A energia solar começou a ganhar escala no Brasil após 2012, com a regulamentação da geração distribuída pela ANEEL (Resolução nº 482), e se expandiu de forma acelerada a partir de 2014. Hoje, parte das primeiras estruturas instaladas no país já se aproxima de uma década de operação. Esse envelhecimento natural, aliado ao avanço tecnológico do setor, impulsiona a demanda por retrofit — processo de modernização que corrige falhas, atualiza componentes e recupera a eficiência de sistemas residenciais, comerciais, industriais e de maior porte.
“Boa parte do meu trabalho hoje é entender por que uma instalação deu errado”, explica Emerson Souza, head da vertical de Energia Solar da RGL Solutions. “A gente encontra de tudo: módulo instalado na direção oposta à recomendada, estrutura sem laudo, quadro de força subdimensionado e inversor fixado sem o afastamento mínimo da parede. O resultado é sempre o mesmo: geração inferior ao esperado e maior risco de acidentes. O retrofit corrige esse passivo técnico e devolve segurança e desempenho para quem já investiu em energia solar”, analisa.
Segundo o especialista, a modernização também acompanha um movimento de fiscalização mais rigorosa. “O setor viveu um boom em que muitas empresas entraram no mercado sem seguir as normas. Agora, conselhos de classe e concessionárias intensificaram as vistorias e, em alguns casos, projetos chegam a ser desligados por não conformidade. Quem quiser permanecer no mercado vai precisar tratar engenharia, laudo e responsabilidade técnica com seriedade”, afirma Souza.
Quando é indicado optar pelo retrofit?
O retrofit é recomendado quando o sistema apresenta queda de desempenho, sinais de desgaste ou não atende mais às normas atuais. Entre os problemas mais comuns, estão inversores desatualizados, cabeamento deteriorado, proteções insuficientes, falta de aterramento adequado e ausência de monitoramento, fatores que reduzem a geração e dificultam a identificação de falhas.
A modernização também é indicada em instalações realizadas sem responsável técnico, em estruturas com risco de acidente elétrico ou quando o consumo aumentou e o projeto original já não suporta a demanda. “O retrofit é a forma mais segura e econômica de recuperar desempenho e garantir previsibilidade para quem já investiu em energia solar”, reforça o head da vertical de Energia Solar da RGL Solutions.
O avanço da modernização acontece em um momento de demanda energética crescente. O Ambiente de Contratação Livre (ACL) cresceu 10,7% em 2024, reforçando a migração de grandes consumidores para opções mais econômicas, eficientes e até sustentáveis. Para acompanhar esse cenário, os sistemas solares precisam operar com confiabilidade e dentro das normas vigentes.
Nesse contexto, a RGL Solutions, integradora com 15 anos de atuação em projetos de missão crítica, redes industriais e data centers, leva ao segmento de energia solar o mesmo rigor técnico aplicado em ambientes de alta complexidade. A nova vertical foi criada para elevar padrões de execução, governança e engenharia em um mercado ainda marcado por instalações que operam abaixo do potencial e por práticas desalinhadas às normas.
“Eficiência energética também se constrói com tecnologia confiável, processos bem executados e compromisso com o resultado do cliente”, destaca Raphael Cabral, diretor comercial da RGL Solutions. “Quando falamos em retrofit, não se trata apenas de substituir equipamentos, mas de revisar o projeto como um todo, adequar às normas, melhorar o monitoramento e garantir que a instalação realmente entregue o retorno esperado”, completa.