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Capítulo II

Riscos nos ciclos de intenção, avaliação e consolidação para a criação de um projeto

5.8. Riscos nos ciclos de intenção e avaliação de um projeto

5.8.1. Introdução às intenções

Nesta fase do ciclo de intenção deverão estar envolvidos os principais interessados na execução do projeto: acionistas, presidência, financeiro, marketing, engenharia, patrimônio, suprimento, recursos humanos, comunicações, aquisições, administração organizacional e contábil, além dos interessados externos a empresa, meio ambiente, social, sociedade civil, entre outros.
 
Normalmente, nesta fase do projeto os riscos são variáveis e de difícil ponderação, as informações bastante superficiais, empresas e projetos crescem ou desaparecem rapidamente.

5.8.2. Fluxograma: síntese da intenção

  • chance, boa estrela; mercado, vontade, motivação para desenvolver um projeto;
  • inicialização do projeto: compromisso dos interessados na análise das intenções de execução de um projeto;
  • planejamento básico da equipe para a realização do ciclo das intenções: cronograma, equipe, prazo, custos iniciais, entre outros;
  • processo de execução do ciclo das intenções para a implantação de um projeto; estudos detalhados dos processos mencionados a seguir;
  • viabilização do projeto: conhecimento da equipe e sua competência;
  • conhecimento: conhecer o adversário e sobretudo a si mesmo; detectar as qualidades e os defeitos;
  • visão técnica; melhoria, ampliação, inovação, parceiros;
  • visão com relação ao meio ambiente e o social: imagem da empresa junto ao governo e a sociedade;
  • fluxograma envolvendo os principais equipamentos e desenho preliminar do projeto: fluxograma de operação indicando as equipes e suas produções e esboço do desenho;
  • detalhamento das principais construções (edificações) e dos equipamentos de produção; memorial descritivo simplificado das edificações e dos equipamentos;
  • escopo dos principais serviços; detalhamento dos principais serviços e avaliação das demais atividades;
  • prazo: cronograma master de implantação, maturação, maturidade, declínio, saturação;
  • avaliação de custos- primeiros custos das edificações, da mão de obra e dos equipamentos e custos de mercado; valor de venda;
  • avaliação dos investimentos: construção, equipamentos fixos e móveis de produção; recursos próprios e de terceiros;
  • recursos financeiros: recursos próprios e de terceiros;
  • conselhos: psicológicos e táticos;
  • visão externa: conclusão das tendências, inovações imediatas e futuras com relação ao mercado e ao país;
  • visão dos riscos: com relação ao país, à política, à conjuntura externa, à concorrência, à técnica, ao operacional, ao meio ambiente e ao social;
  • visão econômica: volume de negócios,  investimentos, rentabilidade;
  • administração: projeção do balanço contábil da empresa com a inclusão do projeto em análise;
  • indicadores de desempenho: primeiros indicadores da empresa e dos concorrentes;
  • monitoramento do estágio;
  • termo de referência do projeto: como um todo, e dos principais itens de desenvolvimento do projeto, e em função dos interessados;
  • concepção do projeto e elaboração do dossiê das intenções: um trabalho de reflexão dos interessados;
  • parecer final: dos interessados sobre o andamento ou não do projeto.

5.8.3. Introdução às avaliações

Nesta fase do ciclo de avaliação os interessados deverão se aprofundar ainda mais na análise de viabilização do projeto e dos riscos, e na parte principal da definição e continuidade do projeto, não podendo haver equívocos ou erros de monta, pois daqui para frente é necessária a firmeza concreta dos dados inseridos no projeto para que se possa tomar rumos corretos.

