Sincronismo organizacional

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Capítulo IV

Balanço contábil, patrimonial, social e ecológico

3.23. Balanço Social, patrimonial e ecológico

3.23.1. Disposições gerais

O art. 176 da lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, dispõe que ao fim de exercício social, a diretoria deve elaborar, com clareza, a situação do patrimônio da empresa e as mutações ocorridas no exercício findo:

·       balanço patrimonial;

·       demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;

·       demonstração do resultado do exercício;

·       demonstração das origens e aplicações de recursos, e no § 5o, as notas explicativas que deverão indicar, entre outros;

·       avaliação dos estoques;

·       cálculo da depreciação;

·       investimentos em outras sociedades;

·       informação sobre os débitos referentes a empréstimos dos ativos permanentes junto aos órgãos de financiamento;

·       os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo;

·       evolução dos principais índices econômicos e financeiros.

3.23.2. Princípio da contabilidade patrimonial, social e ecológica

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3.23.2.1. Consistência do balanço patrimonial

·       consiste no processo sistemático e ordenado de registrar as alterações ocorridas no patrimônio de uma entidade, e trata a pessoa jurídica da empresa como distinta das pessoas físicas e/ou jurídicas de seus proprietários;

·       consiste também em registrar o que está ocorrendo na empresa, no seu dia a dia, de forma a dar subsídios aos seus dirigentes para qualquer tomada de decisão;

·       além disso, o balanço contábil deve ser publicado por lei para que os acionistas, a sociedade e os órgãos governamentais tenham conhecimento do mesmo, e possam dele tirar informações econômicas e financeiras;

·       preocupa-se com as leis e normas, e é obrigatória para entidades legalmente estabelecidas. Seu objetivo maior está associado ao passado, e seus atos e práticas são estabelecidos por meio de regras normativas que recebem a denominação de princípios fundamentais da contabilidade.

·       preocupa-se com os custos / gastos realizados pela entidade no decorrer de suas operações e utiliza os princípios da contabilidade geral para registrar os custos de operação de um negócio, dessa forma, com informações coletadas das operações e das receitas, a administração pode empregar os dados contábeis e financeiros para estabelecer:

ü      os custos da administração central, denominados indiretos da empresa;

ü      os custos da administração regional da empresa;

ü      os custos de cada projeto, incluindo os indiretos e os custos diretos de execução dos seus serviços, os custos operacionais da empresa serão a somatória dos custos individuais de cada projeto;

ü      os custos relacionados com as atividades do patrimônio: sua administração, a manutenção preventiva, corretiva e a industrial;

ü      os custos relacionados com as áreas de engenharia, suprimentos,e produção;

ü      os custos de produção unitários ou totais, para um ou para todos os serviços executados, além dos custos das outras diversas funções do negócio, objetivando alcançar uma operação racional, eficiente e lucrativa;

ü      os custos provenientes dos impostos diretos e indiretos da empresa;

ü      os custos / receitas financeiras da empresa.

·       preocupa-se com a apropriação dos estoques relacionados com a produção dos projetos, e também com o estoque de peças relativo à manutenção dos seus equipamentos. os estoques de serviços são um item de grande valia na apreciação e análise final e conclusiva de um balanço;

·       para a determinação do lucro da empresa empregam-se dados originários dos registros convencionais contábeis, tornando-os mais úteis à administração para a sua determinação;

·       realiza comparações dos custos dos projetos e serviços entre o orçamento inicialmente previsto e o realizado;

·       possibilita a análise da evolução dos negócios das regionais, assim como dos diversos departamentos ou setores da empresa.

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3.23.2.2. Representação do balanço patrimonial

·       balanço patrimonial:

ü       representa as atividades: passiva; ativa e o patrimônio líquido da empresa.

·       passivo:

ü       representa a origem do dinheiro da empresa, financia o ativo da empresa.

·       ativo:

ü       representa a utilização do dinheiro da empresa.

·       periodicidade:

ü       o balanço contábil é apresentado mensalmente para a declaração do imposto de renda e anualmente para a sociedade.

ü       patrimônio líquido:

ü       investimentos efetuados pelos proprietários em troca de ações, quotas ou outras participações, e demonstram os lucros acumulados na entidade.

·       patrimônio líquido = ativo - passivo;

·       as empresas devem manter um balancete mensal de suas atividades que servem como informações ao controle de seus custos e comparações relacionados ao orçamento corporativo;

·       o processo para registro contábil não deve ser mudado com freqüência, para que os resultados contábeis não fiquem prejudicados.

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3.23.2.3. Consistência e representação do balanço social

O congresso nacional decreta pelo projeto de lei nº 3.116/97

·       artigo 1º:

ü       as empresas privadas que tiverem 100 empregados ou mais no ano anterior à sua elaboração.

·       artigo 3o - O balanço social deverá conter informações sobre:

ü       a empresa: faturamento bruto; lucro operacional; folha de pagamento bruta, detalhando o total das remunerações e valor total pago à empresas prestadoras de serviços;

ü       os empregados: número de empregados existentes no início e no final do ano, discriminando a antiguidade na empresa; admissões e demissões durante o ano; escolaridade, sexo, cor, e qualificação dos empregados; número de empregados por faixa etária; número de dependentes menores; número mensal de empregados temporários; valor total da participação dos empregados no lucro da empresa; total da remuneração paga a qualquer título às mulheres na empresa; percentagem de mulheres em cargos de chefia em relação ao total de cargos de chefia da empresa; número total de horas extras trabalhadas; valor total das horas extras pagas;

ü      valor dos encargos sociais pagos, especificando cada item;

ü      valor dos tributos pagos, especificando cada item;

ü      alimentação do trabalhador: gastos com restaurante, etc.;

ü      educação: valores gastos com treinamento profissional; programas de estágios; reembolso com educação; bolsas escolares; assinaturas de revistas; gastos com biblioteca; etc.;

ü       saúde dos empregados: valor dos gastos com planos de saúde; assistência médica; programas de medicina preventiva; programas de qualidade de vida;

ü      segurança no trabalho: valor dos gastos com segurança no trabalho, especificando os equipamentos de proteção individual e coletiva na empresa;

ü      previdência privada: planos especiais de aposentadoria;

ü      investimentos na comunidade;

ü       investimentos no meio ambiente; reflorestamento; despoluição; gastos com introdução de métodos não poluentes e outros gastos que visem a conservação ou melhoria do meio ambiente.

