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Energia I - Cenário brasileiro, visão, modelo, planejamento estratégico

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Capítulo V

Empresas governamentais

23.12. Síntese das empresas governamentais

23.12.3. Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. (CELESC)

Histórico:
 
A Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) foi criada em dezembro de 1955 pelo decreto estadual nº 22, assinado pelo governador Irineu Bornhausen.

Até a metade do século, as necessidades energéticas do estado eram supridas por pequenos e médios sistemas elétricos regionalizados, geralmente mantidos pela iniciativa privada.

Ainda na primeira década do século, por exemplo, Blumenau já dispunha de um rudimentar sistema de iluminação pública.

Lá, a Usina Hidrelétrica Salto Weissbach, datada de 1916, significou uma evolução dos pequenos geradores mantidos pelo espírito empreendedor dos imigrantes desde a virada do século.

A Usina Salto foi definitiva para a extraordinária expressão industrial de todo o Médio Vale do Itajaí.

Em Joinville, a Usina Hidrelétrica Piraí entrou em funcionamento em 1908 e, em 1913, foi a vez da São Lourenço, em Mafra.

Para o suprimento da Capital, o governador Gustavo Richard ordenou a construção da Usina Hidrelétrica Maroim, em São José.

Esta usina está desativada e encontra-se em processo de recuperação arquitetônica.

Este modelo, no entanto, começou a mostrar-se incapaz de responder ao incremento da demanda, pressionada pelo surto desenvolvimentista que tomou conta do país no governo de Juscelino Kubitschek. Preocupado em oferecer condições infraestruturais aos investimentos, o governo do estado decide, então, pela criação da estatal.

Como resultado imediato, o início das operações da Celesc viabilizou a entrada de Santa Catarina no Sistema Elétrico Interligado Sul-Sudeste, medida que garantiu o fornecimento de eletricidade adequado ao parque industrial catarinense.

A princípio, a Celesc funcionou mais como um órgão de planejamento do sistema elétrico estadual.

Depois, assumiu o papel de holding até começar a incorporar, gradativamente, o patrimônio das velhas empresas regionais.

Foi assim que começou seu ciclo de expansão, sendo a região sul, já na década de 1970, a última a ser atendida.

Lá ainda se concentra o maior número de cooperativas de eletrificação em Santa Catarina.

O primeiro grupo de empresas tornadas subsidiárias foi formado pela Empresa Sul Brasileira de Eletricidade S.A. (Empresul), com base em Joinville, pela Força e Luz Videira S.A., pela Companhia Oeste de Eletricidade, de Concórdia, pela Companhia Serrana de Eletricidade, de Lages, pela Companhia Pery de Eletricidade, com base em Curitibanos, e pela Empresa Força e Luz Santa Catarina S.A., com atuação no Vale do Itajaí e sede em Blumenau.

A consolidação técnica da Celesc e o delineamento definitivo do sistema elétrico estadual ocorreram a partir de 1965, com a construção da Linha de Transmissão Tubarão – Lages – Joaçaba – São Miguel d’Oeste.

Gradativamente, a Celesc cobriu todo o estado e tornou-se a estatal catarinense mais importante.

Recuperação a partir de maio de 2009:

A recuperação econômica registrada desde o segundo semestre de 2009, com efeitos significativos sobre o consumo de energia elétrica, impactou positivamente no desempenho do Grupo Celesc neste primeiro trimestre de 2010.

No período, a Companhia apresentou lucro líquido de R$ 124 milhões, ante prejuízo de R$ 8,2 milhões no primeiro trimestre de 2009.

O crescimento da Receita Operacional Bruta, com resultado de R$ 1,57 bilhão, foi 14,4% maior que o registrado nos três primeiros meses do ano de 2009.

O bom desempenho na área da distribuição de energia elétrica puxou a alta.

O volume de energia distribuída cresceu 10,2% na comparação com o primeiro trimestre de 2009.

Os índices de produtividade também apresentaram bom desempenho, com crescimento de 10,6% na relação entre energia distribuída e empregados e de 8,8% entre número de consumidores e empregados.

As despesas operacionais apresentaram redução de 9,6%.

Tal resultado, aliado ao crescimento da receita, teve um impacto positivo no Resultado do Serviço, que somou R$ 202,3 milhões no 2010 ante um resultado negativo de R$ 6,4 milhões no mesmo período do ano anterior.

Esses mesmos fatores levaram a um sólido aumento no EBITDA, que totalizou R$ 238,4 milhões, com margem EBITDA de 23,7%. Os investimentos do Grupo em 2010 somaram R$ 84 milhões.