5.8.4. Fluxograma: síntese das avaliações

  • inicialização do projeto: compromisso dos interessados na análise das avaliações de execução de um projeto; 
  • planejamento básico do ciclo de avaliações: cronograma, equipe, prazo, custos iniciais, entre outros;
  • processo de execução do ciclo de avaliações para a implantação de um projeto; estudos detalhado dos processos mencionados a seguir;
  • avaliação em nível tático e operacional – definição clara das premissas e restrições nas áreas de marketing, engenharia, administração, produção, aquisições - suprimento, financeira/econômica, recursos humanos, meio ambiente, social, sociedade civil, comunicação, que possam dar sustentação a avaliação empresarial: desenho funcional e básico – critérios para a seleção; informações históricas; organizacional: marketing (mercado e clientes, metas, concorrentes), engenharia (técnica – recursos próprios e de consultores, meio ambiente, escopo – planilha básica dos serviços, planilha detalhada dos eventos – serviços, planejamento técnico do escopo, cronogramas, produções das equipes de trabalho e dos equipamentos, custos – orçamento – detalhamento dos custos de construção e dos principais equipamentos de produção, custos indiretos, fluxo de caixa, aplicação de recursos, riscos – base de dados onde se concentra todo o conhecimento da empresa para a formulação do projeto), produção  (obtenção e distribuição do produto, planejamento da produção e suas metas), administrativa (contabilidade, projeção do balanço contábil, impostos direto e indireto), recursos humanos (formação da equipe, treinamento, plano de carreira), suprimento (aquisição de bens e insumos), patrimônio (aquisição e administração de bens, depreciação, operação, manutenção), definição dos parceiros (terceirização), financeira (obtenção de recursos: ativo fixo, capital de giro, resultado do negócio);    
  • avaliação dos riscos: país, mercado, clientes, variação cambial, concorrentes, recebimentos, variação de impostos, engenharia, produção, organização, equipamentos (envelhecimento precoce), meio ambiente; 
  • avaliação política: análise das ações governamentais nas esferas federais, estaduais, municipais, política externa, entre outras;
  • avaliação empresarial: investimento em termos de capital, forma de capitalização, recursos próprios e de terceiros, rentabilidade do investimento, cronograma de investimentos, estrutura organizacional;
  • termo de referência do projeto: informações técnicas e de orçamento; de obtenção de recursos para implantação do projeto; definição do organograma de implantação do projeto e suas atividades (funções) e responsabilidades, definição do organograma do projeto, responsabilidades, custos operacionais, entre outros, e dos principais itens que compõem a execução de um projeto;
  • indicadores de desempenho: empresarial, tático e operacional;
  • monitoramento do estágio;
  • concepção final para a implantação do projeto com a participação de todos os interessados: como um todo, e dos principais detalhes executivos de implantação do projeto;
  • parecer final: dos interessados sobre a implantação ou não do projeto.

5.9. Riscos no ciclo da consolidação para a criação de um projeto

5.9.1. Introdução

É o passo no qual se consolida o plano operacional do projeto e realiza-se o detalhamento dos processos operacionais de implantação e operação, envolvendo–se todos os interessados internos e externos na execução do projeto.

5.9.2. Fluxograma: síntese da consolidação

Líder para a Implantação do Projeto
 
Áreas de conhecimento Interno e Externo a Empresa
Cuidados especiais:
 
Viabilidade técnica e econômica do terreno, incluindo-se o passivo ambiental da legislação, ações a serem implementadas, caso seja necessário, e seus custos, a regularização documental, o zoneamento e a compatibilidade com o uso da obra.
 
Consumos de matérias-primas, acessos, mão de obra operacional do empreendimento, cultura da população, consequências na área de atuação durante a implantação do empreendimento.
 
Marketing
 
Plano de atuação no mercado, nível de produção, valor de venda, riscos, entre outros.
 
Engenharia – arquitetura - técnica – projeto básico
 
Fluxograma de produção, projeto básico de engenharia, escopo detalhado, cronogramas detalhados dos prazos, serviços, produções programadas, cronograma de pessoal, equipamentos, construção,
insumos, riscos, termo de referência, entre outros.
 
Dados para licitação de projetos, se necessário.
 
Projetos de arquitetura e engenharia
 
Necessidade de contratação ou não de projetos de arquitetura, engenharia.
 
Determinação da interface dos envolvidos no desenvolvimento do projeto, qualidade dos produtos, serviços, materiais, equipamentos do ativo, entre outros.
 
Engenharia – orçamento - custos
 
Plano de aquisição dos equipamentos do ativo fixo, plano de execução das construções, fluxo de caixa, análise financeira dos investimentos, riscos, entre outros.
 
Meio ambiente
 
Obtenção da licença prévia; licença de Instalação; contratação ou não de especialista, riscos, entre outros.
 
