Logotipo Engenharia Compartilhada
Home Capítulos

Planejamento estratégico e plano de negócios

Capítulos 1 2 3 4 5

Capítulo II

Orçamento corporativo

4.12. Base do orçamento do sistema corporativo

4.12.1. Fluxograma: sistema

Relacionadas

Adicionar a Favoritos

Adicionar a Projeto

4.12.1.1. Introdução

Neste capítulo procuramos apresentar o fluxograma de um sistema corporativo, indicando:
  • projeções da receita;
  • deduções;
  • contas a receber;
  • impostos;
  • projeções de custos diretos e indiretos;
  • projeções de fornecedores;
  • salários e encargos.
Está também incorporado no sistema a projeção de investimentos de:
  • despesas de depreciação;
  • projeção da movimentação do ativo permanente;
  • projeção da tesouraria;
  • créditos com as coligadas;
  • demonstrativo do resultado projetado;
  • balanço patrimonial;
  • fluxo de fundos, entre outros.

Relacionadas

Adicionar a Favoritos

Adicionar a Projeto

4.12.1.2. Projeções: receita, custos, despesas e patrimônio

Relacionadas

Adicionar a Favoritos

Adicionar a Projeto

4.12.1.3. Projeções: ativos, operacionais, remuneração variável e aporte de capital

Relacionadas

Adicionar a Favoritos

Adicionar a Projeto

4.12.1.4. Demonstrativo de resultados, balanço e fluxos de fundos e de caixa

4.12.2. Projeção de receitas e despesas de uma empresa

A área financeira exerce impacto em todos os segmentos da atividade organizacional e por ela podemos alocar recursos na aquisição de bens patrimoniais, desenvolver novos projetos, demonstrar a projeção de lucros, controlar prejuízos, redirecionar a empresa, etc.
 
A maneira correta desta análise é pelo fluxo de caixa dos diversos projetos, regionais, setor de patrimônio, administração central, etc.
 
As empresas mais bem estruturadas apresentam descentralizações organizacionais, medindo-se com isto seus custos reais, inclusive orientando sobre a possibilidade de terceirização dos serviços.
 
Este tipo de descentralização é muito importante na área patrimonial dos equipamentos, pois pode-se obter com clareza as despesas internas e as receitas de cunho de controle dos equipamentos alocados nos projetos.
 
Devemos, sempre que possível, enquadrar todos os setores da empresa como se tivéssemos operando com pequenos núcleos executores e atribuindo para cada um deles receitas e despesas, de tal forma que se possa controlar com maior eficácia a sua produtividade.

4.12.3. Fluxo de informações para a formulação de projeção orçamentária

Relacionadas

Adicionar a Favoritos

Adicionar a Projeto

4.12.3.1. Planejamento técnico-operacional - orçamento

Informações da Engenharia

Planejamento técnico e operacional

Planejamento

  • planilha de serviços
  • jornada de trabalho
  • cronograma físico
  • produções programadas
  • relatório mensal dos serviços planejados
  • produção horária da equipe mecânica
  • composição unitária do serviço
  • interdependência dos serviços
  • relatório mensal dos insumos planejados
  • cronograma de utilização dos equipamentos - eh e ud
  • cronograma de utilização de mão de obra direta - hh - ud
  • cronograma de utilização de mão de obra indireta
  • cronograma de materiais
Orçamento

  • composição do custo da mão de obra direta
  • composição do custo da mão de obra indireta
  • composição do custo horário de equipamentos - produtivo, improdutivo e ocioso
  • custo dos insumos de materiais
  • custo dos serviços
  • composição de custo unitário do serviço
  • custo do canteiro de obras
  • custo dos alojamentos
  • orçamento analítico dos serviços
  • curva abc dos serviços e dos insumos
  • relatório mensal de insumos
  • cronograma de desembolso dos equipamentos, mão-de-obra, insumos, diversos
  • cálculo do fluxo de caixa
  • formação e cálculo dos impostos direto
  • cálculo do bdi
  • formação e cálculo dos impostos relacionados ao lucro líquido
  • cálculo do fluxo de caixa final
  • cálculo final do cronograma de vendas
Métodos construtivos

Meio ambiente

Informações proposta original

Informações alterações contratuais

informações operacionais complementares 

 

Relacionadas

Adicionar a Favoritos

Adicionar a Projeto

4.12.3.2. Receita líquida orçamentária

Informações Operacionais, Patrimoniais e Financeiras

1.  Rateio das despesas do setor de patrimônio entre os projetos, ajuste real

2.  Informações do sistema financeiro

Formulação da Projeção Orçamentária

I.  Receita bruta operacional

  • serviços realizados;
  • % medido e faturado;
  • % medido e a faturar;
II.  Deduções de vendas (-)

  • ISS
  • PIS
  • COFINS
  • outros
III.  Receita líquida operacional

  • (2) - (1) 

