Com a construção civil respondendo por cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e empregando mais de 3 milhões de trabalhadores formais, segundo dados do IBGE e do Novo Caged, o setor entra em 2025 pressionado a buscar novas estratégias para elevar a produtividade. O setor busca novas estratégias para elevar a produtividade, que vem registrando uma queda média anual de 0,6% na última década, de acordo com o FGV/IBRE. Nesse contexto, o uso de estruturas temporárias como contêineres habitáveis, almoxarifados modulares e toaletes portáteis com pia acoplada, entre outras soluções, tem se consolidado como uma das principais ferramentas de eficiência nos canteiros de obras. Essas estruturas reduzem custos e resíduos de alvenaria, melhoram as condições de trabalho, aumentam o bem-estar das equipes e impulsionam a produtividade, aproximando a operação brasileira de padrões internacionais de desempenho e sustentabilidade.
A rotatividade de trabalhadores é um dos maiores desafios da construção civil brasileira. Segundo levantamento da consultoria Tendências, a taxa de turnover no setor atingiu 65,6% entre setembro de 2023 e agosto de 2024, quase o dobro da média nacional de 34,7%. Esse movimento constante eleva os custos com recrutamento e treinamento e compromete o ritmo das obras. Em um cenário de alta rotatividade, oferecer condições básicas de conforto, higiene e descanso tornou-se uma estratégia concreta de retenção de talentos e estabilidade operacional, reduzindo perdas de produtividade e fortalecendo o vínculo entre equipe e obra. “A alta rotatividade é reflexo direto das condições oferecidas no canteiro. Quando o trabalhador tem acesso a um espaço limpo para suas refeições, um vestiário adequado e um banheiro em boas condições, tende a permanecer mais tempo na equipe quando entende que a empresa se preocupa com o bem-estar dele. Infraestrutura é gestão de pessoas. É isso que sustenta a produtividade e garante continuidade nas obras”, afirma Tales Moreira, COO da Ativa Locação.
Melhores condições de trabalho que dispõem de instalações adequadas para higiene, descanso e alimentação tendem a registrar menores índices de afastamento e rotatividade, com ganhos expressivos em eficiência operacional. Toaletes higienizados, refeitórios confortáveis, vestiários completos e áreas de armazenamento organizadas deixaram de ser itens acessórios para se tornarem elementos estratégicos de gestão, capazes de reduzir o tempo improdutivo, minimizar pausas desnecessárias e fortalecer o engajamento das equipes.
A literatura de engenharia de custos mostra que mobilização, desmobilização e instalações provisórias representam apenas uma parcela reduzida do orçamento total da obra, mesmo quando incluem estruturas mais qualificadas. Trata-se de um investimento mínimo diante do custo global, mas com efeito direto sobre organização, continuidade operacional e produtividade, já que ambientes adequados reduzem a rotatividade, minimizam perdas de tempo e fortalecem o engajamento das equipes. “Quando o canteiro oferece condições dignas de higiene, descanso e alimentação, o impacto na produtividade é imediato. É um investimento pequeno no orçamento, mas que muda completamente a dinâmica da obra. Infraestrutura é gestão de pessoas e isso se traduz diretamente em eficiência”, afirma Moreira.
A transformação da infraestrutura temporária em um ativo estratégico também está alinhada à agenda de sustentabilidade e economia circular que avança na construção civil. Estruturas como contêineres habitáveis e modulares substituem edificações provisórias em alvenaria, reduzem o consumo de insumos e diminuem significativamente o volume de resíduos gerados nos canteiros. Para as construtoras, isso representa eficiência operacional, menor impacto ambiental e maior agilidade de implantação, enquanto para os trabalhadores, traduz-se em conforto e segurança. “Entendemos que o futuro da construção passa pela eficiência e responsabilidade ambiental. Por isso, investimos em soluções reutilizáveis e adaptáveis, que ampliam a durabilidade dos equipamentos e permitem uma gestão de obras mais inteligente, econômica e sustentável”, reforça Moreira.
O avanço da construção civil brasileira dependerá cada vez mais da capacidade do setor em integrar produtividade, bem-estar e sustentabilidade. A oferta de infraestrutura adequada, antes tratada como custo acessório, agora se consolida como indicador de maturidade operacional. À medida que construtoras adotam práticas que valorizam o trabalhador e otimizam o uso de recursos, o impacto positivo é duplo: ganhos diretos de eficiência e fortalecimento da imagem institucional perante clientes e comunidades.
Empresas especializadas em infraestrutura temporária vêm desempenhando um papel fundamental na modernização dos canteiros de obras. Com soluções que vão de contêineres habitáveis e almoxarifados modulares a sanitários portáteis de alto padrão, essas companhias oferecem estruturas padronizadas, seguras e de rápida instalação, capazes de atender às normas trabalhistas e ambientais. A locação desses equipamentos reduz custos de implantação, evita o desperdício de materiais e permite maior flexibilidade na gestão dos espaços de apoio, adaptando-se às diferentes etapas do projeto. Esse modelo de serviço tem se mostrado essencial para construtoras que buscam agilidade operacional, conformidade regulatória e melhores condições de trabalho para suas equipes. “As empresas especializadas em infraestrutura temporária têm um papel decisivo na profissionalização do setor. Nós, por exemplo, oferecemos soluções que não apenas atendem às normas de segurança e conforto, mas também contribuem para a eficiência e a sustentabilidade do planejamento à entrega”, destaca Moreira.
A construção civil atravessa um momento de amadurecimento em que produtividade, sustentabilidade e bem-estar caminham lado a lado. O investimento em infraestrutura adequada deixou de ser um diferencial e passou a representar um novo padrão de gestão, em que a eficiência operacional está intrinsecamente ligada à qualidade das condições oferecidas no canteiro. Obras que priorizam ambientes organizados, sanitários equipados e áreas de convivência seguras refletem uma mudança de mentalidade: o reconhecimento de que cuidar das pessoas é também cuidar dos resultados.
Essa evolução reforça que o futuro do setor depende da integração entre tecnologia, planejamento e infraestrutura inteligente. À medida que construtoras incorporam soluções modulares, reaproveitáveis e alinhadas às normas ambientais, a construção civil se torna mais competitiva, humana e sustentável. Esse novo ciclo, sustentado por práticas de eficiência e respeito ao trabalhador, consolida o canteiro de obras como um espaço estratégico não apenas de execução, mas de inovação e produtividade compartilhada.