Logotipo Engenharia Compartilhada
Home Notícias Engenharia em construção: o protagonismo feminino no Dia das Mulheres e Meninas na Ciência
Igualdade

Engenharia em construção: o protagonismo feminino no Dia das Mulheres e Meninas na Ciência

Assessoria de Imprensa - 11 de fevereiro de 2026 24 Visualizações
Engenharia em construção: o protagonismo feminino no Dia das Mulheres e Meninas na Ciência

“É sobre abrir caminhos e transformar”. A frase marca o Dia das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado neste 11 de fevereiro, como forma de representar a consolidação das conquistas de equidade e diversidade. A data, introduzida globalmente pela Organização das Nações Unidas (ONU), simboliza o compromisso coletivo com a ampliação da presença feminina na ciência. Especialmente em um momento no qual a área científica, incluindo-se aí a Engenharia, deve realimentar essa ocupação da presença feminina em todos os espaços possíveis e garantir sua permanência.

A presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP), engenheira Lígia Mackey, primeira mulher eleita para liderar a autarquia em mais de 90 anos de história, ressalta os avanços e os desafios que ainda precisam ser enfrentados. “Devemos mostrar que a jornada das mulheres na área científica e, em especial, nas Engenharias, precisa ser exaltada e incentivada. Tem sido um esforço coletivo para chegar até aqui porque são profissões que impactam diretamente na vida social como vetores de mudança. As Engenharias possuem papel estratégico e fundamental para a promoção efetiva da equidade de gênero”, afirma.

Parte primordial desse trabalho no Conselho é desenvolvido pelo Comitê Gestor do Programa Mulher, uma iniciativa para diminuir a distância entre homens e mulheres nas profissões da área tecnológica e dentro do próprio Sistema Confea/Crea. Em 2025, mais de 25 mil pessoas foram impactadas pelas ações do grupo, desde meninas nas escolas às mulheres que atuam no dia a dia profissional. Para isso, são realizadas palestras e capacitações para prepará-las e fortalecê-las, caso do Encontro do Programa Mulher, que todos os anos tem reunido profissionais em um ambiente de troca, acolhimento e networking. “Na edição passada, fomos além e lançamos uma cartilha completa, com um panorama das profissões, dados sobre a participação feminina dentro e fora dos Creas, e os resultados concretos alcançados com o trabalho do Comitê”, aponta Lígia.

São iniciativas do tipo que incentivam a crescente participação das mulheres e meninas nas universidades e na produção de conhecimento científico. Exemplo disso é a estudante de engenharia aeroespacial no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), Narayane Ribeiro Medeiros. Nascida em uma cidade próxima de Brasília, Alto Paraíso de Goiás (GO), ela encontrou na ciência um caminho de sonhos, futuro e transformação. “Minha iniciação científica foi lendo livros, porque na minha escola não tinha laboratório ou instalações modernas. Estudei e me preparei para entrar no ITA e sei que faço parte de uma nova geração que deseja ampliar seus espaços e a presença feminina”, assegura.

Sua trajetória, marcada por desafios culturais, sociais e acadêmicos, revela a força de quem insistiu na via dos estudos, uma estrada muitas vezes solitária e repleta de condições adversas. Antes do ITA, a primeira conquista: uma bolsa em um curso preparatório para o Instituto, um estímulo importante para não esmorecer que agora rende frutos. “Hoje me sinto integrada em um ambiente que valoriza o conhecimento. A Engenharia Aeroespacial é algo vivo e que exige estudo continuado”, explicou, para complementar: “meu maior retorno, entretanto, é poder ensinar e estimular crianças em situação de vulnerabilidade em um projeto social do Instituto”. Citando o exemplo de uma menina que ela ajudou a entrar na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) - um “ITA do segundo grau”, tal a dificuldade de aprovação.

A história de Narayane - e de outras mulheres - será contada em uma campanha especial do Crea-SP, que destaca a contribuição dessas profissionais para todo o País, para marcar o Mês das Mulheres e das Meninas na Ciência. A veiculação ocorrerá em múltiplas plataformas, reforçando que ciência e Engenharia são espaços inclusivos.