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Equipamentos e acessórios na indústria de pré-fabricados e pré-moldados

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Capítulo II

Equipamentos e acessórios para a moldagem, transporte, cura, desforma e trasnporte de peças

45.5. Centrais de concreto

45.5.1. Introdução

 A central de concreto tem a finalidade de selecionar os agregados componentes do concreto, através de uma distribuição gravimétrica e podendo processar a sua mistura.

Níveis de produção

é necessário que se constitua o histograma de produção de concreto, levando em consideração o planejamento estratégico da indústria de pré-fabricado para que se determine o patamar e se possa fazer seleção correta da central de concreto.

Capacidade de produção

Os detalhes impostos pelo histograma de concreto e, principalmente, a duração do projeto, empreendimento, deve ser considerado na produção de pico

a análise dos picos e produção deve ser considerada sob dois aspectos:

1). Isolado: deve-se estudar uma forma de esvaziar este pico, através de planos de concretagem melhor distribuídos.

2). Patamar: deve-se verificar a possibilidade de alternativas de abastecimento, de forma a recorrer à mobilização ou desmobilização de equipamentos complementares.

A central de concreto deve ter capacidade para se misturar qualquer volume, nos tempos necessários ao andamento do projeto;

Responsabilidade da garantia da dosagem dos materiais e da qualidade do concreto

1). Responsabilidade e garantia da dosagem dos materiais componentes;

2). Responsabilidade e garantia da resistência do concreto, através do controle tecnológico de sua resistência;

3). Disponibilidade de Departamentos Técnicos e Laboratórios especializados no controle de todos os materiais e processos que intervém nos serviços de concretagem, como por exemplo:

3.1). Determinação da qualidade e uniformidade de todos os componentes do concreto;

3.2). Aferição periódica dos equipamentos de pesagem;

3.3). Determinação constante da umidade dos agregados;

3.4). Determinação da eficiência dos equipamentos e das operações;

3.5). Visitas de supervisão às centrais, programação de amostragem do concreto e análises estatísticas periódicas;

3.6). Retroalimentação dos sistemas estabelecidos, com base nas informações dos ensaios realizados para tomar medidas preventivas oportunas;

Espaço

 Consiste na análise do espaço físico para a realização dos trabalhos

Topografia

A planimétrica do terreno deve ser levada em consideração, pois influi diretamente no arranjo das instalações de preparo do concreto.

Vantagens técnica e econômica

1). Economia resultante de serviços prestados, onde a rapidez na execução aliada ao conhecimento do custo real do concreto, evita desperdícios e perdas de materiais, tempos extraordinários e serviços adicionais;

6). Realização de investigações aplicadas que procuram incorporar toda a tecnologia do concreto em benefício da economia e segurança da construção, o que representa resultados sempre confiáveis através do tempo;

7). Instalações adequadas das centrais que permitem dosar o concreto sempre de acordo com as características projetadas. Dosagem automática e precisa dos materiais componentes do concreto, realizada gravimetricamente, sob supervisão e controle de pessoal especializado

8). Pessoal capacitado e treinado nos sistemas de operação das centrais;

9). Reforço e reestruturação periódica dos programas de treinamento e reciclagem dos Corpos de Venda e Técnico.

45.5.2. Exemplo: arranjo de uma central de concreto

45.5.3. Ciclo operacional de uma central de concreto

45.5.4. Central de concreto com misturador e seus componentes

45.5.5. Auromação

Para que se tenha um funcionamento de máxima produtividade é necessário um sistema de automatização, a seguir apresentamos algumas características que compõem um sistema:

Funcionamento do ciclo automático

1 - no sistema de automação o operador através de um botão na mesa de comando inicia o ciclo automático e a partir daí a usina fará as dosagens sequenciais de cada agregado, cimento, água, aditivo, além dos valores efetivos de umidade e consequentemente correções nas dosagens de areia e água.

2 - a operação do sistema é simples, não exigindo habilidades especiais.

3 - os parâmetros operacionais necessitam ser configurados apenas uma vez.

