Logotipo Engenharia Compartilhada
Home Notícias De olho na China
Economia

De olho na China

Monitor Mercantil - 22 de setembro de 2021 588 Visualizações
De olho na China

Nos primeiros oito meses de 2021, o volume comercial entre a China e a União Europeia (UE) aumentou 32,4% ano a ano. O volume comercial de 2021 poderá estabelecer um novo recorde e ultrapassar US$ 700 bilhões, informou Zhai Qian, funcionário do Ministério do Comércio (MOC) chinês na 16ª Feira de Cooperação de Negócios e Tecnologia China-UE.

O número de viagens feitas pelos trens de carga China-Europa ultrapassou 10 mil no mesmo período, um aumento anual de 32%. Nos primeiros sete meses deste ano, o investimento da China na UE e o investimento da UE na China cresceram 86,1% e 10,9%, respectivamente, em termos anuais, segundo Zhai.

“As economias da China e da UE são altamente complementares. Nos últimos anos, as trocas econômicas e comerciais bilaterais se expandiram em amplitude e profundidade, e a estabilidade e a resiliência das cadeias industriais e de suprimentos aumentaram”, afirmou Zhai.

Pandemia

Desde a eclosão da pandemia de Covid-19, a economia global e o comércio internacional têm enfrentado sérios desafios. O comércio e o investimento China-UE, no entanto, mostraram forte resiliência e mantiveram um desenvolvimento estável e forte, disse Zhang Ming, chefe da Missão Chinesa na UE.

A Pesquisa de Confiança Empresarial 2021, publicada pela Câmara de Comércio da UE na China em junho, mostrou que desde o surto da Covid-19, o mercado chinês se tornou o refúgio mais importante para as empresas da Europa. A maioria das empresas europeias na China estão dispostas a continuar no país e estão cheias de confiança e expectativas quanto às suas perspectivas de desenvolvimento na nação asiática.

Mais de 2.000 convidados chineses e estrangeiros participaram da feira online e offline, com foco em investimento, inovação científica e tecnológica, neutralidade de carbono, entre outros.

Zhang comentou que o oeste da China está se tornando uma nova fronteira para a abertura da China e uma nova região montanhosa para os intercâmbios e a cooperação econômicos e tecnológicos entre a China e a Europa.

Zhang espera que as empresas europeias aproveitem o rápido desenvolvimento econômico no oeste da China para criar mais oportunidades de negócios para benefícios mútuos.

Brasil

Segundo a agência Xinhua, em 2020, a China tornou-se o primeiro parceiro comercial do Brasil a superar a marca histórica de uma corrente de comércio (exportação + importação) superior a US$ 100 bilhões. Foram exatamente US$ 101.728 bilhões comercializados pelos dois países.

As exportações brasileiras alcançaram a cifra igualmente recorde de US$ 67.685 bilhões e as importações totalizaram US$ 34.042 bilhões. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia

No ano passado, o intercâmbio comercial com a China proporcionou ao Brasil um superávit de US$ 33.645 bilhões, correspondentes a aproximadamente 65% do saldo total acumulado pelo Brasil com todos os países no período.