Transporte aeroviário, aquaviário e dutoviário

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Capítulo III

Transporte dutoviário

31.9. Malha dutoviária

31.9.1. Apresentação

O transporte dutoviário vem se revelando como uma das formas econômicas de transporte para grandes volumes quando comparados com os modais ferroviário e rodoviário.

Algumas características são atribuídas ao transporte dutoviário como, agilidade, segurança, baixa flexibilidade e capacidade de fluxo.

É competência da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT articular-se com entidades operadoras do transporte dutoviário, para resolução de interfaces intermodais e organização de cadastro do sistema de dutovias do Brasil.

Outros assuntos relacionados a dutovias são de responsabilidade da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP.

O transporte de cargas neste modal, ocorre no interior de uma linha de tubos ou dutos e o movimento dos produtos se dá por pressão ou arraste destes por meio de um elemento transportador. Os elementos que constituem uma dutovia são: os terminais, com os equipamentos de propulsão do produto; os tubos e as juntas de união destes.

Uma das diferenças deste modal com os demais, é que o veículo que efetua o transporte é fixo enquanto que o produto a ser transportado é o que se desloca, não necessitando assim, na maior parte dos casos, de embalagens para o transporte (MURTA, 2003).

31.9.2. Divisão

 O transporte Dutoviário pode ser dividido em:

 

DUTOS

OLEODUTOS

GASODUTOS

MINERODUTOS

AQUADUTOS

 

 

 

 

1).Oleodutos, cujos produtos transportados são, em sua maioria: petróleo, óleo combustível, gasolina, diesel, álcool, GLP, querosene e nafta, e outros.

Os oleodutos tornaram-se um meio de transporte preferencial tanto para atender ao abastecimento das refinarias como suprir a necessidade dos grandes centros consumidores de derivados.

2).Gasodutos, cujo produto transportado é o gás natural.

3).Minerodutos, cujos produtos transportados são: Sal-gema, Minério de ferro e Concentrado Fosfático.

4) Aquadutos ou Saneamento

Agua: as aguas que chegam a nossa residência são tratadas em lugares apropriados e depois são transferidas, portanto necessitam de uma tubulação apropriada.

Águas Servidas (esgoto): As águas servidas ou esgotos produzidos pelo homem devem ser conduzidos, por canalizações próprias até um destino final adequado.

Estas canalizações apropriadas são os emissários e troncos coletores que são unidades operacionais projetadas para receber e dispor os esgotos da cidade, beneficiando toda a sua população.

Os esgotos oriundos de cada residência ou instalação industrial ou comercial fluem através de um sistema de coletores e interceptores até as instalações de terra do Emissário, onde recebem um pré-tratamento antes de serem lançados ao mar.

31.9.3. Dutos

Duto é a designação genérica de instalação constituída por tubos ligados entre si, destinada à movimentação de petróleo e seus derivados (oleodutos), gás natural (Gasodutos), etanol, mineração, saneamento, entre outros.

Quando um oleoduto é utilizado para  transporte de diversos tipos de produtos ele também pode ser chamado de poliduto.

Os dutos têm uma classificação em relação ao meio que atravessam, podendo ser classificados como dutos de Transporte ou de Transferência (ANP, 2004).

Transportes

O sistema de transporte de produtos se caracteriza por levar o produto por grandes distancias e de forma que chegue ao ponto final.

Transferência

O sistema de transferência de produtos está caracterizado por movimentá-lo por pequenas distâncias, geralmente dentro da planta de uma indústria, refinaria, entre outros.

Nas operações de transporte ou de transferência de produtos por dutovias pode ser realizado por um sistema forçado - o qual utiliza um elemento de força para movimentar produto dentro do duto, ou por um sistema por gravidade – que utiliza apenas a força da gravidade para movimentar o produto dentro do duto.

O sistema por gravidade apresenta vantagens sobre o sistema forçado, uma vez que não precisa de força motriz mecânica o que faz com que não haja gasto com energia, porém possui como limitação a possibilidade de transportar apenas produtos fluidos pouco viscosos

A classificação dos dutos pode ser feita pelo material de constituição: aço, materiais não metálicos, etc; pela sua localização em relação ao meio: enterrado, aéreo, submarino, flutuante; pela rigidez: rígido ou flexível; pela temperatura de operação: normal ou aquecido e finalmente pelo produto que transporta: oleoduto ou gasoduto.

31.9.4. Classificação dos dutos segundo a construção

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31.9.4.1. Terrestres: subterrâneos (invisíveis), aparentes (visíveis)

 Os dutos terrestres subterrâneos (invisíveis) são protegidos contra intempéries, contra acidentes e vandalismo, estão mais seguros contra vazamentos nos casos de ruptura.

Quando a tubulação atravessa maciços rochosos ou terrenos muito acidentados, a abertura de valas para a colocação da mesma é difícil e onerosa.

Neste caso a linha é fixada em pequenas estruturas constituídas de uma sapata e uma coluna de concreto, denominadas “berços”, que servirão de sustentação e amarração para a tubulação

Os aparentes (visíveis) aos nossos olhos podem sofrer todo tipo de acidentes e vandalismo, requerem uma observação maior do seu comportamento, o que normalmente acontece nas chegadas e saídas das estações de bombeio, nas estações de carregamento e descarregamento e nas estações de lançamento/recebimento de “PIGs”, que são aparelhos utilizados na limpeza e detecção de imperfeições ou amassamentos na tubulação.

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31.9.4.2. Aéreos: acima do solo (visíveis)

Os dutos ditos aéreos estão acima do solo, necessários para vencer grandes vales, cursos d’água, pântanos ou terrenos muito acidentados.

Tornam-se viáveis com a construção de torres metálicas nas extremidades do obstáculo e quando necessárias, torres intermediárias que servirão de suporte para a tubulação que ficará presa a elas por meio de cabos.