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3.23.2.4. Consistência e representação do balanço ecológico

·      cada vez mais a proteção ao meio ambiente vem se tornando uma preocupação do ser humano, de muitas empresas, de formadores de opinião ecológica de grande penetração junto a população, e de parcela cada vez mais significativa da população, em várias partes do mundo e principalmente no brasil;

·      as empresas que não tiverem a funcionalidade operacional de proteção ao meio ambiente ficarão de fora do contexto construtivo de nosso país;

·      ainda não possuímos uma forma concreta de materializar a forma de apresentação de um balanço ecológico, porém poderemos dar informações adicionais dos procedimentos e dos custos relacionados com a proteção do meio ambiente;

·      hoje, a grande dificuldade está em implantar uma planilha de custos relacionados aos custos ambientais, porém teremos que nos aprofundar de imediato neste conceito, pois as benéficies serão substanciais e cobradas de imediato;

·      segundo as Nações Unidas, o primeiro passo a transpor consiste em separar as despesas ambientais de outras despesas e, objetivamente, mensurar o passivo ambiental das empresas;

·      como exemplo, o que hoje nos salta aos olhos são os passivos ambientais que as empresas governamentais deixaram com relação às rodovias, hoje privatizadas, e, que têm programas de recuperação do passivo ambiental para os próximos 15 anos. Portanto, se tivéssemos a consciência de hoje, as construções teriam sido realizadas dentro de um conceito de proteção ambiental;

·      a grande dificuldade, hoje, é como contabilizar os custos, por exemplo, “proteção da qualidade do ar ”: é claro que nesta situação deve-se exigir do fabricante do equipamento a proteção ao meio ambiente, e como consequência os custos serão diluídos automaticamente nos custos dos serviços e passados para o ativo do projeto;

·      outro caso é relacionado à poluição das águas dos rios - a solução é, por exemplo, a construção de uma estação de tratamento de fluentes.

·      as empresas poderão apresentar notas explicativas:

ü   as medidas e programas formalmente estabelecidos que se aplicam à empresa em função da ISO 14000;

ü   o resultado da empresa nas medidas de proteção do meio ambiente por imposição legal;

ü   as prerrogativas contratuais para a execução dos projetos;

ü   a previsão para a recuperação de passivos ambientais;

ü   a criação de provisões e de reservas para atender casos de acidentes ecológicos;

ü   o custo da divulgação dos passivos ambientais;

ü   custos operacionais específicos, envolvendo pesquisas ambientais e suas respectivas soluções.

3.23.3. Organização do balanço patrimonial

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3.23.3.1. Empresa: ativos

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3.23.3.2. Empresa: passivos

3.23.4. Organização do balanço social

3.23.5. Organização do balanço ecológico

3.23.6. Princípios fundamentais de contabilidade patrimonial, social e ecológica

Os princípios fundamentais de contabilidade orientam os profissionais segundo os seguintes fundamentos básicos, entre outros:

·      princípio da entidade em seu o art. 4º: segundo a resolução nº 750 do conselho federal de contabilidade, reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade individual e considera como distinta da dos seus sócios que a compõem, devendo ser realizado pela contabilidade um esforço para alocar contabilmente o que é a entidade e separá-lo do que é dos sócios;

·      princípio da continuidade em seu art. 5º: pressupõe que as entidades são consideradas projetos em andamento e tendo vida indefinida;

·      princípio da oportunidade em seu art. 6º: refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à inteligência do registro do patrimônio e das suas mutações, realizada de imediato e com a extensão correta, independentemente das causas que as originaram;

·      princípio do registro pelo valor original em seu art. 7º: afirma que os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores das transações com o mundo exterior, expressando o valor corrente;

·      princípio da atualização monetária em seu art. 8º: considera que as variações do poder aquisitivo devem ser reconhecidos nos registros contábeis por meio do ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais;

·      princípio da competência em seu art. 9º: considera que as receitas e as despesas devem ser aplicadas no período em que ocorrem, independentemente do recebimento ou pagamento;

·      princípio da prudência em seu art.10º: determina a adoção do menor valor para os componentes do ativo, e do maior, para os do passivo, sempre que se apresente desigualdades igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais.

A seguir, apresentamos em detalhes os componentes normais de um balanço:

3.23.7. Ativo circulante - realizável a curto prazo (1)

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3.23.7.1. Ativo circulante - definição

No ativo circulante, encontram-se registradas as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte.

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3.23.7.2. Disponibilidades (1.1)

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3.23.7.3. Direitos realizáveis (1.2)

·      são direitos da empresa sobre terceiros, provenientes de diversas transações;

·      é o relativo à contrapartida da empresa para fazer jus ao reconhecimento do direito, através da venda de um produto ou prestação de serviço;

·      são valores classificados por ordem de vencimento, função do prazo estipulado para recebimento;

·      aquelas de direitos com períodos de até um ano são classificadas no ativo circulante;

·      aquelas de direitos que ultrapassarem um ano são classificadas no ativo realizável a longo prazo.

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3.23.7.4. Estoques relacionados à obtenção do produto (1.3)

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3.23.7.5. Clientes (1.4)

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3.23.7.6. Exemplo: ativo circulante

3.23.8. Ativo realizável a longo prazo (2)

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3.23.8.1. Conceito

São considerados os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte (art. 179, II, da lei 6.404), assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos à sociedades coligadas ou controladas (art. 243), diretores, acionistas ou participantes no lucro da empresa, que ainda não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da empresa.

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3.23.8.2. Contas a Receber (2.1)

3.23.9. Ativo permanente realizável a longo prazo (3)

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3.23.9.1. Introdução

A característica fundamental das contas que integram o ativo permanente é que tratam-se de bens e direitos que não se destinam à venda, mas sua permanência na empresa proporciona a produção de bens, serviços ou renda de caráter permanente.

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3.23.9.2. Investimentos (3.1)

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3.23.9.3. Imobilizados Fixos (3.2)

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3.23.9.4. Imobilizados móveis (3.3)

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3.23.9.5. Exemplo: de imobilizado líquido

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3.23.9.6. Ativo diferido (3.4)

3.23.10. Exemplo: ativo permanente

3.23.11. Outros lançamentos (4)

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3.23.11.1. Valores caucionados (4.1)

São valores que se encontram à disposição dos contratantes e que garantem a execução do projeto.

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3.23.11.2. Projetos contratados (4.2)

São contabilizados os valores dos contratos em andamento e aqueles que deverão ser iniciados em curto prazo de tempo.

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3.23.11.3. Compras contratadas (4.3)

São contabilizados os valores das contas que se encontram em andamento para a execução de projetos.

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3.23.11.4. Exemplo: balanço patrimonial - total do ativo

3.23.12. Passivo circulante (5)

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3.23.12.1. Introdução

Neste item encontram-se, de acordo com o art. 180, as obrigações da empresa, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo permanente, quando vencíveis no exercício seguinte.

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3.23.12.2. Fornecedores (5.1)

Neste item devem constar os valores que deverão ser creditados de imediato para os fornecedores de matéria-prima, ou objetos de aplicação.

Este conjunto de créditos acordados entre a empresa e os fornecedores são pagáveis normalmente a 15, 30, 60, e talvez 90 dias ou mais.

