Logotipo Engenharia Compartilhada
Home Notícias Construção civil brasileira emite 7 vezes menos que a média global e foca em eficiência técnica para ampliar sustentabilidade
SUSTENTABILIDADE

Construção civil brasileira emite 7 vezes menos que a média global e foca em eficiência técnica para ampliar sustentabilidade

Zorzi Engenharia - 06 de fevereiro de 2026 17 Visualizações
Construção civil brasileira emite 7 vezes menos que a média global e foca em eficiência técnica para ampliar sustentabilidade

O setor da construção civil desempenha um papel central no futuro ambiental e econômico do planeta. Segundo dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), as emissões da construção civil brasileira representam 5,3% das emissões nacionais de gases de efeito estufa, índice abaixo dos 37% observados globalmente, reforçando o potencial sustentável do setor. Outro dado presente em um inventário desenvolvido pela Associação, em parceria com entidades do setor, ainda aponta que 97,4% das emissões associadas à construção estão relacionadas a cadeia de suprimentos, enquanto as emissões diretas representam 2,4% e as emissões de energia, 0,19%.

Seguindo esta lógica, companhias estruturam seus empreendimentos adotando práticas que reduzem impactos ambientais, aumentam a previsibilidade dos prazos e elevam o desempenho final das edificações. Elas optam por métodos construtivos voltados à eficiência técnica e à redução de impactos ao longo da obra, com foco em processos mais controlados e previsíveis. Entre as práticas empregadas está o uso de painéis de concreto pré-moldado que contribue para um canteiro de obras mais seco, organizado e com menor geração de resíduos, além de reduzir significativamente a incidência de retrabalhos comuns em sistemas tradicionais de alvenaria.

“A sustentabilidade começa no método construtivo. Processos mais planejados, como o uso de painéis de concreto pré-moldado e a simulação construtiva via modelo reduzido, diminuem desperdícios, retrabalhos e imprevistos no canteiro. Isso não só diminui o impacto da obra, como também melhora o desempenho final do edifício e a experiência de quem vai utilizá-lo”, destaca o engenheiro Flávio Dezorzi, CEO da Zorzi Engenharia.

Segundo o executivo, esse controle construtivo é reforçado pelo uso de modelos de planejamento e simulação construtiva, aplicados como etapa imperativa do processo, permitindo antecipar interferências, reduzir prazos e mitigar riscos ainda na fase de projeto. A adoção dessas práticas como padrão técnico reflete diretamente nas decisões arquitetônicas e ambientais dos empreendimentos. Um exemplo, é o novo projeto da companhia, que será lançado no primeiro semestre de 2026, em Indaiatuba, no interior de São Paulo. O projeto arquitetônico do Esclusivo Uno valoriza de forma central a luz natural como elemento estruturante do projeto.

“A implantação do edifício, a orientação das unidades e a abertura dos ambientes foram pensadas para maximizar a entrada de luz e ventilação ao longo do dia, reduzindo a necessidade de iluminação artificial e ampliando a sensação de bem-estar. Essa busca pela luminosidade também inspirou o desenvolvimento de uma fragrância de assinatura exclusiva, criada para traduzir essa qualidade arquitetônica em experiência sensorial, conectando sustentabilidade, conforto ambiental e percepção do espaço de forma integrada”, finaliza o executivo.