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31.9.4.3. Submarinos

Os dutos submarinos são assim denominados devido à que a maior parte da tubulação está submersa no fundo do mar.

Este método é geralmente utilizado para o transporte da produção de petróleo de plataformas marítimas (off-shore) para refinarias ou tanques de armazenagem situados em terra (on-shore).

Também são utilizadas para atravessar baías ou canais de acesso a portos.

Os emissários são considerados dutos submarinos.

31.9.5. Flexibilidade e limitação

Esta modalidade de transporte não apresenta nenhuma flexibilidade, visto que há uma limitação no número de produtos que podem utilizar este modal.

É o meio de transporte que conduz produtos através de canos/tubos cilíndricos ocos desenvolvidos de acordo com normas internacionais de segurança.

Para esse modal é necessário as dutovias, que são compostas por três elementos: os terminais, que fazem a propulsão dos produtos; os tubos e as juntas que unem estes.

Este modal pode ser utilizado para o transporte de produtos derivados do petróleo, conhecidos como oleodutos, para derivados de minério, chamado de mineroduto, também para gases e grãos.

Muitas dutovias são subterrâneas e/ou submarinas, considerado uma vantagem, pois minimizam os riscos causados por outros veículos.

O dutoviário transporta de forma segura e para longas distancias, permite que se dispense armazenamento, a carga e a descarga são simplificadas, reduz o custo de transporte (custo variável) e proporciona um menor índice de perdas e roubos.

Como desvantagem esse meio de transporte pode ocasionar um grande acidente ambiental caso suas tubulações se rompam, possui uma capacidade de serviço muito limita e seus custos fixos são mais elevados.

31.9.6. Natureza, vantagens e desvantagens de uma dutovia

A natureza de uma dutovia é bem diferente se comparada aos outros modais de transporte, pois  podem operar 24 horas, sete dias por semana com restrições de funcionamento apenas durante a manutenção e exigências na produção do produto a ser transportado, observando-se ainda que não existe o veículo de transporte que volta vazio.

Vantagens

1). por ser a dutovia a própria unidade de carregamento, não há necessidade de se usar embalagens de transporte;

2). não existe o problema da viagem de retorno para equacionar, bem como o processo não sofre influência do congestionamento ou dificuldades físicas a transpor, como por exemplo longas áridas ou congeladas;

3).  é um meio de transporte que demanda pouca mão-de-obra;

4). em geral a segurança nas dutovias é superior à de outros meios de modais, sendo assim indicada para o transporte de produtos perigosos como etileno ou GLP;

5).  baixo custo de operação;

6).  independência em relação às condições do tempo na sua operação;

7).  função de armazenagem em consequência do seu longo tempo total de trânsito;

Por exemplo a Uniduto Logística em seu planejamento estratégico considera as seguintes vantagens no transporte do etanol:

1). redução de custos no transporte do etanol;

2). criação de infraestrutura necessária para o escoamento da demanda crescente por etanol;

3). integração de diferentes modais (ou modalidades) de transporte;

4). geração de empregos e divisas;

5). redução do tráfego e número de acidentes com carretas nas estradas paulistas;

6). redução das emissões de poluentes na atmosfera, tais como os gases geradores do efeito estufa;

6). evita-se a geração de resíduos sólidos (pneus, óleo, peças de reposição, lubrificantes etc.);

7). praticamente não há queima de combustível fóssil no sistema;

8). alta economia no transporte, sendo mais econômico que outros modais;

9). alta confiabilidade:

9.1). operação contínua;

9.2). modal não afetado por condições adversas de tempo;

10). elevado grau de automação na movimentação de produtos;

11). relevante solução para o atual gargalo logístico da cadeia do etanol;

12). menor potencial de impacto ambiental, tanto na fase de implantação quanto na fase de operação, se comparado com a implantação de rodovias e/ou ferrovias; e

13). maior segurança para o meio ambiente e a população (menor risco de acidentes).

Desvantagens

1). necessita de grande investimento de capital;

2). inflexibilidade quanto à rota de distribuição, uma vez fixados os dutos, sua posição não é fácil de alterar.

Por esse motivo, é adequado a produtos que mantenham sua demanda restrita a pontos fixos;

3). não é adequado ao transporte de mercadorias que estejam sujeitas a mudanças de padrão de carregamento;

4). seu uso só pode ser estendido a certos grupos de mercadorias dentro de um mesmo duto.

Embora seja tecnicamente possível separar um produto de outro sem que eles se misturem durante o transporte, não é aconselhável usar um mesmo duto para carregar parafina e depois o leita.


31.9.7. Riscos

Os dutos de transporte e transferências são  pontos críticos na logística de todo o processo, por exemplo, da indústria petrolífera, um  acidente interrompe o processo causando prejuízos, enormes  transtornos operacionais, contaminações ambientais  e exposição de pessoas ao risco de contaminações, incêndios e explosões.

Este risco  é  intensificado  quando  se  considera  que  os  dutos  percorrem imensas distâncias, por áreas onde  estão  sujeitos  às  atuações  físico-químicas, às influências do meio, como variações  térmicas e movimentações do solo e à ação de terceiros. 

Em países onde há atuação terrorista, a malha dutoviária é um dos alvos comumente escolhidos, pois é praticamente  impossível vigiar, continuamente, todos os dutos por  toda sua extensão.

Uma interrupção pode causar um relevante impacto na logística de exploração, produção, refino e comercialização.

31.9.8. Tendência mundial

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31.9.8.1. Aspectos gerais

Fonte: Uniduto

O transporte dutoviário é uma tendência mundial.

Em países como os Estados Unidos, a malha dutoviária, que transporta diferentes líquidos, é de mais de 440 mil km.

Na Rússia são mais de 300 mil km e no Canadá, 240 mil km.

Já no Brasil, a malha dutoviária é de apenas de 21 mil km.

