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TRABALHO

Escassez de mão de obra desafia construção civil e exige novo modelo de gestão das incorporadoras

Assessoria de Imprensa - 14 de agosto de 2026 25 Visualizações
 Escassez de mão de obra desafia construção civil e exige novo modelo de gestão das incorporadoras

A escassez de mão de obra qualificada já representa o principal entrave para 36,9% das empresas da construção civil e afeta 44,7% das empresas de serviços especializados, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE). Em um cenário de aquecimento do mercado imobiliário, incorporadoras reforçam o planejamento, a gestão da cadeia de fornecedores e a eficiência operacional para reduzir impactos em custos e cronogramas.

O levantamento da FGV mostra que a preocupação do setor vai além de fatores conjunturais, como feriados prolongados ou mudanças nas relações de trabalho, e decorre de um desafio de longo prazo relacionado à formação, à atração e à retenção de profissionais qualificados.

Entre os fatores que explicam esse cenário estão o envelhecimento da força de trabalho, cuja idade média varia entre 39 e 42 anos, segundo o IBGE, a menor entrada de jovens na construção civil e o aumento da demanda por profissionais em um mercado que voltou a crescer.

Na prática, a escassez de mão de obra tende a pressionar os custos da construção, reduzir a produtividade dos canteiros e exigir revisões nos cronogramas quando não existe planejamento adequado. Em um ambiente de margens cada vez mais pressionadas, a gestão da cadeia de fornecedores assume papel estratégico para garantir previsibilidade e competitividade.

Para Rafael Fioratti Rodriguez , sócio e diretor de Engenharia do Grupo Lux, a discussão sobre produtividade na construção civil precisa ser ampliada. "Feriados prolongados ou mudanças nas relações de trabalho podem gerar impactos pontuais. O principal desafio da construção civil hoje é outro: conviver com uma oferta cada vez menor de mão de obra qualificada. Isso exige um modelo de gestão baseado em planejamento, previsibilidade e acompanhamento constante da execução", afirma.

Segundo o executivo, a forma como as incorporadoras estruturam suas operações passou a ser determinante para minimizar impactos financeiros e operacionais. "Empresas que trabalham apenas reagindo aos problemas tendem a sofrer mais. Hoje é fundamental atuar com contratação programada, gestão próxima da cadeia de fornecedores e processos que permitam identificar rapidamente qualquer desvio. A eficiência operacional passou a representar um diferencial competitivo."

Na Lux Incorporadora, a estratégia prioriza a prevenção. A empresa adota planejamento antecipado da contratação de equipes, gestão contínua da cadeia de fornecedores e acompanhamento permanente da execução das obras, com parceiros previamente homologados e avaliados de forma recorrente.

Esse modelo garante maior previsibilidade sobre custos, reduz riscos de atrasos e amplia o controle sobre todas as etapas do desenvolvimento dos empreendimentos.

"O mercado continuará aquecido e a demanda por imóveis de alto padrão permanece consistente. Por isso, quem conseguir manter eficiência operacional e previsibilidade terá vantagem competitiva nos próximos anos. Hoje, gerir uma obra significa também gerir pessoas, fornecedores e riscos de forma integrada. A capacidade de planejar essas variáveis passa a ser tão estratégica quanto a escolha do terreno onde o empreendimento será desenvolvido", conclui Rafael Rodriguez.