Patrimônio
 
Fluxograma operacional detalhado dos equipamentos, plano de aquisição dos equipamentos, depreciação, operação, manutenção, insumos, definição de parceiros, riscos, meio ambiente, entre outros.
 
Finanças
 
Parceiros para a obtenção de recursos para o investimento, capital de giro, recursos próprios, rentabilidade, parcerias com bancos e possibilidades de empréstimos oficiais e particulares, riscos, entre outros.
 
Recursos Humanos
 
Organograma funcional por conhecimento, formação da equipe: administrativa, operacional, atribuições, responsabilidades, treinamento, custos, novas contratações, plano de carreira, riscos, entre outros.
 
Administração
 
Contabilidade – plano de contas, detalhado, projeção do balanço contábil detalhado, social e ecológico, índices financeiros e econômicos, riscos, entre outros.
 
Operação na obtenção do produto
 
Obtenção e distribuição do produto, planejamento da produção e suas metas, definição do tipo de gerenciamento a ser implantado, parceiros, equipes de execução do projeto, riscos, entre outros.
 
Comunicação
 
Definição e estudos detalhados do sistema de comunicação interno e externo à empresa, riscos, entre outros.
 
Aquisições
 
Parceiros internos e externos, terceirizações, custos, insumos, logística de distribuição do(s) produto(s) tais como distância, trajeto, riscos, formas e prazos de pagamento, custos financeiros, entre outros.
 
Ações legais
 
Fontes governamentais, ações políticas, segurança, entre outras.
 
Qualidade e tecnologia
 
Plano da qualidade da empresa, plano do projeto, processos e procedimentos de implantação e operacional, entre outros.
 
Plano de monitoramento por meio de indicadores de desempenho.
 
Riscos e plano de contingência
 
Mercado, técnicos, qualidade do projeto de engenharia, sistema de orçamento e de custos do projeto, financeiros e econômicos, operacional, meio ambiente, político e governamental, legalização das desapropriações.
 
Tempo exíguo para a execução da consolidação das informações, incluindo a entrega dos projetos para aprovação de créditos junto a órgãos financiadores.
 
Considerações finais
 
Relatório de Consolidação, aprovado pelo Líder do Projeto e Comitê de Implantação do Projeto, processos e procedimentos de: possibilidades concretas de mercado, definição dos prazos de início e término da implantação, início da operação da produção, custos detalhados de implantação e operação, investimentos, prazos de pagamentos, rentabilidade, monitoramento por meio de indicadores de desempenho. 

5.9.3. Dossiê de informações

Nesta fase, partindo-se dos dados do estágio II (ciclo de avaliação), todos os interessados no projeto deverão analisar de forma detalhada todos os processos e procedimentos envolvidos para a consolidação de sua implantação, levando-se em consideração os riscos iminentes.
  • consolidação do plano empresarial; formação das matrizes de gestão corporativa e específica para o projeto.
 
consolidação do plano tático; formação das matrizes de gestão: Marketing (foco no cliente e no mercado); comercial; engenharia; patrimonial; produção; econômica; financeira; aquisições - suprimento; organização; contábil – plano de contas ; recursos humano; comunicação; qualidade; meio ambiente; social; matriz dos parceiros;
 
consolidação do plano operacional técnico: desenho básico avançado, planejamento técnico, inclui estudo dos eventos mais simples e também os complexos; planilha de serviços; jornada de trabalho; cronograma físico; produções programadas nos vários níveis; relatório mensal dos serviços planejados; produção horária, semanal e mensal da equipe mecânica; composição unitária dos serviços (equipamentos, mão de obra e insumos);  interdependência dos serviços; relatório mensal dos insumos planejados; cronograma de utilização de equipamentos (eh e ed); cronograma de utilização de mão de obra direta e indireta (do projeto e do quinhão da empresa alocado ao projeto); cronograma de materiais; parceiros;
 
consolidação do plano dos riscos com o enfoque técnico; informações obtidas no setor de engenharia e específica para cada projeto (técnicos – ativos fixos e móveis e produção; de terceiros, por exemplo de fornecedores, entre outros);
 
consolidação do plano relativo ao meio ambiente com enfoque técnico; informações obtidas no setor de engenharia e específica para cada projeto;
 