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3.23.12.3. Adiantamento de clientes (5.2)

São considerados os adiantamentos realizados por clientes, normalmente, em troca de serviços, fornecimento de materiais especiais ou ainda para a execução de equipamentos especiais ou importados que necessitam de pagamentos antecipados.

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3.23.12.4. Salários e encargos sociais (5.3)

São os salários pendentes e associados aos seus respectivos encargos.

PROVISÃO PARA FÉRIAS:

O art. 279 do RIR/94 faculta a constituição da provisão para férias de modo que se possa realizar uma distribuição ao longo do tempo e proporcional ao seu poder aquisitivo no momento do balanço.

REMUNERAÇÃO DE SÓCIOS, DIRETORES E ADMINISTRADORES:

A despesa relativa à remuneração mensal dos sócios, diretores ou administradores é regida pelo art. 296 do RIR/94 e apresentam três limites a serem observados cumulativamente pelas pessoas jurídicas;

Limite individual - um valor máximo correspondente a 15 vezes o valor limite mínimo da tabela para desconto do imposto de renda na fonte vigente na prestação dos serviços;

Limite colegial - este valor é válido somente para as empresas que possuem mais de oito sócios, diretores, gerentes, com remuneração oito vezes o valor limite individual correspondente ao mês prestação dos serviços;

Limite em função do lucro real - a dedução das remunerações não poderá ser superior a 50% do lucro real antes da compensação de prejuízos fiscais e de serem computados os valores correspondentes às remunerações.

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3.23.12.5. Subempreiteiros/empresas auxiliares (5.4)

Neste item estão enquadradas as empresas auxiliares e que prestam serviços das mais variadas formas.

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3.23.12.6. Imposto de renda (5.5)

São determinados valores que voltam para o governo em função do lucro empresarial.

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3.23.12.7. Contribuição social e outros (5.6)

São os impostos exigidos pelo governo, tais como: contribuição social, PIS, FINSOCIAL e ISS.

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3.23.12.8. Financiamentos a curto prazo (5.7)

São os financiamentos a curto prazo, na aquisição de equipamentos ou mesmo de capital de giro, até aproximadamente 180 dias e alguns casos até 360 dias.

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3.23.12.9. Leasing (5.8)

São os valores vinculados aos equipamentos ou imóveis nesta modalidade de financiamento, e a lei nº 6.099/74 introduziu no Brasil a figura do arrendamento mercantil, ou mais conhecido como leasing, e podem ser objetos de arrendamento e bens de capital - móveis e imóveis, novos e usados.

Os contratos de arrendamento devem incluir no mínimo as seguintes especificações:

·       descrição minuciosa dos bens que constituem o objeto do contrato;

·       prazo de arrendamento, obedecendo o mínimo fixado na legislação;

·       valor das contraprestações ou seu cálculo, bem como o critério de reajustamento;

·       forma de pagamento por períodos determinados não superiores a um semestre;

·       as condições específicas para as condições de final do contrato envolvem - devolução do bem, aquisição do bem ou a renovação do contrato;

·       condições para a troca do bem;

·       faculdade da arrendante vistoriar o bem;

·       obrigações da arrendatária: nas hipóteses de inadimplência, destruição, desaparecimento, roubo, perecimento do bem, etc.;

·       local de entrega do bem;

·       seguros obrigatórios.

Os contratos de arrendamento (art. 10 da resolução do banco central) estabelecem os seguintes prazos mínimos:

·       para os bens com vida útil igual ou inferior a cinco anos, o prazo mínimo é de dois anos;

·       para os demais casos é de dois anos.

A IN SRF no 72/84 fixou os seguintes prazos de vida útil:

·       tratores                                          quatro anos;

·       veículos de carga                            cinco anos;

·       caminhões fora de estrada               quatro anos;

·       computadores periféricos                 cinco anos.

O contrato de arrendamento deve prever que as contraprestações não possam ser muito elevadas no seu início, tendo em vista que podem descaracterizar o processo de arrendamento. Na quase totalidade dos contratos de arrendamento, a opção final de compra por parte do arrendatário é bastante confortável tendo em vista que o valor é muito abaixo ao de mercado.

Na realidade, ainda estamos mais próximos do processo de compra e venda com a grande vantagem de que as contraprestações podem ser abatidas como custo ou despesa operacional na determinação do lucro real.

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3.23.12.10. Descontos bancários (5.9)

Indicam a forma de obtenção imediata de capital de terceiros num prazo temporário.

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3.23.12.11. Outras obrigações (5.10)

DESPESAS OU PERDAS DEDUZÍVEIS E NÃO DEDUZÍVEIS

As despesas efetuadas pelas pessoas jurídicas podem ser deduzíveis ou indeduzíveis na apuração do lucro real. Algumas despesas têm limites individuais e outras fazem parte de um todo.

DESPESAS COM VEÍCULOS

Os gastos com veículos pertencentes ao ativo imobilizado da empresa não apresentam dificuldades de custeio, quer com relação à sua depreciação ou com a sua manutenção e operação.

Na apuração das despesas com uso de veículos de propriedade de empregados, diretores, sócios, etc., ainda que resultem da obrigação legal, de acordo com o PN nº 108/72, somente são deduzíveis quando satisfizerem aos seguintes requisitos:

·         uso comprovadamente efetivo do veículo;

·         desembolso do preço;

·         preço justo compatível com o mercado.

DESPESAS COM VIAGENS

Os gastos realizados por pessoas da empresa, no desempenho de funções fora do local de trabalho, podem deduzir como despesa operacional na determinação do lucro real.

Estes gastos extras devem ser comprovados por recibos de hotéis, passagens de avião, enfim, por documentos reais e que possam sofrer qualquer tipo de auditagem.

CONTRIBUIÇÕES E DOAÇÕES

As doações e contribuições, de acordo com a relação do art. 304 do RIR/94, são dedutíveis até 5% do lucro bruto operacional.

DOAÇÕES PARA CAMPANHAS ELEITORAIS

Os efeitos dos problemas decorrentes das últimas campanhas eleitorais fez surgir a lei nº 8.713 de 30/09/93, que estabeleceu normas para as doações, desde que não ultrapassem a R$ 300.000 para cada empresa.

DESPESAS DE RELAÇÕES PÚBLICAS

As despesas com relações públicas em geral, tais como almoços, recepções, congraçamentos, festas, brindes, etc., para serem dedutíveis como operacionais devem apresentar correlação com as atividades da empresa e limitarem-se a nível razoável.

DESPESAS FINANCEIRAS

As despesas de financiamento decorrentes da aquisição de equipamentos, quando destacados com clareza, sejam de juros ou comissões do próprio fabricante, são consideradas despesas operacionais.