Relacionadas

Adicionar a Favoritos

Adicionar a Projeto

4.12.3.3. Projeção orçamentária - receitas versus despesas

Formulação da receita/despesa da projeção orçamentária:

1.  Recebimentos/adiantamentos/retenções e pagamentos:

1.1  Recebimento dos serviços realizados:

  • serviços do próprio mês;
  • serviços dos meses anteriores faturados;
  • serviços dos meses anteriores a faturar;
  • retenções sobre o recebimento;
  • devoluções de retenções.
1.2  Adiantamento de clientes e internos (empresa) para capital de giro:

  • adiantamento de clientes de serviços a realizar;
  • deduções dos adiantamentos de clientes;
  • adiantamento acumulado de clientes;
  • adiantamento interno da empresa para a formulação do capital de giro;
  • adiantamento acumulado do capital de giro.  
1.3  Recebimentos duvidosos

1.4  Pagamentos:

  • impostos sobre serviços;
  • impostos e contribuições sociais.
2.  Saldo das contas 1.1, 1.2, 1.3 e 1.4

3.  Custos dos serviços projetados (diretos e indiretos do projeto) (-)

3.1  Projetos, estudos de viabilidade, consultoria, entre outros:

Prazos de pagamentos: pagamentos no mês, mês subsequente, entre outros.

3.2  Pessoal direto do projeto:

  • salários (adiantamento no próprio mês - pagamento no mês - pagamento no mês subsequente);
  • encargos: INSS, FGTS, férias, 13° salário (pagamento no mês de competência, porém deverá ser providenciado um aprovisionamento mensal para efeito de controle operacional);
  • rescisões, benefícios, outros (idem à observação anterior).
3.3  Pessoal indireto do projeto

  • salários (idem ao item anterior);
  • encargos: INSS, FGTS, férias, 13° salário (idem ao item anterior);
  • rescisões, benefícios, outros.
Prazo de pagamentos: idem ao item anterior

Relacionadas

Adicionar a Favoritos

Adicionar a Projeto

4.12.3.4. Pagamentos, resultados: operacional, impostos, lucro do exercício

3.4  Materiais aplicados:

  • diretos;
  • indiretos;
  • trabalhados/confeccionados/transformados;
  • subempreiteiros;
  • especiais;
  • importados.
Prazos de pagamentos: no mês, médio de 30 dias, médio de 60 dias, médio de 90 dias, parcelado em 30,60 e 90 dias, entre outras possíveis formas de pagamento, inclusive a prazo.

3.5  Equipamentos que fazem parte do ativo imobilizado do projeto:

  • de outros estados e do próprio estado;
  • importados com variação cambial.
Prazos de pagamentos: no mês, médio de 30 dias, médio de 60 dias, médio de 90 dias, parcelado em 30,60 e 90 dias, entre outras possíveis formas de pagamento, inclusive a prazo.

3.6  Equipamentos diretos e indiretos relacionados a construção:

  • da própria empresa;
  • leasing;
  • aluguel;
  • subcontratado;
  • combustíveis, óleos, entre outros.
Prazos de pagamentos: no mês, médio de 30 dias, médio de 60 dias, médio de 90 dias, parcelado em 30,60 e 90 dias, entre outras possíveis formas de pagamento, inclusive a prazo.

4.  Resultado Bruto Operacional - Saldo das Contas (2) - (3);

5.  Ajustes, diferença entre preço de transferência (faturamento interno do patrimônio) e custos reais do setor de patrimônio:

Corresponde ao ajuste das receitas internas do patrimônio da empresa e o rateio entre os projetos dos equipamentos disponibilizados e a contabilidade.

6.  Resultado bruto operacional final - saldo das contas (4) - (5);

7.  Despesas operacionais, administração central (-);

8.  Resultado operacional - saldo das contas (6) - (7);

9.  Remuneração variável;

10.  Resultado operacional (8) - (9);

11.  Despesas/receitas não operacionais;

12.  Resultado financeiro;

13.  Lucro/prejuízo antes do IR e CS (10) - (11) - (12);

14.  Imposto CS;

15.  Imposto de renda;

16.  Lucro/prejuízo do exercício (13) - (14) - (15).

 

4.12.4. Projeção de receita e despesa da empresa

As finanças definem as metas, objetivos e planos de organização de uma empresa.

No caso da construção civil, ocorre uma subdivisão das receitas e das despesas, que coloca cada empreendimento dentro de estruturas bem definidas.

Assim sendo, podemos dividir de maneira sintética o balanço da receita e da despesa, como a seguir:

shadownbox 

 

 

 

 

 

 

  

4.12.5. Projeção de receita e despesa da administração central

Relacionadas

Adicionar a Favoritos

Adicionar a Projeto

4.12.5.1. Introdução

O conceito de administração central varia de empresa para empresa. Hoje existe tendência de descentralização de algumas atividades, o que pode facilitar a sua operacionalidade.
 
Porém, ainda não estão bastante claros os rumos a serem seguidos, pois a maioria das empresas ainda não possui uma cultura apropriada para a execução desta descentralização.
 
