liberação das soldas, deverão ser executados os revestimentos da tubulação (interno e externo) nos pontos das soldas e o posterior ensaio dos serviços por Holliday Detector, ou outro tipo de ensaio especificado;
                        • a soldagem entre tubos de PEAD deverá ser executada por profissionais qualificados e os testes executados de acordo com as normas do material;
                        • a supervisão deverá acompanhar e analisar os relatórios e os laudos referentes aos testes e aos ensaios realizados;
                        • para a execução, utilizando-se como material ferro fundido ou tubos de aço de junta elástica, será utilizado equipamento do tipo tirfor para auxiliar o acoplamento dos tubos e será verificado o assentamento da tubulação tubo a tubo, verificando­-se as cotas de assentamento, o alinhamento dos tubos, a perfeita conexão entre eles e se não ocorreu problemas com o anel de neoprene utilizado como vedação e instalado nas bolsas dos tubos;
                        • durante toda a execução dos trabalhos, deverá ser observado rigoroso controle das condições de segurança do escoramento, bem como da sinalização da obra;
                        • o reaterro da vala deverá ser executado de acordo com os projetos e as especificações do projeto executivo;
                        • verificar a retirada de pranchas, estroncas e longarinas do escoramento (se metálico - madeira), ou o escoramento de madeira, tomando-se os cuidados necessários com a segurança;
                        • no caso de implantação em túnel, deverá ser executada a sua instrumentação e o assentamento da tubulação dentro do túnel se dará de acordo com o material da adutora e de acordo com as normas e as especificações do projeto executivo;
                        • para as tubulações em aço, deverá ser executada proteção catódica da tubulação para prevenção contra corrente de fuga, de acordo com projeto específico;
                        • para qualquer material a ser utilizado, é de suma importância que os dispositivos especiais (ventosas, descargas, válvulas, etc.), sejam instalados exatamente conforme o projeto e, durante a implantação da adutora e para a proteção destes dispositivos, deverão ser construídas caixas de alvenaria ou de concreto armado;
                        • nas tubulações de aço soldado normalmente é prevista a instalação de inspeções, utilizadas para ventilação durante a execução de soldas e dos revestimentos bem como para retirada de materiais utilizados, limpeza final e acesso de pessoal. Nos locais das inspeções são construídas posteriormente caixas  de alvenaria e concreto para sua proteção;
                        • deve-se observar o tipo das válvulas (manobra, parada, etc.) a serem instaladas na adutora e se estão de acordo com as especificações de projeto;
                        • deverão ser executados concomitantemente com o assentamento da adutora seus dispositivos de proteção, pois demandam tempo relativamente longo para sua execução;
                        • a reposição da pavimentação será de acordo com o tipo existente (blocos, paralelepípedos, asfalto, etc.), e providenciada a limpeza final da rua;
                        • o cadastro deverá ser executado concomitantemente com a obra, bem como sua verificação e remessa para aprovação equipe de gestão de projeto;
                        • serão executados os testes de estanqueidade, lavagem e desinfecção, de acordo com as normas e as especificações do projeto. 

                        14.40.4. Captação

                        • verificar se no projeto executivo estão incluídos os seguintes dados:
                          • cotas de nível máximo da lâmina d'água;
                          • cotas das ensecadeiras;
                          • tipo de ensecadeira.
                        • para a execução deste tipo de obra, faz-se necessário autorizações do DEPRN, DAEE, Polícia Florestal e mesmo ElA-RIMA devidamente aprovado pelos órgãos competentes. A supervisão deverá verificar se estas autorizações estão aprovadas e, se não, realizar diligenciamentos para o acompanhamento do processo;
                        • logo no início das obras, deverá ser apresentado para a concessionária de energia elétrica local o projeto de elétrica, bem como as cargas necessárias para a operação da captação;
                        • este estudo pela concessionária demanda algum tempo e normalmente é necessária a construção de linha de energia elétrica exclusiva para a captação, podendo portanto ocorrer algum atraso na execução;
                        • após a execução da ensecadeira, serão iniciadas as escavações no local da captação, observando-se que os taludes devem ter inclinação compatível com o tipo de solo no local e com a profundidade a ser escavada e os taludes resultantes da escavação devem receber camada de impermeabilização até onde o nível do lençol freático permitir;
                        • em função do nível do lençol freático, a escavação deverá ser interrompida ao atingi-Io e instalado o equipamento de rebaixamento;
                        • após este procedimento, será executada a escavação até a cota final de projeto;
                        • concluídas as escavações, serão executadas as fundações de acordo com o projeto específico;
                        • concluídas as fundações, será executada a camada de brita e posteriormente camada de concreto magro que servirá de apoio para a armadura da laje de fundo;
                        • em seguida será executada a armadura da laje de fundo, bem como a das paredes laterais que eventualmente estejam engastadas na laje de fundo. Observar se o projeto prevê o engastamento das armaduras da laje de fundo da captação;
                        • cuidados especiais devem ser tomados para que as armaduras das paredes não tombem para os lados;
                        • a fiscalização deverá verificar o plano de concretagem, se as fôrmas e concreto estão sendo executados de acordo com os projetos, as especificações, as normas ABNT e internas do empreendedor;
                        • deve-se tomar maiores precauções quanto à parede que liga o canal até a sala das bombas. Ela deverá ser totalmente impermeabilizada, além de se prever dispositivos externos para a colocação de grades retentoras de sólidos, para que elementos estranhos, tais como madeiras, plásticos, folhagens, não entrem na tubulação de sucção das bombas e venham a danificá-Ias;
                        • após a conclusão das paredes, será executada a cobertura da elevatória da captação;
                        • na aquisição de equipamentos, verificar e analisar desenhos de fabricação, os materiais utilizados na fabricação, as dimensões, as normas de fabricação, o tipo de pintura a ser utilizado, bem como os dispositivos de proteção, sua garantia e se são certificados pela equipe de gestão de projeto;
                        • todos os materiais mecânicos e elétricos, bem como equipamentos, deverão ser inspecionados de acordo com as normas e os procedimentos do projeto executivo;
                        • concomitantemente com a montagem da captação, tão logo estejam instaladas as comportas na tomada d'água, será retirada a ensecadeira;
                        • verificar se a montagem da captação está sendo executada por equipes qualificadas e com equipamentos apropriados para tal, evitando-se improvisos que poderão comprometer a qualidade dos trabalhos ou mesmo danificar equipamentos;
                        • para proteção dos conjuntos motobombas devem estar previstos dispositivos de segurança que deverão ser construídos ou instalados concomitantemente com a captação e de acordo com os projetos e as especificações;
                        • a adutora de água bruta deve ser executada ao mesmo tempo que a captação;
                        • concomitantemente com a montagem da captação, deverá estar concluída a cabine de entrada e medição (elétrica), de acordo com o projeto aprovado pela concessionária;
                        • os testes e a pré-operação do sistema serão acompanhados e verificados quanto ao desempenho e a eventuais falhas de operação ou defeito de materiais/equipamentos. 

                        14.40.5. Estação elevatória de água

                        • no início da obra, verificar:
                          • locação topográfica pelas coordenadas geográficas e definição do RN;
                          • limpeza da área;
                          • canteiro de obras.
                        • fundações: poderão ser diretas ou profundas. No caso de estacas pré-­moldadas, realizar criterioso acompanhamento da cravação, observando eventuais trincas, verticalidade, solda das emendas e a nega. Acompanhar a prova de carga dinâmica, conforme especificações do projeto. Para estacas escavadas, controlar: verticalidade, diâmetro, limpeza do furo, profundidade, controle do concreto de preenchimento. Se for em tubulões, verificar se os equipamentos são adequados, a verticalidade, o diâmetro, a comparação do material escavado com o perfil de sondagem, a colocação da armadura e a concretagem;
                        • estrutura: em seguida, será executada a armadura da laje de fundo, bem como a das paredes laterais que eventualmente estejam engastadas na laje de fundo. Observar se o projeto prevê o engastamento das armaduras da laje de fundo da captação. Cuidados especiais devem ser tomados para que as armaduras das paredes não tombem para os lados. Verificar se as fôrmas e a concretagem estão sendo executadas de acordo com os projetos, as especificações, as normas ABNT e internas do empreendedor e se atendem ao plano de concretagem executado pela construtora;
                        • energia elétrica: providenciar para que no início da obra sejam apresentados à concessionária de energia elétrica o projeto elétrico e as cargas necessárias para a operação do sistema;
                        • equipamentos: verificar se os equipamentos a adquirir ou adquiridos possuem tensões compatíveis com as da concessionária e se são certificados pelo empreendedor;
                        • montagem: certificar se a empresa contratada para a sua execução tomou as providências necessárias, tais como: instalação de talhas, equipamentos de transporte e se o pessoal é qualificado. Estas verificações têm por finalidade prevenir improvisos e consequentes atrasos nos serviços;
                        • proteção: verificar se os dispositivos de segurança instalados são os previstos nas especificações de projeto;
                        • elétrica: verificar o andamento da instalação da cabine de entrada e medição, que deverá ser concluída até o final da montagem dos equipamentos, bem como se essas cabines estão de acordo com o projeto da concessionária;
                        • deverão ser realizados testes e pré-operação assistida, que serão acompanhados pela fiscalização. 