4 - tendo sido configurados tais parâmetros, poucos dados necessitam ser fornecidos para dar a partida no processo.

5 - de fato, quando os dados de partida de processo (ex : código da fórmula, volume requisitado, umidade na areia, etc.) são iguais entre os romaneios, basta o pressionamento de uma única tecla para iniciar a usinagem

 

Precisão

1 - dispõe de mecanismos que ajustam o fluxo de vazão dos materiais, durante a dosagem, para que estes atinjam com precisão as quantidades estabelecidas.

 

Falha humana

1 - por ser um sistema totalmente automatizado, o sistema está livre de problemas decorrentes de falha humana, que podem ser causados, por exemplo, por fadiga ou distração.

 

Rapidez

1 - o sistema é capaz de realizar várias tarefas ao mesmo tempo.

2 - desta forma, reduz-se o tempo despendido no processo de fabricação do concreto, aumentando, consequentemente, o seu volume de produção.

 

Controle

1 - as informações sobre todas as operações executadas na usina são automaticamente registradas em arquivos, podendo ser consultadas a qualquer momento, facilitando a implantação do controle de qualidade, tal com a ISO- 9000.

 

Segurança

1 - o sistema dispõe de mecanismos que interrompem o processo de usinagem, quando da detecção de anomalias que comprometam o produto final - o concreto.

2 - o usuário é livre para estipular os parâmetros de tolerância.

3 - além disto, todas as anomalias percebidas são registradas em arquivos, os quais podem ser consultados posteriormente.

 

Relatórios

1 - os relatórios representam uma ferramenta poderosa para fins de controle e de planejamento, os quais podem ser aplicados de forma bastante proveitosa em situações do dia-a-dia de uma usina de concreto.

2 - todas as operações de dosagem, efetuadas pelo sistema, são registradas em arquivos, podendo ser consultadas a qualquer momento.

3 - além disto, informações sobre anomalias de funcionamento, desvios, ou inoperância de dispositivos, também são registradas, e passíveis de emissão de relatórios.

4 - os relatórios emitidos pelo sistema podem ser visualizados na tela do computador, ou impressos em papel.

5 - em relatórios que trabalham com informações de data, pode-se filtrar, por período, os registros a serem exibidos.

45.5.6. Sensores, sistema de umidade do misturador e caçambas de agregados

45.5.7. ASpectos gerais dos silos de cimento

45.5.8. Sistema de dosagem de água

 Sistema destinado a fazer dosagem automática de água para a mistura e produção de concreto, equipado com:

Hidrômetros de medição comandado pela automação da central, que aciona a válvula solenoide para a abertura e interrupção do fluxo da água;

Bomba centrifuga de 1,5 cv com vazão estimada em até 10.000 t/h;

A dosagem pode ser feita através de pesagem por célula de carga.

45.5.9. Sistema de dosagem de aditivo

45.5.10. Balança de cimento

45.5.11. Silos de agregados

45.5.12. Sistema de pesagem de agregados

45.5.13. Esteira transportadora

45.5.14. Esteira do sistema de pesagem

45.5.15. Transportadora helocoidal

45.6. Transporte e lançamento do concreto

45.6.1. Introdução ao transporte e lançamento do concreto

45.6.2. Análise do tempo

  

Produções Nominais:

Planta

 

São as produções dos equipamentos previstos em catálogo do fabricante.

Produções Efetivas:

São as produções realmente obtidas, através de pesquisas e análise e que fazem parte da cultura da empresa.

Produções Adotadas:

São as produções que os especialistas adotam em função da sensibilidade obtida no estudo da execução da indústria.

É um critério pessoal, e deve ser fixado por pessoas experientes em trabalhos semelhantes.

 

Produção de concreto para se evitar a ocorrência de junta-fria.

Phorária= 5x2,5 mxO,5 mx15 : 2,5h

Phorária= 38,0 m3/h

Para a execução destas estruturas é necessário analisar o tempo das atividades de cada equipamento

 

Lançamento do Concreto:

É o intervalo de tempo entre o ponto de descarga do equipamento de transporte do concreto e a sua aplicação no ponto de vibração.

