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Projetos de arquitetura e engenharia - gestão de projetos

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Capítulo VI

Gestão dos riscos nos ciclos de intenção, avaliação, consolidação, implantação e operação e a contratação de projetistas

10.13. Introdução à gestão de riscos

10.13.1. Introdução - exemplos

Risco é definido como um perigo: exposição à perda ou ao dano.
  • risco se refere a qualquer ação que possa contribuir na perturbação da evolução de um projeto (empreendimento) nas fases de intenção, avaliação, consolidação, implantação e operação;
  • assim, risco refere-se à possibilidade de que algum acontecimento desfavorável venha a ocorrer, vinculado a distribuições diretas de probabilidades de cada serviço ou evento que constitui a planilha de negócios de um projeto e as indiretas que afetam o conjunto de estimativas básicas estabelecidas como premissas na obtenção do custo do projeto;
  • por exemplo:
    • risco politico:
      • comprometimento de prazo na execução de um projeto: estudo e viabilidade, projeto básico sendo considerado como executivo, orçamento baseado em falsas premissas, entre outras; 
      • pressão politica proporcionando omissão das premissas ambientais;
      • pressão na ambição de concluir um projeto;
      • falta de pagamento dos compromissos assumidos.
  • outro exemplo:
    • riscos na falta de detalhes executivos;
    • risco direto: serviços de fundações, estrutura, instalações, aquisição de equipamentos, período de chuvas intensas anormais na região em que se esteja executando o projeto;
    • risco indireto: variação cambial acima das projeções de governo, entre outros;
    • outros riscos: ambiental, financeiro, legal, empresarial, do país, do negócio, tecnológico, operacional, externo e interno à empresa.
A fim de evitar maiores consequências na implantação de um projeto, convém que as melhores fontes de informações e técnicas disponíveis sejam utilizadas ao analisar consequências e probabilidades de seus efeitos.
  • por exemplo:
    • experiências anteriores;
    • práticas e experiências do setor em que se insere o projeto;
    • publicações pertinentes e pesquisa de mercado;
    • modelos econômicos;
    • modelos de engenharia;
    • opinião de especialistas e auditores.

 

10.13.2. Gestão de riscos empresariais

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10.13.2.1. Incertezas

  • obstáculo potencial à consecução dos objetivos de uma organização à luz:
    • das incertezas da globalização;
    • da política internacional e nacional;
    • do mercado e do setor de atuação da organização;
    • do ambiente macroeconômico e dos próprios processos da organização.
E a evolução do país e da sociedade passaram a exigir cada vez mais que cada um assuma sua responsabilidade e, por extensão, o governo e as empresas que constituem o patrimônio de uma nação.

Com isto procuramos enfocar neste trabalho alguns pontos que deverão constituir o desafio das empresas e da sociedade como um todo.

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10.13.2.2. Desafios da empresa e principais pontos da sociedade aos riscos

10.13.3. Fluxograma - análise da gestão de riscos por projeto

10.14. Riscos de um projeto e as interdependências e suas fases (ciclos)

10.14.1. Estratégia para a criação e o desenvolvimento de um projeto

10.14.2. Fases de um projeto, desenvolvimento e seus riscos

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10.14.2.1. Introdução e ocorrências

Ocorrências de risco constituem os efeitos potenciais adversos ao projeto. Sua identificação deve ser realizada, primeiramente, durante a formulação do planejamento estratégico da empresa e seus projetos, envolvendo as áreas de conhecimento da empresa.

Inicialmente, nas intenções para a implantação de um projeto, tem-se que a influência dos riscos é preponderante, pois nesta fase há muito impulso, intuição e pouca razão.

Na fase seguinte da avaliação para a criação e o desenvolvimento de um projeto, os estudos e a análise do projeto têm uma maior intensidade e profundidade, os riscos se tornam de maior ponderação e racionalidade, questionam-se em detalhes os aspectos técnicos e de custos, registram-se as principais ocorrências que possam falhar e provocar a probabilidade de fracasso e acertos.

Na próxima fase correspondente à consolidação para a criação e o desenvolvimento de um projeto, os projetos de engenharia e arquitetura fornecem informações para a obtenção de dados técnicos, orçamento, recursos de investimentos e riscos para sua rejeição ou seleção para sua implantação e operação, além da obtenção da licença de implantação.

Fatores críticos e de alto risco técnico, econômico, de fluxo de caixa e com ingerências sobre o meio ambiente podem ditar alguma outra ação ou um atraso até que melhores soluções possam ser encontradas. A decisão sobre este tipo de ocorrências de risco grave é em geral reservada para a alta administração e envolve os principais acionistas.

A próxima fase corresponde à implantação do projeto, irreversível, sua construção e montagem, até a sua fase de operação, focados na eliminação ou na redução de riscos definidos na fase de consolidação do projeto, por meio de aprimoramento de plano ou acréscimos de riscos que exigem novos recursos e que podem comprometer a viabilidade técnica e econômica do projeto.

Na próxima fase, os serviços de operação, manutenção e conservação de um projeto, visam à máxima garantia da qualidade e segurança aos clientes e estabelecer todo o suporte gerencial de riscos para exploração e administração do projeto, constituindo-se normalmente de um conjunto bastante extenso de atividades, cuja interação deverá garantir o padrão de qualidade e de sua viabilidade econômica e fluxo de caixa predeterminado na fase de consolidação do projeto.

Na próxima subseção apresenta-se síntese do fluxograma de atividades relacionadas aos projetos de arquitetura, engenharia, qualidade, controle tecnológico, meio ambiente e riscos inseridos no contexto da criação e do desenvolvimento de um projeto, envolvendo as áreas de conhecimento da empresa, os consultores e as empresas parceiras.

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10.14.2.2. Fluxograma das atividades e seus relacionamentos

10.15. Riscos nos ciclos de intenção e avaliação de um projeto

10.15.1. Introdução às intenções

Nesta fase do ciclo de intenção deverão estar envolvidos os principais interessados na execução do projeto, por exemplo: acionistas, presidência, financeiro, marketing, engenharia, patrimônio, suprimento, recursos humanos, comunicações, aquisições, administração organizacional e contábil, além dos interessados externos à empresa, meio ambiente, social, sociedade civil, entre outros.
 