DESPESAS MÉDICAS, ODONTOLÓGICAS, FARMACÊUTICAS E SOCIAIS

Estes gastos são considerados despesas operacionais desde que destinados indistintamente a todos os funcionários da empresa, conforme art. 300 do RIR/94.

CARTÕES DE CRÉDITO

Os débitos decorrentes da utilização do cartão de crédito só poderão entrar como despesas operacionais, quando elas forem realmente necessárias ao bom andamento dos serviços relacionados com a empresa. Caso contrário não são despesas operacionais dedutíveis.

JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA SOBRE EMPRÉSTIMOS DE SÓCIOS

Desde que haja contrato com cláusula expressa (PN nº 138/75), os sócios, diretores dirigentes podem emprestar à empresa quantias necessárias e com juros normais de mercado e são consideradas despesas operacionais.

COMISSÕES E ASSESSORIA

Este ponto é bastante crítico, pois tem sido alvo de inúmeras sonegações e fica difícil determinar os serviços inerentes desta atividade. O artigo 247 do RIR / 94 dispõe o que são dedutíveis ou não, e exigem a comprovação dos serviços realizados que deram origem a nota fiscal.

INDENIZAÇÃO POR ACIDENTE DE TRÂNSITO

São dedutíveis do lucro operacional as despesas decorrentes de acidentes de trânsito, tais como os danos materiais causados a terceiros quando a indenização decorre de condenação judicial.

MULTAS CONTRATUAIS

Na atividade da construção civil os prazos de execução dos projetos são definidos através de marcos contratuais e que, geralmente, são seguidos de obrigações rigorosas ou multas que nem sempre podem ser recuperáveis durante o andamento do contrato, e estas multas são de despesas operacionais e dedutíveis somente no lucro bruto operacional, e não podem ser transferidas para abatimento do lucro real.

DESPESAS EM NOME DE TERCEIROS

Estas despesas são comuns em empresas de pequeno porte, pois muitas delas utilizam telefones em nome de terceiros ou mesmo imóveis, e estas despesas, desde que comprovadas sua utilização dentro do escopo da empresa, são contabilizadas como operacionais.

DESPESAS COM PROPAGANDA E MARKETING

Somente serão admitidas como despesas de propaganda se estiverem diretamente ligadas às atividades da empresa:

·         os rendimentos de trabalho assalariado, autônomo ou profissional;

·         aquisição de direitos autorais de projeto artístico;

·         importâncias pagas a empresas de propaganda;

·         importâncias pagas às empresas jornalísticas, devido a anúncios ou publicações;

·         importâncias pagas às empresas de radiodifusão ou televisão devido a anúncios ou programas.

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3.23.12.12. Participação de empregados nos lucros da empresa (5.11)

O art. 430 do RIR/94 dispõe que podem ser deduzidos na apuração do lucro líquido do exercício as participações nos lucros da pessoa jurídica atribuídas a seus empregados, desde que hajam normas e critérios bem definidos e o parecer normativo nº 99/78 esclarece:

·         na proporção do tempo de serviço, ainda que dela sejam excluídos os admitidos no último ano;

·         em proporção do último salário;

·         pelo mesmo montante a todos os empregados;

·         critérios equitativos.

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3.23.12.13. Debêntures (5.12)

3.23.13. Exemplo: passivo circulante

3.23.14. Exigível a longo prazo - diversos (6)

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3.23.14.1. Empréstimos e financiamentos (6.1)

É o valor que a empresa obteve a longo prazo para a aquisição de equipamentos ou outros bens, ou mesmo capital de giro superior a 180 dias. Um dos itens que podem alterar os diversos valores contábeis de um balanço é a sua correção monetária.

·       contas corrigíveis no balanço:

ü    ativo permanente;

ü    imóveis não classificados no ativo permanente;

ü    contas retificadoras de ativos corrigíveis (depreciação e provisão para perdas prováveis em investimentos);

ü    adiantamento a fornecedores de bens sujeitos à correção monetária;

ü    adiantamento para futuro aumento de capital.

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3.23.14.2. Exemplo: empréstimos junto a instituições financeiras

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3.23.14.3. Debêntures (6.2)

Conforme descrito acima, os debêntures podem ser classificados normalmente a longo prazo, porém os princípios são aqueles já descritos, a variação é somente com relação à classificação de curto e longo prazo.

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3.23.14.4. Retenções contratuais (6.2)

São as retenções que obedecem às regras contratuais e que podem ser deduzidas das faturas emitidas ao longo do contrato, e dependendo do prazo a sua classificação poderá ser de longo prazo.

3.23.15. Exemplo: exigível a longo prazo

3.23.16. Compra e venda, incorporação e loteamento de imóveis

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3.23.16.1. Introdução

A atividade de compra e venda, incorporação e loteamento de imóveis, tem procedimentos particulares para a apuração do custo real de cada período base e a forma de apuração do resultado contábil, e do lucro real desse ramo de atividade, está detalhada pela IN nº 884 de 1979, e alterada pela IN nº 23 de 1983.

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3.23.16.2. Determinação do custo do imóvel para venda

É composto de:

·         custo de aquisição do terreno;

·         tributos incidentes;

·         despesas de legalização;

·         custos de estudos e aprovação de projetos;

·         legalização e execução do desmembramento;

·         incorporação ou construção das edificações;

·         despesas financeiras opcionais podem, também, serem incluídas no custo operacional.

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3.23.16.3. Custo orçado

·       nos casos em que a venda acontece antes de completado o projeto, o contribuinte pode computar no custo do imóvel vendido, além dos custos incorridos, isto é, efetivamente pagos, ou complementar os projetos que é obrigado a realizar (art. 363 do RIR/94).

·       caso não se realize a projeção correta do custo orçado, poderão acontecer lucros ou prejuízos aparentes e que dificultam a análise final, e o valor do custo orçado terá como crédito a conta de passivo circulante ou exigível a longo prazo e como contrapartida a conta de:

ü resultado, se o recebimento total do preço de venda estiver previsto para o curso do período base;

ü    resultados de exercícios futuros, se o recebimento total ou parcial estiver previsto para os períodos seguintes.

·       a IN nº 84/79 dispõe, com muita propriedade, os procedimentos a serem levados em consideração quando se adota o custo orçado. admite que a diferença entre o custo orçado e o real não deverá ser superior a 15%. caso isto não ocorra a empresa ficará obrigada a pagar com correção monetária e juros os impostos postergados ou mal avaliados;

·       nos casos frequentes em que o terreno é trocado, parte dele por imóvel, não é viável falarmos sobre a sua aquisição sem levarmos em consideração tal transação;

·       portanto, nesta hipótese é fundamental o custo orçado, pois caso contrário estará antecipando lucros e isto leva a distorções;

·       os imóveis que ainda não foram vendidos estão regidos pela IN nº 84 de 1979, e dispõe que a pessoa jurídica deverá manter registro permanente de estoques para poder determinar o valor dos seus custos.