Deve-se considerar que o equipamento de lançamento interfere na definição do equipamento de transporte, principalmente devido a velocidade de lançamento do concreto.

 

Deslocamento:

É o intervalo de tempo necessário para o deslocamento do equipamento entre dois pontos de utilização.

 

Diversos:

Normalmente na fase do planejamento não temos conhecimento completo de todos os serviços que os equipamentos devem realizar.

Como medida de segurança, incluímos uma porcentagem do tempo como disponível para atender estes imprevistos.

 

Manutenção:

É necessário que se considere o tempo disponível para a execução da manutenção preventiva e se reserve um período para atender a manutenção corretiva, considerada a idade do equipamento.

45.6.3. Posicionamento

 Deve-se analisar as características dos equipamentos de transporte e de lançamento de concreto e das interferências, tais como:

 

carga na central de concreto;

descarga no ponto de tomada do lançamento de concreto;

manobras nas áreas de carga e descarga;

peso próprio;

volume a se transportado e lançado;

altura de lançamento;

capacidade em função da distância do ponto de carga;

nível do caminho de rolamento;

configuração da estrutura a ser concretada;

área destinada a receber o concreto;

interferência com outros equipamentos

45.6.4. Análise geral

 Consiste na ordenação dos dados gerais, normalmente dispostos através de um quadro, de forma a facilitar a análise. São os seguintes os dados básicos:

tipo de equipamento;

descrição dos meses;

produção mensal;

jornada de trabalho;

equipamento disponível;

capacidade horária;

lançamento de concreto;

aplicação de fôrmas;

aplicação de armação;

aplicação de embutidos;

diversos;

hora trabalhada;

manutenção;,

ociosidade;

hora parada;

operador;

ajudante;

sinaleiro.

É fundamental uma total harmonização entre os equipamentos de transporte e de lançamento do concreto, para que a transferência do concreto possa fluir naturalmente, sem pontos de conflito, que podem causar descontinuidade e até mesmo uma total interrupção do processo construtivo.

45.6.5. Caminhão betorneira

 As indústria de pré-moldados podem utilizar por exemplo os caminhões-betoneira com capacidade de 5 m3 e podem ser aplicados diretamente nas peças ou necessitarem de equipamentos de lançamento de concreto.

Assim, os equipamentos de transporte estarão diretamente ligados às produções, conforme o quadro abaixo e a rotina de análise pode ser resumida em:

capacidade horária;

lançamento do concreto;

caminhão-betoneira disponível;

hora disponível;

hora de manutenção;

ociosidade;

motorista;

ajudante;

45.6.6. Dumpers

45.6.7. Carro articulado para transporte de concreto

45.6.8. Caçambas transportadoras por ponte rolante

45.6.9. Caçamba dosadora para fôrmas

45.6.10. Distribuidor de concreto

45.6.11. Lançamento do concreto – conjugação de pórticos

45.7. Adensamento e cura

45.7.1. Introdução

1 - deveremos considerar as hipóteses de adensamento do concreto em função da sua consistência, viscosidade, que dependem dos componentes do concreto, forma dos grãos, dosagem, relação água/cimento e dos aditivos selecionados;

2 – de um modo geral, os métodos de medição da consistência podem-se incluir nos seguintes tipos de ensaios: de abatimento, de penetração, de escorregamento, de compactação e de remoldagem, entre outros, levando-se sempre em consideração que estas propriedades não medem as propriedades fundamentais do concreto fresco, porém são de grande utilidade para se obter o teor da relação água /cimento, teor de água / mistura seca, e relação agregado/cimento, quando os demais parâmetros são mantidos constantes;

2 - há duas hipóteses de o concreto ser adensado, a primeira por vibração mecânica normal (CVN) e a segunda auto adensável (CAA) que não exige nenhum tipo de vibração;