Atualmente, aproximadamente 95% do etanol brasileiro é transportado por rodovias.

O transporte por dutos é efetuado por um sistema de tubos que interligam regiões produtoras com centros consumidores e terminais marítimos.

Esse tipo de transporte ocorre com o auxílio da gravidade ou por bombeamento.

A logística por exemplo do etanol realizada predominantemente por dutos proporciona diversos benefícios econômicos e ambientais.

Nos outros países onde o transporte dutoviário é utilizado largamente, os custos com a logística são mais baixos, tornando a cadeia produtiva mais competitiva. 

Quando operando em capacidade total – 16,6 bilhões de litros de etanol por ano – 1.600 caminhões bi-trem deixarão de circular, por dia, nas estradas brasileiras.

Isto significa uma economia anual de aproximadamente 85 milhões de litros de diesel combustível para mover estes caminhões, redução de acidentes com vítimas nas estradas, redução de despesas do governo com pessoas que precisam de longos períodos de tratamento após acidentes, redução das emissões de gases poluentes durante o transporte rodoviário, redução da geração de resíduos intrínsecos ao transporte por caminhões (óleo e pneus), entre outros benefícios.

Segurança, confiabilidade e baixo carbono são outros diferenciais do transporte por dutos.

Por ser um sistema baseado em operação contínua, a dutovia é um modal com produtividade máxima.

O transporte por dutos cumpre prazos e horários, já que não é afetado por interferências externas, como clima, geografia ou até mesmo o trânsito, e garante maior segurança e qualidade para o meio ambiente e para a população, já que diminui o número de caminhões e, consequentemente, o risco de acidentes de trânsito.

É, ainda, um modal de baixo consumo energético, uma vez que utiliza menos energia que outros modais para transportar a mesma carga pela mesma distância.

Com o duto, o Brasil ganhará competitividade em relação a outros mercados.

As emissões atmosféricas típicas de outros modais também serão reduzidas, causando sensível melhora na qualidade do ar.

Como a energia elétrica é predominantemente empregada na operação de bombeamento, evita-se a emissão de gases de efeito estufa-se e outros poluentes atmosféricos, típicos da queima de combustíveis fósseis, principalmente do diesel.

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31.9.8.2. Malha dutoviária no mundo

31.9.9. Centro Nacional de Reparos de Dutos

Inaugurado em janeiro de 2007, o Centro Nacional de Reparo de Dutos da Petrobras (Creduto) está localizado dentro das instalações do Terminal de Guarulhos (SP), posicionado na região onde há a maior concentração dutoviária do Sistema Petrobras.

O Creduto surgiu da necessidade estratégica de gerar capacitação e recursos próprios para reparos e outros tipos de intervenção em dutos, com qualidade, segurança e custos adequados à atividade dutoviária do País.

Seu objetivo é capacitar e manter disponíveis recursos humanos e materiais para a execução de reparo em dutos terrestres.

Administrado pela Transpetro, o Creduto possuim infraestrutura necessária para armazenamento de materiais e equipamentos, além de oficina, centro de treinamento e laboratórios.

Como os dutos da Companhia estão distribuídos por várias regiões do País, o Creduto mantém profissionais especializados atuando regionalmente, bem como núcleos para armazenamento de materiais de reparos.

Localizado no Terminal de Guarulhos (SP), o Creduto abrange uma área de 400 metros quadrados, junto à região com maior concentração dutoviária do Sistema Petrobras.

Foram investidos cerca de R$ 10 milhões na instalação do centro, que possui infraestrutura necessária para o armazenamento de materiais e equipamentos, oficina, centro de treinamento e laboratórios.

O foco principal das atividades do novo centro é a manutenção onde não há necessidade da retirada de parte do duto como a soldagem de calha dupla - um duto que envolve o duto principal -, e colocação de braçadeiras, até mesmo em derivações de tubulação quando é necessário construir um desvio, mesmo com o duto em operação.

Uma das novidades do Creduto, é a utilização de materiais não metálicos nos reparos, como fibra de vidro, por exemplo.

Além da prevenção, o centro está capacitado a atuar também em situações de emergência.

Para isso terá um sistema de plantão que funcionará 24 horas por dia.

Como a malha dutoviária da Transpetro se estende por várias regiões do país, o Creduto manterá profissionais especializados distribuídos regionalmente, bem como núcleos para armazenamento de materiais de reparos.

Serão realizadas ainda parcerias com entidades, universidades, centros de pesquisa e fundações para intercâmbio de informações e tecnologias do setor.

31.9.10. Malha dutoviária brasileira

A malha brasileira atingiu 22 mil km após a recente inauguração do gasoduto Rio de Janeiro – Belo Horizonte – Gasbel II, e segundo o Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2009 da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A malha é formada por 569 dutos, desses 434 dutos ou aproximadamente 7.876 km, são utilizados para o transportar petróleo e derivados.

Quantidade de dutos em operação e por função

Fonte ANP-Estatístico Brasileiro de Petróleo  Ano 2009

Produtos movimentados

Função

Quantidade

Extensão km

Total

 

569

17.796

Derivados

Transferência

304

1099

Transporte

98

4.792

Gás natural

Transferência

61

2.270

Transporte

37

7.574

Petróleo

Transferência

32

1.985

Outros

Transferência

32

36

Transporte

5

40

 Estes números faz do País o 16º no ranking mundial, o que ainda é pouco se for levada em consideração a produção massiva nos setores do petróleo e da mineração, principais demandadores deste tipo de transporte

31.9.11. Mapa dos dutos e gás natural no Brasil - ANP

31.10. Transpetro, gasoduto Brasil-Bolívia e Uniduto

31.10.1. A empresa Transpetro

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31.10.1.1. A empresa

Maior armadora da América Latina e principal empresa de logística e transporte de combustíveis do Brasil, a Petrobras Transporte S.A – Transpetro atende às atividades de transporte e armazenamento de petróleo e derivados, álcool, biocombustíveis e gás natural.

