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Uma obra vista por dentro: 5 pontos invisíveis que determinam sua durabilidade

Quando uma obra é concluída, revestimentos, pisos, fachadas e acabamentos são os elementos que ficam mais visíveis. Mas boa parte do que determina a durabilidade de uma construção está justamente onde ninguém vê: fundações, sistemas de impermeabilização, juntas e outras estruturas ficam escondidas ao longo da execução, mas continuam exercendo funções essenciais durante toda a vida útil da edificação.

Entre esses cuidados, a impermeabilização acompanha diferentes etapas da construção, da fundação à cobertura. Segundo a Viapol, uma das principais empresas brasileiras especializadas em soluções para a construção civil, esse processo representa entre 2% e 3% do custo de uma obra e pode evitar até 15% de retrabalho.

“Uma construção durável não depende apenas daquilo que conseguimos enxergar depois de pronta. Existem diversos sistemas que ficam escondidos, mas que precisam ser corretamente especificados e executados porque estarão protegendo a estrutura durante anos. Quando essas etapas são negligenciadas, os problemas muitas vezes aparecem apenas depois da entrega, quando a correção tende a ser mais complexa”, Jorge Lima, Diretor Técnico e Comercial da Viapol.

Pensando nisso, o executivo listou cinco pontos pouco visíveis de uma obra que têm papel importante em sua durabilidade. Confira:

1. Fundações e estruturas em contato com o solo

A fundação sustenta toda a edificação, mas também permanece em contato direto com o solo e pode estar sujeita à presença de umidade. Por isso, sistemas de impermeabilização aplicados em fundações, alicerces e baldrames ajudam a impedir que a água presente no terreno avance pela estrutura e provoque problemas em outras áreas do imóvel.

2. Sistemas de impermeabilização

Depois que pisos, revestimentos e acabamentos são instalados, boa parte da impermeabilização desaparece da vista. Ainda assim, ela continua atuando em áreas como banheiros, cozinhas, varandas, reservatórios e lajes. Uma falha nessa camada pode permitir a entrada de água e exigir a retirada dos acabamentos para que o problema seja identificado e corrigido.

3. Juntas de movimentação

As edificações se movimentam ao longo do tempo em razão de fatores como variações de temperatura, acomodação da estrutura e movimentações naturais dos materiais. As juntas são projetadas justamente para absorver parte desses movimentos. Quando não recebem tratamento adequado, podem se transformar em pontos vulneráveis para fissuras e entrada de água.

4. Passagens de instalações e áreas técnicas

Tubulações, ralos, caixas, dutos e passagens de instalações atravessam diferentes partes da construção e criam pontos de encontro entre sistemas distintos. O tratamento adequado dessas regiões é importante para preservar a estanqueidade, especialmente em áreas sujeitas à presença constante de água.

5. Coberturas e lajes

No ponto mais alto da construção, coberturas e lajes estão diretamente expostas à chuva, ao sol e às variações de temperatura. Por isso, precisam combinar sistemas adequados de impermeabilização, drenagem e proteção. Mesmo quando a solução utilizada fica escondida sob outros materiais, seu desempenho é determinante para impedir que a água avance para os ambientes inferiores.

Ao final de uma obra, muitos desses elementos deixam de ser percebidos pelos usuários, mas continuam trabalhando diariamente para proteger a edificação. Pensar na durabilidade desde as etapas menos visíveis do projeto pode reduzir a necessidade de intervenções futuras e evitar que pequenos problemas se transformem em reparos mais complexos.

* Por Jorge Lima, Diretor Técnico e Comercial da Viapol.