consolidação do plano operacional orçamentário: custo das instalações fixas, custo dos equipamentos fixos e móveis, composição do custo da mão de obra direta e indireta envolvida no projeto; composição do custo horário dos equipamentos envolvidos diretamente na produção e no projeto; composição do custo horário dos equipamentos indiretos envolvidos no projeto; custo dos insumos dos materiais; orçamento analítico dos serviços; curva abc dos serviços e dos insumos; relatório mensal dos custos dos insumos; cronograma de desembolso dos custos diretos dos equipamentos, mão de obra, insumos, diversos, impostos, entre outros; cronograma de desembolso dos indiretos do projeto; parceiros;
·       consolidação do plano dos riscos com enfoque nos custos: custeio definido na parte técnica do projeto;
·       consolidação do plano dos riscos conforme detalhado: áreas de engenharia, aquisições, econômico-financeiro, produção, recursos humanos, contábil, mercado, concorrentes, governo, entre outros;
·       consolidação do plano relativo ao meio ambiente: custeio do meio ambiente definido na parte técnica do projeto;
·       consolidação da equipe do projeto: de implantação, dos testes e de operação;
·       consolidação do lucro, custo de rateio da administração central, vendas, entre outros;
·       consolidação do plano operacional de desembolso das despesas: diretos, indiretos, riscos, meio ambiente;
·       consolidação do plano operacional da receita: forma de comercialização dos produtos e sua receita real considerando-se os prazos de pagamentos realmente realizados;
·       consolidação do plano operacional dos impostos: formação e cálculo dos impostos diretos e indiretos;
·       consolidação do plano operacional do fluxo de caixa envolvendo: custos direto e indireto do projeto, indireto da empresa, impostos direto e operacional, receita do projeto em vários níveis, lucros, entre outros;
·       consolidação do plano de recursos financeiros para o projeto – recursos próprios e de terceiros -  implantação, testes e operação;
·       consolidação dos indicadores de desempenho: detalhados nas áreas dos  interessados no projeto;
·       monitoramento do estágio;
·       consolidação do projeto como um todo: pelos acionistas, pelo conselho, pela diretoria executiva e pelos interessados que deverão implantar o projeto.

5.10. Riscos nos projetos de arquitetura e engenharia

5.10.1. Riscos técnicos na formulação do planejamento para a obtenção do projeto de arquitetura e engenharia

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5.10.1.1. Fase de anteprojeto

Ao contratar o projetista, devem ficar claramente estabelecidas as condições de qualidade, preço, prazo e nível dos estudos, para que não surjam, como tantas vezes acontecem, problemas do tipo:
  • reclamações do empreendedor devido a um projeto arquitetônico e de engenharia menos completo do que esperava;
  • reclamações do projetista (arquitetura, engenharia) pela exigência de um trabalho mais detalhado do que o combinado com o empreendedor;
  • reclamações do construtor devido a atrasos na entrega de projetos (arquitetura, engenharia)  ou em dar respostas a questões propostas por ele ao projetista, etc.
O empreendedor deve informar ao projetista sobre os documentos que espera receber (por exemplo, cálculos detalhadamente explicados), além dos normais (plantas e especificações).

Se forem pedidos os cálculos, o projetista será forçado a trabalhar com mais cuidado e erros ou esclarecimentos poderão ser evitados.

Do ponto de vista técnico, a possibilidade de que seja necessário demolir a construção no futuro deve ser levada em conta. Isto é particularmente importante em estruturas protendidas.

Do ponto de vista estético, cada solução técnica deve ser amplamente discutida, com a assessoria de especialistas.

Nos casos simples é suficiente, para esta identificação de riscos, empregar a normalização existente e combiná-Ia com os conhecimentos e as experiências próprias.

Em casos complexos, é imprescindível utilizar um processo sistemático. Exemplos:
  • o telhado de uma igreja sofreu danos e não estava impermeabilizado, e o material de isolamento ficou encharcado de água da chuva.
O acréscimo de peso resultante ocasionou o colapso da cobertura, que era suportada por estruturas de madeira;
  • um radiador fissurou por efeito de uma geada; a água do radiador ocasionou um curto circuito que, por sua vez, provocou um incêndio;
  • um silo ruiu por causa da mudança das características do material nele armazenando (era o mesmo tipo de material, porém mudaram alguns de seus parâmetros por alteração das condições ambientais);
  • o teto de concreto armado de uma piscina era atirantado em uma estrutura portante, e após 16 anos de serviço o teto caiu por não ter sido prevista a proteção contra a corrosão dos tirantes de apoio;
  • contaminações ou danos na rede de saneamento e depuração de águas por causa dos efluentes de uma nova fábrica;
  • por não ter sido previsto o acesso para inspeção nos apoios de uma ponte, estes se deterioraram no período de 15 anos e a ponte apresentou danos consideráveis.