3 - o adensamento por vibração mecânica consiste na vibração do concreto, operação extremamente importante, que possibilita a obtenção de um concreto com a qualidade pretendida;

4 - os efeitos comprovados sobre a massa é de que ocorre uma movimentação, acomodação e aproximação dos elementos que compõem o concreto, embora não eliminando deficiências do preparo;

5 - para obtenção de concreto compacto normal (CVN) com o mínimo de vazios, após a colocação nas fôrmas, há necessidade de compactá-lo através de processos mecânico, que provocam a saída do ar, facilitam o arranjo interno dos agregados, melhoram o contato do concreto com as fôrmas e a ferragem (armação) e melhora a resistência teórica;

6 – para o caso do concreto auto-adensável, sua massa especifica, seu peso seja maior que o concreto convencional, portanto sua acomodação na fôrma não exige  nenhum tipo de vibração.

45.7.2. Formas de adensamento

 As principais formas de adensamento empregadas são as seguintes:

Vibração

1 – interna

É feita normalmente com vibradores de agulha, aplicação normal.

2 – externa

É normalmente aplicada em fábricas, pode ser subdivididas em vibradores aplicados diretamente nas fôrmas, e vibradores com mesas ou cavaletes e finalmente aqueles com vibração superficial.

Nos casos dos vibradores aplicados diretamente nas fôrmas temos duas possibilidades, a primeira os vibradores se posicionam de fôrma fixa e a segunda hipótese os vibradores se movimentam, o que é indicado para elementos de grandes dimensões.

No caso dos vibradores aplicados nas mesas ou cavaletes vibratórios, os vibradores são fixados em estrutura apoiada elasticamente, que vibra os moldes colocados sobre ela, este tipo de vibração é limitado a pequenos elementos.

No caso da vibração superficial geralmente é empregada em elementos de pequena espessura, pois sua atuação se restringe a pequenas profundidades.

Pode ocorrer que haja uma combinação de vibradores que possa cobrir superfícies maiores e independentes.

 

 

Centrifugação

1 - é um tipo de adensamento específico para execução de elementos pré-moldados, principalmente em estacas, postes e tubos de concreto, e pela sua complexidade envolve grandes investimentos.

 

Extrudoras

1 – Como veremos na seção de equipamentos, apresentam as seguintes características, e que incluem o adensamento do concreto: parte superior com silos principal com abertura hidráulica, parte central com silo fixo, grupo vibrador com abertura hidráulica, parte inferior com os componentes moldadores, cabeceira guia das cordoalhas, movimentação com duas rodas motrizes;

45.7.3. Concreto auto - adensável (CAA)

Desenvolvido pelos japoneses no final da década de 1980, o concreto auto – adensável (CAA) é uma tecnologia que dispensa vibração ou compactação para preencher as fôrmas metálicas.

Sua principal característica é que a mistura de areia, cimento, água, brita e aditivos faz com que o CAA seja mais pesado do que o concreto convencional e, portanto, auto-suficiente na finalização do adensamento.

Hoje, o Brasil possui especialistas em CAA, porém encontramos limitações ao seu uso, de ordem conceituais e culturais, na realidade implica em mão de obra qualificada e o pré- fabricado pode ser o maior beneficiado.

O uso do concreto auto-adensável pode aumentar ainda em função de recente incentivo a norma NBR 15823, elaborada pelo CB-18, da ABNT, publicada em abril de 2010.

45.7.4. Vibradores de agulha

Também chamado de mangote, chicote, agulha, manga, banana etc.

Tem a função de vibrar ou adensar o concreto, isto é, eliminar bolhas de ar, evitando os indesejáveis e perigosos buracos.

A espessura da camada de concreto a ser adensada com vibradores de imersão deve ser, segundo a recomendação da ABNT NBR 14931 de 2004, aproximadamente igual a ¾ do comprimento da agulha, sempre considerando que o vibrador deve penetrar em torno de 10 cm na camada subjacente de concreto.

