Em um setor onde as mulheres ainda representam pouco mais de 10% da força de trabalho formal, segundo dados da RAIS/Ministério do Trabalho, a Eternit – companhia focada no setor de materiais de construção e líder de mercado no segmento de coberturas – definiu metas para ampliar a participação feminina na empresa: alcançar 20% do quadro total de colaboradores e 15% dos cargos de liderança até 2030. As iniciativas integram o Programa de Inclusão de Gênero, batizado de Eternit por Elas, lançado pela companhia este mês, com foco em formação, cultura interna e desenvolvimento de lideranças.
O movimento ocorre após dois marcos inéditos na trajetória da companhia: a nomeação de Carisa Portela como primeira mulher diretora em 85 anos, em 2025, à frente das áreas Financeira e de Relações com Investidores, e a promoção de Mirly Pimentel como primeira mulher gerente de fábrica do grupo, responsável pela unidade mais recente da Eternit, em Caucaia (CE), este ano. As duas nomeações simbolizam uma mudança estrutural que agora passa a contar com compromissos formais de longo prazo.
“Assumimos um compromisso claro com a ampliação da presença feminina na Eternit. Não se trata de uma ação pontual, mas de uma agenda estruturada, integrada à nossa estratégia de desenvolvimento de pessoas e ao planejamento de sucessão da companhia”, destaca Carisa.
Três eixos de atuação
A companhia estruturou seu Programa de Inclusão de Gênero em três frentes. A primeira é voltada à promoção de uma cultura organizacional mais inclusiva, com ações de sensibilização das lideranças, campanhas internas e incentivo à ampliação da presença feminina nas operações industriais e áreas administrativas. Como parte dessa agenda, serão instituídos comitês internos nas unidades fabris, responsáveis por disseminar práticas de inclusão no dia a dia das operações.
A segunda frente concentra as ações de desenvolvimento e capacitação das colaboradoras. Em parceria com o Instituto Nós por Elas, a empresa promove palestras, encontros e trilhas formativas sobre temas como carreira, educação financeira, saúde, protagonismo e planejamento profissional. Parte das iniciativas poderá envolver também colaboradores homens e familiares, e há previsão de expansão gradual das ações para as comunidades onde a Eternit mantém unidades produtivas.
O terceiro eixo mira diretamente a formação de futuras lideranças. A companhia iniciou o mapeamento de mulheres com potencial para posições estratégicas e de comando, tanto no ambiente industrial quanto administrativo, integrando essa trilha aos programas já existentes de formação de líderes.
Com o programa em curso, a empresa inicia um novo ciclo voltado ao fortalecimento da diversidade em suas operações industriais e administrativas.
As metas serão acompanhadas periodicamente pela administração da companhia e poderão ser revisadas, conforme a evolução do programa e condições dos negócios.