Normalmente nesta fase do projeto os riscos são variáveis e de difícil ponderação, as informações bastante superficiais, empresas e projetos crescem ou desaparecem rapidamente.

10.15.2. Síntese da intenção - sequência - fluxo

  • chance, boa estrela; mercado, vontade, motivação para desenvolver um projeto;
  • inicialização do projeto: compromisso dos interessados na análise das intenções de execução de um projeto;
  • planejamento básico da equipe para a realização do ciclo das intenções: cronograma, equipe, prazo, custos iniciais, entre outros;
  • processo de execução do ciclo das intenções para a implantação de um projeto; estudos detalhados dos processos mencionados a seguir:
    • viabilização do projeto: conhecimento da equipe e sua competência;
    • conhecimento: conhecer o adversário e sobretudo a si mesmo; detectar as qualidades e os defeitos;
    • visão técnica: melhoria, ampliação, inovação, parceiros;
    • visão com relação ao meio ambiente e o social: imagem da empresa no governo e na sociedade;
    • fluxograma envolvendo os principais equipamentos e desenho preliminar do projeto: fluxograma de operação indicando as equipes e suas produções e esboço do desenho;
    • detalhamento das principais construções (edificações) e dos equipamentos de produção: memorial descritivo simplificado das edificações e dos equipamentos;
    • escopo dos principais serviços: detalhamento dos principais serviços e avaliação das demais atividades;
    • prazo: cronograma master de implantação, maturação, maturidade, declínio, saturação;
    • avaliação de custos - primeiros custos das edificações, da mão de obra e dos equipamentos e dos custos de mercado; valor de venda;
    • avaliação dos investimentos: construção, equipamentos fixos e móveis de produção; recursos próprios e de terceiros;
    • recursos financeiros: recursos próprios e de terceiros;
    • conselhos: psicológicos e táticos;
    • visão externa: conclusão das tendências, inovações imediatas e futuras com relação ao mercado e ao país;
    • visão dos riscos: com relação ao país, política, conjuntura externa, concorrência, técnica, operacional, meio ambiente e social;
    • visão econômica: volume de negócios, investimentos, rentabilidade;
    • administração: projeção do balanço contábil da empresa com a inclusão do projeto em análise;
    • indicadores de desempenho: primeiros indicadores da empresa e dos concorrentes;
    • monitoramento do estágio;
    • termo de referência do projeto: como um todo e dos principais itens de desenvolvimento do projeto e em função dos interessados;
    • concepção do projeto e elaboração do dossiê das intenções: um trabalho de reflexão dos interessados;
    • parecer final: dos interessados sobre o andamento ou não do projeto.

10.15.3. Introdução às avaliações

Nesta fase do ciclo de avaliação, os interessados deverão se aprofundar ainda mais na análise de viabilização do projeto e dos riscos e na parte principal da definição e da continuidade do projeto, não podendo haver equívocos ou erros de monta, pois daqui para frente é necessária firmeza concreta dos dados inseridos no projeto para que se possa tomar rumos corretos.

10.15.4. Síntese das avalações - sequência - fluxo

  • inicialização do projeto: compromisso dos interessados na análise das avaliações de execução de um projeto;
  • planejamento básico do ciclo de avaliações: cronograma, equipe, prazo, custos iniciais, entre outros;
  • processo de execução do ciclo de avaliações para a implantação de um projeto: estudos detalhados dos processos mencionados a seguir;
  • avaliação em nível tático e operacional - definição clara das premissas e das restrições nas áreas de marketing, engenharia, administração, produção, aquisições/suprimento, financeira/econômica, recursos humanos, meio ambiente, social, sociedade civil e comunicação, que possam dar sustentação à avaliação empresarial: desenho funcional e básico - critérios para a seleção - informações históricas; organizacional: marketing (mercado e clientes, metas, concorrentes), engenharia (técnica - recursos próprios e de consultores, meio ambiente, escopo - planilha básica dos serviços, planilha detalhada dos eventos - serviços, planejamento técnico do escopo, cronogramas, produções das equipes de trabalho e dos equipamentos, custos - orçamento - detalhamento dos custos de construção e dos principais equipamentos de produção, custos indiretos, fluxo de caixa, aplicação de recursos, riscos - base de dados em que se concentra todo o conhecimento da empresa para a formulação do projeto), produção (obtenção e distribuição do produto, planejamento da produção e suas metas), administrativa (contabilidade, projeção do balanço contábil, impostos direto e indireto), recursos humanos (formação da equipe, treinamento, plano de carreira), suprimento (aquisição de bens e insumos), patrimônio (aquisição e administração de bens, depreciação, operação, manutenção), definição dos parceiros (terceirização), financeira (obtenção de recursos: ativo fixo, capital de giro, resultado do negócio);    
  • avaliação dos riscos: país, mercado, clientes, variação cambial, concorrentes, recebimentos, variação de impostos, engenharia, produção, organização, equipamentos (envelhecimento precoce), meio ambiente; 
  • avaliação política: análise das ações governamentais nas esferas federais, estaduais, municipais, política externa, entre outras;
  • avaliação empresarial: investimento em termos de capital, forma de capitalização, recursos próprios e de terceiros, rentabilidade do investimento, cronograma de investimentos, estrutura organizacional;
  • termo de referência do projeto: informações técnicas e de orçamento; de obtenção de recursos para implantação do projeto; definição do organograma de implantação do projeto e suas atividades (funções) e responsabilidades, definição do organograma do projeto, responsabilidades, custos operacionais, entre outros, e dos principais itens que compõem a execução de um projeto;
  • indicadores de desempenho: empresarial, tático e operacional;
  • monitoramento do estágio;
  • concepção final para a implantação do projeto com a participação de todos os interessados no projeto: como um todo e dos principais detalhes executivos de implantação do projeto;
  • parecer final: dos interessados sobre a implantação ou não do projeto.

