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Gastos com logística no Brasil devem chegar a R$ 2,2 trilhões em 2026

Assessoria de Imprensa - 25 de outubro de 2026 66 Visualizações
Gastos com logística no Brasil devem chegar a R$ 2,2 trilhões em 2026

Pesquisa inédita com mais de 100 das maiores empresas do país mostra que elas já projetam nova rodada de aumento em 2027

Estudo anual do ILOS aponta que o custo logístico equivale a 16,1% do PIB, patamar estruturalmente mais alto desde 2022.

Os gastos com logística no Brasil devem alcançar R$ 2,2 trilhões em 2026, o equivalente a 16,1% do PIB. O dado é do estudo anual de custos logísticos do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), com mais de 30 anos de atuação no Brasil, que acompanha a série desde 2004, e mostra que o custo de mover, armazenar e financiar estoques no Brasil se estabilizou em um patamar significativamente superior ao da última década, informa o sócio-diretor do ILOS e responsável pelo estudo, Maurício Lima.

A evolução do custo de estoque

Enquanto o transporte vem oscilando em torno dos 9% do PIB desde 2020, o estoque foi o componente que mais variou nesse período. De 2,9% do PIB em 2020, saltou para 5,0% em 2022 e nunca mais voltou ao nível anterior, chegando a 5,6% em 2023 e 2025.

Mauricio Lima explica que o movimento acompanha de perto o ciclo de juros: com a Selic em patamar elevado, o capital imobilizado em mercadoria deixou de ser um custo secundário e passou a pesar de forma estrutural no resultado das empresas. Não é apenas o volume de estoque que explica a alta, mas também o custo de carregá-lo.



A conta dentro das empresas

Paralelamente ao acompanhamento macroeconômico, o ILOS realizou no primeiro semestre de 2026 pesquisa inédita com mais de 100 das maiores empresas industriais e varejistas do Brasil em faturamento, para medir como esse custo se manifesta na operação das companhias.

Vista a partir da operação das companhias, e não da economia como um todo, a logística consome, em média, 9,5% da receita líquida das empresas brasileiras, com forte dispersão entre setores: material de construção aparece no topo, com 19,8%, enquanto tecnologia e telecomunicações registra o menor peso, com 3,0%.


Pressão adicional em 2027
O quadro tende a se agravar no ano que vem. No Brasil, 69% das empresas acreditam que o custo de transportes aumentará em 2027, com aumento médio esperado de 9,6%. Já em armazenagem, 44% das empresas esperam aumento de custos, com alta média de 5,7%. Por fim, 31% das empresas acreditam em aumento nos custos de estoque, com alta média de 7,0%.

“O Brasil não está diante de um pico de custo logístico, mas de um novo patamar. O salto de 2022 se consolidou e, três anos depois, seguimos operando acima de 16% do PIB. O que preocupa é que as empresas não enxergam alívio: elas próprias projetam uma alta de quase 10% no custo de transporte em 2027, acima da inflação esperada. Isso pressiona margem, preço ao consumidor e competitividade do país ao mesmo tempo”, afirma Mauricio Lima, sócio-diretor do ILOS.


Os números de custo logístico em relação ao PIB resultam do acompanhamento anual conduzido pelo ILOS, com série histórica iniciada em 2004 e frequência anual desde 2014. Os dados referentes a 2026 são projeções do instituto. Os dados de participação dos custos logísticos na receita líquida e expectativa de variação de custos em 2027 são resultado de pesquisa realizada no 1º semestre de 2026 com mais de 100 das maiores empresas industriais e varejistas do Brasil em faturamento.