Por exemplo, a descentralização do sistema de compras acaba trazendo mais problemas que soluções.
 
Os custos da administração central precisam ser analisados com muito critério, devido às influências que podem ocorrer na superposição de aplicação das despesas.
 
Na realidade, precisamos tomar muito cuidado, pois podemos estar investindo em comercialização futura, cujos valores não podem ser levados diretamente aos custos dos projetos e sim na melhoria de produtividade, que são valores contabilizados no futuro.
 
Como casos típicos tem-se o treinamento de pessoal, implantação da qualidade, pesquisa com novos produtos de engenharia, etc.

Relacionadas

Adicionar a Favoritos

Adicionar a Projeto

4.12.5.2. Quadro sintético

4.12.6. Projeção de receita e despesa da administração regional

4.12.7. Projeção de receita e despesa da área patrimonial

Relacionadas

Adicionar a Favoritos

Adicionar a Projeto

4.12.7.1. Introdução

Nas empresas de engenharia, este setor adquire uma importância fundamental, pois trabalha diretamente com o seu patrimônio.
 
Este setor também é responsável por boa parte da dívida a curto e longo prazo da empresa, portanto, a sua receita operacional interna deverá cobrir estas despesas.
 
Atualmente, no Brasil, estamos começando a dar importância ao sistema de terceirização ou recursos de empresas auxiliares que operam no regime de parceria, conforme mencionados em capítulo anterior.
 
Este setor deve ter uma área de administração que deve cuidar dos custos operacionais dos equipamentos assim como da sua produtividade.
 
Com relação aos custos, esta deve acompanhar e controlar a depreciação contábil e a real por um fluxo de caixa que ainda ajuda na formação do custo horário dos equipamentos.
 
Portanto, deve atuar como uma empresa prestadora de serviços dentro da própria empresa.
 
Em resumo, o custo horário de um equipamento deve levar em consideração a sua depreciação, os juros decorrentes dos empréstimos, a sua manutenção preventiva e corretiva, os custos operacionais de combustíveis e lubrificantes, além, é claro, dos custos de operação desses equipamentos.

Relacionadas

Adicionar a Favoritos

Adicionar a Projeto

4.12.7.2. Quadro sintético

4.12.8. Projeção de receita e despesa por projeto

Relacionadas

Adicionar a Favoritos

Adicionar a Projeto

4.12.8.1. Introdução

Com o desenvolvimento de técnicas de programação computadorizada, tornaram-se mais exigentes as informações gerenciais, que dão uma orientação mais segura na tomada de decisões e correções de rumos a serem seguidos.
 
De fato, com isto se obtém uma compreensão mais ampla de nossas atividades, em espaço de tempo relativamente curto.
 
Estas informações têm como principal função a formação do orçamento global da empresa.

Lembramos que o lucro/prejuízo de uma empresa é a somatória das receitas e das despesas dos diversas projetos e é somente definido após o encerramento de cada uma delas.

Porém, para que se tenha um acompanhamento adequado dos custos reais de cada projeto, alocaremos para cada uma delas os seus respectivos impostos, para que o imposto total seja a somatória dos individuais.

Relacionadas

Adicionar a Favoritos

Adicionar a Projeto

4.12.8.2. Quadro sintético - faturamento, custos planilhados e indiretos

Relacionadas

Adicionar a Favoritos

Adicionar a Projeto

4.12.8.3. Quadro sintético - conclusão superávit (déficit), administração regional, eventual, financeiro, fiança, aplicações, impostos, lucros

4.12.9. Projeções de tesouraria

4.12.10. Fluxograma: consolidação, verificação de valores

shadownbox

 

 

 

 

 

 

Observação: O critério de rateio e ajustes dos equipamentos referem-se ao valor cobrado pelo aluguel dos equipamentos e o realmente depreciado através da contabilidade pelo processo contábil. A depreciação opera a transferência gradual das imobilizações realizadas para os componentes do ativo circulante. A depreciação é uma fonte interna de financiamento, porque, a empresa ao efetivar a venda de seus serviços estará recuperando os valores da depreciação, uma vez que esta é componente do custo de produção da empresa.

Em intervalos irregulares, a empresa retira parcelas do disponível para converter em ativo imobilizado. Um equipamento, por exemplo, com o passar do tempo deve ser substituído por estar totalmente fora de uso. A empresa espera repor o custo de aquisição de itens do ativo imobilizado pela venda de seus serviços, uma vez que a máquina não é imediatamente consumida no serviço, da mesma forma funcionam com as matérias-primas. torna-se necessário apropriar uma parcela do custo da máquina a cada unidade de serviço do processo construtivo.

Portanto, torna-se necessário ter um controle real do sistema de depreciação de uma máquina. 

 

 

4.12.11. Consolidação e demonstrativo de resultados - lucro bruto operacional

4.12.12. Consolidação e demonstrativo de resultados - lucro líquido da empresa