10.16. Riscos no ciclo da consolidação para a criação de um projeto

10.16.1. Introdução

É o passo em que se consolida o plano operacional do projeto e realiza-se o detalhamento dos processos operacionais de implantação e operação do projeto, envolvendo-se todos os interessados internos e externos na execução do projeto.

10.16.2. Síntese da consolidação - sequência - fluxo

Líder para a Implantação do Projeto
Áreas de conhecimento Interno e Externo à Empresa
 
Cuidados especiais: viabilidade técnica e econômica do terreno, incluindo-se o passivo ambiental, a legislação, as ações a serem implementadas caso seja necessário e seus custos, a regularização documental, o zoneamento e a compatibilidade com o uso da obra.
 
Consumos de matérias-primas, acessos, mão de obra operacional do projeto, cultura da população, consequências na área de atuação durante a implantação do projeto.
 
Marketing:
 
Plano de atuação no mercado, nível de produção, valor de venda, riscos.
 
Engenharia - arquitetura - técnica - projeto básico:
 
Fluxograma de produção, projeto básico de engenharia, escopo detalhado, cronogramas detalhados dos prazos, serviços, produções programadas, cronograma de pessoal, equipamentos, construção, insumos, riscos, termo de referência.
 
Dados para licitação de projetos se necessário.
 
Projetos de arquitetura - engenharia:
 
Necessidade de contratação ou não de projetos de arquitetura e engenharia.
 
Determinação da interface dos envolvidos no desenvolvimento do projeto, da qualidade dos produtos, dos serviços, dos materiais e dos equipamentos do ativo.
 
Engenharia - orçamento - custos:
 
Plano de aquisição dos equipamentos do ativo fixo, plano de execução das construções, fluxo de caixa, análise financeira dos investimentos, riscos.
 
Meio ambiente:
 
Obtenção da licença prévia;
 
Licença de Instalação;
 
Contratação ou não de especialista;
 
Riscos.
 
Patrimônio:
 
Fluxograma operacional detalhado dos equipamentos, plano de aquisição dos equipamentos, depreciação, operação, manutenção, insumos, definição de parceiros, riscos; meio
ambiente.
 
Finanças:
 
Parceiros para a obtenção de recursos para o investimento, capital de giro, recursos próprios, rentabilidade, parcerias com bancos e possibilidades de empréstimos oficiais e particulares, riscos.
 
Recursos Humanos:
 
Organograma funcional por conhecimento, formação da equipe: administrativa, operacional, atribuições, responsabilidades, treinamento, custos, novas contratações, plano de carreira, riscos.
 
Administração:
 
Contabilidade - plano de contas detalhado, projeção do balanço contábil detalhado, social e ecológico, índices financeiros e econômicos, riscos.
 
Operação para obtenção do produto:
 
Obtenção e distribuição do produto, planejamento da produção e suas metas, definição do tipo de gerenciamento a ser implantado, parceiros, equipes de execução do projeto, riscos.
 
Comunicação:
Definição e estudos detalhados do sistema de comunicação interno e externo à empresa.
 
Aquisições:
 
Parceiros internos e externos, terceirizações, custos, insumos, logística de distribuição do(s) produto(s), tais como distância, trajeto, riscos, formas e prazos de pagamento, custos financeiros. 
 
Ações Legais:
 
Fontes governamentais, ações políticas, segurança, entre outras.
 
Qualidade e tecnologia:
 
Plano da qualidade da empresa, Plano do projeto, Processos e Procedimentos de implantação e Operacional.
 
Plano de Monitoramento por Indicadores de Desempenho.
 
Riscos e Plano de Contingência:
 
Mercado, técnicos, qualidade do projeto de engenharia, sistema de orçamento e de custos do projeto, financeiros e econômicos, operacional, meio ambiente, político e governamental, legalização das desapropriações.
 
Tempo exíguo para a execução da consolidação das informações, incluindo-se a entrega dos projetos para aprovação de créditos nos órgãos financiadores.
 
Relatório de Consolidação, aprovado pelo Líder do Projeto e Comitê de Implantação do Projeto, processos e procedimentos das: possibilidades concretas de mercado, definição dos prazos de início e término da implantação, início da operação da produção, custos detalhados de implantação e operação, investimentos, prazos de pagamentos, rentabilidade, monitoramento por indicadores de desempenho.

