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Quanto sua migração SAP pode estar drenando do seu orçamento e por que CFOs precisam olhar para isso agora

Projetos podem ultrapassar 30 mil horas técnicas, pressionar o caixa e comprometer a previsibilidade financeira das empresas

 

São Paulo, agosto de 2026 – Projetos de migração para o SAP S/4HANA têm deixado de ser uma pauta restrita à tecnologia para se tornar uma das principais fontes de pressão sobre o orçamento corporativo. Baseados em modelos tradicionais, esses projetos podem ultrapassar C, e, em muitos casos, evoluir com baixa previsibilidade de custo e prazo.

 

O cenário ganha urgência: apenas 39% das empresas que utilizavam SAP ECC haviam concluído a migração até o fim de 2024, enquanto cerca de 17 mil organizações ainda devem estar atrasadas em 2027, já próximas do limite do fim do suporte da plataforma legada.

 

Na prática, o modelo tradicional, intensivo em esforço manual, transforma a migração em um investimento de alto risco financeiro. Custos variáveis, dependência de grandes equipes e retrabalho frequente tornam comum o estouro de cronogramas, o que pode elevar significativamente o valor inicialmente previsto e comprometer o planejamento de caixa.

 

Além disso, há um fator estrutural que agrava o cenário: a capacidade limitada do mercado para atender à demanda crescente. Com milhares de empresas buscando realizar a transição em um intervalo de tempo cada vez mais reduzido, o modelo tradicional enfrenta dificuldades para escalar, ampliando o risco de atrasos.

 

“Para o CFO, o maior risco não está apenas na decisão de migrar, mas na forma como o projeto é executado. Modelos baseados em horas técnicas criam um cenário de baixa previsibilidade, com grande chance de extensão de prazo e aumento de custos ao longo do projeto”, afirma Paulo Secco, CEO da MIGNOW.

 

“O maior risco hoje não é migrar, é migrar no modelo errado. Existe um desalinhamento claro entre a demanda por migração e a capacidade de execução disponível. Isso transforma prazo em risco financeiro direto para as empresas”, complementa o executivo.

 

Nesse contexto, o tempo deixa de ser uma variável operacional e passa a ser um fator financeiro estratégico. Projetos mais longos não apenas elevam custos diretos, mas também retardam ganhos de eficiência, novas funcionalidades e melhorias operacionais, um custo de oportunidade que raramente entra na conta inicial.

 

Modelos baseados em automação surgem como alternativa para mitigar esses riscos. Ao reduzir significativamente o volume de esforço manual, essas abordagens aumentam a previsibilidade e aceleram a execução dos projetos. Em alguns casos, a redução pode chegar a até 50% do custo total da migração.

 

Esse movimento já começa a aparecer na prática. Em projetos conduzidos com esse tipo de abordagem, empresas têm conseguido reduzir significativamente o risco de execução e garantir maior previsibilidade sobre prazo e custo.

 

Um exemplo recente é o da Eternit, companhia com faturamento anual na casa de R$ 1,4 bilhão e presença consolidada no setor de construção. A empresa concluiu a migração para o SAP S/4HANA em 11 meses, com go-live sem impacto nos processos críticos e operação normalizada poucos dias após a virada.

 

Segundo a companhia, o projeto foi entregue dentro do prazo e do orçamento, um resultado ainda pouco comum em iniciativas conduzidas no modelo tradicional.

 

“A automação muda a lógica financeira da migração. Ao reduzir horas técnicas, aumenta-se o controle sobre o investimento, a capacidade de execução em escala e a previsibilidade do projeto”, explica Secco.

 

Empresas que adotam esse tipo de abordagem já conseguem conduzir múltiplas migrações simultaneamente, algo inviável no modelo tradicional, um indicativo de como a tecnologia pode ampliar a capacidade de execução em um cenário de alta demanda.

 

Diante desse cenário, a escolha do modelo de migração passa a ter impacto direto na saúde financeira das organizações. Mais do que uma atualização de sistema, trata-se de uma decisão que envolve controle de custos, previsibilidade orçamentária e capacidade de execução em um ambiente de pressão crescente por eficiência.

 

“O principal alerta é evitar propostas que parecem fechadas, mas dependem de variáveis difíceis de controlar. Em um cenário de pressão sobre caixa, previsibilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência”, conclui o executivo.

*Paulo Secco, CEO da MIGNOW, empresa de tecnologia especializada em automação e inteligência artificial para modernização de ambientes SAP