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FNNIC reúne cerca de 600 participantes em Belém e amplia debate sobre habitação, infraestrutura e cidades resilientes

Assessoria de Imprensa - 18 de março de 2026 25 Visualizações
FNNIC reúne cerca de 600 participantes em Belém e amplia debate sobre habitação, infraestrutura e cidades resilientes

Belém sediou, nos dias 9 e 10 de março, a 10ª edição do Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção (FNNIC). Realizado no Centro Cultural Caixa Belém, o encontro reuniu cerca de 600 participantes, entre empresários da construção civil, especialistas, representantes do governo federal, dirigentes da Caixa Econômica Federal e autoridades públicas.

A programação consolidou o fórum como um espaço de diálogo entre setor público e iniciativa privada sobre financiamento habitacional, infraestrutura urbana e desenvolvimento das cidades nas regiões Norte e Nordeste.

Entre os participantes estiveram representantes do Ministério das Cidades, Caixa Econômica Federal, governos estaduais, prefeituras e entidades do setor, que discutiram temas como crédito imobiliário, licenciamento ambiental, obras públicas, parcerias público-privadas e políticas de habitação social.

Durante a abertura do evento, o ministro das Cidades, Jader Filho, destacou o momento de expansão da política habitacional no país com a retomada do programa Minha Casa, Minha Vida. “Já temos pessoas morando em suas casas próprias e cerca de 1,8 milhão de moradias em construção em todo o país”, afirmou o ministro.

Ao longo dos dois dias de programação, representantes da Caixa Econômica Federal apresentaram iniciativas voltadas à ampliação do crédito habitacional, ao financiamento de infraestrutura urbana e à utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para estimular novos projetos habitacionais.

Cidades resilientes e mudanças climáticas

Outro destaque do encontro foi o impacto das mudanças climáticas no planejamento urbano. Durante painel no evento, a diretora executiva de Fundos de Governo da Caixa, Daniele Mendonça, chamou atenção para o aumento da frequência de desastres climáticos no país e para a necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura urbana.

Segundo ela, eventos extremos que antes se concentravam em regiões específicas passaram a atingir todo o território nacional. Em 2025, mais de 10% dos municípios brasileiros registraram algum tipo de desastre climático.

“Os dados mostram um cenário alarmante. Todas as regiões do país foram afetadas por calamidades. Precisamos investir em infraestrutura, planejamento urbano e saneamento para tornar as cidades mais resilientes e proteger a população”, afirmou.

De acordo com a Caixa, 662 municípios solicitaram o Saque-Calamidade do FGTS em 2025, sendo 100 no Norte e 75 no Nordeste, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção e adaptação das cidades a eventos extremos.

Agenda regulatória e desenvolvimento urbano

A programação do fórum também incluiu debates sobre licenciamento ambiental, com participação do presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, além de painéis sobre financiamento de obras públicas, revisão da legislação urbana e ampliação do acesso à moradia.

Outro painel abordou o papel do planejamento urbano no desenvolvimento social, com discussões sobre investimentos na primeira infância e seus impactos no desenvolvimento econômico das cidades.

Além das discussões técnicas, o evento promoveu reuniões institucionais entre prefeitos, secretários estaduais e representantes do Ministério das Cidades, Caixa e Sebrae, voltadas ao fortalecimento da cooperação entre governos e setor produtivo.

Encerramento

O encerramento contou com a participação do ex-jogador Zico, que conduziu o painel “O papel do líder – desafios e oportunidades com quem entende de vitória”, abordando temas como liderança, disciplina e tomada de decisão.

Para o presidente do Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção, Marcos Holanda, o encontro contribui para fortalecer o diálogo entre governos e setor produtivo em torno da agenda habitacional.

“O Brasil é formado por realidades regionais muito distintas. Nos últimos anos, observamos avanços importantes. Entre 2022 e 2025 houve crescimento de 58% nas unidades do Minha Casa, Minha Vida, com expansão de 103% no Pará e 101% no Nordeste, o que mostra a importância do diálogo entre governo e setor produtivo”, afirmou.

Este ano, o encontro consolidou um compromisso entre lideranças do setor de aprofundar o diálogo sobre os programas habitacionais dos estados do Norte e Nordeste e ampliar a articulação institucional com o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal para fortalecer políticas públicas de habitação e infraestrutura urbana.