10.16.3. Dossiê de informações

Nesta fase, partindo-se dos dados do estágio II, todos os interessados no projeto deverão analisar de forma detalhada todos os processos e procedimentos envolvidos para a consolidação de sua implantação, levando-se em consideração os riscos iminentes.
  • consolidação do plano empresarial: formação das matrizes de gestão corporativa e específica para o projeto;
  • consolidação do plano tático: formação das matrizes de gestão: Marketing (foco no cliente e no mercado); comercial; engenharia; patrimonial; produção; econômica; financeira; aquisições - suprimento; organização; contábil - plano de contas; recursos humanos; comunicação; qualidade; meio ambiente; social; matriz dos parceiros;
  • consolidação do plano operacional técnico: desenho básico avançado, planejamento técnico, inclui estudo dos eventos mais simples e os complexos; planilha de serviços; jornada de trabalho; cronograma físico; produções programadas nos vários níveis; relatório mensal dos serviços planejados; produção horária, semanal e mensal da equipe mecânica; composição unitária dos serviços (equipamentos, mão de obra e insumos); interdependência dos serviços; relatório mensal dos insumos planejados; cronograma de utilização de equipamentos (eh e ed); cronograma de utilização de mão de obra direta e indireta (do projeto e do quinhão da empresa alocado no projeto); cronograma de materiais; parceiros;
  • consolidação do plano dos riscos com o enfoque técnico: informações obtidas no setor de engenharia e específicas para cada projeto (técnicos - ativos fixos e móveis e produção; de terceiros, por exemplo de fornecedores, entre outros);
  • consolidação do plano relativo ao meio ambiente com enfoque técnico: informações obtidas no setor de engenharia e específicas para cada projeto;
  • consolidação do plano operacional orçamentário: custo das instalações fixas, custo dos equipamentos fixos e móveis, composição do custo da mão de obra direta e indireta envolvida no projeto; composição do custo horário dos equipamentos envolvidos diretamente na produção e no projeto; composição do custo horário dos equipamentos indiretos envolvidos no projeto; custo dos insumos dos materiais; orçamento analítico dos serviços; curva ABC dos serviços e dos insumos; relatório mensal dos custos dos insumos; cronograma de desembolso dos custos diretos dos equipamentos, da mão de obra, dos insumos, dos diversos, dos impostos, dentre outros; cronograma de desembolso dos indiretos do projeto; parceiros;
  • consolidação do plano dos riscos com enfoque nos custos: custeio definidos na parte técnica do projeto;
  • consolidação do plano dos riscos conforme detalhado: áreas de engenharia, aquisições, econômico-financeira, produção, recursos humanos, contábil, mercado, concorrentes, governo, entre outros;
  • consolidação do plano relativo ao meio ambiente: custeio do meio ambiente definidos na parte técnica do projeto;
  • consolidação da equipe do projeto: de implantação, dos testes e de operação;
  • consolidação do lucro, custo de rateio da administração central, vendas, entre outros;
  • consolidação do plano operacional de desembolso das despesas: diretos, indiretos, riscos, meio ambiente;
  • consolidação do plano operacional da receita: forma de comercialização dos produtos e sua receita real considerando-se os prazos de pagamentos realmente realizados;
  • consolidação do plano operacional dos impostos: formação e cálculo dos impostos diretos e indiretos;
  • consolidação do plano operacional do fluxo de caixa envolvendo: custos direto e indireto do projeto, indireto da empresa, impostos direto e operacional, receita do projeto em vários níveis, lucros, entre outros;
  • consolidação do plano de recursos financeiros para o projeto: recursos próprios e de terceiros - implantação, testes e operação;
  • consolidação dos indicadores de desempenho: detalhados nas áreas dos interessados no projeto;
  • monitoramento do estágio;
  • consolidação do projeto como um todo: pelos acionistas, pelo conselho e pela diretoria executiva e pelos interessados que deverão implantar o projeto

10.17. Riscos no ciclo de implantação de um projeto

10.17.1. Riscos no ciclo de implantação

A seguir apresentamos uma síntese dos principais pontos críticos e que podem tornar-se riscos a serem observados na implantação de um projeto e na seção seguinte apresentamos os possíveis riscos de contratação e logo a seguir os riscos de construção.
  • processo de iniciação:
    • autorização para início de implantação do projeto;
    • acionistas, conselho e diretoria;
    • comitê e líder para a implantação do projeto;
    • equipe de interessados.
  • licitações e contratação:
    • projeto arquitetônico e de engenharia construtivo;
    • equipamentos do ativo;
    • execução das construções;
    • execução de montagem e instalações;
    • documentos de contratação.
  • cuidados especiais com execução dos serviços:
    • canteiro de obras, instalações em geral, acampamento, estocagem dos insumos no canteiro de obras, equipamentos a serem alocados e sua capacidade e dimensões de operação, energia e abastecimento de água, meio ambiente, saneamento, principalmente lixo de obras, ações mitigadoras, entre outras;
    • execução dos serviços, de acordo com o projeto, especificações dos serviços, especificações dos materiais;
    • controle da qualidade e controle tecnológico;
    • agressão ao meio ambiente.
Atividades das áreas de conhecimento:
  • engenharia:
    • projeto executivo;
    • planejamento técnico;
    • planejamento dos custos;
    • cronograma físico-financeiro;
    • controle tecnológico;
    • qualidade;
    • monitoramento;
    • indicadores de desempenho.
  • financeira:
    • recursos para o investimento;
    • relacionamento com bancos;
    • relacionamento com empresas na execução de serviços;
    • custos do projeto;
    • caução.
  • patrimônio:
    • aquisição de equipamentos;
    • execução dos contratos de fornecimento;
    • qualidade e controle tecnológico dos materiais.
  • administração:
    • contabilidade;
    • plano de contas;
    • acompanhamento dos contratos.
  • recursos humanos:
    • equipe funcional por área de conhecimento para a execução de implantação do projeto.
  • qualidade:
    • plano da qualidade da empresa;
    • plano da qualidade do projeto para a implantação do projeto.
  • meio ambiente:
    • licenças ambientais;
    • ações mitigadoras.
  • comunicação:
    • sistema de comunicação interno e externo à companhia.
  • sistemas:
    • softwares aplicados para o desenvolvimento do projeto, monitoramento e indicadores de desempenho.
  • aquisições:
    • parceiros internos e externos;
    • licitações;
    • contratos;
    • acompanhamento.
  • consultores:
    • internos;
    • externos.
  • riscos com relação ao gestor do contrato:
    • administração dos contratos:
      • contrato, edital de licitação, proposta;
      • planejamento técnico;
      • planejamento dos custos;
      • cronograma físico-financeiro.
    • fiscalização das obras, dos serviços e dos materiais:
      • execução dos serviços;
      • controle tecnológico;
      • qualidade;
      • monitoramento e indicadores.

10.18. Riscos na contratação de projetistas

10.18.1. Contratação do(s) projetista(s)

O empreendedor prevê a contratação de empresa de engenharia para a realização de um projeto que atenda as expectativas do planejamento estratégico e as condições que tem como objetivo a fixação e a condução de metas de desempenho com regras estabelecidas em contrato.
 
Portanto, é importante que o contratante estabeleça com clareza as suas intenções, o objetivo e toda a documentação para que o contratado (projetista) possa formalizar a sua proposta eliminando a maior probabilidade de riscos na execução do projeto.
 
O contratante deverá estar atento aos riscos enumerados nas próximas subseções.