São fabricados com base no princípio da multiplicação pendular, permitindo transformar as 3.450 rotações por minuto, recebidas do motor de acionamento em 10.000 / 12.000 vibrações por minuto.

A frequência vibratória é uma constante.

O impacto é variável, de acordo com a bitola da agulha vibratória.

São montados em cinco bitolas padrão: Ø25, Ø35, Ø45, Ø60 e Ø75 MM, e em casos especiais, podem ter pontas alongadas de Ø15 e Ø19 MM.

Pode ser fornecido com revestimento de resina de uretano (poliuretano) para evitar danos as formas de compensado plastificados e metálicos.

As mangueiras são fabricadas sob norma da API, com espiral de aço SAE 1.060, alto carbono revestido de borracha, com inclusão de nylon, tela de rayon, para evitar rasgos provocados por pontas de ferro da armadura, pregos etc.
São montados nos comprimentos de 3 a 10 metros, sendo o comprimento padrão de 5 metros.

Vibradores de Imersão Pneumáticos

Fabricados em 3 bitolas: Ø35, 55 e 75 MM. São os únicos vibradores a ar comprimido de imersão com regulagem automática. Quando em vazio, são silenciosos e são mantidos em baixa rotação, quando introduzido no concreto, a válvula reguladora admite mais ar, e o aparelho entra no giro de trabalho a plena potência.

Atingem 18.000 vibrações por minuto com apenas uma peça móvel: a esfera. Não existem laminas ou palhetas que se desgastam. Ponta e tubo (parte que imerge no concreto) são cementados e temperados e as peças internas e válvula reguladora são de aço inox AISI 304. Mangueiras específicas para trabalho pesado com 2 metros de comprimento e engate rápido para acoplar à linha de ar.

Unidades de Acionamento

Motor elétrico flangeado, com 3.450 rotações por minuto, potência de 1,0, 1,5 e 2,0 HP, tensão trifásico ou bifásico (monofásico), montados em chapa de aço com alça para pega e chave elétrica. Motor a combustão (gasolina ou diesel) montados em chapa de aço com alça para pega e flange de acoplamento.

Raio de ação

Diâmetro da agulha - mm

Raio de ação

31

0,25

54

0,50

75

0,80

100

1,00

140

1,70

45.7.5. Vibradores de superfície

Réguas vibratórias e placas vibratórias, consideradas vibradores de superfície, são empregadas no adensamento de placas podendo ter seu uso associado ao emprego de vibradores de imersão.

45.7.6. Vibradores e conversores

Para que haja um bom andamento da concretagem é necessário que se escolha adequadamente a equipe de vibradores, ou seja, que se estudem o volume previsto e o tipo de estrutura a ser concretada.

A vibração do concreto pode ser realizada através de vibradores acoplados diretamente nas formas.

Por exemplo, com as seguintes características, conjunto inversor de frequência, montado sobre base com rodas e cabo para fácil movimentação ao longo da pista, fôrmas, para a alimentação dos motovibradores.

O conjunto é composto de:

Inversores montados em um quadro de comando com visor para controle;

Disjuntor geral para proteção do circuito;

Disjuntor individual para os inversores e comando;

Tomada de engate rápido para os inversores.

45.7.7. Diversas formas de cura do concreto

Diversos tipos de cura

1 - para assegurar a qualidade do concreto deve ser feita a cura, visando evitar a evaporação da água de amassamento da mistura.

2 - a cura é realizada com o intuito de impedir a saída prematura de água do concreto e pode ser feita de inúmeras maneiras, dependendo em muito da criatividade do fabricante.

3 - a cura deve ser feita no maior prazo possível e sempre de acordo com a ABNT NBR 14931 de 2004, ou seja, pelo menos até o concreto atingir 15 MPa, em uma câmara é injetado vapor, que pode chegar a 70ºC.

4 - em nosso estudo é fundamental tal aplicação, pois a exposição da superfície ao sol e a ação do vento provocam a evaporação rápida da água e, em consequência, provoca o fenômeno da retração, tem-se entre outros os seguintes procedimentos:

4.1 - molhagem direta, é o mias comum dos procedimentos, consiste em manter a superfície do concreto permanentemente molhada a custa de mangueiras, aspersores e outros procedimentos.

