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Goiás abre em 25 de agosto a disputa por fundo imobiliário de R$ 12,3 bilhões

Assessoria de Imprensa - 25 de agosto de 2026 100 Visualizações
 Goiás abre em 25 de agosto a disputa por fundo imobiliário de R$ 12,3 bilhões

Primeiro fundo imobiliário do Estado terá administração profissional e potencial de R$ 12,3 bilhões em Valor Geral de Vendas

O Governo de Goiás irá realizar no dia 25 de agosto, às 10h, a sessão pública da licitação para selecionar as instituições responsáveis pela estruturação e operação do primeiro Fundo de Investimento Imobiliário (FII) do Estado. O fundo tem Valor Geral de Vendas (VGV) potencial de R$ 12,3 bilhões.

A concorrência conduzida pela Secretaria de Estado da Administração (Sead) será julgada por técnica e preço e prevê a contratação de um consórcio formado obrigatoriamente por duas instituições especializadas: um administrador fiduciário autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e um gestor profissional habilitado. Eles serão responsáveis por estruturar o fundo, colocá-lo em funcionamento e conduzir sua operação de acordo com as regras legais e regulatórias.

O valor estimado da contratação é de R$ 77.748.187,00, uma projeção global para todo o período do fundo. O Estado continuará responsável pelas diretrizes da política patrimonial, pela definição dos limites de atuação e pela preservação do interesse público.

A iniciativa ocorre após a sanção da Lei Estadual nº 24.387/2026, que moderniza a gestão do patrimônio imobiliário estadual. O modelo foi estruturado nos moldes da experiência de São Paulo e busca dar uma nova destinação econômica a imóveis públicos, com gestão profissional dos ativos.

Os estudos para a criação do fundo consideraram 17 imóveis como base amostral para avaliar a viabilidade econômica do modelo. Conforme os anexos do edital, esses imóveis têm potencial para receber empreendimentos que, depois de construídos e comercializados, poderão movimentar até R$ 1,8 bilhão em Valor Geral de Vendas.

“Historicamente, um imóvel público sem utilização poderia ser destinado à venda, gerando uma receita pontual para o Estado. Com a estruturação de fundos imobiliários, Goiás passa a adotar uma visão mais estratégica e patrimonialmente eficiente. Esses ativos deixam de ser tratados apenas como bens passíveis de alienação e passam a ser considerados instrumentos capazes de gerar valor ao longo do tempo, com governança, gestão profissional e possibilidade de atração de investidores para projetos que ampliem seu uso econômico e sua valorização”, afirma o secretário da Administração, Francisco Sérvulo Freire Nogueira.

A estruturação do FII foi precedida por um trabalho de organização, inventário, avaliação e qualificação das informações sobre o patrimônio imobiliário estadual. A base reúne dados sobre a situação jurídica, localização, vocação, ocupação, potencial econômico e melhor destinação dos imóveis.

O edital está disponível na plataforma Sislog, na contratação nº 120732.