                        14.40.6. Reservatórios

                        • os reservatórios de água podem ser do tipo enterrado, semienterrado, apoiado ou elevado, em concreto armado, concreto protendido ou metálico e a definição do tipo de reservatório é em função da finalidade a que se destina e do perfil hidráulico desejado;
                        • a fiscalização deverá, inicialmente, verificar a locação topográfica feita pelas coordenadas geográficas e a definição do RN;
                        • o canteiro de obras será construído conforme layout e materiais previamente verificados e aprovados pela fiscalização;
                        • em se tratando de reservatório enterrado ou semienterrado, será executada a escavação com equipamento mecânico até a cota topográfica projetada e a fiscalização verificará a sua conformidade com o projeto executivo;
                        • deve-se observar se nas adjacências existem edificações que poderão vir a ser afetadas ou correr riscos pelas proximidades da escavação e caso ocorra esta situação, a fiscalização deverá acionar a construtora para que providencie os dispositivos de segurança para evitar-se sinistros nos imóveis;
                        • as escavações devem ser executadas observando se a inclinação do talude é compatível com o tipo de solo e a segurança da obra e a fiscalização deverá verificar a sua conformidade com as especificações do projeto;
                        • locação - quando a escavação atingir a cota de projeto, será iniciada a locação da fundação prevista em projeto, o que deverá ser acompanhado pela fiscalização;
                        • fundação - os tipos de fundação normalmente utilizados para os vários tipos de reservatório serão: direta (reservatório apoiado diretamente sobre o solo) ou profunda (estacas, tubulões, etc.):
                          • em se tratando de estacas pré-moldadas, deve-se executar criterioso acompanhamento da cravação, observando-se se ela não apresenta trincas, sua verticalidade, verificação da solda das emendas e controle de cravação até atingir-se a nega;
                          • é necessária a execução de prova de carga dinâmica no número de estacas previsto em norma ou determinado pelo projeto e, quando o projeto especificar a utilização de estaca escavada, deve-se tomar precauções quanto à verticalidade, ao diâmetro e à limpeza do furo, à profundidade da escavação e ao rigoroso controle das características e do lançamento do concreto para preenchimento do furo;
                          • se a fundação for em tubulão a céu aberto, deve ser verificada a qualificação do pessoal alocado para a tarefa, bem como os equipamentos disponíveis;
                          • após o início das escavações, deve-se proceder a rigoroso controle da verticalidade, bem como do diâmetro do tubulão;
                          • a eventual ovalização pode comprometer sua segurança;
                          • após a escavação do fuste, será executada a escavação da base (arrasamento) do tubulão, também com todos os cuidados de segurança;
                          • durante toda a escavação, recomenda-se a comparação entre o material escavado e o perfil de sondagem, pois pode ocorrer discrepância entre a sondagem e o solo real;
                          • após a conclusão da escavação, o tubulão deve ser inspecionado por engenheiro especializado e liberado para a colocação da armadura e de sua concretagem;
                          • a armadura do tubulão deverá estar previamente dobrada e em condições de colocação tão logo termine sua escavação;
                          • o concreto utilizado é o preconizado em projeto e previamente dosado em laboratório;
                          • concluídas as fundações, será executada a drenagem de fundo do reservatório.
                        • armadura: será colocada a armadura da laje de fundo, dos pilares de sustentação da laje de cobertura e das paredes laterais que eventualmente estejam engastadas na laje de fundo;
                        • cuidados especiais deverão ser tomados com a armadura vertical para que ela não fique tombada para os lados;
                        • no caso de concreto protendido, verificar se os cabos de protensão estão devidamente posicionados nas bainhas;
                        • concretagem: antes da concretagem da laje, deve-se proceder a rigoroso plano de concretagem, devido ao grande volume de concreto e devendo se evitar junta de concretagem na laje de fundo de reservatórios;
                        • a fiscalização deverá verificar:
                          • plano de concretagem;
                          • traço do concreto de acordo com o previsto;
                          • análise de resultados de ensaio de resistência;
                          • juntas de concretagem;
                          • dimensões de projeto;
                          • lançamento;
                          • transporte do concreto;
                          • vibração do concreto;
                          • cura do concreto.
                        • a fiscalização deverá acompanhar:
                          • o enchimento do reservatório com água, para testes de estanqueidade e verificação de eventuais anomalias no concreto, bem como eventuais infiltrações;
                          • em se tratando de reservatório enterrado ou semi­enterrado deverá ser verificado seu reaterro lateral, observando-se os controles de compactação necessários;
                          • nos reservatórios elevados, as verificações serão as mesmas para os enterrados, tomando-se cuidados especiais na verificação da estrutura de sustentação, já que ele estará situado a muitos metros acima do nível do terreno.
                          • se o reservatório for metálico, a fiscalização deverá verificar se sua construção está próxima à linha de alta tensão, que são locais onde ocorrem correntes de fuga (elétrica), podendo comprometer o reservatório, mesmo quando executada proteção catódica.
                        • Independente do local onde seja construído o reservatório metálico, a fiscalização deverá exigir a execução de serviços de proteção catódica para evitar corrosão das chapas.
                        • as fundações, para o reservatório metálico, são as mesmas que para reservatório em concreto, já que a laje de fundo (metálica) é apoiada sobre laje de concreto armado: 
                          • verificar se a espessura das chapas a serem utilizadas são as de projeto;
                          • verificar e controlar para que as chapas sejam colocadas de maneira que as soldas verticais não sejam contínuas, mas sejam intercaladas.
                        Verificar, também, se, na conclusão do reservatório, foi executado o jateamento com areia de toda a superfície interna e externa e a aplicação do revestimento de acordo com as normas e as especificações de projeto.

                        As fundações e as paredes de concreto serão verificadas quanto às dimensões de projeto e o acompanhamento da execução das fundações e à concretagem das paredes. Especial atenção deverá ser dada à execução das juntas de dilatação.

                        Serão também verificadas e acompanhadas a execução das passarelas, a instalação removedora de lado e das calhas coletoras de água.
                        O canal de água decantada liga os decantadores e os filtros e deverá ter a cota superior igual à do decantador, o que deverá ser objeto de verificação pela fiscalização pela equipe de topografia.
                        A execução do canal será acompanhada pela fiscalização, que fará as devidas verificações de conformidade com os projetos e as especificações.
                        Os filtros, normalmente executados em concreto, terão a sua abertura voltada para o canal de água decantada.
                        A fiscalização acompanhará a sua execução, verificando:

                        • instalação da comporta;
                        • sistema de operação da comporta;
                        • tubulação para coleta de água filtrada (no fundo do filtro);
                        • instalações e equipamentos de lavagem dos filtros (válvulas, comportas);
                        • canal de água filtrada e galeria das tubulações;
                        • galeria de comando;
                        • reservatório de lavagem dos filtros.
                        A fiscalização fará o acompanhamento das demais instalações da ETA, verificando a sua conformidade com os projetos e as especificações.
                        Acompanhará todos os testes e ensaios realizados nos equipamentos, garantindo que os materiais e os equipamentos adquiridos e aplicados sejam certificados pelo empreendedor.
                        Acompanhará a pré-operação dos sistemas instalados, providenciando a correção de eventuais falhas. 

                        14.40.7. Estação de tratamento de água (ETA) – Montagem e Instrumentação

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                        14.40.7.1. Instrumentação

                        A equipe de gestão de projeto, em particular a equipe de fiscalização dos serviços de montagem dos elementos de instrumentação, principalmente nos casos de ETA’s considerando-se a sua importância no contexto da operação dos sistemas, trabalhará sob a orientação de um engenheiro eletricista experiente em instrumentação, adotando-se os seguintes procedimentos adicionais:
                        • comparar especificações de projeto com os componentes adquiridos;
                        • exigir acompanhamento técnico do fabricante, do fornecedor ou do representante;
                        • exigir metodologia de manuseio e montagem para componentes críticos.
                        A equipe de supervisão irá elaborar programas de testes, ensaios e calibrações que atendam às várias fases de montagem, cuidando para somente liberar novas frentes com as montagens já executadas devidamente ajustadas, ensaiadas e aprovadas.
                        Todas as calibrações serão acompanhadas pela equipe de supervisão, pelo fabricante e pela empreiteira, sendo devidamente executadas, corrigidas e registradas em formulários apropriados, que serão passados à equipe de gestão ao final de cada ensaio e calibração.
                        Serão observados os níveis de sinais, os indicadores, a calibração de medidores, dosadores, dentre outros.
                        Ao final da montagem de cada sistema, a equipe de gestão irá programar uma calibração geral, deixando esse sistema apto a operar dentro das condições previstas.
                        Ao final de toda a obra, e durante a fase de pré-operação, os valores de calibração serão revistos e reajustados, colocando a estação em condições finais de operação. 

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                        14.40.7.2. Acompanhamento dos testes finais e pré-operação

                        Os testes finais e a pré-operação dos sistemas serão efetuados no prazo de 90 dias a contar do recebimento provisório das instalações e desenvolver-se-ão com o escopo especificado pelo planejamento, devendo ser acompanhados pela equipe responsável pela supervisão técnica e pelo controle de qualidade, de acordo com procedimentos de inspeção e testes predefinidos.
                        Objetivam verificar o desempenho de cada elemento do sistema, incluindo estruturas, equipamentos eletromecânicos, eletrônicos, de processos e tubulações e o comportamento do sistema como um todo.
                        As principais tarefas, conforme o tipo de obra, envolvem:
                        • verificações de tubulações e equipamentos quanto a vazamentos;
                        • inspeção de juntas, ancoragens e suportes;
                        • inspeção de válvulas e comportas;
                        • inspeção dos sistemas de bombeamento;
                        • inspeção de subestação de energia elétrica;
                        • inspeção de sistemas auxiliares;
                        • inspeção de sistema de proteção catódica;
                        • inspeção da operação dos equipamentos em carga;
                        • inspeção da instrumentação e das aferições, incluindo medidores de vazão, de nível, pressão, etc.;
                        • inspeção dos sistemas de controle operacional;
                        • inspeção de toda fase de pré-operação;
                        • inspeção da operação das elevatórias, incluindo partida de bombas, enchimento dos poços de sucção e das tubulações, operação de válvulas, equipamentos elétricos e instrumentação eletromecânica;
                        • observação do desempenho de cada equipamento, das operações isoladas e dos conjuntos do sistema. 

                        14.41. Pontos de controle: fiscalização das atividades dos participantes na execução do projeto

                        14.41.1. Introdução

                        Esta seção, a qual denominamos “controle técnico”, abrange os controles voltados para a engenharia do empreendimento, dentro de uma abordagem mais específica, quais sejam, o “controle do processo de execução e o controle tecnológico”.
                        Esses pontos de controle serão construídos para fiscalizar e medir o desempenho técnico nas etapas que antecedem à execução, durante e também após a sua conclusão e estarão identificados com as suas referências técnicas - projeto executivo, especificações técnicas, normas técnicas e pareceres técnicos, entre outras tantas.
                        Basicamente, poderemos considerar os seguintes pontos de controle: topográfico, geométrico, tecnológico, geotécnico e processo de execução.
                        A característica predominante, por exemplo, de obras subterrâneas, transportando grandes volumes de água, sob pressão, em ambiente densamente urbanizado, requer um controle rigoroso em todas as etapas de construção, com planejamento construtivo e de operação bem definidos, facilitando e prevendo inclusive a manutenção preventiva e preditiva.
                        Nas etapas que antecedem a execução estará sendo exigido das empresas participantes que apresentem o seu planejamento e o seu plano da qualidade, para todas as etapas executivas, e ambos serão periodicamente verificados quanto a sua observação, adequação e atualização.
                        Durante a execução dos trabalhos será verificado também se os processos e os métodos executivos adotados e empregados estão de acordo com o planejamento, condizentes com as especificações técnicas, com o projeto executivo e com as normas técnicas pertinentes, bem como com as condições físicas encontradas.
                        Nesta etapa serão estabelecidos os pontos de inspeção, já mencionados anteriormente, fixando os pontos de verificação e os pontos de parada, cujo resultado refletirá o grau de qualidade atingido pela empresa participante.
                        Conforme as características individuais dos equipamentos contratados pelo empreendedor, determinadas verificações técnicas somente poderão ser realizadas após a sua conclusão, razão para estabelecer enorme rigor na etapa de execução. Exemplo de verificação posterior são os testes hidráulicos e de estanqueidade aplicados em adutoras, redes de distribuição, reservatórios e tanques.
                        Os exemplos apresentados nas próximas subseções identificam os principais pontos de controle, comuns aos vários tipos de obra e adotados pela equipe de fiscalização na execução de serviços. 

                        14.41.2. Pontos de controle - canteiro de obras e acampamento

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                        14.41.2.1. Canteiro de obras (serviços)

                        Partindo do tipo de empreendimento, a equipe de gestão deve fiscalizar as várias alternativas propostas pela empresa participante e observar os pontos críticos que poderão trazer transtornos no andamento dos serviços, considerando sempre que a responsabilidade é da empresa participante.
                        Por exemplo, os principais fatores que frequentemente orientam a execução do melhor canteiro de serviço podem ser definidos como:
                        • mobilidade total para a utilização dos equipamentos;
                        • utilização racional das dimensões dos equipamentos;
                        • evitar o congestionamento dos equipamentos;
                        • facilidade de acesso às redes de energia elétrica, ar comprimido, água, drenagem, etc.;
                        • balanceamento das áreas de acordo com a demanda do produto;
                        • utilização do espaço, visando à facilidade de movimentação de veículos, caminhões, dumpers, etc.;
                        • espaço e adequação para equipamentos de alta, média e baixa velocidade;
                        • racionalização da movimentação e da estocagem de materiais em função do suprimento;
                        • utilização adequada das áreas que se encontram disponíveis;
                        • distribuição racional dos espaços afins e atividades semelhantes;
                        • proximidade física das áreas do canteiro de obra com as áreas que dependem do evento a ser produzido;
                        • facilidade para percorrer as áreas de serviço;
                        • balanceamento na alocação da mão de obra;
                        • facilidade de controle dos estoques dos materiais;
                        • facilidade do fluxo de itens de abastecimento para a mão de obra, tais como: martelo, turquesa, colher de pedreiro, vibrador, etc.;
                        • áreas que têm a mesma direção devem ficar próximas umas das outras;
                        • capacidade de ampliação para futuras instalações;
                        • verificação das condições climáticas da região;
                        • utilização de cultura da empresa para soluções de interesse a curto, médio e longo prazo;
                        • aplicação de higiene e segurança do trabalho visando a meios de limpeza, tratamentos, condições sanitárias, equipamentos de proteção, saídas de emergência, etc.;
                        • estudo em detalhes da localização e das dimensões de escritórios da construtora e da equipe de gestão; vestiários, almoxarifados, manutenção, refeitório, etc., tendo como objetivo a racionalização do arranjo do canteiro de obras;
                        • proteção das vias públicas, das redes de energia elétrica hidráulica, telefone e do sistema ecológico;
                        • colocação de placas de segurança na obra, nas dimensões previstas em contrato e locais apropriados e definidos pela fiscalização.
                        Em resumo, procurar obter objetivamente, de forma econômica e de acordo com a altura da empresa, um canteiro de obras com organização, flexibilidade e racionalização diante do espaço disponível. 