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5.10.1.2. Fase de planejamento

Em casos simples, o empreendedor (ou o projetista) atua como coordenador do projeto.
 
Quando esse aspecto é esquecido costumam-se produzir atrasos ou outros problemas maiores no processo.
 
Cada participante deve comprovar que na fase anterior foram tomadas as medidas adequadas de garantia da qualidade ou, pelo menos, aquelas que podem afetar mais diretamente as suas obrigações e responsabilidades.
  • por exemplo: tantos metros quadrados de estacionamento são necessários; definir altura mínima em um túnel etc.
  • por exemplo: um gabarito mínimo situado abaixo de uma ponte para garantir a navegação; dar saída às águas em caso de fortes chuvas através dos terraplenos de uma autoestrada ou do sub-solo de uma edificação, pondo em risco bens materiais e a vida de usuários para impedir inundações na vizinhança; afastamentos mínimos de edifícios já existentes, para não perturbar os seus usuários (perda de insolação ou de vistas, ruídos etc.).
  • às vezes se escolhe o local (uma ponte sobre um rio) e em outras isso é imposto.
A escolha do lugar pode estar condicionada a algumas limitações.
  • a nova construção pode pôr em risco bens culturais ou ecológicos.
Um exemplo é a Torre de Valência,em Madri: até a sua construção atingir determinada fase, ninguém se deu conta de que iria prejudicar a bela vista da Porta de Alcalá, quando se olhava de Cibeles.
  • as limitações políticas incluem muitos aspectos, alguns relativos à fase de execução (por exemplo, inauguração antes da data estabelecida) e outros à fase de projeto (por exemplo, aspectos estratégicos ou de segurança, vulnerabilidade, etc.).
  • além das limitações do terreno com respeito às fundações, as limitações do solo e do lugar incluem aspectos como o entorno, a acessibilidade, a iluminação, o fornecimento de energia, etc.
Por exemplo: foi iniciada e construída uma parte da autoestrada e não foi possível concluir devido à oposição da população.

5.10.2. Fluxograma: elaboração e consolidação do projeto de engenharia e arquitetura

5.10.3. Riscos técnicos de um projeto arquitetônico e de engenharia

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5.10.3.1. Riscos na obtenção dos dados iniciais para a concepção do projeto

  • são denominados dados para a concepção do projeto todos aqueles parâmetros numéricos, critérios e requisitos sobre os quais se baseia o projeto;
  • todos esses dados devem ser listados, com o objetivo de facilitar o seu controle, e não se pode esquecer que parte dos erros cometidos (riscos) tem sua origem na alteração de dados que passa despercebida ou que não é comunicada a tempo às pessoas que devem tomar conhecimento, risco que aumenta com o tamanho e complexidade do projeto.
Uma correta gestão e diminuição de riscos implica em:
  • definir um plano geral de desenvolvimento do projeto;
  • estabelecer corretamente quais dados são necessários e suas relações de pendência e interdependência;
  • obter os dados dos principais insumos e produtos de cada atividade nas fontes certas;
  • conseguir aqueles que não estão diretamente disponíveis;
  • registrar os dados, anotando a origem de cada um;
  • comprovar e atualizar sua validade periodicamente, retroalimentando o sistema por meio da coleta e análise de dados durante todo o processo;
  • distribuir, divulgar os dados de projeto a todos os intervenientes no processo, distribuir também a solução em vigor e recolhimento da versão obsoleta;
Os dados devem ser registrados em um documento adequado que pode ser uma tabela, diminuindo os riscos de extravios.
Trata-se de um documento dinâmico que pode mudar durante o processo de projeto-construção e que deve estar continuamente atualizado.
O documento termina quando todos os dados alcançam a categoria de valores definitivos.
Ao colocar em prática essa técnica pela primeira vez podem surgir dúvidas a respeito do que ser registrado ou não, com relação ao o que é um dado, uma hipótese ou uma referência.
É obvio que uma interpretação muito ampla do conceito conduziria a uma lista praticamente interminável.
Para evitar isso, convém seguir o critério a seguir.
Os dados que devem ser listados são os que obedecem às seguintes condições simultaneamente:
·       serem externos à atividade (um resultado intermediário ou uma derivação interna lógica não devem ser registrados);
·       serem necessários (os dados supérfluos não devem ser registrados);
·       serem diretamente aplicáveis ao projeto;
·       serem obrigatórios (o arquiteto ou o projetista não são livres para escolher entre vários valores);
·       seria um grande erro pensar que o controle de dados somente deveria ser efetivado em grandes projetos ou em empresas de engenharia de grande porte.
É também essencial em pequenos projetos inclusive em projetos individuais, e trata-se de uma boa prática da engenharia que conduz a projetos mais seguros e econômicos, já que:
·     é uma garantia para todos os membros da equipe do projeto, pois assegura que todos utilizaram os mesmos dados;
·       elimina erros, ao estabelecer uma sistemática clara;
·     facilita o estudo de soluções alternativas e, em particular, da repercussão que tem nos projetos de arquitetura e/ou engenharia a mudança de um dos dados;
      - permite um melhor controle e facilita sua revisão;
      - ajuda na gestão do projeto, ao identificar aqueles dados que ainda se encontrem na espera e que devem ser completados o mais breve possível;
·       em casos de falha ou desordem, o documento é de grande ajuda para a verificação de possíveis causas.

