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5 pontos que as empresas precisam considerar para transformar o Arc Flash em prioridade na gestão de riscos elétricos

Assessoria de Imprensa - 22 de setembro de 2026 107 Visualizações
5 pontos que as empresas precisam considerar para transformar o Arc Flash em prioridade na gestão de riscos elétricos

Nova NR-10 reforça a importância de análises técnicas, modernização da infraestrutura e gestão contínua dos riscos elétricos

A atualização da Norma Regulamentadora nº 10 (NR-10) amplia a importância da gestão técnica dos riscos elétricos nas empresas e coloca o arco elétrico, ou Arc Flash, entre os temas que exigem maior atenção. Mais do que manter treinamentos e documentação, as organizações precisam conhecer as condições reais de suas instalações, avaliar os níveis de risco e estabelecer medidas de proteção adequadas.

Nesse contexto, a adequação à norma pode também representar uma oportunidade para melhorar a confiabilidade dos sistemas elétricos, modernizar equipamentos e reduzir riscos de interrupções operacionais.

Para ajudar as companhias a se estruturarem nesse sentido, a Eaton, empresa global de gerenciamento inteligente de energia, destaca cinco pontos que merecem atenção:

1. Conhecer o risco real da instalação

O primeiro passo é entender como o sistema elétrico está configurado atualmente. Ao longo dos anos, ampliações, mudanças de carga, substituição de equipamentos e alterações nos processos podem fazer com que diagramas, estudos e documentos deixem de refletir a condição real da instalação.

Por isso, é importante realizar um diagnóstico técnico e verificar a necessidade de atualização dos diagramas, do prontuário das instalações elétricas e das informações utilizadas para avaliação dos riscos.

Entre os estudos fundamentais estão as análises de curto-circuito, coordenação e seletividade da proteção e Arc Flash. A avaliação do arco elétrico permite determinar, entre outros aspectos, os níveis de energia incidente e as distâncias de trabalho que devem ser consideradas para a proteção dos profissionais.

2. Tratar segurança do trabalhador e continuidade operacional como partes do mesmo desafio

O Arc Flash não representa apenas um risco para quem trabalha diretamente com instalações elétricas, o que é bastante relevante. Uma ocorrência também pode provocar danos a equipamentos, desligamentos, interrupções de processos e perdas operacionais.

Esse aspecto é especialmente relevante em ambientes como Data Centers, hospitais, indústrias de processos contínuos, mineração, siderurgia, papel e celulose, óleo e gás, agronegócio industrial, concessionárias de energia e outras infraestruturas críticas, nos quais a disponibilidade dos sistemas elétricos pode ser determinante para a operação.

Assim, os estudos de risco devem contribuir não apenas para definir medidas de proteção aos trabalhadores, mas também para aumentar a confiabilidade e a resiliência da infraestrutura.

3. Transformar os estudos em um plano de investimentos

Identificar um risco é apenas o começo. Os resultados desses estudos podem apontar a necessidade de intervenções na infraestrutura, como substituição de equipamentos obsoletos, modernização de painéis, atualização de relés de proteção, melhoria dos sistemas de supervisão, instalação de monitoramento inteligente e adequação de sinalização e identificação.

A vantagem de partir de uma análise técnica é conseguir estabelecer prioridades. Em vez de realizar investimentos de maneira dispersa, a empresa pode direcionar recursos para os pontos que apresentam maior risco ou impacto sobre a operação.

Dessa forma, a adequação normativa pode ser associada a uma estratégia mais ampla de modernização e gestão de ativos.

4. Usar tecnologia para criar uma visão mais precisa do sistema elétrico

A digitalização também pode contribuir para a gestão dos riscos. O processo normalmente começa com o levantamento de dados em campo, seguido pela modelagem do sistema elétrico em softwares especializados.

Essa representação digital da instalação, cada vez mais associada ao conceito de Digital Twin, permite realizar estudos e simulações com maior precisão, identificar pontos críticos e avaliar diferentes cenários de operação.

Para a Eaton, essa abordagem ajuda a transformar os estudos elétricos em uma ferramenta de tomada de decisão, conectando diagnóstico, engenharia, modernização, manutenção e planejamento de investimentos.

5. Não tratar a adequação como um projeto com começo e fim

Um dos principais desafios é evitar que a NR-10 seja tratada apenas como uma obrigação documental. A segurança elétrica precisa acompanhar o ciclo de vida da instalação.

A recomendação é revisar os estudos periodicamente. Como referência, a Eaton considera adequado um intervalo não superior a cinco anos. Dessa forma, é possível antecipar essa revisão sempre que houver alterações significativas no sistema elétrico.

Também é fundamental manter as equipes capacitadas e verificar em campo os ajustes dos dispositivos de proteção definidos nos estudos. Dessa forma, procedimentos, equipamentos, documentação e condições reais da instalação permanecem alinhados.

“O principal avanço é entender que segurança elétrica não se resume a treinamento ou documentação. É preciso conhecer tecnicamente a instalação, identificar os riscos e transformar os resultados dos estudos em ações concretas. O Arc Flash deve ser analisado dentro de uma estratégia que envolva pessoas, tecnologia, infraestrutura e continuidade operacional”, afirma Luciano Lima, Gerente de Engenharia de Serviços e Sistemas da Eaton Electrical do Brasil .

Da análise à implementação

A Eaton oferece suporte aos clientes ao longo desse ciclo, desde o levantamento de dados em campo e realização dos estudos de curto-circuito, coordenação e seletividade e Arc Flash até a recomendação de melhorias, elaboração de planos de ação, modernização de painéis e sistemas de proteção, fornecimento de equipamentos, treinamentos e serviços de manutenção.

Com a evolução da gestão de riscos elétricos, o Arc Flash deixa de ser uma preocupação restrita às equipes de manutenção e segurança do trabalho e passa a integrar uma agenda mais ampla de proteção dos trabalhadores, conformidade, confiabilidade, investimentos em infraestrutura e continuidade dos negócios.