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                        Adicionar a Projeto

                        14.41.2.2. Acampamento

                        14.41.3. Pontos de controle - redes de distribuição

                        14.41.4. Pontos de controle - adutoras

                        14.41.5. Pontos de controle - obras que envolvem concreto e montagem

                        14.41.6. Cadastro e registros dos elementos construtivos

                        O cadastro e o registro de maneira ordenada da natureza e da localização de todos os elementos do sistema que foram construídos, dos elementos interferentes ou de outros de interesse para a perfeita caracterização das obras.
                        O cadastro, que será propriedade do empreendedor, deverá ser apresentado sob forma de:
                        • cadernetas de campo, onde constem:
                          • esquema da área ou do elemento cadastrado;
                          • medidas e informações colhidas no campo, que localizem e caracterizem perfeitamente o elemento cadastrado;
                          • planilhas de Cálculo;
                          • desenhos em AutoCAD R14 ou superior, em papel vegetal ou poliéster e em disquete, elaborados dentro dos mesmos padrões dos desenhos do projeto, em especial quanto a formato, qualidade de apresentação e grau de detalhamento, e que contenham, no mínimo:
                          • localização planialtimétrica do eixo das obras e de outros elementos de interesse, inclusive dos marcos topográficos utilizados e implantados;
                          • localização em planta e perfil das interferências encontradas, remanejadas ou não. No caso de interferências remanejadas, deverão ser indicadas as situações inicial e final;
                          • todos os ajustes e as modificações que com a aprovação da fiscalização tenham sido feitos em relação ao projeto inicial;
                          • acréscimos ou complementações efetuadas.
                        • relatório descritivo, circunstanciado, das ocorrências notáveis, justificando todas as mudanças eventualmente efetuadas, devendo ser anexadas cópias de todos os controles tecnológicos efetuados, acompanhados da devida análise, quando couber;
                        • o levantamento planialtimétrico da diretriz das tubulações construídas será executado após a descida dos tubos nas valas, a soldagem ou a montagem das juntas e antes do preenchimento final das valas.
                        Esse levantamento será executado com instrumentos de precisão, por processo taqueométrico, devendo ser locados pontos, no máximo, a cada 20 m de distância, ao longo de todo o eixo da tubulação. Para os desenhos desses levantamentos, serão consignadas cotas das geratrizes e coordenadas e ângulos das deflexões horizontais e verticais referentes aos sistemas de coordenadas e referências de níveis da equipe de gestão.
                        • o cadastro dos serviços de cada medição deverá ser apresentado à equipe de gestão, no máximo, após 15 (quinze) dias do término do prazo estipulado em cada etapa do cronograma físico. A equipe de gestão terá 15 (quinze) dias para exame e aprovação do cadastro. Em caso deste não ser aprovado, a contratada terá 5 (cinco) dias adicionais para reformular o cadastro não aprovado e dar nova entrada no gestor do projeto. A equipe de gestão de projeto se pronunciará em um máximo de 5 (cinco) dias com relação ao novo cadastro.
                        Caso o cadastro não seja apresentado no prazo estipulado nestas instruções ou quando for apresentado e pela segunda vez não seja aprovado pela equipe de gestão, este fato será considerado como atraso na obra, a partir do vencimento do prazo da etapa correspondente, conforme o cronograma da obra, e, como tal, ficará a contratada sujeita às penalidades legais do contrato.
                        A emissão da declaração de aprovação do cadastro correspondente à última fatura ficará condicionada à apresentação de todos os originais, acompanhados de um jogo de cópias heliográficas completo.

                        14.41.7. Interferências na infraestrutura existente

                        Consideram-se interferências todas as instalações existentes e situadas na área de implementação das obras, em posição tal que dificultem ou impossibilitem os serviços necessários a sua execução.
                        Dever-se-ão executar todas as sustentações ou remanejamentos de instalações subterrâneas superficiais e aéreas existentes, cadastradas ou não, que interfiram nos serviços executados, assegurando seu perfeito funcionamento nas novas posições.
                        Todas as instalações deverão ser cadastradas.
                        As sustentações deverão ser projetadas e programadas com a devida antecedência e de acordo com a equipe de gestão e/ou concessionárias, devendo-se tomar, na execução dos serviços, os cuidados e as precauções que se fizerem necessários a fim de se evitarem danos às instalações existentes, cadastradas ou não.
                        A equipe de gestão fornecerá as indicações que dispuser sobre as interferências existentes, podendo, entretanto, ocorrer outras, não cadastradas, cuja sustentação deverá ser programada de forma a não prejudicar o início previsto, nem o cronograma das obras.
                        Não havendo possibilidade de sustentação, a critério da equipe de gestão, proceder-se-á ao remanejamento da interferência, que poderá ser definitivo ou provisório. 

                        14.42. Aquisições de materiais e equipamentos pelo empreendedor

                        14.42.1. Introdução

                        As atividades da equipe de gestão de projeto referentes à aquisição de materiais e equipamentos por parte do empreendedor têm os seguintes objetivos:
                        assessorar tecnicamente a área de aquisição do empreendedor na reformulação dos dados para contratação de materiais e equipamentos;
                        fiscalizar a qualidade dos materiais e dos equipamentos adquiridos, a conformidade com os projetos de arquitetura e engenharia, as obras e os serviços em todas as etapas da aquisição, ou seja, fabricação em todas as suas fases, testes tecnológicos, transporte, armazenamento e montagem no local da obra;
                        acompanhar o desenvolvimento físico-financeiro das aquisições, controlando e realizando as atualizações e as adequações à programação geral. 

                        14.42.2. Principais atividades da equipe de gestão de projeto

                        Estes serviços serão desenvolvidos por meio das seguintes atividades:
                        • analisar o plano de aquisição elaborado, identificando as aquisições a serem realizadas pelo empreendedor e aquelas que ficarão sob a responsabilidade dos participantes, das construtoras, das montadoras, das instaladoras, dentre outras contratadas;
                        • verificar os projetos de equipamentos existentes e aqueles em desenvolvimento;
                        • elaborar o planejamento detalhado e o cronograma físico-financeiro das aquisições que integrará o macroplanejamento do projeto;
                        • fiscalizar a qualidade dos materiais e dos equipamentos adquiridos pelo acompanhamento de análise dos testes tecnológicos executados;
                        • fiscalizar a conformidade dos materiais e dos equipamentos com os projetos e as especificações, as obras e as montagens;
                        • realizar os diligenciamentos necessários e de acordo com as diretrizes e os procedimentos do empreendedor;
                        • garantir que todas os materiais e equipamentos aplicados estejam certificados e passem por inspeção conforme os critérios definidos pelo empreendedor:
                          • materiais e equipamentos do tipo A - inspeção obrigatória no fabricante;
                          • materiais e equipamentos do tipo B - verificação/conferência no recebimento;
                          • materiais e equipamentos do tipo C - verificação/conferência no recebimento.
                        • fazer a interface com projetos e obras;
                        • verificar as condições de transporte e armazenamento dos materiais e dos equipamentos adquiridos;
                        • acompanhar o desenvolvimento das aquisições, atualizando o seu cronograma físico-financeiro para fins de reprogramações e atualizações do macroplanejamento;
                        • elaborar os relatórios periódicos requeridos;
                        • fornecer dados referentes às atividades de suprimentos para a alimentação do sistema de informações gerenciais;
                        • realizar as atividades de recebimento provisório e definitivo das aquisições de acordo com os procedimentos e as diretrizes do empreendedor;
                        • acompanhar as atividades de testes e pré-operação dos sistemas instalados;
                        • apoiar na realização de encerramento dos contratos de suprimentos. 

                        14.42.3. Fluxograma: aquisição de materiais e equipamentos

                        14.43. Escopo dos serviços; lista de atividades dos eventos e quantitativos

                        14.43.1. Introdução

                        A atividade do escopo dos serviços engloba, em detalhes, a lista de eventos e seus quantitativos, as especificações técnicas, entre outras, para que seja finalizado com sucesso o contrato de execução de um empreendimento.
                        O planejamento técnico do escopo dos serviços consiste na elaboração de uma declaração por escrito que sirva de base para decisões futuras do projeto, partindo-se de uma análise detalhada dos desenhos e das especificações do projeto, da cultura da empresa e das necessidades do cliente.
                        A descrição dos eventos documenta as características do produto ou do serviço para o qual foi criada e podemos observar que inicialmente partimos dos desenhos básicos que envolvem menos detalhes para a inclusão dos projetos construtivos com mais detalhes.
                        A definição do escopo envolve subdivisões de resultados da análise dos desenhos em componentes menores, porém de suma importância na definição de execução técnica do projeto, assim como, na definição e na exatidão de duração na sua execução, recursos e custos, referência para a medição e o controle do desempenho e da facilidade na definição clara das responsabilidades.
                        Uma definição apropriada do escopo é essencial para a definição dos riscos que envolvem um projeto e, quando a definição não é consistente, teremos reflexos nos custos que poderão trazer alterações inevitáveis e que normalmente rompem com o ritmo de andamento e conclusão do projeto.
                        Devemos considerar também que durante esta fase torna-se necessária a contribuição das diversas áreas de conhecimento da empresa, principalmente quando o contrato é executado sob cláusulas definidas pelo cliente e irreversíveis contratualmente. 

                        14.43.2. Fluxograma: serviços, lista de atividades e quantitativos dos eventos

                        14.44. Medições

                        14.44.0.

                        14.44.1. Introdução

                        Serão de responsabilidade da equipe de gestão, acompanhadas da descrição dos critérios adotados, as memórias de cálculo e cadastros, as planilhas de quantidades dos serviços medidos e custos em conformidade com a estrutura dos itens contratuais da empresa participante. 

                        14.44.2. Preparação e elaboração das medições e valorizações das obras

                        • mensalmente a empresa participante, construtora, montadora, entre outras, emitirá um boletim de medição do período, que será enviado à equipe de gestão de projeto para verificação e conferência final dos cálculos referenciados às respectivas medições;
                        • essa conferência visa a averiguar a consistência numérica dos boletins recebidos e, também, comparar eventuais quantidades com os levantamentos de campo e de escritório realizados pela equipe de gestão de projeto e pela equipe de fiscalização das obras e de topografia na qual é mantido um controle das quantidades de obras e serviços executados;
                        • haverá uma reunião entre as partes para análise das divergências (consolidação) e liberação final da medição, que será assinada por ambas as partes, considerando que o processo de fechamento das medições se inicia com aproximadamente uma semana de antecedência da data estabelecida pelo empreendedor para entrega em sua sede, pois é essencial o atendimento dos prazos para a tramitação interna desta documentação;
                        • a equipe de gestão emitirá, então, um documento atestando a veracidade da medição quanto aos quantitativos realizados, à qualidade e à conformidade dos serviços em relação aos projetos, às especificações, às normas e à boa técnica de execução, objetivando demonstrar a evolução física dos quantitativos e financeira e enviada ao setor de medições que executará um relatório físico e financeiro (boletim de medição - consolidado), obedecendo às normas e aos critérios de medição do empreendedor, estabelecidos no contrato com a empresa participante e encaminhará ao empreendedor para seu processamento e pagamento. 