10.18.2. Expectativa técnica

As atividades técnicas a serem desenvolvidas pela empresa contratada (projetos de arquitetura e engenharia) deverão garantir a execução do projeto, as obras e os serviços previstos, tendo como objetivo, entre outros:
  • obediência aos dispositivos e cumprimento de todas as cláusulas contratuais, inclusive aquelas estabelecidas no termo de referência e da proposta técnica e de preços;
  • qualidade técnica dos serviços;
  • atendimento, obediência as normas técnicas e recomendações da contratante;
  • cumprimento dos prazos e das metas contratuais ou aquelas estabelecidas pela contratante;
  • desempenho da estrutura da empresa contratada na execução do contrato;
  • quantitativos dos serviços executados para fins de elaboração das medições;
  • prevenção e mitigação do impacto sobre o meio ambiente decorrente das atividades construtivas e da implantação e da utilização do canteiro de obras, dos alojamentos e das instalações industriais.
Para atender a esses objetivos e ao objeto do contrato a contratante espera que a empresa contratada dê atenção aos seguintes requisitos considerados estratégicos:
  • a execução técnica do projeto esteja relacionada com seus custos;
  • os projetos de arquitetura e engenharia sejam inovadores;
  • revisão ou adequação do projeto de arquitetura e engenharia e desenhos, quando se fizer necessário;
  • plano e definição clara do escopo das atividades definidas;
  • enfoque dos eventos mais simples e aqueles considerados como complexos;
  • organização dos eventos ao longo do tempo;
  • estabeleça os níveis de produção para a execução de seus serviços;
  • determine adequadamente as equipes de mão de obra e equipamentos;
  • determine adequadamente os insumos e os equipamentos dos ativos;
  • estabeleça de forma coerente os serviços de apoio técnico e consultores;
  • defina com clareza os custos (orçamento) do projeto;
  • estabeleça as prioridades com relação ao meio ambiente;
  • considere os riscos e tenha um plano de contingência na execução do projeto;
  • formalize esclarecimentos à empresa quanto à evolução do projeto de engenharia.

10.18.3. Expectativas de custos

Contratação da empresa de projetos de arquitetura e engenharia para realização de um projeto, com custos competitivos, entre outros, que:
  • as atividades técnicas e os custos a serem desenvolvidos pela empresa (projetistas) devam garantir a sua execução (projetos de arquitetura e engenharia);
  • obedeça aos dispositivos contratuais e ao termo de referência da proposta de preços;
  • qualidade técnica dos serviços (projetos de arquitetura e engenharia) seja baseada em custos competitivos;
  • haja prevenção e mitigação do impacto sobre o meio ambiente;
  • para atender a esses objetivos e ao objeto do contrato o cliente espera que a empresa dê atenção aos seguintes requisitos considerados estratégicos na formação de seus custos:
    • execução técnica do projeto esteja relacionada com seus custos;
    • custo direto planilhado (escopo dos serviços de arquitetura e engenharia) baseado na execução dos serviços com parâmetros técnicos e custos alinhados na utilização de equipamentos, mão de obra (projetistas, auxiliares, entre outros e materiais), incluindo-se os equipamentos do ativo;
    • custo indireto da empresa para a realização dos projetos de arquitetura e engenharia;
    • custo de serviço técnico especializado;
    • custo da empresa: administração central, administração regional, riscos do país e do projeto;
    • equilíbrio do fluxo de caixa, levando-se em consideração os pagamentos da empresa e do contratante.

10.18.4. Casos fortuitos

Conforme a natureza do contrato, convém proceder a uma avaliação dos riscos financeiros e seus principais pontos possíveis, entre outros:
  • atuação no caso de rompimento, incluindo-se as multas;
  • reservas de provisão para gastos prováveis, por exemplo: atrasos na liberação de recursos financeiros para a execução do projeto.

10.18.5. Pontos críticos na fase de execução do projeto

  • às vezes, o projetista entrega as plantas (projeto de arquitetura e engenharia) com grande atraso, impedindo que o construtor prepare adequadamente os trabalhos, ocasionando demora e acréscimo de custos. Em tais casos, deve-se documentar a situação em benefício da clareza e da futura atribuição de responsabilidades.
  • a seguir citamos alguns exemplos relacionados ao projeto de arquitetura e engenharia:
    • a causa mais comum de dificuldades verificadas é a alta densidade de armaduras nas ligações de elementos estruturais e apoios.
  • Nessas zonas deveriam ser empregadas maiores tolerâncias, em geral, as tolerâncias de projeto deveriam ser maiores do que as normalmente empregadas;
    • não somente os processos especiais, mas também os correntes, que requerem um cuidado especial, devem ser identificados, como, por exemplo, a concretagem de regiões de difícil acesso ou onde exista alta densidade de armadura;
    • em casos simples os processos podem ser referenciados na normalização existente (por exemplo, processo para concretar em tempo quente, para desformar e descimbrar, etc.), porém, em geral, cada construtor terá seus próprios processos, definindo com detalhes a maneira de proceder em cada operação;
    • um erro relativamente frequente é o de especificar um material por referência de catálogo e posteriormente verificar que este material não é mais fabricado;
    • exemplo: o escoramento de um elemento de concreto se apóia erroneamente sobre uma cobertura que não estava calculada para essa carga adicional e que, naturalmente, entrou em colapso;
    • material saiu de linha.
  • às vezes ocorrem modificações dos projetos durante a execução do projeto (empreendimento) e a pergunta é quem assume estes riscos.

10.18.6. Fase da entrega do projeto

  • documentação que inclui os desenhos finais (as built), o manual e o histórico da qualidade (registros), detalhando os resultados de controle;
  • processo de adequação englobando o que se tem por fazer, quando e por quem, para assegurar prazo mínimo entre a data da entrega e a data em que pode funcionar como se deseja, observando as principais áreas de adequação:
    • equipamento; preparação de um programa de manutenção preventiva;
    • contratação de equipes de pessoas para serviços;
    • preparação da política operacional.