3.23.17. Exigível a longo prazo - patrimônio líquido (7)

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3.23.17.1. Introdução

·       de acordo com o art. 182, a conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada.

·       serão classificadas como reservas de capital, entre outras, as contas que registrarem:

ü      a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações;

ü      as contas como reservas de lucros constituídas pela apropriação de lucros da empresa.

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3.23.17.2. Capital social (7.1)

É o capital recurso colocado à disposição da empresa pelos acionistas na constituição da empresa, e por dedução, a parcela ainda não realizada.

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3.23.17.3. Aporte de capital (7.2)

É o capital transitório que estará imediatamente disponível para a empresa. O aumento ou redução de capital de uma empresa pode ocorrer a qualquer momento e poderá, ou não, ter consequência fiscal.

O aumento de capital poderá ocorrer da seguinte forma:

·       integralização em dinheiro, deverá ser comprovada a origem dos recursos creditados e a efetividade da entrega;

·       integralização por meio de bens que deverão ter seu valor atribuído à correspondência com o mercado, e não tem implicação fiscal, desde que não haja ganho de capital;

·       integralização através de reservas mediante a incorporação de lucros ou reservas de lucros.

A redução de capital poderá ocorrer da seguinte forma:

·       para absorver o prejuízo existente na contabilidade e não tem implicação fiscal;

·       restituído aos sócios e poderá ter, ou não, consequência tributária.

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3.23.17.4. Lucro (prejuízo) do exercício e acumulado (7.3)

O lucro ou prejuízo líquido do exercício, após a constituição da provisão para imposto de renda e de contribuição social sobre o lucro e o abatimento das participações e contribuições com base no lucro, é transferido para conta pertencente ao grupo do patrimônio líquido, lucros ou prejuízos acumulados.

É o resultado empresarial do exercício findo ou acumulado de outros exercícios e mede a eficácia da empresa.

3.23.18. Formação do patrimônio líquido e distribuição de dividendos

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3.23.18.1. Exemplo de formação do patrimônio líquido

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3.23.18.2. Distribuição de dividendos (7.4)

É o valor monetário que se encontra programado e disponível para os acionistas.

3.23.19. Outros lançamentos (8)

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3.23.19.1. Valores caucionados (8.1)

Mesma filosofia do ativo.

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3.23.19.2. Projetos contratados (8.2)

Mesma filosofia do ativo.

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3.23.19.3. Compras contratadas (8.3)

Mesma filosofia do ativo.

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3.23.19.4. Exemplo: balanço patrimonial – passivo

3.23.20. Base de cálculo do balanço social (9)

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3.23.20.1. Introdução

O Balanço Social deve apresentar os projetos e as ações sociais efetivamente realizados pela empresa.

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3.23.20.2. Receita líquida (9.1)

Receita bruta excluída dos impostos, contribuições, devoluções, abatimentos e descontos comerciais.

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3.23.20.3. Lucro operacional (9.2)

Lucro ou prejuízo apresentado pela empresa no período.

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3.23.20.4. Folha de pagamento bruta (9.3)

Valor total da folha de pagamento.

3.23.21. Indicadores sociais internos (10)

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3.23.21.1. Alimentação (10.1)

Gastos com restaurante, vale refeição, lanches, cestas básicas e outros, relacionados à alimentação de empregados.

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3.23.21.2. Encargos sociais compulsórios (10.2)

Valores a serem considerados com relação aos encargos sociais.

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3.23.21.3. Previdência privada (10.3)

Planos especiais de aposentadoria, fundações previdenciárias, complementações de benefícios à aposentadoria e seus dependentes.

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3.23.21.4. Saúde (10.4)

Plano de saúde, assistência médica, programas de medicina preventiva, programas de qualidade de vida e outros gastos com saúde, inclusive de aposentadoria.

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3.23.21.5. Segurança e medicina do trabalho (10.5)

Plano de segurança e medicina do trabalho, com programas de treinamento intensificados nas áreas dos projetos e no setor de patrimônio da empresa.

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3.23.21.6. Educação (10.6)

Gastos com ensino regular em todas os níveis, reembolso de educação, bolsas, assinaturas de revistas, gastos com biblioteca e outros gastos com educação.

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3.23.21.7. Cultura (10.7)

Gastos com eventos e manifestações artísticas e culturais (música, teatro, cinema e outras artes).

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3.23.21.8. Capacitação e desenvolvimento profissional (10.8)

Recursos investidos em treinamentos, cursos, estágios (excluídos os salários) e gastos voltados especificamente para capacitação relacionada à atividade desenvolvida por empregados.

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3.23.21.9. Creches ou auxílio-creche (10.9)

Creche no local ou auxílio-creche a empregados.

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3.23.21.10. Participação nos lucros ou resultados (10.10)

Participações que não caracterizam complemento de salários.

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3.23.21.11. Outros benefícios (10.11)

Seguros (parcela paga pela empresa), empréstimos (só o custo), gastos com atividades recreativas, transportes, moradia e outros benefícios oferecidos a empregados podem ser aqui enumerados.

A empresa Votorantim Celulose e Papel S.A., apresenta no seu Balanço Social de 1998, as seguintes citações de caráter econômico e social:

·         número de empregados diretos - 4.129;

·         remuneração direta do trabalho - R$ 93,4 milhões;

·         remuneração do governo (impostos pagos) - R$ 34,5 milhões;

·         remuneração dos acionistas (dividendos propostos) - R$ 10 milhões;

·         assistência médica - R$ 7,2 milhões;

·         alimentação - R$ 4,7 milhões;

·         formação e desenvolvimento profissional - R$ 1,3 milhões;

·         participação nos resultados - R$ 6,5 milhões.

3.23.22. Indicadores sociais externos (11)

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3.23.22.1. Educação (11.1)

Gastos com ensino regular ou aplicações pontuais envolvendo, normalmente, o ambiente externo em que a empresa vive.

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3.23.22.2. Cultura (11.2)

Gastos com eventos e manifestações artísticas e culturais (música, teatro, cinema e outras artes), podendo ser pontual, e normalmente no ambiente externo em que a empresa vive.

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3.23.22.3. Saúde e saneamento (11.3)

Apoia instituições que necessitam de recursos consideráveis para sua sobrevivência.

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3.23.22.4. Esporte (11.4)

Apoio a esportistas que necessitam de recursos para a prática e desenvolvimento de suas atividades.

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3.23.22.5. Combate à fome e segurança alimentar (11.5)

Apoio a instituições voltadas ao combate à fome e segurança alimentar.

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3.23.22.6. Outros (11.6)

Diversos apoios que podem trazer benefícios à sociedade.

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3.23.22.7. Tributos exclusivos - encargos sociais (11.7)

São os impostos, as contribuições e as taxas federais, estaduais e municipais.