A empresa, subsidiária integral da Petrobras, foi criada em 12 de junho de 1998, de acordo com a legislação (Lei nº 9.478/1997) que reestruturou o setor de petróleo no Brasil.

O principal objetivo da Transpetro é crescer e ajudar a impulsionar o desenvolvimento no País, em sintonia com a estratégia de negócios do Sistema Petrobras.

A Transpetro é responsável por uma rede de estradas invisíveis formada por mais de 14 mil km de dutos – entre oleodutos e gasodutos – que interligam todas as regiões brasileiras e abastecem os mais remotos pontos do País.

À malha de dutos se aliam terminais e uma frota de navios petroleiros, unindo as áreas de produção, refino e distribuição da Petrobras e atuando na importação e exportação de petróleo e derivados, de biocombustíveis e de gás natural.

Além da Petrobras, seu principal cliente, a Transpetro presta serviços a diversas distribuidoras e à indústria petroquímica

Sua missão é atuar de forma segura, rentável e integrada, com responsabilidade social e ambiental, no transporte e armazenamento de petróleo, derivados, gás, petroquímicos e renováveis.

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31.10.1.2. Atuação

A Transpetro armazena e transporta petróleo e derivados, biocombustíveis e gás natural aos pontos mais remotos do Brasil.

A Companhia é considerada também a maior processadora de gás natural do País, com capacidade de processamento de 24.200 Mm³/dia (19.700 Mm³ de GN e 4.500 Mm³ de Condensado GN).

Essas operações gigantescas fazem da Transpetro a maior empresa de navegação da América Latina, líder no setor de logística de transporte de combustíveis.

São bilhões de litros de combustíveis que passam anualmente por uma rede de 7.179 mil km de oleodutos, 7.323 mil km de gasodutos, 20 terminais terrestres, 28 terminais aquaviários e uma frota de 55 navios-petroleiros.

A Transpetro movimenta a energia indispensável ao desenvolvimento do Brasil e contribui também com sua experiência em outros países.

Na Argentina, por exemplo, presta consultoria em transportes marítimos, dutos e terminais por meio de acordo firmado com a Petrobras Energia S.A. (Pesa).

Ainda no mercado internacional, a Transpetro atua por intermédio da Fronape International Company (FIC) no transporte e armazenamento de combustíveis.

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31.10.1.3. Centro Nacional de Controle Operacional (CNCO)

O Centro Nacional de Controle Operacional (CNCO), localizado na Sede da Transpetro, no Rio de Janeiro, monitora, de forma centralizada, todas as operações de transporte dutoviário da Companhia, utilizando equipamentos de alta tecnologia.

Ao todo são mais de 14 mil km de dutos (oleodutos e gasodutos) controlados 24 horas por dia, durante todos os dias do ano.

Criado em 2002, o CNCO foi ampliado diversas vezes e está preparado para atender o aumento da movimentação da produção brasileira de petróleo e derivados, gás natural e biocombustíveis.

Com 1.200 m² de área, ocupa três andares do Edifício Sede e opera com até 23 consoles, utilizando computadores de última geração e tecnologia de ponta em telecomunicação.

Um painel de projeção com 2,2 m de altura por 17 m de comprimento, que pode ser dividido em até 40 telas, permite a visão completa das movimentações.

A operação centralizada da malha de dutos e de gasodutos no CNCO proporciona aumento da eficiência e da segurança operacional, assim como a redução de custos.

Esta operação coloca a Transpetro em igualdade tecnológica com as grandes operadoras internacionais de dutos e na vanguarda tecnológica do transporte dutoviário.

Uma extensa rede de telecomunicação cobre todas as instalações dutoviárias espalhadas pelo País e faz esses dados chegarem ao CNCO.

O Supervisory Control and Data Acquisition (Scada), sistema de supervisão e controle de operações, transforma as informações operacionais (pressão, temperatura, vazão, etc.) em sinais analógicos e digitais.

Um conjunto de servidores permite que as informações, os alarmes e comandos de válvulas e equipamentos estejam disponíveis nos consoles para os técnicos de operação.

Do Rio de Janeiro, com apenas um clique do mouse, os técnicos de operação interagem com as instalações dos dutos e terminais, ligando e desligando bombas, abrindo e fechando válvulas e alterando pontos de operação das malhas, além de detectar vazamento e realizar a simulação de condições operacionais futuras.

É uma complexa infraestrutura para garantir que a energia chegue de forma segura e eficiente às indústrias, termelétricas e refinarias em todo o Brasil.

O compromisso da Transpetro é levar a energia que movimenta o Brasil com responsabilidade social, respeitando o meio ambiente e as comunidades do entorno de suas instalações.

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31.10.1.4. Terminais e oleodutos

A operação de terminais e oleodutos é um importante elo na cadeia logística de abastecimento do Sistema Petrobras.

Dos campos de produção, o petróleo é transportado, por oleodutos e ou por navios, para os terminais da Transpetro e de lá até as refinarias.

Após o refino, os derivados são novamente escoados por dutos aos terminais aquaviários e terrestres para ser entregues, por dutos e também por navios, às companhias distribuidoras, chegando aos mercados nacional e internacional.

Dessa forma, a Transpetro ajuda o Sistema Petrobras garantir os combustíveis necessários para abastecer veículos, fábricas, usinas, residências e pontos comerciais.

As dimensões continentais do Brasil determinam a grande quantidade de terminais e a extensão dos oleodutos operados pela Transpetro.

Os dutos são as artérias do Sistema Petrobras, que movimentam a energia essencial para o desenvolvimento do País.

Os 48 terminais, 28 aquaviários e 20 terrestres, e os 7.179 km de oleodutos interligam as diversas regiões produtoras de petróleo, refinarias e bases de processamento e de distribuição.