                        14.44.3. Procedimentos com relação às medições

                        A elaboração das medições dos serviços a serem realizados pelas empresas participantes é uma das tarefas da equipe de gestão de projeto, conforme disposto no manual do empreendedor.
                        A equipe de gestão de projeto deverá entender, e não poderia ser de modo diferente, que esta é uma das tarefas mais importantes a serem desenvolvidas, ela envolve o conhecimento do contrato, de regulamentação de preços e critérios de medição, do projeto executivo, das especificações técnicas e das particularidades de campo.
                        No entanto, esses são conhecimentos técnicos que podem e devem ser adquiridos, com facilidade, por todos os técnicos. Requer somente concentração e discernimento.
                        No discernimento é que varia a qualidade, a competência e se destaca o profissional e a experiência da equipe. É onde se poderá constatar a justeza, a probidade e a lealdade do elaborador da medição, a sua fidelidade às regras e às leis, é quando transfere e inspira confiança no trabalho desenvolvido e apresentado.
                        Portanto, a equipe de gestão de projeto, consciente dessa responsabilidade, garantirá para o empreendedor a elaboração de medições claras, objetivas e inteligíveis, fornecendo os seguintes respaldos técnicos e administrativos:
                        • suficiência de suporte documental, com a identificação dos projetos e de croquis de campo a serem anexados à memória de cálculo;
                        • clara aplicação dos critérios de medição, tanto para itens de serviço como para itens de fornecimento e de montagem de equipamentos;
                        • garantia da medição de itens de fornecimento somente após terem sidos inspecionados e terem recebido o Certificado de Qualificação Técnica;
                        • imediata identificação das variações de quantitativos que possam indicar necessidades de aporte suplementar de verba ao contrato ou até mesmo subsidiar a apresentação de esclarecimentos das variações que ferem a lei que dispõe sobre o controle das quantidades de serviços nos contratos que especifica;
                        • exatidão nos cálculos apresentados, submetidos à prévia conferência pela área de planejamento da equipe de gestão, antes da apresentação para o empreendedor, para aprovação e assinatura pelo responsável do contrato. 

                        14.44.4. Fluxograma: procedimentos relacionados às medições

                        14.44.5. Critérios para a formação dos preços unitários e medição dos serviços executados

                        14.45. Acompanhamento e controle dos prazos de execução dos serviços dos participantes

                        14.45.1. Fluxograma: acompanhamento e controle dos prazos de execução dos serviços dos participantes

                        14.46. Controle físico-financeiro das atividades dos participantes

                        14.46.1. Manter atualizado o cronograma físico-financeiro

                        Efetuar e manter atualizado o controle físico-financeiro das atividades do participante, possibilitando à equipe de gestão de projeto:
                        • conhecer tempestivamente e a cada momento a situação da obra no seu desenvolvimento temporal, quantitativo e financeiro;
                        • assegurar as necessárias condições de decidir, em tempo hábil, as medidas para prevenir e remediar desvios indesejáveis.
                        A sistemática específica a ser implantada pela equipe de gestão para o acompanhamento do cronograma físico-financeiro, em conformidade com os procedimentos descritos na atividade análise e aprovação do planejamento executivo das obras e dos serviços, será a seguinte:
                        • utilizando-se as quantidades levantadas e acompanhadas na programação mensal, serão totalizadas semanalmente todas as quantidades de serviços executadas, elaborando-se quantificações parciais e totais, sistematicamente;
                        • as quantificações parciais e totais serão analisadas comparativamente, de maneira global e específica, por serviço;
                        • serão verificadas as tendências da execução dos serviços em obra, atentando-se para os desvios com relação ao cronograma físico-financeiro oficial;
                        • após análise detalhada dos desvios encontrados, as conclusões e as sugestões para atitudes gerenciais corretivas necessárias serão amplamente relatadas em diário (livro) de registro de ocorrências, e todas as informações produzidas pela equipe de gestão de projeto poderão ser eventualmente enviadas ao empreendedor, via relatórios gerenciais ou correspondências específicas. 

                        14.46.2. Prevenir e remediar desvios indesejáveis

                        A equipe de gestão de projeto, nos seus trabalhos, executará as seguintes análises:
                        • serão comparadas as programações mensais com as programações conciliadas oficiais, com a finalidade de verificar a compatibilidade entre as programações;
                        • serão periodicamente acompanhadas as produções efetivas dos principais serviços, estabelecendo comparações com as produções propostas pelos participntes, em suas programações mensais;
                        • serão diariamente verificados os suprimentos de recursos materiais, mão de obra e equipamentos do participante, confrontando-se os resultados constatados nas frentes de serviços com as necessidades planejadas;
                        • ao final destes trabalhos será efetuada pela equipe de gestão de projeto uma análise da situação realizada em comparação com a situação prevista para o mês, anotando-se no diário (livro) de registro de ocorrências as distorções prejudiciais ao contrato que foram detectadas, bem como as sugestões de providências para a correção dessas distorções;
                        • todas as informações anotadas no diário (livro) de registro de ocorrências poderão ser também colocadas em relatórios gerenciais ou correspondências a serem enviadas ao empreendedor, nos casos em que providências mais urgentes ou de maior responsabilidade hierárquica sejam necessárias. 

                        14.46.3. Fluxograma: exemplo físico-financeiro

                        14.47. Projeção físico-financeira

                        14.47.1. Previsão do andamento físico-financeiro para os meses seguintes

                        A equipe de gestão de projetos deverá efetuar a cada mês a previsão do andamento físico-financeiro esperado para os meses seguintes:
                        • comparando-o com a previsão de recursos e o valor contratual a preços iniciais;
                        • alertar o empreendedor sobre possíveis incompatibilidades a este respeito.
                        O acompanhamento dos saldos contratuais de prazo e de valor será executado pela aplicação das seguintes sistemáticas:
                        • sistemática de acompanhamento de quantidades de serviços executados, comparação contratual x real;
                        • sistemática de acompanhamento da racionalização de recursos, visando à compatibilização do escopo contratual;
                        • sistemática de acompanhamento de adaptações de projetos e serviços, para corrigir eventuais desvios de execução que não forem julgados de responsabilidade da construtora;
                        • sistemática de avaliação e acompanhamento do cronograma físico-financeiro, comparação contratual x real.
                        Estas informações serão encaminhadas pela equipe de gestão de projeto para o empreendedor pelo relatório mensal sobre as atividades da construtora. 

                        14.47.2. Fluxograma: projeção físico-financeira

                        14.48. Monitoramento: indicadores de desempenho

                        14.48.1. Introdução

                        • o processo de construção de indicadores de desempenho esclarece os objetivos estratégicos empresariais, táticos e operacionais;
                        • além de identificar um número de vetores críticos que determinam os objetivos estratégicos, produz impactos ao ser utilizado, induzindo mudanças baseadas em fatos para viabilizar processos gerenciais críticos;
                        • tais indicadores fornecem a estrutura necessária para a tradução da estratégia empresarial em termos operacionais;
                        • destaca os processos mais críticos para a obtenção de um desempenho superior para atender aos clientes e aos acionistas e, em geral, essa identificação revela processos internos totalmente novos nos quais a organização deve buscar a excelência para que sua estratégia seja bem sucedida 

                        14.48.2. Planejamento do sistema de medição dos indicadores de desempenho

                        • o sucesso de toda a aplicação dos indicadores de desempenho depende de como as informações podem ser organizadas e qualquer mensuração deve ser o de motivar todos os executivos e colaboradores a implantar com sucesso o planejamento estratégico da empresa, incluindo-se o tático e o operacional;
                        • para que a estratégia possa ter um efeito eficaz deveremos considerar a relação de causa e efeito na cadeia produtiva da empresa e sua interdependência com as áreas ou as unidades de negócio da empresa e a melhor forma de se organizar e tirar proveitos eficazes dos resultados dos indicadores de desempenho (relação de causa e efeito) é por meio de matrizes específicas envolvendo as principais atividades da empresa, que podem estar distribuídas nas diretorias, na superintendência, nas gerências e principalmente nas suas áreas de negócios. Assim sendo, procuramos apresentar uma sugestão abrangente e que possa ser canalizada para os casos particulares de cada empresa:
                          • empresa: como um todo; orçamento corporativo empresarial;
                          • regionais, filiais, escritórios da empresa;
                          • áreas de conhecimento da empresa e de parceiros;
                          • projetos (empreendimentos – obras). 

                        14.48.3. Grupos e pontos básicos do sistema de medição dos indicadores

                        O desempenho organizacional dos indicadores de desempenho pode estar relatado em três grupos básicos de indicadores:
                        • estratégico: conjunto de indicadores ligados ao atendimento de uma aspiração estratégica, podendo impactar o desempenho a médio e longo prazo;
                        • tático: conjunto de indicadores ligados aos formadores do planejamento estratégico e que deverão colocá-lo em prática por meio de ações operacionais;
                        • operacional: conjunto de indicadores ligados à operação de rotina com impacto imediato no desempenho.
                        Para que haja uma total sinergia entre os conjuntos de indicadores de desempenho é necessário que estejam integrados dentro de um mesmo objetivo:
                        • integração dos indicadores de desempenho:  consiste em assegurar que os diversos indicadores sejam adequadamente harmonizados e gerenciados de forma a dar consistência nas suas conclusões;
                        • grau de realização e de melhoria: o sistema de indicadores, quando transformado em índice GR (grau de realização - relação entre a medida do indicador e sua meta) e GM (grau de melhoria - relação entre a medida do indicador no período e no período de referência anterior), possibilita o acompanhamento numérico do andamento dos objetivos e das aspirações estratégicas.
                        E serem considerados nas interdependências entre causa e efeito dos indicadores de desempenho:
                        • interdependência: por meio desta metodologia, e do uso de ferramentas de causa e efeito, correlacionam-se todos os indicadores de uma empresa e a transformação dos indicadores em GR e GM também proporciona o delineamento matemático e sua probabilidade.
                        E serem observados os pontos críticos que poderão influenciar de forma mais decisiva na análise de desvios dos indicadores propostos:
                        • pontos críticos: para cada área de atuação da empresa e de seus negócios, deve-se identificar as relações criticas de interdependência, devido à constatação que um indicador de desempenho pode estar refletindo efeitos de causas de outros, e sua projeção poderá determinar outras ações de correções de rumo da empresa ou de qualquer outra área de ação.
                        Para que os indicadores de desempenho possam ser aplicados com sucesso, deve-se realizar uma matriz de orientação e de integração na sua execução e um manual de aplicação:
                        • matriz de indicadores:  cada empresa possui suas próprias características de atuação e evolução. As matrizes que formam o conjunto de indicadores que deverão servir de base para uma análise em conjunto dos diversos indicadores e concluírem sobre as ações passadas e projeção para o futuro deverão ser baseados na estratégia a longo, médio e curto prazo, porém eficientes e conclusivas, portanto dentro do escalonamento de responsabilidades de um empresa ocorrem indicadores que são aplicados de forma pontual enquanto outros se reproduzem por toda a empresa;
                        • manual de indicadores: cada empresa deve possuir seu manual de procedimentos para a execução do processo de medição por indicadores de desempenho, definindo com clareza sua finalidade, responsabilidade, interdependência de causa e efeito, realizando treinamento, e a forma de seu monitoramento ao longo de sua execução.
                        É muito importante a divulgação pela empresa e seus departamentos, portanto deve possuir um sistema de comunicação eficiente:
                        • comunicação: o processo e o procedimento do sistema de comunicação podem ser um processo de sucesso ou insucesso do sistema de controle de indicadores de desempenho de uma empresa, pois podem dificultar o monitoramento e sua análise crítica. 