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5.10.3.2. Riscos de concepção e de detalhamento estrutural e construtivo dos projetos arquitetônicos e de engenharia na sua fase de concepção

  • concepção do projeto sob o aspecto funcional e arquitetônico que atenda a demanda;
  • realização de ensaios de laboratório específicos para o detalhamento do projeto de engenharia;
  • informações de campo;
  • levantamento topográfico;
  • detalhamento suficiente;
  • soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas;
  • clareza das informações, cálculos e desenhos organizados, compreensíveis e corretos;
  • compatibilidade do processo executivo;
  • atender às normas técnicas de saúde e de segurança do trabalho adequadas;
  • atender às normas ambientais e específicas de projeto que atendam às exigências ambientais;
  • definição de responsabilidades e procedimentos;
  • interfaces, compatibilidade, entre as diversas atividades técnicas: (hidráulica, elétrica, estrutura, arquitetura, etc.);
  • cálculos e explicações dimensionais; (fundações, estrutural);
  • fluxogramas dos processos e de instrumentação;
  • especificações e características de materiais;
  • especificações dos equipamentos do ativo do projeto;
  • especificações dos serviços – produto acabado;
  • especificações do produto que são essenciais para seu uso seguro e adequado;
  • especificações das medidas mitigadoras de proteção ao meio ambiente;
  • levantamento de quantitativo com base nos projetos, especificações e memoriais descritivos;
  • orçamento das obras;
  • revisão do projeto por especialista ou empresas revisoras.

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5.10.3.3. Riscos nas interfaces no detalhamento dos projetos de arquitetura e engenharia

Tanto nos projetos de arquitetura quanto nos de engenharia, as interfaces entre uma e outra especialidade são zonas particularmente vulneráveis para a qualidade e nelas geralmente ocorrem erros com maior frequência.
 
Se o projeto for complexo, os problemas se multiplicam.
 
Um problema típico de interface é quando uma das especialidades necessita de um determinado dado e quem deve fornecê-Io não está ainda em condições de fazê-Io.
 
Por melhor que seja o planejamento de execução dos projetos de arquitetura e engenharia, esse fato pode ocorrer sempre e, para resolver o impasse, não há melhor solução do que fornecer um dado provisório que, sendo conservador, não seja excessivamente seguro.
 
E esta obrigação de fornecer dados provisórios deve ser prevista na fase de execução do projeto.
 
Um bom controle das interfaces requer:
  • identificação prévia das interfaces;
  • definição clara das responsabilidades;
  • definição clara dos prazos a serem cumpridos;
  • comprometimento dos profissionais envolvidos com as soluções adotadas;
  • formação de equipes multidisciplinares desde o início dos trabalhos;
  • organização do fluxo de informações entre os intervenientes;
  • retroalimentação dos processos com informações confiáveis;
  • identificação, detalhando em cada caso o meio de transmissão adequado;
  • por fim, em projetos de grande importância, tudo isso deve originar os correspondentes documentos (processos).