3.23.23. Indicadores do corpo funcional (12)

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3.23.23.1. Introdução

Indicam a força de trabalho do grupo funcional que movimenta a empresa, por exemplo: faixas de escolaridade, equipe amadurecida, tempo de casa, especialização, técnicos especializados, entre outros.

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3.23.23.2. Número de empregados no final do período (12.1)

Indicam o tumover da empresa no final de cada período, ou de cada contrato de execução do projeto.

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3.23.23.3. Número de admissões durante o período (12.2)

Indicam a evolução da empresa no início de cada período ou de cada contrato.

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3.23.23.4. Número de empregados terceirizados (12.3)

Indicam a evolução dos serviços terceirizados.

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3.23.23.5. Número de empregados treinados

Indicam os empregados que foram treinados num período, ou mesmo num contrato específico.

3.23.24. Exemplo: balanço social

3.23.25. Demonstração do valor adicionado bruto (DVA)

3.23.26. Balanço ecológico/ambiental - indicadores ambientais (13)

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3.23.26.1. Introdução

Na visão de Barbieri (1997, pg.199):

O crescimento da consciência ambiental, ao modificar os padrões de consumo, constitui uma das mais importantes armas em defesa do meio ambiente e quando a empresa busca capturar oportunidades por meio do crescente contingente de consumidores responsáveis, por meio de ações legítimas e verdadeiras, essas ações tendem a reforçar ainda mais a consciência ambiental, criando um círculo virtuoso, no qual a atuação mercadológica torna-se um instrumento de educação ambiental.

A Contabilidade Ambiental tem como objetivo:

·         registrar transações que impactam o meio ambiente;

·         registrar efeitos que afetam a posição econômica e financeira da empresa;

·         assegurar que custos, ativos e passivos, ambientais estejam contabilizados;

·         proporcionar ampla transparência.

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3.23.26.2. Ativo ambiental (13; 14; 15)

·       é considerado todos os bens destinados ou provenientes da atividade de gerenciamento, podendo estar na forma de capital circulante ou capital fixo;

·       na conta de disponibilidades, podem ser contabilizados os valores referentes a recebimentos oriundos de uma receita ambiental;

·      nos ativos realizáveis a curto e longo prazo, podem ser lançados os direitos originários de uma receita ambiental e os estoques, quando relacionados com insumos do sistema ambiental ou com produtos reaproveitados do processo operacional;

·       nos ativos imobilizados destinados à manutenção do meio ambiente, como por exemplo, filtros de ar, equipamentos de tratamento de efluentes, etc.;

·       nos ativos diferidos, gastos em desenvolvimento de tecnologia de produção que beneficiarão exercícios futuros, por exemplo, na obtenção da certificação ISO 14001.

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3.23.26.3. Passivo ambiental (16; 17)

·       é considerado como toda obrigação contraída voluntária ou involuntariamente destinada à aplicação em ações de controle, preservação e recuperação do meio ambiente, originando, em contrapartida, um ativo ou custo ambiental;

·       nos processos de privatização e de compras, a identificação do passivo ambiental adquiriu grande relevância na negociação dos valores das transações, pois nos processos de incorporação de empresas com características altamente poluentes, em que este item foi ignorado, houve grandes prejuízos para a incorporada.

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3.23.26.4. Receita ambiental

·      o objetivo principal da implantação da gestão ambiental não é gerar receita para a empresa, e sim, desenvolver uma política responsável acerca dos problemas ambientais.

       Mas, isto não impede que a empresa tire proveito econômico do processo.

·      as receitas podem ser, entre outras:

ü  prestação de serviços especializados em gestão ambiental;

ü  elaboração de produtos a partir de sobras;

ü  participação responsável e que se reconheça como sendo devida no tratamento do meio ambiente.

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3.23.26.5. Custos e despesas ambientais

·      custos diretos - são aqueles relacionados diretamente à obtenção do produto, os quais servem de base para a determinação do preço de venda dos mesmos, e a empresa está diretamente comprometida com os reflexos das ações mitigadoras de proteção do meio ambiente, por exemplo: equipamentos que possuem sistemas de operação em que haja diminuição da produção de gases tóxicos.

       Esta proteção estará incluída na depreciação do equipamento ao longo do tempo;

·      custos técnicos - resultados de estudos técnicos de engenharia que apontem as intervenções técnicas e seus recursos de implantação;

·      custos ocultos - que incluem os gastos oriundos de atividades necessárias, tais como: monitoramento ambiental, treinamento dos empregados, além daqueles que divulguem a imagem da empresa no seu relacionamento com terceiros;

·      todos os eventos e transações de natureza econômica-financeira, inclusive as exigibilidades ambientais, devem ser contabilizadas no momento em que ocorrem seus fatores geradores.

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3.23.26.6. Balanço patrimonial relacionado ao meio ambiente

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3.23.26.7. Demonstração de resultado

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3.23.26.8. Investimentos relacionados com a produção/operação da empresa (15)

Caso a empresa apresente potencial para danificar o meio ambiente, o reconhecimento deste potencial constitui-se em fato gerador de um passivo ambiental, portanto uma intervenção neste sentido gerará um investimento correspondente, por exemplo, evitar que se contamine as águas de um rio quando se opera uma central de britagem, construindo-se uma estação de tratamento de efluentes.

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3.23.26.9. Contingências

As contingências ambientais passivas podem apresentar as seguintes características:

·      cumprimento de exigências legais, atender às imposições da legislação, fazer face às penalidades por inobservância das referidas exigências legais em algum momento passado, por exemplo, recuperação dos passivos ambientais deixados pelas empresas que exploravam a energia elétrica no país e que passaram para as concessionárias;

·      indenização a terceiros por prejuízos causados, por exemplo, deposição de resíduos ou elementos tóxicos em geral no meio ambiente;

·      prevenção em relação a eventos inesperados, antecipando-se assim aos possíveis reclamos de terceiros, evitando constrangimentos advindos de suas atividades operacionais.

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3.23.26.10. Importância da divulgação e sua transparência

·   é muito importante que a sociedade tome conhecimento de empresas que tomam precauções em relação ao meio ambiente e adotam políticas de contribuição para o desenvolvimento sustentável;

·      com certeza essas empresas terão uma melhoria de sua imagem, inclusive conquistando novos nichos de mercado;

·      redução do risco de ocorrências de contingências por desastres ambientais;

·      a prestação de contas para terceiros demonstra capacidade gerencial, compara o progresso entre empresas durante o decorrer do tempo e explicita o nível de exposição ao risco da empresa.

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3.23.26.11. Treinamento específico sobre meio ambiente (13.4)

As tentativas de integração dos critérios ambientais aos critérios de desempenho passam por um processo de conscientização de todo o seu pessoal, portanto esta cultura deverá ser implementada através de cursos e palestras de forma intensiva e regular.