                        14.48.4. Desempenho do projeto (empreendimento)

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                        14.48.4.1. Desempenho do projeto - análise técnica

                        Em termos gerais, esta área do sistema deve dar as seguintes informações:
                        • acompanhamento do cronograma físico global, comparando-o sob o aspecto original, contratual, alterações contratuais, operacional e o real;
                        • acompanhamento do cronograma físico por serviço, principalmente os específicos, comparando-os com as situações sob o aspecto original, contratual, alterações contratuais, operacional e o real;
                        • efetivos relacionados com os equipamentos, visando à comparação das unidades previstas, às horas produtivas e improdutivas sob o aspecto original, contratual, alterações contratuais, operacional e o real;
                        • acompanhamento da mão de obra visando à comparação do efetivo de mão de obra, por unidade, homens-horas sob o aspecto original, contratual, alterações contratuais, operacional e o real;
                        • acompanhamento dos principais consumos de materiais, procurando aproximação da curva abc dos seus custos e visando à comparação entre o original, contratual, alterações contratuais, operacional e o real;
                        • de forma análoga devemos proceder com relação aos serviços especiais, aos equipamentos especiais e eventuais;
                        • acompanhamento dos principais serviços, visando ao método construtivo, sua produtividade e comparar o original, contratual, alterações contratuais, operacional e o real;
                        • acompanhamento dos estoques dos materiais, dos equipamentos e dos serviços executados e não medidos, medidos e não faturados e faturados e não pagos. 

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                        14.48.4.2. Desempenho do projeto - análise econômico-financeira

                        • acompanhamento do cronograma financeiro, visando à comparação entre o projetado e o realizado;
                        • acompanhamento do custo do projeto por serviços, comparando-os entre o original, o contratual, as alterações contratuais, o operacional e o real, e procurando dar realce aos novos métodos construtivos;
                        • acompanhamento do custo da mão de obra direta e indireta do projeto e compará-lo com o original, o contratual, as alterações contratuais, o operacional e o real;
                        • acompanhamento dos custos dos principais materiais visando à comparação entre o original, o contratual, as alterações contratuais, o operacional e o real;
                        • acompanhamento dos custos dos subempreiteiros, comparando-os com os dos serviços correspondentes sob o aspecto original, contratual, alterações contratuais e o real;
                        • acompanhamento dos custos dos equipamentos especiais comparando-os entre os custos do original, do contratual, das alterações contratuais e do real;
                        • acompanhamento do fluxo de caixa previsto no original, no contratual, nas alterações contratuais, no operacional e no real;
                        • acompanhamento dos custos globais do projeto, incluindo-se todos os quinhões considerados no orçamento original, tais como administração central, administração regional, eventuais, técnicos, imprevistos, etc. e compará-los com o contratual, as alterações contratuais, o operacional e o real. 

                        14.49. Monitoramento de prazos e valores

                        14.49.1. Monitoramento situação técnica e custeio analítico

                        14.49.2. Exemplo: análise dos custos de um projeto

                        14.49.3. Exemplo: prazo de uma unidade mensal de produção u/mês

                        14.49.4. Fluxograma: controle de prazos e custos

                        14.50. Desempenho das construções

                        14.50.1. Resumo geral: cronograma físico-financeiro

                        14.50.2. Captação

                        14.50.3. Estação de tratamento de água

                        14.50.4. Cronograma: serviços para a construção de um sistema de abastecimento de água

                        14.51. Desempenho da mão de obra direta participante

                        14.51.1. Cronograma de aplicação de mão de obra direta (resumo geral)

                        14.51.2. Cronograma de aplicação de mão de obra direta por serviço: escavação na captação

                        14.51.3. Cronograma de aplicação de mão de obra direta por serviço: concreto na captação

                        14.51.4. Cronograma de aplicação de mão de obra direta por serviço: concreto na ETA

                        14.52. Tratamento das não conformidades

                        14.52.1. Introdução

                        A equipe de gestão de projeto deverá participar e acompanhar a definição de soluções e problemas decorrentes da não conformidade dos projetos de arquitetura e engenharia, dos participantes, das construtoras, das montadoras, das instaladoras, dos fornecedores de materiais e equipamentos do ativo do projeto, entre outras atividades.
                        A equipe de gestão de projeto deverá implementar um programa de qualidade buscando a excelência nos seus trabalhos, participando no acompanhamento da definição de soluções técnicas para os problemas decorrentes das não conformidades nos projetos de engenharia ou na execução de obras de modo a atingir as necessidades e as expectativas quanto a prazo, custos e atendimento, proporcionando garantia total ao empreendedor. 

                        14.52.2. Origem da não conformidade

                        • reclamações da população, recebidas e registradas como RNC's Graves;
                        • inspeções de produtos/serviços - toda e qualquer não conformidade identificada por inspeções, ensaios e testes, conforme normas brasileiras, especificações aplicadas aos produtos/serviços ou documento do sistema da qualidade do empreendedor;
                        • indicadores de desempenho fora do previsto; toda e qualquer não conformidade em confronto com o planejamento, como, por exemplo: prorrogação do prazo de execução de produtos, quebra de equipamentos, manutenção de equipamentos fora do prazo previsto, etc.;
                        • falha no controle de documentos, evidenciada por seu extravio, deterioração, utilização de cópias ultrapassadas ou na quebra da sua rastreabilidade. 

                        14.52.3. Não conformidade grave

                        ocorrência com impacto contratual ou na segurança ou nos custos.
                        Exemplo: constatação de não atendimento do escopo contratual; problemas contratuais por causa de falhas do controle de documentos da empresa. 

                        14.52.4. Não conformidade leve

                        • causa conhecida sem impactos contratuais e/ou na segurança e/ou nos custos.
                        Exemplo: falhas detectadas antes da entrega de um determinado produto ao cliente; falha no controle de documentos, evidenciada por seu extravio, deterioração, utilização de cópias ultrapassadas ou na quebra da sua rastreabilidade. Outdent

                        14.52.5. Análise crítica e disposição da não conformidade

                        • retrabalhar para atender aos requisitos especificados;
                        • aceitar com ou sem reparo, mediante concessão;
                        • reclassificar para aplicações alternativas, ou;
                        • rejeitar ou sucatear. 

                        14.52.6. Plano da qualidade

                        O plano da qualidade a ser implantado pela equipe de gestão de projeto deve estar estruturado em tópicos que abranjam diretrizes para assegurar todas as atividades que influam na qualidade do empreendimento, baseados em requisitos essenciais corretamente definidos, executados e documentados, visando a:
                        • prevenir a possibilidade de erros de execução ou de uso de materiais de qualidade insatisfatória, adotando as ações preventivas necessárias para minimizar não conformidades;
                        • detectar eventuais não conformidades de documentação, de procedimentos, de execução e de materiais, adotando as ações corretivas necessárias para eliminar suas consequências e evitar sua repetição;
                        • obter uma memória técnica das obras que poderá servir de fonte de consulta para obras futuras e facilitar o rastreamento de dados afetos à qualidade.
                        O sistema da qualidade será planejado de forma a atuar nos itens que afetam a qualidade do empreendimento, tendo presente os requisitos da qualidade (projeto, especificações, normas técnicas aplicáveis, etc.).
                        A forma de atuação do sistema será tanto de caráter preventivo, evitando não conformidades, como de caráter corretivo, corrigindo não conformidades, priorizando as ações preventivas.
                        Nos casos de anomalia, de não conformidade que necessitam de serviços de consultoria técnica especializada, estes serão, quando necessário, contratados para a emissão de pareceres técnicos, que subsidiem as tomadas de decisões, nos assuntos referentes às obras.
                        Entre as principais necessidades da emissão de parecer técnico, destacam-se as seguintes:
                        • estabelecer as diretrizes e os procedimentos de cálculo, visando à verificação do detalhamento do projeto executivo, em função de divergências que possam ocorrer durante a construção;
                        • estabelecer as diretrizes referentes ao processo construtivo com divergências ao especificado em projeto;
                        • estabelecer as diretrizes referentes ao processo construtivo adotado pela construtora quando se tratar de processo inovador;
                        • estabelecer as diretrizes em relação ao processo de fabricação adotado pelos fornecedores de materiais e componentes do empreendimento, quando for necessário.

                        14.53. Sustar os serviços executados em desacordo com o projeto e/ou as expectativas técnicas

                        14.53.1. Introdução

                        A equipe de gestão, por meio da equipe de fiscalização, apoiada pelas equipes de topografia e de laboratório, deve fazer a verificação dos trabalhos da participante, da construtora, da montadora, da instaladora, dentre outras, e da qualidade dos serviços executados em obediência aos projetos executivos, às especificações técnicas, às normas técnicas e de segurança e na programação e no monitoramento dos ensaios tecnológicos em materiais, elementos e componentes construtivos e anotações obtidas na inspeção dos trabalhos. Algo estando em desacordo com a qualidade que o empreendimento requer, a equipe poderá sustar a continuidade dos trabalhos mediante anotação no livro de registro de ocorrências e de imediato enviando-o por expediente protocolado à participante e ao empreendedor, o qual determinará as providências corretivas a serem tomadas.

                        A equipe de gestão deve estar atenta a:
                        • os serviços que estejam sendo executados em desacordo com o projeto e/ou as especificações técnicas;
                        • as demais ocorrências capazes de interferir com o transcorrer normal da obra;
                        • evitar gerar situações de conflito com seus empregados.
                        A equipe de gestão deve manter mecanismos de controle de segurança, das condições sanitárias e de conforto nos locais onde se desenvolverão os serviços e caso ocorra anomalias durante a inspeção e sem providências da participante a equipe de gestão de projeto poderá sustar as suas atividades e proceder conforme acima mencionado.

                        A equipe de gestão deve manter procedimentos idênticos com relação ao meio ambiente onde se desenvolverão os serviços e ao seu redor e, caso ocorra anomalias durante a inspeção e sem providências da construtora, deve sustar a continuidade dos serviços conforme acima mencionado. 

                        14.54. Relacionamento: equipe de gestão de projeto, empreendedor, participantes, prefeituras e concessionárias

                        14.54.1. Relação empreendedor e prefeitura municipal

                        Em geral, constituem-se como atribuições principais do empreendedor a elaboração dos projetos preliminares e executivos, do orçamento, da licitação para execução do empreendimento e a execução do empreendimento e seus equipamentos que compõem o ativo.
                        As Prefeituras Municipais têm como atribuições principais acompanhar a correta execução dos serviços de remoção e restauração dos elementos do seu interesse, tais como:
                        • movimento de terra que envolve o sistema viário;
                        • sistemas de guias, sarjetas;
                        • rede de drenagem;
                        • pavimentação.
                        Para permitir a programação do acompanhamentos dos serviços pelas Prefeituras Municipais, a equipe de gestão de projeto elabora, normalmente, um conjunto de documentação composto por:
                        • projetos de implantação do empreendimento;
                        • projetos de terraplenagem;
                        • projetos de drenagem;
                        • projetos de pavimentação;
                        • memoriais: descritivos, quantitativos e de cálculo;
                        • cronograma de execução da obra, com prazos e datas-marco.
                        A entrega do dossiê composto pelos materiais acima descritos se dará por meio de uma reunião, na qual, além de protocolar a entrega, se estabelecerá um cronograma de desenvolvimento dos serviços, de forma a contemplar as necessidades do empreendimento, que será analisado e aprovado em comum acordo, entre a equipe de gestão de projetos representante do empreendedor e os executores (participantes) do empreendimento (projeto).
                        A equipe de gestão acompanhará os serviços, detectando possíveis desvios e providenciando as correções necessárias, para não comprometer os prazos estabelecidos na execução do empreendimento.
                        Sempre que necessário, a equipe de gestão promoverá reuniões entre técnicos da equipe do empreendedor e prefeituras municipais para dirimir as dúvidas, que porventura existam, nos projetos ou nas metodologias de execução. Estas reuniões serão realizadas, sempre que possível, no local do empreendimento, ou eventualmente no escritório central do empreendedor.
                        Todas as visitas ao local do empreendimento, soluções adotadas, adequação de cronogramas, ou outros contatos mantidos, serão registrados por meio de atas de reuniões, cartas ou relatórios, com a anuência dos técnicos envolvidos, e serão encaminhados ao empreendedor para ciência dos fatos ocorridos.
                        Serão entregues ao empreendedor relatórios posicionando-o quanto ao estágio de desenvolvimento do empreendimento. Tais relatórios conterão todos os dados referentes à execução do empreendimento, como disponibilidade de verbas, atendimento aos prazos indicados e tomadas de decisões pela empreendedora, como também outros assuntos que sejam relevantes para o sucesso do empreendimento. 