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5.10.3.4. Riscos nas etapas do processo de desenvolvimento do projeto de arquitetura

A seguir apresentamos algumas das etapas de desenvolvimento dos projetos de arquitetura e que podem proporcionar riscos de seus conteúdos:
  • coleta de informações que representem as condições pre-existentes, de forte interesse para auxiliar na elaboração do projeto de arquitetura, por exemplo: localização do projeto, registro fotográfico da localização e entorno do projeto, levantamento planialtimétrico, dados físicos referentes à vizinhança, dados econômicos referentes ao entorno do projeto, dados cadastrais do entorno do projeto, aspectos ambientais, licença ambiental, informações relacionadas ao clima da região, levantamento e prospecção geológica do solo da implantação do projeto e do seu entorno, levantamento e prospecção relacionados a hidrologia, aspectos hídricos, aspectos sociais, enfim, relatórios que proporcionem o entendimento e o objetivo a serem alcançados pelo empreendedor;
  • fluxograma e programa das necessidades destinadas à determinação do desempenho do projeto arquitetônico e à obtenção do produto que o empreendedor deseja alcançar;
  • estudo preliminar de viabilidade e alternativas técnica e econômica para a seleção de concepção do projeto arquitetônico;
  • concepção do projeto básico de arquitetura com informações técnicas e detalhamento das estruturas que possibilitem a interface dos projetos de engenharia e a obtenção de custos apropriados, inclusive em se tratando de empresa pública, a possibilidade de dados seguros para a licitação;
  • projeto legal de arquitetura com informações técnicas para a sua aprovação pelas autoridades competentes;
  • projeto construtivo e complementação do projeto básico que possibilitem a execução dos serviços de obra correspondente;
  • atenção especial deverá ser dada na formação das especificações dos serviços e produtos, incluindo-se a aprovação da qualidade e a forma de sua execução.

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5.10.3.5. Exemplos de riscos

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5.10.3.6. Riscos na qualidade dos produtos e materiais

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5.10.3.7. Riscos de alterações dos projetos de arquitetura e engenharia durante o transcorrer da construção

5.11. Riscos relacionados ao meio ambiente

5.12. Riscos de orçamento, fase de consolidação: custos e vendas

5.12.1. Introdução

O empreendedor prevê investimentos consistentes, considerando que nesta fase dos estudos os riscos foram debatidos e consolidados, e não sofrerão alterações consideráveis para realização de serviços na fase de sua implantação e operação.
 
Portanto, as empresas de engenharia, no momento de consolidação de um projeto, devem realizar orçamentos baseados na técnica e os custos com qualidade, de modo que possam dar segurança e diminuir riscos de investimentos.
 
A seguir apresentamos alguns pontos que devem ser abordados no controle da qualidade dos projetos de engenharia e seu correspondente orçamento:
  • as atividades técnicas e os custos a serem desenvolvidos pelo executor deverão garantir a execução do projeto;
  • segurança, obediência aos dispositivos contratuais e termos de referência da proposta de preços na fase de implantação;
  • qualidade técnica dos serviços baseada em custos competitivos;
  • custos competitivos para a prevenção e mitigação do impacto sobre o meio ambiente;
  • para atender a essas premissas e ao objeto do contrato, o empreendedor espera que a empresa que irá realizar a implantação de um projeto leve em consideração os seguintes requisitos estratégicos na formação de seus custos:
  • execução técnica do projeto relacionado a seus custos;
  • custo direto planilhado (escopo dos serviços) baseado na execução dos serviços com parâmetros técnicos e custos alinhavados na utilização de equipamentos, mão de obra e materiais, incluindo-se os equipamentos do ativo;
  • custo indireto da empresa para a realização do projeto;
  • custo de serviço técnico;
  • custo do seguro civil do projeto;
  • custo da empresa: administração central, administração regional, riscos do país e do projeto;
  • valores dos impostos, lucro, entre outros;
Estar atento no equilíbrio do fluxo de caixa, levando-se em consideração os pagamentos da empresa e do contratante.