Os terminais aquaviários estendem-se pelos 8.698 km da costa atlântica brasileira e são operados por meio de píeres, de monobóias ou de quadros de bóias, e por 4.500 km de rios e lagoas navegáveis.

Assim como os aquaviários, os 20 terminais terrestres funcionam como entrepostos para os diferentes modais de transportes, garantindo, com sua capacidade de estocagem, a confiabilidade do abastecimento de petróleo e derivados, biocombustíveis e gás

Já os oleodutos são o meio de transporte preferencial tanto para atender o abastecimento das refinarias como para suprir a necessidade dos grandes centros consumidores de derivados.

Agilidade, segurança e responsabilidade socioambiental

O transporte dutoviário possibilita agilidade, segurança e capacidade de fluxo na movimentação dos combustíveis.

Para a implantação dos projetos, leva-se em consideração a saúde, a segurança e o bem-estar da comunidade, atividades sociais e econômicas, o ecossistema, as condições estéticas e sanitárias do meio e a preservação da qualidade dos recursos ambientais.

Para isto, são desenvolvidos o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental (Rima) submetidos ao órgão estadual competente e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

EIA é um diagnóstico minucioso das condições ambientais da área de influência do projeto antes de sua implantação.

Nele são analisados os meios físico (ar, água, solo), biótico (flora e fauna) e o antrópico (cultural, socioeconômico e saúde) para haver uma análise profunda da área do traçado da dutovia.

O Rima é um resumo do EIA, onde estão apresentadas as conclusões do estudo, em linguagem acessível a toda a comunidade, mostrando as vantagens e as desvantagens ambientais, sociais e econômicas do projeto.

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31.10.1.5. Gás natural

 A área de Gás Natural da Transpetro é responsável pela operação e manutenção de uma rede de mais de 7.300 km de gasodutos e pelo polo de processamento de gás de Cabiúnas, o maior do Brasil.

O transporte de milhões de metros cúbicos por dia abastece, por intermédio das distribuidoras, residências, estabelecimentos comerciais, indústrias, postos de gás natural veicular (GNV) e usinas de geração termelétrica.

Devido às vantagens econômicas, ambientais e de segurança, o consumo de gás natural foi ampliado significativamente nos últimos anos.

E crescerá ainda mais.

Estima-se que o aumento médio anual, entre 2010 e 2015, será de 12,4%.

Em 2015, a expectativa é a de que o fornecimento do produto chegue a 149 milhões de m³/dia, sendo 134 milhões de m³/dia movimentados pelos gasodutos da Transpetro.

Por onde passa o gás

A malha de gasodutos integra as regiões Sudeste e Sul ao Nordeste, permitindo grande flexibilidade operacional, e contempla o transporte de gás natural de Urucu à Manaus, na Região Norte.

Por essa malha, escoa 75% de todo o gás natural consumido no Brasil.

A malha compreende 66 linhas (entre gasodutos e ramais), 26 estações de compressão, 28 pontos de recebimento (entre os quais dois terminais de GNL), 120 pontos de entrega e atravessa 306 municípios.

Atualmente, a capacidade de transporte é de 100 milhões de m3/dia, com crescimento previsto a partir da entrada de novas estações de compressão até 2020.

Malha de transporte

Malha Norte (Norte): com sede em Manaus (AM), é responsável pelo Gasoduto Urucu-Coari-Manaus, com extensão de 801,1 km, 12 pontos de entrega e duas estações de compressão.

Esse gasoduto possui características singulares por estar implantado em plena Floresta Amazônica.

Malha Nordeste Setentrional (NES): com sede em Recife (PE), é responsável pelo gasoduto de interligação do terminal de GNL de Pecém, Gasfor (Guamaré-Pecém), Gasoduto Nordestão (Guamaré-Cabo), Loop Nordestão, Pilar-Ipoujuca, Gasalp (Alagoas-Pernambuco), Gasoduto Catu-Pilar (trecho no estado de Alagoas).

Sua extensão é de 1.420,2 km e tem 31 pontos de entrega.

Malha Nordeste Meridional (NEM): com sede em Salvador (BA), é responsável pelos gasodutos Catu-Pilar (trecho nos estados de Sergipe e Bahia), Atalaia-Itaporanga, Gaseb (Sergipe-Bahia), Santiago-Camaçari 14” e 18”, Candeias-Camaçari 12” e 14”, Cadeias-Aratu 12”, Gascac (Prado-Catu).

Tem extensão de 1.483 km, com 26 pontos de entrega e uma estação de compressão.

Malha Espírito Santo (ES): com sede em Vitória, é responsável pelos trechos no estado do Espírito Santo do Gascac (Cacimbas-Prado), Gasvic (Cacimbas-Vitória), Gasoduto Lagoa Parda-Vitória, Gasvit (Gasoduto Contorno de Vitória), Gascav (Cabiúnas-Vitória), Gasduc II (Cabiúnas-Silva Jardim), Gasduc III (Cabiúnas-Túnel do Gasduc III), Gascab I, II e III (Barra do Furado-Cabiúnas), Enchovão (trecho terrestre).

Sua extensão é de 1.351,9 km, com 14 pontos de entrega e três estações de compressão.

Malha Rio de Janeiro e Minas Gerais (RJ/MG): com sede em Duque de Caxias (RJ), é responsável pelos gasodutos Gasduc II (Silva Jardim-Reduc) e Gasduc III (Túnel do Gasduc III – Duque de Caxias), Gasbel I e II (Rio-Belo Horizonte), Gasjap (Japeri-Reduc), Gascar (Lorena-Japeri), Gasvol (Rio de Janeiro-Volta Redonda), trecho no estado do Rio de Janeiro do Gaspal (Rio de Janeiro-São Paulo) e o gasoduto de interligação do terminal de GNL da Baía de Guanabara.

Totalizando 1.356,5 km de extensão, com 24 pontos de entrega e duas estações de compressão.