3.23.27. Conceitos de depreciação

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3.23.27.1. Depreciação de máquinas e equipamentos

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3.23.27.2. Depreciação de imóveis

3.23.28. Demonstração de resultado do exercício

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3.23.28.1. Introdução

As contas de resultado são as que representam as variações patrimoniais, dividem-se em contas de despesas e contas de receitas.

As despesas caracterizam-se pelo consumo de bens e pela utilização de serviços, objetivando a obtenção de receita.

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3.23.28.2. Contas de receitas

Representa a entrada de elementos para o ativo sob forma de dinheiro ou direitos a receber, correspondentes, normalmente, à venda de mercadorias, de produtos ou à prestação de serviços.

Uma receita pode também derivar de juros sobre depósitos bancários ou títulos, e de outros ganhos eventuais.

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3.23.28.3. Contas de despesa

Representa o consumo de bens ou serviços, que direta ou indiretamente, ajuda a produzir uma receita, diminuindo o ativo ou aumentando o passivo.

Uma despesa é realizada com a finalidade de se obter uma receita cujo valor, se espera, seja superior à diminuição que provoca no patrimônio líquido.

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3.23.28.4. Resultado

Caso as receitas obtidas superem as despesas incorridas, o resultado do período contábil será positivo (lucro), o que aumenta o patrimônio líquido. E se as despesas forem maiores que as receitas, este fato ocasiona um prejuízo que diminuirá o patrimônio líquido.

3.23.29. Consolidação dos resultados entre projetos, regionais e a empresa

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3.23.29.1. Rateios de valores - resultado bruto operacional final

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3.23.29.2. Resultado - lucro líquido da empresa

3.23.30. Exemplo: demonstração do resultado do exercício de 2000/2001

3.23.31. Exemplo: demonstração do resultado do exercício de 1999/2000

3.23.32. Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados

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3.23.32.1. Introdução

O art. 186 considera que a demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados discriminará:

·      o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores;

·      as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;

·      as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo do período.

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3.23.32.2. Exemplo: demonstração de lucros ou prejuízos acumulados

3.23.33. Demonstração de origens e aplicações de recursos

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3.23.33.1. Introdução

O art. 186 considera que a demonstração das origens e aplicações de recursos indicará as modificações na posição financeira da empresa, discriminando, entre outros:

·       lucro do exercício, acrescido de depreciação, amortização ou exaustão, e ajustado pela variação nos resultados de exercícios futuros;

·       realização do capital social e contribuições para reservas de capital;

·       recursos de terceiros;

·       dividendos distribuídos;

·       aquisição de direitos do ativo imobilizado;

·       aumento do ativo realizável a longo prazo, dos investimentos e do ativo diferido;

·       redução do passivo exigível a longo prazo.

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3.23.33.2. Exemplo: demonstração de origens e aplicações de recursos

origens de recursos

2000

1999

das operações

 

 

lucro líquido do exercício

227.989

109.748

participação dos acionistas não controladores

215.627

147.913

mais (menos) itens que não afetam o capital circulante líquido:

 

 

depreciações e amortizações

140.766

113.724

variações monetárias líquidas de longo prazo

(12.582)

35.080

imposto de renda e contribuição social diferidos

24.599

(65.271)

equivalência patrimonial em coligadas

43.794

70.787

ganho de capital sobre investimentos

(50.663)

 

realização de ágio (deságio) em investimentos em coligadas

 

1.019

provisão para perdas eventuais

12.437

3.576

baixa de ativo permanente líquida e de realizável a longo prazo

45.950

255.711

dividendos recebidos

17.053

4.944

total das operações

664.970

677.231

recursos de acionistas

 

 

integralização de capital

12.983

 

recursos de outras fontes

 

 

empréstimos a longo prazo de instituições financeiras

32.376

30.175

redução do realizável a longo prazo

169.003

 

aumento na participação dos acionistas não controladores

520

 

total das origens

879.852

707.406

aplicações de recursos

140.192

82.732

aquisições ao ativo imobilizado

22.168

12.257

adições ao ativo diferido

14.541

93.519

adições em investimentos

93. 514

196.123

transferência do exigível a longo prazo para o circulante

79.757

 

aumento de realizáveis a longo prazo

98.247

83.848

dividendos propostos e pagos a acionistas não controladores

 

734

redução na participação dos acionistas não controladores

 

 

dividendos propostos

82.023

29.000

total das aplicações

530.442

498.213

aumento do capital circulante líquido

349.410

209.193

representado por: ativo circulante:

 

 

no final do exercício

2.216.832

1.659.257

no início do exercício

1.659.257

1.350.540

aumento do ativo circulante

557.575

308.717

passivo circulante

3.23.34. Dinâmica patrimonial

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3.23.34.1. Introdução

Observamos nas descrições acima que os elementos constantes do balanço patrimonial sofrem contínuas modificações, quer na sua composição específica, quer na sua posição econômica.

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3.23.34.2. Fatos permutativos

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3.23.34.3. Fatos modificativos

Assim chamados porque aumentam ou diminuem, unilateralmente, a substância patrimonial, repercutindo seus efeitos sobre o patrimônio líquido.

·      fatos modificativos aumentativos:

ü      aumento de um valor ativo, não compensado pela diminuição de outro ou por aumento equivalente do passivo;

ü      diminuição de uma espécie passiva, não compensada pelo aumento de outra ou por diminuição equivalente de uma espécie ativa.

·      fatos modificativos diminutivos:

ü      diminuição de um valor ativo, não compensado pela diminuição de outro ou por uma diminuição equivalente de uma espécie ativa;

ü     aumento ou criação de uma espécie passiva, não compensado pela diminuição de outra ou por aumento equivalente de uma espécie ativa.

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3.23.34.4. Fatos permutativos – modificativos

São operações complexas, cujos efeitos se manifestam, concomitantemente, em uma permuta de valores patrimoniais, em uma variação aumentativa ou diminutiva de capital.

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3.23.34.5. Mecanismo das partidas - operações elementares

3.23.35. Análise de Índices econômicos e financeiros

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3.23.35.1. Considerações Iniciais

O principal objetivo de uma empresa é o lucro, em função dos recursos aplicados na sua atividade operacional, porém é necessário conhecer uma série de parâmetros que operam juntos e diretamente com o lucro, isto é, que servem de instrumentos para o seu direcionamento.

No âmbito externo da empresa, estes índices traduzem o seu andamento e orientam os rumos dos negócios, inclusive na contratação de projetos, e a análise dos índices econômicos e financeiros da empresa se propõe a:

·      estabelecer:

ü  relações entre os dados econômico e financeiro.

·      determinar:

ü  os pontos de equilíbrio e desequilíbrio.

·      utilizar:

ü  estes dados internamente e externamente.