5.12.2. Meio ambiente

Tendo em vista, hoje, que para a obtenção de financiamentos internos e externos é necessário tratamento adequado às questões ambientais, apresentamos de forma sucinta os procedimentos que acompanham o projeto de engenharia e as correspondentes vinculações com o meio ambiente.

  • descrição detalhada do projeto
  • Identificação e valorização dos impactos ambientais do projeto
Plano de gestão socioambiental que conterá:

  • especificação dos estudos gerais e específicos do EIA
  • descrição da metodologia e dos procedimentos que a empresa desenvolverá durante a execução do projeto com a finalidade de implementar medidas estabelecidas no EIA 
  • atividades e ações específicas para a implementação de medidas de mitigação, planos de prevenção de riscos, controle de acidentes e planos de prevenção ambiental
Elaboração dos programas de manejo ambiental

  • elaboração do conjunto de programas de manejo ambiental para instalação, uso e operação do canteiro de obras, acampamento, usinas de asfalto, concreto, acessos, depósitos de materiais, entre outros;

  • identificação dos procedimentos responsáveis e das datas estimadas da entrega dos informes ambientais;
  • plano de medidas e controle de acidentes e sua contingência;
  • descrição e especificações dos procedimentos de implementação de programas de capacitação, informação e educação ambiental, assim como da segurança dos trabalhadores;
  • descrição e especificações dos procedimentos de implementação de programas permanentes de informação e comunicação com a comunidade diretamente afetada pelas obras, e os mecanismos de ações e repostas aos eventuais reclamos e/ou problemas informados.

5.12.3. Orçamento acordado para a implantação de um projeto na fase de consolidação

5.13. Riscos econômicos do projeto

5.13.1. Introdução

Na fase de consolidação do projeto é de suma importância que se tenha um quadro, visão da viabilidade econômica do projeto, e que se inclua o plano de contingência dos riscos, inclusive o financiamento próprio e de terceiros na sua alavancagem.

5.13.2. Fluxograma: riscos econômicos de um projeto

5.13.3. Riscos na formulação da relação custo e venda

O objetivo da elaboração do conceito empresarial de venda de um projeto será a apuração de valores que irão refletir na atividade da empresa e terão reflexos nas áreas: financeira, econômica, administrativa, produtiva, engenharia, aquisição, marketing e patrimonial, além dos impostos direto e indireto, e finalmente remunerar o capital da empresa.
 
A determinação do custo direto e indireto dos projetos é um trabalho que requer bastante experiência do engenheiro.
 
Para obtê-lo é necessário um planejamento técnico e financeiro adequado, bastante preciso, pois do contrário estaremos diante de equívocos irreparáveis.
 
Assim sendo, basicamente teremos, na obtenção do lucro bruto operacional, a seguinte distribuição:
 
Custo do projeto
  • custo direto planilhado; incluindo-se a execução dos desenhos funcional, básico e construtivo, valores relacionados ao meio ambiente; valores pertencentes ao ativo fixo do projeto;
  • custo indireto do projeto; custo de serviço técnico;
  • custo eventual técnico, incluindo-se os riscos de engenharia;
  • custo da despesa financeira; custo da fiança bancária; custo da retenção de dinheiro;
  • custo de caução por meio de papéis; custo do seguro civil do projeto;
  • custo eventual financeiro de risco do cliente; custo eventual da fórmula de reajustamento.
Custo da empresa
  • custo da administração central;
  • custo da administração regional;
  • custo dos riscos do país (por exemplo, risco cambial);
Lucro bruto operacional
  • é o lucro que a empresa obtém, deduzindo-se do lucro bruto operacional os impostos direto e indireto.
Deve ser relacionado ao seu capital e ao seu faturamento, e é o valor que remunera o capital aplicado em um projeto e o da própria empresa.
  • o lucro líquido da empresa é que mostra sua real vitalidade, isto é, sua pujança, e o bom relacionamento com as instituições econômicas.
Também credita a empresa em novos investimentos e outras contratações.
  • para a definição do valor do lucro líquido da empresa, devemos partir do capital aplicado e verificar as oportunidades econômicas que se tem na sua aplicação, inclusive com riscos de menor monta, e estimular o que a empresa tem como objetivo, sem nunca esquecer o que realmente ocorre no mercado.