Malha São Paulo (SP): com sede em Guararema, é responsável pelos trechos no estado de São Paulo do Gaspal (Rio de Janeiro-São Paulo), Gaspal II, Gastau (Caraguatatuba-Taubaté), Gaspaj (Paulínia-Jacutinga), Gascar (Lorena-Replan), Gasoduto Revap-Recap, Gasan (São Paulo-Santos), Gasan II, Gasoduto Merluzão-trecho terrestre.

Totalizando 910 km de extensão, com 13 pontos de entrega e duas estações de compressão.

Desafios:

Manter ativos em condições de operação segura em pleno coração da Floresta Amazônica.

Garantir a continuidade operacional com segurança em toda a malha.

Capacitar os empregados dispersos geograficamente, garantindo que estejam aptos a realizar atividades críticas de manutenção das instalações.

Superado com:

Soluções inovadoras que asseguram a confiabilidade e otimização de custos.

Programa de Confiabilidade Máxima.

Programa de Qualificação Profissional de Transporte de Gás Natural.

Processamento de Gás Natural

O Terminal de Cabiúnas (Tecab), localizado em Macaé, no Rio de Janeiro, estoca e transfere aproximadamente 15% do petróleo e processa parte do gás natural produzido na Bacia de Campos.

O Tecab responde também pela produção e pelo fornecimento de gás liquefeito de petróleo (GLP) às distribuidoras que abastecem os mercados de Macaé; das regiões Norte Fluminense, dos Lagos e Serrana do Rio de Janeiro; de Vitória (ES), além do fornecimento de matéria-prima para abastecimento do Polo Gás Químico (por meio da Reduc).

A capacidade de processamento atual de 19,7 milhões de m3/dia de gás e de 4,5 mil m3/dia de condensado de gás é viabilizada por meio da operação de sete unidades: três URLs (Unidade de Recuperação de Líquidos); três UPCGNs (Unidade de Processamento de Condensado de Gás Natural) e uma URGN (Unidade de Resfriamento de Gás Natural).

Este site é considerado uma das mais importantes e complexas Unidades da Transpetro.

Nos próximos anos, o Tecab será um complexo ainda mais estratégico, recebendo ampliações para viabilizar o processamento de parte do gás natural produzido pelo pré-sal.

Desafios do Processamento de Gás Natural

Desafios

Garantir a confiabilidade das plantas de processamento de gás natural.

Reduzir queimas.

Capacitar os operadores para otimizar a partida de Unidades.

Superado com

Programa de Confiabilidade Máxima (índice de disponibilidade das plantas 100%).

Programa de Queima Mínima e aumento da disponibilidade das plantas.

Simulador para treinamento de operadores.

Dados da malha de Gasodutos

Kilometragem: 7.321

Capacidade: 100 milhões de m3/dia

Pontos de Recebimento: 28

Pontos de Entrega: 120

Estações de Compressão: 21

Dados do Terminal de Cabiúnas

Capacidade de Processamento de gás: 19,7 milhões de m3/dia

Capacidade de Processamento de condensado: 4,5 mil m3/ dia

Unidades: 3 URLs, 3 UPCGNs e 1 URGN.

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31.10.1.6. Mapas de atuação da Transpetro - visibilidade dos dutos

31.10.2. Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG)

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31.10.2.1. Gás Natural

O gás natural é um combustível fóssil formado através do acúmulo e posterior transformação da matéria orgânica sob a superfície terrestre, há milhares de anos.

 É considerado uma fonte de energia menos poluente.

Por ser mais leve que o ar, espalha-se rapidamente na atmosfera em caso de vazamentos, sendo mais seguro.

Porém, não deixa de ser perigoso, pois é inflamável e pode causar asfixia.

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31.10.2.2. A empresa TBG

A TBG é a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A., proprietária e operadora no Brasil do maior gasoduto da América Latina, pelo qual transporta e comercializa o gás natural que vem da Bolívia, efetuando a entrega às Companhias Distribuidoras de cada Estado, detentoras da concessão de distribuição

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31.10.2.3. Breve histórico

A exploração do gás natural tem início no país no começo do século passado, de forma restrita a pequenas reservas em território baiano.

Nos anos 70, o assunto é retomado, devido à busca por uma fonte alternativa de energia, em função dos dois choques do petróleo, e ganha mais força, na década de 90, com a crise de escassez de eletricidade.

O projeto do Gasoduto Bolívia-Brasil surge em 1996, considerado prioritário pelo governo brasileiro devido à urgência de oferecer ao país uma nova opção energética.

A Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) se estabelece em 18 de abril de 1997, para empreender a construção do lado brasileiro do gasoduto e começar a operá-lo no menor prazo possível.

Na Bolívia, formou-se a empresa Gás Transboliviano (GTB).

O investimento total da obra foi de US$ 2 bilhões.

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31.10.2.4. Início

Após décadas de estudos técnicos e projetos, a Bolívia e o Brasil, que desde os anos 30 negociavam a compra e venda de petróleo - particularmente do gás natural - chegaram a uma importante decisão nos anos 90: implantar o Gasoduto Bolívia-Brasil.

Este projeto, um sonho de 60 anos que revitalizaria as relações econômicas entre os dois países envolvidos, ajustava-se ao regime de flexibilização do monopólio estatal do petróleo no Brasil.

Em julho de 1997 foram finalmente assinados os contratos para execução da obra.

Para empreender a construção do Gasoduto, a Gaspetro, empresa do sistema Petrobras, foi buscar recursos com financiadores internacionais e também no BNDES.

Em dezembro daquele ano, entravam em atividade as duas empresas responsáveis pelo transporte do gás: no Brasil, a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A. (TBG), e na Bolívia a Gás Transboliviano (GTB).

O Brasil hoje conta com o maior gasoduto da América Latina, pronto para oferecer às indústrias de cerâmica, vidro, alimentos e bebidas, papel e celulose, metalurgia, química, petroquímica e dezenas de outras, um combustível limpo, econômico e livre da necessidade de formação de estoques.