10.19. Riscos no ciclo de operação de um projeto

10.19.1. Introdução

A seguir apresentamos uma síntese dos principais pontos críticos, que podem tornar-se riscos, a ser observada na operação de um projeto, que pode ser uma estação de tratamento de esgoto, uma indústria, uma concessão rodoviária, entre outros tantos.
  • processo de operação, manutenção e monitoramento:
    • acionistas, conselho e diretoria;
    • autorização para início do ciclo:
      • comitê e líder para a operação, a manutenção e o monitoramento do projeto;
      • equipe de interessados.
  • equipe de operação do sistema:
    • participa na elaboração do projeto;
    • acompanha a sua implantação;
    • participa de forma efetiva nos testes de operação e;
    • finalmente, recebe a chave do projeto quando são encerradas as fases de teste e aprovado o termo definitivo de entrega do projeto, isto é, das obras e dos equipamentos do ativo do projeto.
  • relatório de Consolidação, ponto de partida para o desenvolvimento da operação:
    • aprovado pelo Líder do Projeto e Comitê de Implantação do Projeto;
    • processos e procedimentos das possibilidades concretas de mercado;
    • definição dos prazos de início e término da implantação;
    • início da operação da produção;
    • detalhes técnicos de operação;
    • custos detalhados de implantação e operação (pós-ocupação);
    • investimentos, prazos de pagamentos, rentabilidade;
    • monitoramento por indicadores de desempenho.
  • projeto de arquitetura e engenharia:
    • projeto de arquitetura e engenharia;
    • manual de operação;
    • termos de garantia dos equipamentos;
    • prepara novos projetos, alterações, ampliações.
  • patrimônio:
    • recebe os equipamentos do ativo do projeto;
    • prepara e executa o plano de manutenção do sistema, visando a ações preventivas, corretivas e industriais.
  • operação:
    • recebe os equipamentos do ativo do projeto;
    • prepara e executa o plano de operação do sistema, visando a ações que proporcionam ao cliente segurança e boa imagem no seu atendimento.
  • aquisições:
    • parceiros internos e externos;
    • logística;
    • licitações;
    • contratos;
    • acompanhamento.
  • recursos humanos:
    • equipe funcional por área de conhecimento para a execução de implantação do projeto.
  • consultores:
    • internos;
    • externos.
  • administração:
    • contabilidade;
    • plano de contas;
    • acompanhamento dos contratos.
  • meio ambiente:
    • ações mitigadoras de proteção ao meio ambiente.
  • qualidade:
    • plano da qualidade da companhia;
    • plano da qualidade do projeto para a operação, a manutenção e o monitoramento do sistema implantado.
  • tesouraria:
    • contas a receber, controle das receitas dos inadimplentes, relacionamento direto com os clientes.
  • comunicação:
    • sistema de comunicação interno e externo à companhia.
  • financeira:
    • recursos para o investimento;
    • relacionamento com bancos e com empresas na execução de serviços.
  • equipe de operação do sistema:
    • participa de novos projetos para atender à demanda futura, ou mesmo na criação de novos projetos, conforme estabelecido no planejamento estratégico da empresa, na visão e nas metas e detalhado nos estudos de consolidação para a implantação de um projeto.
  • sistemas:
    • softwares aplicados para o desenvolvimento do projeto, o monitoramento e os indicadores de desempenho.

10.19.2. Fase da entrega do projeto e o envolvimento dos projetos de arquitetura e engenharia

  • documentação que inclui os desenhos finais (as built), o manual e o histórico da qualidade (registros), detalhando os resultados de controle.
  • processo de adequação englobando o que se tem por fazer, quando e por quem, para assegurar uma demora mínima entre a data da entrega e a data em que pode funcionar como se deseja, observando as principais áreas de adequação:
    • equipamento;
    • contratação de equipes de pessoas para serviços;
    • preparação da política operacional;
    • preparação de um programa de manutenção preventiva.

10.19.3. Fase do uso (operação do projeto) e colapsos

  • exemplo, um silo entrou em colapso porque o usuário mudou o material armazenado;
  • exemplo, em uma laje plana (sem vigas) foi feita uma abertura junto a um pilar, sem avisar o projetista, e essa abertura provocou o colapso da laje por puncionamento;
  • exemplo: em um edifício comercial foram efetuadas modificações estruturais sem documentá-las adequadamente nas plantas, anos mais tarde houve um incêndio no edifício.
Os bombeiros montaram sua estratégia de combate ao fogo com base nos desenhos existentes e não puderam prever o que aconteceu. A seguir, ocorreu um colapso parcial e morreram dez homens.

10.20. Riscos nos projetos de arquitetura e engenharia

10.20.1. Riscos técnicos na formulação do planejamento para a obtenção do projeto de arquitetura e engenharia

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10.20.1.1. Fase anteprojeto

Ao contratar o projetista, devem ficar claramente estabelecidas as condições de qualidade, preço, prazo e nível dos estudos, para que não surjam, como tantas vezes acontecem, problemas do tipo:
  • reclamações do empreendedor devido a um projeto arquitetônico e de engenharia menos completo do que se esperava;
  • reclamações do projetista (arquitetura, engenharia) pela exigência de um trabalho mais detalhado que o combinado com o empreendedor;
  • reclamações do construtor devido a atrasos na entrega de projetos (arquitetura, engenharia)  ou em dar respostas a questões propostas por ele ao projetista, entre outras.
O empreendedor deve informar ao projetista sobre os documentos que espera receber (por exemplo, cálculos detalhadamente explicados), além dos normais (plantas e especificações).

Se for pedido detalhamento dos cálculos utilizados, o projetista será forçado provavelmente a trabalhar com mais cuidado e poderão ser evitados erros ou encarecimentos.

Do ponto de vista técnico, a possibilidade de que seja necessário demolir a construção no futuro deve ser levada em conta. Isto é particularmente importante em estruturas protendidas.

Do ponto de vista estético, cada solução técnica deve ser amplamente discutida com a assessoria de especialistas.

Nos casos simples é suficiente, para esta identificação de riscos, empregar a normalização existente e combiná-la com os conhecimentos e experiências próprias e em casos complexos, é imprescindível utilizar um processo sistemático.