4. 2 - formadores de películas através de produtos químicos que impermeabilizam a superfície do concreto evitando a saída da água.

Cobertura das peças concretadas

A cobertura das peças concretadas com lonas impermeáveis, e nesse caso, haverá a evaporação de água até que o ar, dentro da câmara formada pela lona, atinja seu grau de saturação, interrompendo nesse ponto, a capacidade do ar em absorver umidade.

Carro desenrolador de lonas

Carro desenrolador de lonas, com acionamento manual é composto de chassi de perfis metálico, com 04 rodas para deslocamento nos trilhos da pista de produção e carretel de largura de 2,00 m.

 

45.8. Extrudora

45.8.1. Extrudoras para pré-fabicados protendidos; lajes alveolares, estacas, entre outras aplicações

45.8.2. Principais características

 

1 - produtividade de até 120 m² /hora de lajes alveolares;

2 - painéis de 37% a 50% de vazio

3 - concreto seco (slump zero), resultando em Pré-Fabricados de altíssima resistência (70 - 75 Mpa / 8500-9300 psi)

4 - compactação homogênea através de regulagem eletrônica e individual da velocidade das roscas, que pode ser ajustada facilmente durante a produção

5 - nível de ruído reduzido

6 - versatilidade e rapidez para produção de diferentes alturas

7 - grande economia de concreto com redução no consumo de cimento por m3

8 - pouca mão-de-obra, apenas um operador

9 - nível de ruído reduzido

45.9. Moldadora

45.9.1. Equipamentos

45.9.2. Moldador de painéis e lajes alveolares

45.9.3. Moldadora de lajes protendidas ¨T¨, vigotas e terças

45.9.4. Moldadora de estacas

45.9.5. Moldadora de vigas V

45.9.6. Lajes PI ou duplo T

45.10. Acabadora de superficie

45.10.1. Equipamento

45.11. Peças centrifugas

45.11.1. Introdução

 

1 - as estacas centrifugadas têm fabricação automatizada, o que proporciona grande confiabilidade.

2 - as peças são dimensionadas conforme critérios indicados pela NBR 6122 e NBR 6118, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

3 - as estacas são fabricadas em centrífugas de alta velocidade, permitindo grande adensamento, resistência e impermeabilidade.

4 - as estacas centrifugadas são obtidas em formas metálicas cilíndricas e vazadas nas extremidades.

5 - no seu interior são depositadas as armações e o concreto.

6 - estas formas são posicionadas sobre os roletes que giram em alta velocidade ao redor do seu eixo longitudinal de seção circular, ao final do qual é ligeiramente levantada em um dos lados para o escoamento do excesso de águas e finos.

7 - o resultado desta operação proporciona a confecção de peças bastante uniformes, com elevada impermeabilidade e baixo fator água-cimento.

8 - as estacas protendidas também oferecem avançado desempenho e durabilidade, sendo produzidas com um rigoroso controle tecnológico e mão-de-obra especializada.

9 - durante o processo de centrifugação, o concreto fresco e plástico é distribuído de maneira uniforme pela força centrífuga.

10 - como resultados, as distâncias entre agregados e outras partículas sólidas são reduzidas e parte da água e partículas finas de baixa resistência são expulsas do concreto, ou seja, o concreto atinge o mais alto grau de compacidade, dentre os diversos métodos de adensamento existentes.

11 - os materiais submetidos à elevada pressão exercida pela força centrífuga tendem a se ordenar segundo o peso específico de cada componente do traço.

12 - devido ao seu peso específico, uma parte do cimento envolve toda a superfície externa do elemento, criando uma capa externa extremamente lisa, de alto coeficiente de impermeabilidade, alta resistência contra ações químicas e físicas e, consequentemente, de alta durabilidade.

13 - seção circular, produzidas com anéis metálicos nas duas extremidades e com comprimentos de até 11 m, permitindo a cravação a qualquer profundidade através de processo de emenda.