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31.10.2.5. O gasoduto

O gasoduto é uma tubulação que leva o gás natural das fontes produtoras até os centros consumidores.

O gasoduto Bolívia-Brasil transporta o gás proveniente da Bolívia atravessando os estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Transporta grandes volumes de gás, opera em alta pressão e somente se aproxima das cidades para entregar o gás às Companhias Distribuidoras, constituindo um sistema integrado de transporte de gás.

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31.10.2.6. O traçado

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31.10.2.7. Características

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31.10.2.8. Operação do gasoduto Bolívia-Brasil

Para operar com eficiência o Gasoduto Bolívia-Brasil, a TBG conta com equipes de campo e uma Central de Supervisão e Controle , em prontidão 24 horas por dia, para a supervisão e a manutenção de todo o trajeto do Gasoduto.

Essas equipes também inspecionam periodicamente a Faixa de Servidão, instalações e equipamento .

Além do trabalho em campo, para operar continuamente os 2.593 quilômetros do Gasoduto em território nacional, a TBG atua segundo uma técnica de gerenciamento de riscos conhecida como Manutenção Centrada em Confiabilidade (MCC), introduzida pela indústria aeronáutica.

Pioneira na operação remota de Estações de Compressão em gasodutos, a empresa controla por satélite, ininterruptamente, a integridade dos dutos que atravessam terrenos alagados como o Pantanal Matogrossense, lagos e rios de longo curso, áreas urbanas e de preservação ambiental.

Um dos programas tratado com muita seriedade pela empresa é o de Gestão da Integridade, baseado na Norma Internacional B31.8S, da American Society of Mechanical Engineers (ASME).

Esta norma trata do gerenciamento da integridade em dutos de transporte de gás nos Estados Unidos.

É uma exigência que não existe no Brasil, mas a TBG sempre busca se igualar às melhores práticas internacionais.

Tudo o que a Norma determina em termos de manutenção preventiva dos dutos e faixa, inspeções periódicas internas e externas, comunicação com proprietários e outros públicos, entre outros pontos, a TBG já realiza visando garantir a segurança em sua operação diária.

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31.10.2.9. Aplicações

O gás natural é uma fonte de energia limpa, econômica e segura, cada dia mais comum em residências e nos setores de comércio, serviços, transportes, indústrias e termoelétricas. Seu uso tende a ser dominante em relação aos combustíveis tradicionais mais poluentes.

Residências, comércio e serviços

Acessível via redes canalizadas, o gás natural tem hoje forte emprego nas residências, tomando o lugar do botijão nas cozinhas.

Transportes rodoviários

A substituição de gasolina ou álcool pelo gás natural como combustível em motores de combustão interna significa uma drástica redução na poluição das grandes cidades, tanto em veículos leves (táxis e carros particulares) como em pesados (ônibus e caminhões).

Torna mais barata a locomoção de produtos e pessoas e, por ser mais limpo, reduz ainda os gastos com a manutenção dos veículos, aumentando sua vida útil.

Indústrias

O gás natural melhora a qualidade final dos produtos.

Não necessita de aquecimento antes da combustão, possibilita o controle preciso da temperatura e sofre queima completa.

Por ser mais limpo, desonera as indústrias dos gastos com equipamentos antipoluentes.

Entregue via dutos, elimina gastos com frete e estocagem presentes nas hipóteses de opção por outros combustíveis.

Termoelétricas

Com baixa emissão de resíduos, a geração de eletricidade a partir do gás natural também aumenta a disponibilidade de energia no país com a implantação de usinas termoelétricas.

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31.10.2.10. Custo total da construção do Gasoduto Bolívia-Brasil - US$ 2 bilhões (US$ 1,6 bilhão no Brasil e US$ 400 milhões na Bolívia)

 Financiamento da Obra:

1).BNDES/Finame - US$ 245 milhes

2).Corporação Andina de Fomento (CAF)  - US$ 80 milhões

3).Venda antecipada de serviços - US$ 302 milhões

4).Aporte de acionistas - US$ 310 milhões

5).Agências de fomento e exportação - US$ 159 milhões

6).Banco Europeu de Investimento - US$ 60 milhões

7).Empréstimo do Bird - US$ 130 milhões

8).BID - US$ 240 milhões

Obs: Graças a um acordo entre os governos brasileiro e boliviano, ficaram isentas de impostos várias operações relativas à construção do gasoduto. 

31.10.3. Uniduto - logística

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31.10.3.1. A empresa

A Uniduto Logística S.A. foi criada em 2008 por um grupo de produtores de etanol preocupados em melhorar a infraestrutura logística do combustível produzido no Brasil.

Seu projeto baseado em transporte por dutos, centros coletores, terminais de distribuição e portos próprios, visa permitir aos seus usuários maior competitividade, tanto no mercado nacional como internacional.

Hoje já são associadas da Uniduto aproximadamente 80 usinas ligadas a 10 grandes grupos produtores de etanol.

 

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31.10.3.2. Trajeto preliminar

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31.10.3.3. Investimentos e início de suas atividades

Com investimentos de 2,9 bilhões de reais, a empresa prevê iniciar suas atividades em 2013, transportando parte significativa da produção de etanol da região Sudeste, Centro-Oeste e Sul para os grandes centros consumidores dentro e fora do país.

Atualmente o projeto está em processo de obtenção das licenças ambientais e a expectativa é que as obras de construção da dutovia tenham início no primeiro trimestre de 2012 e, quando em operação, terá capacidade para transportar até 16,6 bilhões de litros de etanol por ano, oferecendo uma alternativa sustentável para o escoamento e distribuição deste biocombustível.