Exemplos:
  • o telhado de uma igreja sofreu danos e não estava impermeabilizado e o material de isolamento ficou encharcado de água da chuva, com o acréscimo de peso resultante ocasionou o colapso da cobertura, que era suportada por estruturas de madeira;
  • um radiador fissurou por efeito de uma geada, a água do radiador ocasionou um curto circuito que, por sua vez, provocou um incêndio;
  • um silo ruiu por causa da mudança das características do material nele armazenando (era o mesmo tipo de material porém mudaram alguns de seus parâmetros por alteração das condições ambientais);
  • o teto de concreto armado de uma piscina era atirantado em uma estrutura portante e, após 16 anos de serviço, o teto caiu por não ter sido prevista proteção contra a corrosão dos tirantes de apoio;
  • contaminações ou danos na rede de saneamento e depuração de águas por causa dos efluentes de uma nova fábrica;
  • por não ter sido previsto o acesso para inspeção nos apoios de uma ponte, estes se deterioraram no período de 15 anos, e a ponte apresentou danos consideráveis.

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10.20.1.2. Fase de planejamento

Em casos simples, o empreendedor (ou o projetista) atua como coordenador do projeto. Quando este aspecto é esquecido, costumam-se produzir atrasos ou outros problemas maiores no processo.
 
Cada participante deve comprovar que na fase anterior foram tomadas as medidas adequadas de garantia da qualidade ou, pelo menos, aquelas que podem afetar mais diretamente as suas obrigações e responsabilidades.
  • por exemplo: tantos metros quadrados de estacionamento são necessários; definir altura mínima em um túnel, etc.;
  • por exemplo: um gabarito mínimo situado abaixo de uma ponte para garantir a navegação; dar saída às águas em caso de fortes chuvas através dos terraplenos de uma autoestrada, ou do subsolo de uma edificação, pondo em risco bens materiais e a vida de usuários para impedir inundações na vizinhança; quais os afastamentos mínimos com respeito a edifícios já existentes para não perturbar os seus usuários (perda de insolação ou de vistas, ruídos, etc.);
  • às vezes se escolhe o local (uma ponte sobre um rio) e em outras isto é imposto. A escolha do lugar pode estar condicionada por algumas limitações;
  • a nova construção pode pôr em risco bens culturais ou ecológicos. Um exemplo é a Torre de Valência em Madrid: até a sua construção atingir determinada fase, ninguém se deu conta de que iria prejudicar a bela vista da Porta de Alcalá, quando se olhava de Cibeles;
  • as limitações políticas incluem muitos aspectos, alguns relativos à fase de execução (por exemplo, inauguração antes da data estabelecida) e outros à fase de projeto (por exemplo, aspectos estratégicos ou de segurança, vulnerabilidade etc.);
  • além das limitações do terreno com respeito às fundações, as limitações do solo e do lugar incluem aspectos como o entorno, a acessibilidade, a iluminação, o fornecimento de energia, etc.
Por exemplo: foi iniciada e construída uma parte da autoestrada e não foi possível concluir devido à oposição da população.

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10.20.1.3. Fluxograma: elaboração e consolidação do projeto de arquitetura e engenharia

10.20.2. Riscos técnicos de um projeto arquitetônico e de engenharia

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10.20.2.1. Riscos na obtenção dos dados iniciais para a concepção do projeto

  • são denominados dados para a concepção do projeto todos aqueles parâmetros numéricos, critérios e requisitos sobre os quais se baseia o projeto;
  • todos estes dados devem ser listados, com o objetivo de facilitar o seu controle, e não se pode esquecer que parte dos erros cometidos (riscos) tem sua origem na alteração de dados que passa despercebida ou que não é comunicada a tempo às pessoas que devem tomar conhecimento (saber), risco que aumenta com o tamanho e complexidade do projeto.
Uma correta gestão e diminuição de risco implicam em:
  • definir um plano geral de desenvolvimento do projeto;
  • estabelecer corretamente quais dados são necessários e suas relações de pendência e interdependência;
  • obter os dados dos principais insumos e produtos de cada atividade nas fontes certas;
  • conseguir aqueles que não estão diretamente disponíveis;
  • registrar os dados, anotando a origem de cada um;
  • comprovar e atualizar sua validade periodicamente, retroalimentando o sistema por meio da coleta e da análise de dados durante todo o processo;
  • distribuir, divulgar os dados de projeto a todos os intervenientes no processo, distribuir também a solução em vigor e o recolhimento da versão obsoleta.
Os dados devem ser registrados em um documento adequado, diminuindo os riscos de extravios e elaborar uma tabela.
 
Trata-se de um documento dinâmico que pode mudar durante o processo de projeto-construção e que deve estar continuamente atualizado.
 
O documento termina quando todos os dados alcançam a categoria de valores definitivos.
 
Ao colocar em prática esta técnica pela primeira vez podem surgir dúvidas a respeito do que ser registrado ou não, com relação ao que é um dado, uma hipótese ou uma referência.
 
É obvio que uma interpretação muito ampla do conceito conduziria a uma lista praticamente interminável e, para evitar, convém seguir o critério que se indica a seguir.
 
Os dados que devem ser listados são os que obedecem às seguintes condições simultaneamente:
  • serem externos à atividade (um resultado intermediário ou uma derivação interna lógica não devem ser registrados);
  • serem necessários (os dados supérfluos não devem ser registrados);
  • serem diretamente aplicáveis ao projeto;
  • serem obrigatórios (o arquiteto/projetista não é livre para escolher entre vários valores);
  • seria um grande erro pensar que o controle de dados somente deveria ser efetivado em grandes projetos ou em empresas de engenharia de grande porte.
É também essencial em pequenos projetos e inclusive em projetos individuais e trata-se de uma boa prática da engenharia que conduz a projetos mais seguros e econômicos, já que:
  • é uma garantia para todos os membros da equipe do projeto, pois assegura que todos utilizaram os mesmos dados;
  • elimina erros, ao estabelecer uma sistemática clara;
  • facilita o estudo de soluções alternativas e, em particular, da repercussão que tem nos projetos de arquitetura e/ou engenharia a mudança de um dos dados;
  • permite um melhor controle destes e facilita sua revisão;
  • ajuda na gestão do projeto, ao identificar aqueles dados que ainda se encontrem na espera e que devem ser completados o mais breve possível;
  • em casos de falha ou desordem, o documento é de grande ajuda para a verificação de possíveis causas.