                        14.54.2. Equipe de gestão de projeto e as concessionárias de serviços públicos

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                        14.54.2.1. Introdução

                        A interação da equipe de gestão de projeto com as concessionárias de serviços públicos se estabelece nas esferas administrativas e operacionais, sempre com vistas ao atendimento dos cronogramas dos empreendimentos.
                        As atividades da equipe de gestão nas concessionárias de serviços públicos iniciam-se na fase de consultas e se estendem até as fases de execução (implantação) do empreendimento e, em alguns casos, até o início de operação.
                        As principais concessionárias de serviços públicos envolvidas diretamente com os empreendimentos são:
                        • concessionárias de energia elétrica;
                        • concessionárias de telefonia;
                        • concessionárias de rodovias;
                        • concessionárias de transportes fluviais. 

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                        14.54.2.2. Concessionárias de energia elétrica

                        As concessionárias de energia elétrica têm como objetivo o planejamento, a elaboração dos projetos, a execução e a operação dos serviços de energia elétrica, desde a sua geração até a distribuição para seus usuários.
                        Cabe ainda às concessionárias comercializar seus serviços, bem como desenvolver atividades de assessoria e apoio técnico em serviços de igual natureza.
                        A equipe de gestão de projeto, dependendo da localização do empreendimento, consultará estas entidades.
                        O relacionamento da equipe de gestão de projeto com as concessionárias de energia elétrica dar-se-á por meio de cartas protocoladas, reuniões ou envio de fax, que serão também encaminhados ao empreendedor, caso seja necessária uma ação por parte dela, ou para acompanhamento destes processos, e os principais aspectos serão abordados nos relatórios de gestão.
                        A equipe de gestão, em conjunto com a concessionária, estabelecerá um cronograma de desenvolvimento dos projetos e das obras, de forma a contemplar as necessidades do empreendimento.
                        A aprovação e/ou implantação de eventuais projetos de modificação estará a cargo dos responsáveis pela execução do empreendimento, cabendo à equipe de gestão o acompanhamento do processo na concessionária.
                        Por ocasião da fase final das obras e sua previsão de entrega, serão necessários contatos permanentes das equipes de fiscalização com o quadro técnico das concessionárias, para evitar interferências de modo geral, como, por exemplo, locação inadequada de posteamento e outros.
                        Em todos esses casos, será feito um registro das principais ocorrências, alertando aos responsáveis, sempre com a devida antecedência, para salvaguardar os prazos previstos. 

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                        14.54.2.3. Concessionárias de telefonia

                        A equipe de gestão de projeto manterá contato com as concessionárias públicas de telefonia, desde o início da implantação do empreendimento, pela realização de reuniões e por envios de correspondências protocoladas.
                        Será também elaborado um dossiê do empreendimento, composto por:
                        • projetos de rede de telefonia interna, desenvolvidos conforme normas e padrões estabelecidos pela TELEBRÁS;
                        • memoriais de cálculo, descritivos e quantitativos.
                        Esse dossiê será encaminhado às concessionárias de telefonia para análise, aprovação e a elaboração de projetos externos, que permitam atender ao empreendimento.
                        A equipe de gestão providenciará também o encaminhamento dos pedidos às concessionárias de telefonia para a inspeção dos serviços executados no prédio e as ligações deste à rede telefônica pública.

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                        14.54.2.4. Concessionárias de rodovias

                        Via de regra os projetos executivos realizados para o empreendedor incluem o detalhamento de obras especiais de travessias sob/sobre rodovias, atendendo às normatizações próprias das concessionárias.
                        Desta forma, a atuação da equipe de gestão de projeto será a de agilizar os processos nas entidades envolvidas e fiscalizar a execução das obras em atenção às exigências, objetivando a sequência e a liberação das obras sem prejuízo dos cronogramas estabelecidos. 

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                        14.54.2.5. Concessionárias de transporte fluvial

                        Os projetos deverão envolver as áreas dos mananciais e comunicar às concessionárias de transportes fluviais para a aprovação do sistema de captação de água, assim como, caso ocorram, incluírem o detalhamento de obras especiais de travessias sob/sobre vias navegáveis. 

                        14.54.3. Interação entre concessionárias e a equipe de gestão

                        A equipe de gestão de projeto adotará uma sistemática de acompanhamento de resolução de eventos, atentando para que eles não sofram interrupções por falta de informações ou dúvidas dos técnicos da concessionária. Faz parte também da sistemática de acompanhamento descrita abaixo o agendamento de reuniões com os técnicos da concessionária e da empresa executora das obras, no local do empreendimento, para dirimir questões de campo, principalmente quando a terraplenagem estiver concluída.
                        • notificação e emissão da ordem de início dos serviços;
                        • análise dos serviços de infraestrutura e das competências das concessionárias públicas;
                        • montagem do processo solicitando estudos/serviços/projetos para a concessionária pública;
                        • reunião para entrega protocolada do processo à concessionária pública;
                        • desenvolvimento e acompanhamento do projeto;
                        • elaboração da programação e do cronograma de execução dos serviços;
                        • reunião para análise da programação e do cronograma de execução dos serviços;
                        • execução dos serviços;
                        • reunião para avaliação e/ou ajustes da programação e do cronograma em função do serviço;
                        • conclusão da execução dos serviços. 

                        14.54.4. Equipe de gestão e outras entidades envolvidas

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                        14.54.4.1. Introdução

                        Para um bom desenvolvimento dos trabalhos da equipe de gestão de projeto, será necessário o contato com os diversos órgãos oficiais, para obtenção de diretrizes gerais, que poderão variar conforme cada caso específico.
                        No sentido de apresentar mais detalhes para cada uma das entidades envolvidas, listamos a seguir aquelas que são objeto desta exposição:
                        • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e dos Recursos Naturais Renováveis;
                        • Departamento de Proteção aos Recursos Naturais (DEPRN);
                        • Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental;
                        • Órgãos Municipais de Trânsito;
                        • Eventuais. 

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                        14.54.4.2. IBAMA/DEPRN/meio ambiente

                        Com as atenções voltando-se cada vez mais para o meio ambiente, na tentativa de preservação das espécies, o homem, preocupado com a sua sobrevivência, vem atuando contra a destruição das reservas naturais e dos mananciais que está sendo provocada no meio ambiente, e percebeu que a alternativa é avaliar os processos empregados, para tentar a sobrevivência.
                        Atenta a estas alterações nos processos, as entidades governamentais, responsáveis pelo meio ambiente, vêm atuando de forma criteriosa no acompanhamento e na fiscalização das ações que envolvam intervenções na natureza, multando os contraventores e embargando obras.
                        A equipe de gestão, quando do recebimento dos projetos executivos de arquitetura e engenharia para a implantação do projeto ou quando da solicitação de vistoria em áreas de interesse do empreendedor, para implantação, por exemplo, de conjuntos habitacionais, analisará as possíveis interferências que possam ocorrer envolvendo estes órgãos, sempre procurando minimizar os impactos negativos ao meio ambiente.
                        Caso se detectem interferências como áreas de proteção de mananciais (APM), áreas de preservação, ou outras áreas passíveis de fiscalização pelo IBAMA, pelo DEPRN ou pela Secretária do Meio Ambiente, a equipe de de gestão de projeto elaborará um relatório detalhado, gerando subsídios para prever as medidas mitigadoras a serem consideradas, e o encaminhará ao empreendedor para conhecimento e análise. 

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                        14.54.4.3. Órgãos municipais de trânsito

                        Quando da implantação de um empreendimento, haverá um impacto no sistema viário, com uma maior ocupação dos leitos carroçáveis das vias públicas, com a ação de equipamentos de porte com mais intensidade, como o tráfego de caminhões basculante e guindastes.
                        Por exemplo, no dia de concretagem, o tráfego de caminhões-betoneira poderá causar mal-estar e insegurança à comunidade, bem como interferir no bom funcionamento dos estabelecimentos comerciais mais próximos, e podendo também acarretar interrupções casuais ou temporárias, gerando a necessidade de desvio de tráfego local.
                        A equipe de gestão manterá contatos com os órgãos, por cartas protocoladas e agendamento de reuniões, para estabelecer os procedimentos a serem adotados, de forma a permitir a continuidade dos serviços sem causar transtornos mais graves à população local. 

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                        14.54.4.4. Eventuais

                        Durante a implantação dos empreendimentos, além das interações já mencionadas, poderão ocorrer outros tipos de interferências nas obras, que irão requerer por parte da equipe de gestão de projeto, também, a interação com estas entidades, para permitir uma agilização nas ações a serem tomadas, evitando-se assim um comprometimento nos prazos de execução do empreendimento.
                        A equipe de gestão, detectando estas interferências, promoverá nas entidades envolvidas a resolução dos problemas, por meio de reuniões, envio de cartas protocoladas ou envio de fax, mantendo contatos permanentes, no sentido de encontrar, em comum acordo, soluções por ações conjuntas que permitam promover alterações, de forma a atender aos interesses das partes envolvidas.
                        Dentre as eventuais ocorrências, destacam-se as seguintes:
                        • PETROBRÁS;
                        • SETRAN;
                        • Corpo de Bombeiros da Polícia Militar;
                        • Secretaria de Estado da Saúde. 

                        14.54. Diligenciamento de serviços

                        14.54.1. Relação empreendedor e prefeitura municipal

                        Em geral, constituem-se como atribuições principais do empreendedor a elaboração dos projetos preliminares e executivos, do orçamento, da licitação para execução do empreendimento e a execução do empreendimento e seus equipamentos que compõem o ativo.
                        As Prefeituras Municipais têm como atribuições principais acompanhar a correta execução dos serviços de remoção e restauração dos elementos do seu interesse, tais como:
                        • movimento de terra que envolve o sistema viário;
                        • sistemas de guias, sarjetas;
                        • rede de drenagem;
                        • pavimentação.
                        Para permitir a programação do acompanhamentos dos serviços pelas Prefeituras Municipais, a equipe de gestão de projeto elabora, normalmente, um conjunto de documentação composto por:
                        • projetos de implantação do empreendimento;
                        • projetos de terraplenagem;
                        • projetos de drenagem;
                        • projetos de pavimentação;
                        • memoriais: descritivos, quantitativos e de cálculo;
                        • cronograma de execução da obra, com prazos e datas-marco.
                        A entrega do dossiê composto pelos materiais acima descritos se dará por meio de uma reunião, na qual, além de protocolar a entrega, se estabelecerá um cronograma de desenvolvimento dos serviços, de forma a contemplar as necessidades do empreendimento, que será analisado e aprovado em comum acordo, entre a equipe de gestão de projetos representante do empreendedor e os executores (participantes) do empreendimento (projeto).
                        A equipe de gestão acompanhará os serviços, detectando possíveis desvios e providenciando as correções necessárias, para não comprometer os prazos estabelecidos na execução do empreendimento.
                        Sempre que necessário, a equipe de gestão promoverá reuniões entre técnicos da equipe do empreendedor e prefeituras municipais para dirimir as dúvidas, que porventura existam, nos projetos ou nas metodologias de execução. Estas reuniões serão realizadas, sempre que possível, no local do empreendimento, ou eventualmente no escritório central do empreendedor.
                        Todas as visitas ao local do empreendimento, soluções adotadas, adequação de cronogramas, ou outros contatos mantidos, serão registrados por meio de atas de reuniões, cartas ou relatórios, com a anuência dos técnicos envolvidos, e serão encaminhados ao empreendedor para ciência dos fatos ocorridos.
                        Serão entregues ao empreendedor relatórios posicionando-o quanto ao estágio de desenvolvimento do empreendimento. Tais relatórios conterão todos os dados referentes à execução do empreendimento, como disponibilidade de verbas, atendimento aos prazos indicados e tomadas de decisões pela empreendedora, como também outros assuntos que sejam relevantes para o sucesso do empreendimento. 