·      comparar:

ü  os dados de várias empresas do mesmo setor.

·      constatar:

ü  o progresso ou retrocesso da empresa.

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3.23.35.2. Índices de liquidez

Um ativo líquido é aquele que pode ser facilmente convertido em caixa a um “justo valor de mercado; a “posição de liquidez” de uma empresa lida com esta questão e a empresa deverá ser capaz de atender às suas obrigações atuais.

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3.23.35.3. Liquidez imediata, instantânea, absoluta

LI = D/ PC,

LI = Liquidez Imediata,

D = Disponível (caixa, bancos, aplicações),

PC = Passivo Circulante (são todas as obrigações vencíveis em um exercício social, tais como: fornecedores, impostos, taxas, empréstimos, etc.).

Por exemplo, se a relação for igual a DIL 0,50, significa que para cada R$ 1,00 a empresa tem capacidade de saldar R$ 0,50, isto é, que, se a empresa quiser parar a sua atividade utilizando somente as suas disponibilidades, conseguirá fazê-lo em apenas 50%.

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3.23.35.4. Índice de liquidez corrente (ILC)

ILC = AC / PC.

Este índice é muito usado na construção civil devido à sua representatividade.

Ele estabelece a relação entre o conjunto de bens e direitos realizáveis a curto prazo e as suas obrigações de curto prazo, isto significa, por exemplo que, se o índice for igual a 1,8, a empresa tem um respaldo de R$ 0,80 para cada R$ 1,00.

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3.23.35.5. Índice de liquidez seco (ILS)

ILS = (AC-ER) / PC,

AC= Ativo Circulante,

ER = Estoques Reais.

É calculado deduzindo-se os estoques dos ativos circulantes, e então dividindo-se o restante pelo passivo circulante.

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3.23.35.6. Índice de liquidez geral (ILG)

ILG = ( AC + ARLP ) / PC + PELP

sendo:

ARLP = Ativo Realizável a Longo Prazo,

PELP = Passivo Exigível a Longo Prazo.

Demonstra a situação financeira da empresa a longo prazo, isto é, a relação entre a totalidade do capital circulante próprio da empresa e a totalidade do capital de terceiros.

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3.23.35.7. Índices de administração de ativos

São uma série de índices que avaliam a eficiência com que uma empresa administra seus ativos.

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3.23.35.8. Giro de estoque

GE = Vendas / Estoque

O índice de giro do estoque é definido como sendo as vendas divididas pelo estoque.

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3.23.35.9. Prazo médio de recebimento

PMR = Contas a Receber / Vendas Médias Referentes ao Ciclo Operacional do Contrato.

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3.23.35.10. Giro do ativo imobilizado

GAI = Vendas / Ativo Imobilizado Líquido.

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3.23.35.11. Índices de endividamento

Endividamento:

·         E = PE / AT,

        E = Endividamento,

       PE = Passivo Exigível.

       É um indicador muito importante, pois, em termos de análise, serve para detectar a situação financeira da empresa.

       Nestes termos, quanto menor o grau de endividamento, maior será a capacidade financeira da empresa a longo prazo.

Alavancagem Financeira:

·         Dívida Total em Relação a Ativos Totais.

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3.23.35.12. Índices de lucratividade

Constitui uma série de índices que mostram os efeitos combinados da liquidez, da administração de ativos e da administração da dívida sobre os resultados operacionais.

Margem Líquida:

ML = LL / Vendas, mede a renda por contrato de vendas.

Poder de Ganho Básico:

PGB = LAJIR/Ativos Totais.

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3.23.35.13. Índices de valor de mercado

Valor Patrimonial:

VP = Capital /Número de Ações.

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3.23.35.14. Imobilização do capital próprio (IMCP)

IMCP = AP/ PL.

Se o índice for menor do que a unidade, significa que todo o ativo permanente é financiado por capital próprio e libera parte dos recursos para serem alocados em itens do ativo circulante e ativo realizável a longo prazo, ou seja, capital de giro da empresa.

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3.23.35.15. Capital de giro próprio (CGP)

Este índice difere dos anteriores por não ser um índice relativo, mas por ser uma diferença absoluta.

CGP = AC - PC.

Se o valor de AC for maior do que PC, afirma-se que o capital de giro é próprio.

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3.23.35.16. Relação patrimônio/número de trabalhadores na empresa

Indica a relação entre o patrimônio líquido disponível pela empresa para girar seus negócios e o número de trabalhadores na empresa.

3.23.36. Exemplo: evolução da empresa

Com a receita bruta consolidada R$ 4,9 bilhões e lucro líquido de R$ 728 milhões, em 2001, o grupo Camargo Corrêa se posiciona como uma das principais corporações empresariais do país.

Confira, a seguir, os principais indicadores (R$ milhões):

 

 

1997

1998

1999

2000

2001

Var. % 01/00

receita operacional bruta

2.330,4

3.011,0

3.197,6

4.124,0

4.905,4

18,9

receita operacional líquida

1.962,7

2.636,0

2.770,6

3.502,4

4.176,7

19,2

lucro bruto

324,4

457,3

581,5

897,1

1.063,6

18,6

margem bruta

16,5%

17,3%

21,0%

25,6%

25,5

-

lucro operacional

109,6

267,7

387,6

684,2

775,4

13,3

margem operacional

5,6%

10,2%

14,0%

19,5%

18,6

-

resultado financeiro

115,4

(22,9)

(249,3)

(110,8)

(97,7)

11,7

lucro líquido

267,1

218,1

315,3

541,0

728,1

34,6

margem líquida

13,6%

8,3%

11,4%

15,4%

17,4

-

EBITDA

263,7

478,5

776,0

948,2

1.060,0

11,8

margem EBITDA

13,4%

18,2%

28,0%

27,5%

25,4

-

ROCE

Na

7,1%

14,6%

14,8%

17,2

-

investimentos

554,8

530,8

545,4

583,8

815,8

39,7

endividamento líquido

22,7

623,4

1.119,8

869,0

714,3

(17,8)

 

As informações econômicas e financeiras apresentadas neste relatório consideram os dados da holding Camargo Corrêa S.A., suas controladas e coligadas proporcionalmente à participação nos respectivos patrimônios líquidos em 31/12/2001. Para efeito de maior clareza, foram adotados ajustes em relação às informações societárias contidas nas demonstrações financeiras, principalmente no que diz respeito à amortização de ágio e avaliação de investimentos em outras sociedades.

3.23.37. Exemplos: alguns índices econômicos

3.23.38. Adendos – exemplos

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3.23.38.1. Exemplo: evolução do balanço patrimonial

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3.23.38.2. Exemplo: demonstração de resultados

 

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3.23.38.3. Exercício de análise dos índices econômico-financeiros de uma empresa

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3.23.38.4. Exercício sobre balanço projetado

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