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31.10.3.4. O projeto

O Projeto Uniduto, desenvolvido considerando aspectos técnicos, ambientais e sociais, terá aproximadamente 600 km de extensão de dutovia que passará por 46 municípios do Estado de São Paulo.

É prevista a implantação de quatro terminais coletores nas cidades de Serrana, Botucatu, Anhembi e Santa Bárbara d’Oeste; dois terminais de distribuição para o mercado interno em Paulínia e em Caieiras, na região metropolitana de São Paulo, além de um terminal de exportação na Baixada Santista, onde também operará um porto próprio afastado da costa (offshore).

As empresas usuárias deste serviço certamente se tornarão mais competitivas tanto no mercado interno como externo, pois são inúmeras as vantagens do uso do duto.

Toda a sociedade se beneficiará com os ganhos socioambientais que a operação proporcionará a partir de 2013.

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31.10.3.5. Integração com os demais modais

O projeto é baseado na construção de uma dutovia, que irá integrar diferentes modais de transporte (ou meios de transporte, como ferroviário, rodoviário, hidroviário, marítimo e aéreo).

O projeto prevê também centros coletores e de distribuição e portos próprios, visando permitir aos seus usuários maior competitividade, tanto no mercado nacional como no internacional.

O projeto, com aproximadamente 600 km de extensão, passará por 46 municípios: Americana, Analândia, Anhembi, Araras, Barueri, Botucatu, Caieiras, Cajamar, Campinas, Carapicuíba, Cordeirópolis, Corumbataí, Cosmópolis, Cotia, Cravinhos, Cubatão, Descalvado, Embu, Franco da Rocha, Hortolândia, Iracemápolis, Itapecerica da Serra, Itupeva, Jundiaí, Leme, Limeira, Louveira, Luis Antônio, Osasco, Paulínia, Piracicaba, Pirassununga, Rio Claro, Rio das Pedras, Saltinho, Santa Bárbara D’Oeste, Santa Cruz da Conceição, Santa Gertrudes, Santa Rita do Passa Quatro, São Bernardo do Campo, São Paulo, São Simão, São Vicente, Serrana, Sumaré, Vinhedo e Baixada Santista.

Quando em operação plena, a dutovia poderá ter capacidade para transportar até 16,6 bilhões de litros de etanol por ano.

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31.10.3.6. Composição dos dutos

Dutovia é uma modalidade de transporte baseada em um conjunto de dutos (ou, simplesmente, tubos com características especiais de fabricação) para o transporte de produtos a granel, líquidos ou gasosos, por meio de bombeamento ou compressão do produto, de forma mais rápida, segura e em larga escala. A dutovia da Uniduto transportará apenas produtos líquidos (combustíveis).

Os dutos do projeto Uniduto serão feitos de aço carbono, seguindo as exigências de normas técnicas específicas.

Eles apresentarão revestimentos especiais para evitar a corrosão e para proteção mecânica.

As dimensões poderão variar, de acordo com o volume a ser transportado, a distância percorrida e o relevo do traçado, mas podem ser de 10 polegadas (25 centímetros) até 30 polegadas (75 centímetros) de diâmetro.

Um duto tem vida útil indeterminada, desde que mantida uma boa manutenção e de que não haja abrasão (ato ou efeito de raspar ou desgastar por atrito) pelo produto transportado.

No Brasil, existem sistemas de dutos funcionando há mais de 40 anos e, no exterior, há quase 70 anos. 

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31.10.3.7. Poluição do ar

Em função do transporte dos combustíveis na dutovia ser realizado através de operação de bombeamento, a qual empregará basicamente energia elétrica, substituindo principalmente o modal rodoviário, o projeto Uniduto causará melhoria significativa sobre a qualidade do ar, uma vez que evitará a queima de combustíveis fósseis, principalmente o diesel.

Estudos demonstram que o projeto evitará a circulação de 1600 caminhões tipos bi trens por dia nas estradas brasileiras, o significará evitar a emissão de 2.100.000 t CO2 no período de 2014 a 2022.

Também serão evitadas as emissões de outros poluentes atmosféricos, como CO, NOx, SOx, Compostos Orgânicos Voláteis e particulados, gerando, segundo o Decreto Paulista 52.469, créditos de emissões, os quais permitirá a instalação de novos empreendimentos por terceiros nas áreas saturadas cruzadas pelo projeto

31.10.4. Investimentos em gasodutos e alcoodutos

Gasodutos

Os investimentos na última década foram especialmente para a malha dos gasodutos que, atualmente, somam dez mil quilômetros de extensão.

Tal expansão foi impulsionada pelo Plangás (Plano de Antecipação da Produção de Gás), com o objetivo de proporcionar a utilização de recursos provenientes de novas descobertas e do gás associado na Bacia de Campos (RJ), anteriormente queimado nas plataformas.

Apesar das iniciativas, a malha atual continua apresentando gargalos logísticos na distribuição de gás no sul do Brasil, gerando instabilidade para a indústria dutoviária.

Devido ao baixo custo operacional e por permitir que grandes quantidades de produtos líquidos sejam transportadas de maneira segura e limpa, entidades dos setores logístico e industrial encaram o método alternativo de transporte como um nicho amplamente benéfico.

Alcoodutos

Até o momento, existem três projetos de implementação de sistemas de alcoodutos:

1).PMCC (Projetos de Transporte de Álcool), que vai de Uberaba (MG) a Paulínia (SP);

2).CentroSul, que ligará o Mato Grosso ao litoral paulista;

3).Uniduto, de Serrana (SP) a uma monoboia que será instalada no Guarujá (SP).

Além de discussões visando à otimização dos respectivos traçados, encontra-se em andamento a conclusão dos estudos para o licenciamento ambiental – que recentemente foi outorgado ao projeto do PMCC.

“Se para o segmento de dutos esses projetos representam oportunidades de negócios, para o Brasil a formação de infraestrutura de escoamento do etanol produzido aqui para os mercados consumidores é fundamental”.

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