                        14.54.2. Equipe de gestão de projeto e as concessionárias de serviços públicos

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                        14.54.2.1. Introdução

                        A interação da equipe de gestão de projeto com as concessionárias de serviços públicos se estabelece nas esferas administrativas e operacionais, sempre com vistas ao atendimento dos cronogramas dos empreendimentos.
                        As atividades da equipe de gestão nas concessionárias de serviços públicos iniciam-se na fase de consultas e se estendem até as fases de execução (implantação) do empreendimento e, em alguns casos, até o início de operação.
                        As principais concessionárias de serviços públicos envolvidas diretamente com os empreendimentos são:
                        • concessionárias de energia elétrica;
                        • concessionárias de telefonia;
                        • concessionárias de rodovias;
                        • concessionárias de transportes fluviais.

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                        14.54.2.2. Concessionárias de energia elétrica

                        As concessionárias de energia elétrica têm como objetivo o planejamento, a elaboração dos projetos, a execução e a operação dos serviços de energia elétrica, desde a sua geração até a distribuição para seus usuários.
                        Cabe ainda às concessionárias comercializar seus serviços, bem como desenvolver atividades de assessoria e apoio técnico em serviços de igual natureza.
                        A equipe de gestão de projeto, dependendo da localização do empreendimento, consultará estas entidades.
                        O relacionamento da equipe de gestão de projeto com as concessionárias de energia elétrica dar-se-á por meio de cartas protocoladas, reuniões ou envio de fax, que serão também encaminhados ao empreendedor, caso seja necessária uma ação por parte dela, ou para acompanhamento destes processos, e os principais aspectos serão abordados nos relatórios de gestão.
                        A equipe de gestão, em conjunto com a concessionária, estabelecerá um cronograma de desenvolvimento dos projetos e das obras, de forma a contemplar as necessidades do empreendimento.
                        A aprovação e/ou implantação de eventuais projetos de modificação estará a cargo dos responsáveis pela execução do empreendimento, cabendo à equipe de gestão o acompanhamento do processo na concessionária.
                        Por ocasião da fase final das obras e sua previsão de entrega, serão necessários contatos permanentes das equipes de fiscalização com o quadro técnico das concessionárias, para evitar interferências de modo geral, como, por exemplo, locação inadequada de posteamento e outros.
                        Em todos esses casos, será feito um registro das principais ocorrências, alertando aos responsáveis, sempre com a devida antecedência, para salvaguardar os prazos previstos. 

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                        14.54.2.3. Concessionárias de telefonia

                        A equipe de gestão de projeto manterá contato com as concessionárias públicas de telefonia, desde o início da implantação do empreendimento, pela realização de reuniões e por envios de correspondências protocoladas.
                        Será também elaborado um dossiê do empreendimento, composto por:
                        • projetos de rede de telefonia interna, desenvolvidos conforme normas e padrões estabelecidos pela TELEBRÁS;
                        • memoriais de cálculo, descritivos e quantitativos.
                        Esse dossiê será encaminhado às concessionárias de telefonia para análise, aprovação e a elaboração de projetos externos, que permitam atender ao empreendimento.
                        A equipe de gestão providenciará também o encaminhamento dos pedidos às concessionárias de telefonia para a inspeção dos serviços executados no prédio e as ligações deste à rede telefônica pública. 

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                        14.54.2.4. Concessionárias de rodovias

                        Via de regra os projetos executivos realizados para o empreendedor incluem o detalhamento de obras especiais de travessias sob/sobre rodovias, atendendo às normatizações próprias das concessionárias.
                        Desta forma, a atuação da equipe de gestão de projeto será a de agilizar os processos nas entidades envolvidas e fiscalizar a execução das obras em atenção às exigências, objetivando a sequência e a liberação das obras sem prejuízo dos cronogramas estabelecidos. 

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                        14.54.2.5. Concessionárias de transporte fluvial

                        Os projetos deverão envolver as áreas dos mananciais e comunicar às concessionárias de transportes fluviais para a aprovação do sistema de captação de água, assim como, caso ocorram, incluírem o detalhamento de obras especiais de travessias sob/sobre vias navegáveis. 

                        14.54.3. Interação entre concessionárias e a equipe de gestão

                        A equipe de gestão de projeto adotará uma sistemática de acompanhamento de resolução de eventos, atentando para que eles não sofram interrupções por falta de informações ou dúvidas dos técnicos da concessionária. Faz parte também da sistemática de acompanhamento descrita abaixo o agendamento de reuniões com os técnicos da concessionária e da empresa executora das obras, no local do empreendimento, para dirimir questões de campo, principalmente quando a terraplenagem estiver concluída.
                        • notificação e emissão da ordem de início dos serviços;
                        • análise dos serviços de infraestrutura e das competências das concessionárias públicas;
                        • montagem do processo solicitando estudos/serviços/projetos para a concessionária pública;
                        • reunião para entrega protocolada do processo à concessionária pública;
                        • desenvolvimento e acompanhamento do projeto;
                        • elaboração da programação e do cronograma de execução dos serviços;
                        • reunião para análise da programação e do cronograma de execução dos serviços;
                        • execução dos serviços;
                        • reunião para avaliação e/ou ajustes da programação e do cronograma em função do serviço;
                        • conclusão da execução dos serviços. 

                        14.54.4. Equipe de gestão e outras entidades envolvidas

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                        14.54.4.1. Introdução

                        Para um bom desenvolvimento dos trabalhos da equipe de gestão de projeto, será necessário o contato com os diversos órgãos oficiais, para obtenção de diretrizes gerais, que poderão variar conforme cada caso específico.
                        No sentido de apresentar mais detalhes para cada uma das entidades envolvidas, listamos a seguir aquelas que são objeto desta exposição:
                        • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e dos Recursos Naturais Renováveis;
                        • Departamento de Proteção aos Recursos Naturais (DEPRN);
                        • Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental;
                        • Órgãos Municipais de Trânsito;
                        • Eventuais. 

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                        Adicionar a Projeto

                        14.54.4.2. IBAMA/DEPRN/meio ambiente

                        Com as atenções voltando-se cada vez mais para o meio ambiente, na tentativa de preservação das espécies, o homem, preocupado com a sua sobrevivência, vem atuando contra a destruição das reservas naturais e dos mananciais que está sendo provocada no meio ambiente, e percebeu que a alternativa é avaliar os processos empregados, para tentar a sobrevivência.
                        Atenta a estas alterações nos processos, as entidades governamentais, responsáveis pelo meio ambiente, vêm atuando de forma criteriosa no acompanhamento e na fiscalização das ações que envolvam intervenções na natureza, multando os contraventores e embargando obras.
                        A equipe de gestão, quando do recebimento dos projetos executivos de arquitetura e engenharia para a implantação do projeto ou quando da solicitação de vistoria em áreas de interesse do empreendedor, para implantação, por exemplo, de conjuntos habitacionais, analisará as possíveis interferências que possam ocorrer envolvendo estes órgãos, sempre procurando minimizar os impactos negativos ao meio ambiente.
                        Caso se detectem interferências como áreas de proteção de mananciais (APM), áreas de preservação, ou outras áreas passíveis de fiscalização pelo IBAMA, pelo DEPRN ou pela Secretária do Meio Ambiente, a equipe de de gestão de projeto elaborará um relatório detalhado, gerando subsídios para prever as medidas mitigadoras a serem consideradas, e o encaminhará ao empreendedor para conhecimento e análise. 

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                        Adicionar a Projeto

                        14.54.4.3. Órgãos municipais de trânsito

                        Quando da implantação de um empreendimento, haverá um impacto no sistema viário, com uma maior ocupação dos leitos carroçáveis das vias públicas, com a ação de equipamentos de porte com mais intensidade, como o tráfego de caminhões basculante e guindastes.
                        Por exemplo, no dia de concretagem, o tráfego de caminhões-betoneira poderá causar mal-estar e insegurança à comunidade, bem como interferir no bom funcionamento dos estabelecimentos comerciais mais próximos, e podendo também acarretar interrupções casuais ou temporárias, gerando a necessidade de desvio de tráfego local.
                        A equipe de gestão manterá contatos com os órgãos, por cartas protocoladas e agendamento de reuniões, para estabelecer os procedimentos a serem adotados, de forma a permitir a continuidade dos serviços sem causar transtornos mais graves à população local. 

                        Relacionadas

                        Adicionar a Favoritos

                        Adicionar a Projeto

                        14.54.4.4. Eventuais

                        Durante a implantação dos empreendimentos, além das interações já mencionadas, poderão ocorrer outros tipos de interferências nas obras, que irão requerer por parte da equipe de gestão de projeto, também, a interação com estas entidades, para permitir uma agilização nas ações a serem tomadas, evitando-se assim um comprometimento nos prazos de execução do empreendimento.
                        A equipe de gestão, detectando estas interferências, promoverá nas entidades envolvidas a resolução dos problemas, por meio de reuniões, envio de cartas protocoladas ou envio de fax, mantendo contatos permanentes, no sentido de encontrar, em comum acordo, soluções por ações conjuntas que permitam promover alterações, de forma a atender aos interesses das partes envolvidas.
                        Dentre as eventuais ocorrências, destacam-se as seguintes:
                        • PETROBRÁS;
                        • SETRAN;
                        • Corpo de Bombeiros da Polícia Militar;
                        • Secretaria de Estado da Saúde. 

                        14.55. Diligenciamento de serviços

                        14.55.1. Introdução

                        A equipe de gestão de projeto, visando ao bom andamento dos trabalhos de sua responsabilidade, procederá à interface com as empresas de serviços públicos, fornecimento de energia elétrica, telefonia e questões que envolvam o meio ambiente para viabilizar a implantação dos sistemas de abastecimento de água.
                        Serão agendadas reuniões com a Construtora para atendimento das solicitações enviadas ao empreendedor, assim como para agilizar os serviços de sua responsabilidade e sempre que necessário serão efetuadas diligências no local das obras.
                        Caso as empresas de serviço público tenham necessidade de informações adicionais sobre as interferências, a Equipe de gestão de projeto solicitará à Construtora que providencie levantamentos de campo de forma a atender às solicitações, evitando-se assim a descontinuidade dos processos executivos. A comunicação será feita por carta, contatos pessoais e por telefone. 