45.11.2. Sequencia e detalhes da centrifugação

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45.11.2.1. Sequência

 

1 - sequência

1.1 - A fabricação de elementos de concreto consiste na montagem da armação sobre uma fôrma lubrificada com desmoldante.

1.2 - Os elementos podem ser simplesmente armados ou protendidos por pré-tensionamento de cordoalhas ou fios contra as formas autoportantes.

1.3 - De acordo com a geometria desejada, é lançado um volume pré-determinado de concreto sobre a fôrma, que então é fechada através de parafusos ou cunhas de grande resistência e, caso necessário, protendida.

1.4 - A fôrma é então encaminhada até a centrífuga.

Existem dois tipos de centrífuga: por gravidade, em que a fôrma é apoiada sobre um conjunto de rodas que transferem o movimento através do atrito; ou Schlosser, quando as formas são colocadas numa máquina composta por conjuntos de tambores que confinam a forma e a rotaciona num mesmo eixo.

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45.11.2.2. Detalhe da centrifugação

45.12. Cortadora de pré-fabricados

45.12.1. Finalidade

45.12.2. Corte

45.13. Desforma e transporte para a área de estoque

45.13.1. Introdução

 A movimentação de cargas de peças pré-moldadas prontas, compreende as operações de içamento, transporte e descarga dos elementos, que pode ser efetuada manualmente ou com recurso a sistemas mecânicos.

A movimentação mecânica de cargas permite que, de um modo planejado e seguro, e com recurso a um determinado conjunto de elementos, se movimentem cargas de um determinado ponto para outro.

Esta operação compreende as seguintes fases: içamento ; manobra livre (ou movimentação); assentamento (ou descarga).

45.13.2. Considerações dos sistemas de movimentação de cargas

Os sistemas selecionados para o desempenho das mais variadas operações estão dependentes de muitos fatores, por exemplo:

1 - levar em consideração as seguintes fases: içamento, manobra livre e assentamento;

2 - a carga a movimentar deve ser estudada em todas as suas características que devem incluir: informações de projeto, peso, forma, dimensões e dados de segurança;

3 - definição com precisão o local carga e da descarga;

4 - tipo e importância da intervenção humana;

5 – nível de inclusão de meios auxiliares de movimentação;

6 - tipo e importância da participação de meios mecânicos;

7 - tipos de energias associadas ao sistema de movimentação de carga;

8 - tipo e importância da inclusão de meios de meios de comando;

9 - tipo e importância da inclusão de meios de comando;

10 - tipo e importância da inclusão de sistemas inteligentes;

11 - ritmo e cadências do sistema de movimentação das cargas.

Construção, operação e conservação

1 - todos os elementos da estrutura, mecanismo, fixação e acessórios dos equipamentos de elevação devem ser de boa construção, de materiais apropriados e resistentes, e ser mantidos em bom estado de conservação e funcionamento;

2 - os ganchos dos equipamentos de elevação devem estar munidos de dispositivos de segurança que impeçam a fuga do cabo de suspensão;

3 - os equipamentos de elevação acionados eletricamente devem ser equipados com limitadores de elevação que cortem automaticamente a corrente elétrica quando a carga ultrapassar o limite superior do curso que lhe está fixado;

4 - os órgãos de comando devem ser colocados em locais de fácil acesso, indicar claramente as manobras a que se destinam e ser protegidos contra acionamento acidental;

5 - deve ser fixada junto do operador, assim como na parte inferior do equipamento, a indicação dos seus limites de emprego, tendo em conta, especialmente, o valor e posição do contrapeso, a orientação e inclinação da lança, a carga levantada em função do vão e a velocidade do vento compatível com a estabilidade;

6 - a estabilidade e a ancoragem de gruas e pontes rolantes que trabalham ao ar livre devem ser asseguradas tendo em atenção as mais fortes pressões do vento, segundo as condições locais e as solicitações mais desfavoráveis resultantes das manobras de carga;

7 - nas extremidades dos caminhos de rolamento de aparelhos de elevação sobre carris devem existir dispositivos de paragem;

8 - a elevação e transporte de cargas por aparelhos de elevação devem ser regulados por um código de sinalização que comporte, para cada manobra, um sinal distinto;

9.– controle por botoeira e remoto

9.1 - o transmissor do controle remoto é portátil, assim, assegura um melhor posicionamento do operador em relação a carga que está sendo movimentada, ou seja, mais segurança na operação da ponte rolante.