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10.20.2.2. Riscos de concepção e de detalhamento estrutural e construtivo dos projetos arquitetônicos e de engenharia na sua fase de concepção

  • concepção do projeto; layout funcional e arquitetônico que atenda à demanda;
  • realização de ensaios de laboratório específicos para o detalhamento do projeto de arquitetura e engenharia;
  • informações de campo;
  • levantamento topográfico;
  • detalhamento suficiente;
  • soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas;
  • clareza das informações, dos cálculos e dos desenhos organizados, compreensíveis e corretos;
  • compatibilidade do processo executivo;
  • atender às normas técnicas de saúde e de segurança do trabalho adequadas;
  • atender às normas ambientais e específicas de projeto que atendam às exigências ambientais;
  • definição de responsabilidades e procedimentos;
  • interfaces, compatibilidade entre as diversas atividades técnicas: (hidráulica, elétrica, estrutura, arquitetura, etc.);
  • cálculos e explicações dimensionais (fundações, estrutural);
  • fluxogramas dos processos e de instrumentação;
  • especificações e características de materiais;
  • especificações dos equipamentos do ativo do projeto;
  • especificações dos serviços - produto acabado;
  • especificações do produto que são essenciais para seu uso seguro e adequado;
  • especificações das medidas mitigadoras de proteção ao meio ambiente;
  • levantamento de quantitativo com base nos projetos, nas especificações e nos memoriais descritivos;
  • orçamento das obras;
  • revisão do projeto por especialista ou empresas revisoras.

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10.20.2.3. Riscos nas interfaces no detalhamento dos projetos de arquitetura e engenharia

Tanto no projeto de arquitetura quanto no de engenharia, as interfaces entre uma e outra especialidade são zonas particularmente vulneráveis para a qualidade e nelas geralmente ocorrem os erros com maior frequência e, se o projeto é complexo, os problemas se multiplicam.
 
Um problema típico de interface é quando uma das especialidades necessita de um determinado dado e quem deve fornecê-lo não está ainda em condições de fazê-lo.
 
Por melhor que seja o planejamento de execução dos projetos de arquitetura e engenharia, este fato pode ocorrer sempre e, para resolver o impasse, não há melhor solução que fornecer um dado provisório que, sendo conservador, não seja excessivamente seguro e esta obrigação de fornecer dados provisórios deve ser prevista na fase de execução do projeto.
 
Um bom controle das interfaces requer:
  • sua identificação prévia;
  • definição clara das responsabilidades;
  • definição clara dos prazos a serem cumpridos;
  • comprometimento dos profissionais envolvidos com as soluções adotadas;
  • formação de equipes multidisciplinares desde o início dos trabalhos;
  • organização do fluxo de informações entre os intervenientes;
  • retroalimentação dos processos com informações confiáveis;
  • identificação, detalhando em cada caso o meio de transmissão adequado;
  • em projetos de grande importância tudo isto deve originar os correspondentes documentos (processos).

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10.20.2.4. Riscos nas etapas do processo de desenvolvimento do projeto de arquitetura e engenharia

A seguir apresentamos algumas das etapas de desenvolvimento dos projetos de arquitetura e engenharia que podem proporcionar riscos em seus conteúdos:
  • coleta de informações que representem as condições preexistentes, de forte interesse para auxiliar na elaboração do projeto de arquitetura e engenharia:
    • por exemplo: localização do projeto, registro fotográfico da localização e entorno do projeto, levantamentos planialtimétrico, dados físicos referentes à vizinhança, dados econômicos referentes ao entorno do projeto, dados cadastrais do entorno do projeto, aspectos ambientais, licença ambiental, informações relacionadas ao clima da região, levantamento e prospecção geológica do solo da implantação do projeto e do seu entorno, levantamento e prospecção relacionadas à hidrologia, aspectos hídricos, aspectos sociais, enfim, relatório que proporciona o entendimento e o objetivo a serem alcançados pelo empreendedor.
  • fluxograma e programa das necessidades destinados à determinação do desempenho do projeto arquitetônico e de engenharia na obtenção do produto que o empreendedor deseja alcançar;
  • estudo preliminar de viabilidade e alternativas técnica e econômica para a seleção de concepção do projeto arquitetônico e de engenharia;
  • concepção do projeto básico de arquitetura e engenharia com informações técnicas e detalhamento das estruturas que possibilitem a interface dos projetos de engenharia e a obtenção de custos apropriados, inclusive, em se tratando de empresa pública, a possibilidade de dados seguros para a licitação;
  • projeto legal de arquitetura e engenharia com informações técnicas para a sua aprovação pelas autoridades competentes;
  • projeto construtivo, complementação do projeto básico que possibilite a execução dos serviços de obra correspondente;
  • atenção especial deverá ser dada na formação das especificações dos serviços e dos produtos, incluindo-se a aprovação da qualidade e a forma de sua execução.

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10.20.2.5. Exemplos de riscos

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10.20.2.6. Riscos na qualidade dos produtos e dos materiais

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10.20.2.7. Riscos de alterações dos projetos de arquitetura e engenharia durante o transcorrer da construção (implantação)

Com o transcorrer da obra podem surgir fatos novos que exijam a realização de atualizações parciais dos projetos:
  • alterações decorrentes de mudanças nos requisitos do projeto com relação aos projetos de arquitetura e engenharia;
  • alterações originadas de necessidades técnicas surgidas no processo de execução do projeto (construção);
  • adequabilidade ao uso.
Como exemplo clássico desse tipo de problema, pode-se citar a estabilidade de taludes de cortes em encostas muito íngremes, onde somente após concluídas as escavações pode-se melhor avaliar as soluções do projeto, podendo ocorrer a necessidade de revisões.
 
Aspectos a serem considerados na informação aos agentes envolvidos:
  • urgência em informar os agentes envolvidos sobre a alteração realizada segundo o impacto para o estágio de desenvolvimento do projeto como um todo;
  • orientações claras de substituição dos arquivos e dos documentos.
Consequências:
  • custos adicionais de paralisação e manutenção parcial ou total do projeto;
  • definição de partes da estrutura onde a paralisação da produção gerará prejuízos incalculáveis, tomando-se um tratamento especial no projeto em relação a vida útil da estrutura.