Enquanto empresas ampliam investimentos em Inteligência Artificial, transformar projetos em resultados concretos ainda é um desafio para a maioria das organizações. Para enfrentar esse cenário, a Sociedade dos Usuários de Tecnologia da Informação de São Paulo (SUCESU-SP) lança a SUCESU-SP Academy, onde o primeiro curso será a Academia de AI com formação voltada à implementação prática da tecnologia e à adoção do modelo AI First, com primeira edição nos dias 27, 29 e 30 de abril, em formato híbrido.
Além do conteúdo técnico, a formação prioriza entregáveis aplicáveis ao ambiente corporativo, permitindo que participantes desenvolvam soluções voltadas a desafios reais de suas próprias empresas ao longo da jornada, a exemplo de assistentes personalizados, sistemas funcionais e modelos de arquitetura aplicáveis às suas organizações.
O lançamento marca um novo movimento da entidade para ampliar seu protagonismo na formação estratégica do ecossistema de TI diante da rápida transformação provocada pela tecnologia nos ambientes corporativos.
A iniciativa surge em um contexto de forte expansão dos investimentos em IA. Pesquisas recentes da McKinsey indicam que organizações que conseguem integrar a tecnologia aos processos de negócio registram ganhos de produtividade entre 25% e 40%, além de reduções médias de custos operacionais que podem chegar a 30%.
Apesar disso, a maioria das empresas ainda enfrenta dificuldades para transformar a experimentação em impacto financeiro concreto. Um estudo do MIT, por exemplo, aponta que 95% das organizações não conseguem acelerar a receita a partir de iniciativas de IA, evidenciando o desafio de sair da fase de pilotos e avançar para implementações em escala.
O problema, portanto, não está mais no acesso à tecnologia, mas na capacidade de execução. Segundo levantamento recente da Gartner, ao menos metade dos projetos de IA generativa é abandonada após a fase de prova de conceito, geralmente por ausência de governança, baixa maturidade de dados, custos mal dimensionados ou falta de alinhamento com objetivos estratégicos.
É justamente para atacar essas lacunas que a SUCESU-SP estruturou a formação, que é direcionada a CIOs, líderes de transformação digital, gestores e especialistas de tecnologia que precisam sair da fase de testes isolados e avançar para modelos operacionais sustentáveis.
“A SUCESU-SP sempre atuou como ponto de convergência dos debates mais relevantes de TI. Com a SUCESU Academy, ampliamos esse papel ao estruturar uma jornada prática de formação, conectando executivos e empresas à nova realidade da transformação digital baseada em Inteligência Artificial”, afirma Marcos Calmon, presidente da entidade.
Com carga total de 12 horas, o programa adota formato híbrido, combinando encontros online e presencial em São Paulo, e foi desenhado para integrar estratégia, ferramentas e execução técnica em uma única jornada. As turmas são abertas tanto para associados quanto para o público externo, além de prever versões in company voltadas a organizações que buscam acelerar a capacitação interna de equipes.
Para Rodrigo Silva, VP de Educação da SUCESU-SP, CIO da Nitro e responsável pela condução da maior parte da formação, o mercado vive um momento de transição em que a IA precisa deixar de ser uma iniciativa experimental.
“A Inteligência Artificial passou a ocupar um papel estrutural nas organizações. O problema é que muitas iniciativas ainda ficam presas em pilotos sem escala. A iniciativa foi pensada para formar profissionais capazes de operar em um modelo AI First, conectando estratégia, governança e execução prática para gerar vantagem competitiva”, afirma.
Segundo o executivo, a proposta do programa também responde a um cenário recorrente observado em grandes organizações, em que equipes experimentam ferramentas avançadas, mas carecem de métodos para priorizar casos de uso, estruturar dados, controlar custos e conduzir a mudança cultural necessária para adoção em escala, que são fatores apontados como principais causas de falha em projetos de IA.
A seguir, confira o detalhamento da formação:
Introdução estratégica à adoção de IA, engenharia de prompts, criação de assistentes corporativos e uso de ferramentas para produtividade e automação.
Desenvolvimento de aplicações e MVPs com apoio de IA, integração com APIs e estruturação de arquiteturas orientadas a dados.
Criação de fluxos automatizados e agentes semi-autônomos, incluindo atendimento com voz, monitoramento e governança operacional.
Serviço: Academia de AI — SUCESU-SP