9.2 - o controle remoto permite que o operador se posicione a uma distância segura do receptor que está conectado ao painel da ponte rolante, ou seja, o operador pode escolher a melhor e mais eficiente rota dentro da configuração de instalação de fábrica para se locomover, aumentando a produtividade.

9.3 - com o uso do controle remoto, a botoeira pendente pode ser retirada ou pode continuar instalada atuando como reserva do controle remoto. Em ambos os casos o desgaste dos cabos será mínimo, reduzindo os custos de manutenção da ponte rolante.

10 - outra maneira de controlar os movimentos da uma ponte rolante é através de uma cabine de operação que é localizada na própria ponte rolante.

Este tipo de controle é utilizado quando o operador precisa visualizar a operação pelo alto, como.

Peso e centro de gravidade

1 - a definição do peso é importante, ainda mais é a definição do centro de gravidade;

2 - nas peças simétricas esta definição é fácil, mas em máquinas e peças assimétricas onde o centro de gravidade é deslocado, o ideal seria que houvesse uma indicação na máquina e no elemento;

3 - Se o centro de gravidade é desconhecido não se sabe onde alinhar o gancho de elevação. A capacidade de um guindaste de lança depende de quanto se avança a sua lança.

Quanto mais distante a carga estiver, menor a capacidade de carga do guindaste.

O limitador de carga da máquina não deve ser usado por erros de cálculos do operador.

45.13.3. Pinças de elvação

45.13.4. Equipamentos de elevação de apoio - monovia

45.13.5. Ponte rolante

45.13.6. Pórtico e semi pórtico rolante

45.13.7. Monovias

45.13.8. Carros guinchos

45.13.9. Talha elétrica

45.13.10. Pórtico Cabezza

45.13.11. Guindaste torre

45.14. Fôrmas metálicas para sapatas, pilares, vigas I, calhas, retangular, painel de fechamento, lâminas protendida, tipo bateria, pilares comum e com consoles e vigotas protendidas

45.14.1. Introdução

As indústrias de pré-fabricado de concreto devem ter uma instalação adequada para executar e montar painéis e fôrmas de modo assegurar as dimensões, os alinhamentos e as juntas do concreto de acordo com o projeto de arquitetura e engenharia.

As fôrmas devem ter resistência para suportar a pressão e os esforços resultantes do peso do concreto fresco, acrescido do efeito de vibração, sem deformações e devem ser estanques, de modo a evitar perdas da argamassa e da pasta de cimento. 

45.14.2. Acabamento

Normalmente o concreto apresenta dois tipos de superfície: enformadas e não enformadas.

1.    Superfície enformada

De uma maneira geral com relação a sua textura e aparência uniforme a superfície deverá ter as seguintes características:

1 - não devem ser tratadas após a remoção das fôrmas;

2 - devem ser corrigidas no caso de depressões;

3 - exemplos: pilares, vigas, lajes, entre outras tantas aplicações.

2.    Superfície não enformadas

De uma maneira geral com relação a sua textura e aparência uniforme a superfície deverá ter as seguintes características:

1 - levar em consideração os projetos de arquitetura e engenharia com relação a textura e aparência da peça;

2 - acabamento feito com régua vibratória e desempenadeira, entre outros;

3 - utilização de equipamentos que proporcionem acabamentos definitivos, tais como, a pré-fabricação de painéis maciços e alveolares, com acabamentos especifico valorizando a fachada arquitetônica da obra.

45.14.3. Metodologia em geral