                        14.55.2. Interferências

                        Em geral, quanto maior a envergadura do empreendimento, maior é a ocorrência de fatores interferentes que, segundo os requisitos do plano urbanístico e arquitetônico, implicam custos adicionais que exigem uma análise cuidadosa.
                        • Físicas:
                        Os problemas que se apresentam transcendem a simples técnica de construção e as decisões devem manter em vista determinados objetivos na transposição dos obstáculos.
                        • Ruas, avenidas, rodovias, ferrovias;
                        • Interferências transversais ou longitudinais:
                        Executar os trabalhos em etapas ou lances sucessivos de modo a assegurar a continuidade de utilização da via por veículos ou pessoas.
                        • Interferências completas:
                        Executar os serviços bloqueando o tráfego da via para veículos ou pessoas. Estudar as alternativas de tráfego e a minimização da duração dos serviços ou, pelo menos, do bloqueio.
                        • Redes de energia elétrica e telefone:
                        Rede subterrânea: é necessário que as plantas localizem as redes, para determinar as interferências.
                        Redes aéreas: cadastrar os postes, torres de transmissão, etc.
                        Em ambos os casos é necessário executar planejamento, de forma a dar continuidade ao sistema de fornecimento de energia elétrica e telefone.
                        • Redes de água, esgoto pluvial e galerias:
                        É importante a determinação das interferências, devido ao alto grau de dificuldade no alojamento destas redes.
                        • Pontes, viadutos, travessias, etc.:
                        Deve-se minimizar o fluxo do tráfego, o tempo de duração da interferência e, quando necessário, optar por soluções específicas que evitem tumulto e desordem nas áreas de confluência.
                        • Divisórias, muros, paredes, cortinas, etc.:
                        O problema pode ser formulado envolvendo demolições e relocações, ocorrendo reconstituição imediata ou a longo prazo. Qualquer que seja a solução adotada, é necessária a anuência das pessoas envolvidas.
                        • Rios, canais:
                        Estes problemas são muito sérios e não se pode adotar soluções precipitadas sem o completo conhecimento das variáveis que devem ser analisadas. Por exemplo: movimento de embarcações e sua capacidade, vazões máximas e mínimas, composição do subsolo, prazos das construções, etc.
                        • Pavimentos de asfalto, concreto, etc.:
                        Qualquer que seja o pavimento será necessário a sua reconstrução de modo a restabelecer as características originais.
                        • Espaço territorial - pessoal:
                        É necessário verificar as interferências decorrentes da movimentação de pessoas no local do empreendimento, observando a densidade populacional. Por exemplo: no caso de trabalhos a serem realizados em uma área escolar, devem ser tomadas providências de proteção e sinalização, evitando-se acidentes.
                        • Espaço territorial - veículos:
                        Como no caso do pessoal, é necessário um estudo detalhado da densidade de fluxo de veículos, de modo a preservar a segurança.
                        • Exemplo:
                        A execução de obras em uma praça em região central, urbana, em que há necessidade de um total isolamento, tendo em vista o contato direto com as ruas e as avenidas movimentadas, há necessidade de alteração do fluxo de veículos, isolamento de áreas de proteção escolar e sinalização para pedestres. 

                        14.55.3. Concessionárias de serviços públicos locais

                        Os vínculos com as Concessionárias locais são basicamente funcionais, ficando a cargo da empreendedora o fornecimento dos elementos necessários ao dimensionamento e à viabilização da implantação das obras de saneamento.
                        A empreendedora fornece o levantamento planialtimétrico de toda a área do empreendimento, possibilitando às concessionárias responsáveis os subsídios para a elaboração dos projetos e posterior execução das obras.
                        Com relação ao fornecimento de energia elétrica, cabe à empreendedora solicitar à concessionária responsável o estudo de ampliação de rede para o atendimento das unidades, fornecendo os projetos de instalações elétricas, bem como as cargas de serviço, dados estes que permitirão à concessionária a análise das necessidades e operacionalização destes.
                        Com relação ao uso de áreas para obras longitudinais ou transversais sob ou sobre vias de transporte, tanto rodoviárias como ferroviárias, a empreendedora providencia todos os elementos de projetos necessários à concessionária para que esta autorize a execução dos serviços.

                        14.56. Análise de reivindicações do participante e emissão de pareceres conclusivos

                        14.56.1. Introdução

                        A equipe de gestão de projeto, quando solicitado, deverá analisar as reivindicações do participante, sob qualquer aspecto, tais como:
                        • prazo;
                        • custos;
                        • métodos executivos e soluções técnicas, etc.
                        Com emissão de parecer conclusivo sobre o assunto, inclusive quanto aos reflexos sobre os aspectos físicos e financeiros e sobre o cronograma. 

                        14.56.2. Procedimentos

                        • a documentação com as reivindicações do participante é protocolada na data da entrega, como todos os demais documentos de igual importância, observando: solicitação pleiteada, motivação e argumentos, documentos complementares de validação do argumento, prazos de requerimento, embasamento legal, entre outros;
                        • após o recebimento, estes documentos são analisados e encaminhados à equipe de supervisão para análise das reivindicações;
                        • havendo dúvidas ou divergências a equipe de gestão agenda reunião conciliatória com a participante, só então é que estes documentos serão analisados quanto à pertinência, com a possibilidade de eventuais recomendações futuras, enviando parecer conclusivo sobre o assunto, inclusive podendo ocorrer reflexos sobre os aspecto  físicos e financeiros e sobre o cronograma;
                        • considerando-se o aditamento de prazos a equipe de gestão se baseará no contrato existente, em seus anexos, na proposta técnica do participante, no diário de registro de ocorrência, nas intempéries de força maior, nas indefinições e nas alterações de projeto, nas interferências diversas no local do empreendimento, na planilha de quantitativos dos serviços, entre outras, e, confrontando com as justificativas inseridas no pedido do participante, verificados quanto a sua argumentação, abrangência e os limites legais, sendo posteriormente encaminhados ao empreendedor;
                        • com relação aos custos, a equipe de gestão se baseará no contrato existente, nos seus anexos, na proposta comercial, nas composições de preços unitários, nos preços dos insumos, nos demais documentos, entre outros, e, confrontando com as alterações ou preços novos que justifiquem alterações de custos diretos e/ou indiretos dos serviços, verificados todos estes itens quanto a sua argumentação, abrangência e os limites legais impostos pelo Decreto-Lei 8.666 (quando ocorrer), sendo posteriormente encaminhados ao proprietário;
                        • a participante, a construtora, a montadora, a instaladora, entre outras, poderão por meio de justificativas e explicações consistentes solicitar ao empreendedor, alterações de prazos e custos, tendo em vista as alterações de métodos executivos e soluções técnicas não previstas inicialmente no contrato e na planilha de serviços e caberá à equipe de gestão de projeto verificar se estas justificativas são ou não pertinentes, encaminhando em seguida, por meio de parecer, a solução para que o empreendedor tome as providências necessárias.
                        • Havendo dúvidas ou divergências, estes documentos são colocados à disposição do participante, agendando-se reunião conciliatória, só então estes documentos são encaminhados com comentários e recomendações para a aprovação do empreendedor, analisando a pertinência quanto à possibilidade de eventuais reivindicações futuras de pagamento de despesas diretas e/ou indiretas.
                        • Destacamos como principais fatores que poderão interferir na execução das atividades:
                        • esgotamento dos prazos legais de solicitação não atendida por parte do participante;
                        • quantidade dos serviços necessários, além dos limites de concessão de aditivos, conforme estabelecido na Lei 8.666 e 8.883 (quando ocorrer), sendo necessário um novo levantamento dos serviços faltantes que extrapolaram os limites legais e eventuais complementações, para nova licitação de contratação;
                        • justificativas e argumentos insuficientes, com retorno do processo, com necessidade de substituições e revisões nos dados apresentados para reapresentação;
                        • tramitação demorada, por força de análises técnicas e jurídicas na aprovação dos termos aditivos, resultando em desmobilização e dificuldade na nova mobilização, podendo existir necessidade de alongamento nos prazos. 

                        14.56.3. Revisão das quantidades de serviços

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                        14.56.3.1. Quantidades de serviços e preços unitários

                        A Equipe de Supervisão revisará os projetos, assim como os cálculos das quantidades de serviços que são concluídos nos quadros sumários de quantidades e seus cálculos, baseados no sistema métrico de unidades, como estabelecem as normas e as especificações especiais incluídas no documento de Iicitação. Com os preços unitários e quantidades de serviços se revisará as planilhas orçamentárias. 

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                        14.56.3.3. Estudo de custos e preços unitários

                        Esta tarefa consistirá na análise e na elaboração detalhada de preços unitários para determinar os custos dos materiais, da mão de obra, dos equipamentos e da operação da equipe de construção para a execução de serviços que não estejam contemplados no contrato de construção e que poderão ser incluídos em ordens de alteração ou acordos suplementares.
                        Far-se-á uma análise pormenorizada de preços unitários e se procederá a comparar com estudos de mercado e pesquisas de construção do país a fim de fornecer dados autênticos sobre a oferta e as modalidades operativas no setor para a tomada de decisão por parte do empreendedor. 

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                        14.56.3.4. Alterações de prazos

                        Revisar-se-á toda a documentação enviada pela participante relacionada com a reivindicação de alteração de prazos e, havendo compatibilidade com cumprimento dos cronogramas físicos mencionados acima e justificativas adequadas, será encaminhada ao empreendedor para a sua análise final. 

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                        14.56.3.5. Alterações econômicas do contrato

                        Revisar-se-á toda a documentação enviada pela participante relacionada com a reivindicação de alteração de custos e, havendo compatibilidade com justificativas adequadas, serão encaminhadas ao empreendedor para a sua análise final. 

                        14.57. Recebimento parcial e total das obras e dos serviços, as built e término das atividades

                        14.57.1. Introdução

                        O recebimento parcial e total das obras corresponde ao recebimento parcial ou total de uma obra, serviço ou equipamento integrante do escopo contratual, que já tenha sido totalmente concluída. 

                        14.57.2. Aceitação das obras

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                        14.57.2.1. Introdução

                        A aceitação das obras é feita em duas etapas: aceitação provisória e recebimento definitivo. 

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                        14.57.2.2. Termo de verificação e aceitação provisória

                        É a aceitação da obra ou do serviço concluído parcial ou totalmente, em caráter provisório, podendo:
                        • apresentar pequenas pendências ou reparos que o construtor atenderá em um curto prazo;
                        • constatar de que todos os serviços contratados foram executados e aprovados por meio de check list;
                        • apresentar o cadastro da obra;
                        • constatar a pré-operação do sistema por um período aproximado de 10 dias. 

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                        14.57.2.3. Termo de verificação e aceitação definitiva

                        É a aceitação da obra após a solução ou o atendimento de todas as pendências relacionadas pela Equipe de Supervisão no Termo de Verificação e Aceitação Provisória.

                        Descrevemos a seguir como usualmente são elaborados os Termos de Aceitação Provisória e Definitiva no Recebimento Parcial ou Total das Obras. 

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                        14.57.2.4. Procedimentos para a elaboração dos termos

                        O recebimento pode ser parcial ou total, dependendo se está sendo entregue parte ou totalmente a obra ou o serviço.
                        • procedimentos:
                          • no término e na conclusão da obra ou do serviço, o construtor comunica o fato pelo Diário (livro) de Ocorrências, solicitando a aceitação provisória;
                          • o empreendedor com a equipe de supervisão nomeia uma comissão que ficará encarregada de fazer uma vistoria de avaliação no local com o preposto do constrito, verificando a conclusão dos serviços, assim como a conformidade destes com os projetos, os memoriais e as especificações adotados;
                          • nos casos em que são verificadas pendências muito significativas, a equipe de supervisão fará a anotação em Diário (livro) de Obras e de Ocorrências de todas as não conformidades para que o constrito atenda e execute em um prazo preestabelecido, limitado ao prazo contratual;
                          • após a entrega desta documentação é emitido o Termo de Verificação e Aceitação Provisória de parte ou total da obra ou dos serviços, constando na observação todas as pendências verificadas. 

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                        14.57.2.5. Fluxograma: recebimento parcial e total das obras e dos serviços

                        14.57.3. As built

                        Ao longo dos serviços, far-se-ão constantes alterações nos cadastros e nos projetos existentes, visando à adequação destes com os cenários reais encontrados em campo.
                        Os cadastros de interferência, bem como os de obras como executadas, serão mantidos permanentemente atualizados complementando o arquivo técnico.
                        Ao término das obras, as plantas cadastrais ou as built serão encaminhadas à empreendedora, que os enviará à unidade de negócios para aprovação e arquivamento. 

                        14.57.4. Término das atividades

                        • a equipe de gestão comunicará ao empreendedor o dia em que terminaram as obras;
                        • a equipe de supervisão apresentará os seguintes documentos:
                          • memória descritiva dos quantitativos físicos e valorizados, assinalando os valores iniciais, seus aditivos de prazo e de custos, se houver;
                          • informe detalhado do as built;
                          • dados relacionados aos testes operacionais;
                          • relatório detalhado da passagem do sistema de abastecimento de água para a equipe de operação do empreendedor. 

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