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Construção Imobiliária

Verticalização avança em cidades médias e redefine o mapa da construção civil no Brasil  

Assessoria de imprensa Koch Construtora - 16 de abril de 2026 32 Visualizações
Verticalização avança em cidades médias e redefine o mapa da construção civil no Brasil   

A verticalização das cidades brasileiras, historicamente concentrada nas capitais, vem ganhando força em municípios de médio porte e redesenhando a dinâmica da construção civil no país. Impulsionado por fatores como qualidade de vida, custo mais acessível e mudanças no perfil do comprador, o movimento já é visto como uma das principais tendências estruturais do setor para os próximos anos.

Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) indicam que, mesmo em um cenário de juros elevados, o setor manteve crescimento em 2025 e deve ganhar novo fôlego em 2026, com expectativa de expansão apoiada na ampliação do crédito imobiliário e em programas habitacionais. Até o terceiro trimestre de 2025, a construção civil avançou cerca de 1,7% na comparação anual, enquanto o consumo de cimento cresceu 3,68%, sinalizando continuidade da atividade no país.

Ao mesmo tempo, estudos urbanos apontam que o volume de construções no Brasil vem crescendo em ritmo superior ao da própria população, evidenciando um processo de adensamento e transformação das cidades, fenômeno que inclui tanto a expansão horizontal quanto a verticalização.

Nesse contexto, cidades médias passam a assumir protagonismo. Levantamentos recentes do mercado imobiliário, como o Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil), mostram que o interesse por empreendimentos verticais está cada vez mais descentralizado e alinhado às realidades regionais, ampliando o potencial de novos polos fora dos grandes centros.

Para Thais Koch, cofundadora da Koch Construtora, referência em empreendimentos de alto padrão, sediada em Itapema, Santa Catarina, o avanço da verticalização fora das capitais está diretamente ligado a uma mudança estrutural no comportamento da população. “O Brasil vive um processo claro de descentralização urbana. Hoje, muitas pessoas buscam cidades médias pela combinação de qualidade de vida, segurança e custo mais equilibrado, sem abrir mão de infraestrutura e serviços”, afirma.

Esse movimento já se reflete no portfólio da própria Koch Construtora. Com atuação concentrada em Itapema, a empresa vem desenvolvendo empreendimentos que atendem diferentes perfis de demanda dentro do segmento de alto padrão, com unidades que variam de tipologias mais compactas, com cerca de 70 m² e foco em funcionalidade, até projetos amplos, que ultrapassam 250 m² e priorizam conforto e exclusividade.

Segundo a executiva, a diversificação dos produtos acompanha a mudança no perfil do comprador nas cidades médias. “Hoje, vemos desde investidores e compradores mais jovens buscando unidades funcionais até famílias que priorizam espaço, conforto e exclusividade. Isso exige um portfólio mais flexível e alinhado às novas demandas do mercado”, diz.

Outro fator que sustenta a tendência é a demanda reprimida por moradia, especialmente em regiões fora dos grandes centros. A própria CBIC aponta que a redução gradual dos juros deve contribuir para destravar financiamentos e estimular novos lançamentos, ampliando o acesso ao crédito imobiliário.

Além disso, mudanças recentes no mercado de trabalho, como a consolidação do modelo híbrido, permitem que profissionais morem fora das capitais, impulsionando a procura por imóveis em cidades médias. “Hoje, o comprador não está apenas em busca de um imóvel, mas de um estilo de vida. Isso explica por que cidades menores passaram a atrair tanto interesse, inclusive no segmento de alto padrão”, destaca a cofundadora.

A verticalização também traz efeitos relevantes para o desenvolvimento urbano e econômico dessas cidades. O aumento da densidade populacional em áreas centrais contribui para otimizar a infraestrutura, impulsionar o comércio local e valorizar regiões antes menos exploradas.

Historicamente, o processo de verticalização no Brasil esteve ligado à urbanização e à evolução tecnológica da construção, permitindo edificações cada vez mais eficientes e adaptadas ao crescimento das cidades. Agora, esse movimento se intensifica fora das metrópoles e ganha força em mercados regionais e cidades com crescimento econômico consistente.

Para a Koch Construtora, esse cenário representa uma mudança definitiva no eixo de crescimento do setor. “A verticalização deixou de ser uma característica exclusiva das capitais. Hoje, vemos cidades médias se consolidando como novos polos imobiliários, com demanda consistente e potencial de valorização no longo prazo”, avalia.

Com a combinação de fatores econômicos, demográficos e comportamentais, a expectativa é que a verticalização em cidades médias continue avançando nos próximos anos, acompanhando a reorganização da rede urbana brasileira e o fortalecimento desses municípios como centros regionais de desenvolvimento.

“Estamos diante de uma transformação estrutural. As cidades médias não são mais coadjuvantes, elas são protagonistas do próximo ciclo da construção civil”, conclui a executiva.