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Capítulo I

Criação e desenvolvimento de um projeto

20.1. Natureza, vulto e tipo de projeto

20.1.1. Natureza do produto

·         natureza do produto, pode ser identificada como:

ü  espécie e qualidade;

Ø   espécie: entende-se o produto a ser ofertado;

Ø   qualidade: entende-se claramente a responsabilidade de entregar permanentemente um produto dentro dos padrões previamente estabelecidos e nas quantidades necessárias.

·         para assim proceder, determinados aspectos de natureza serão intensa e nitidamente observados:

ü  entender a concepção e o funcionamento de cada projeto, seu desmembramento, isoladamente e em conjunto para a obtenção de um produto;

ü  respeitar o meio ambiente na obtenção do produto;

ü  conhecer os sistemas construtivos e os seus impactos para a operação;

ü  simular e estudar intervenções de manutenção preventivas, preditivas e eventuais corretivas, estabelecendo toda a logística de como proceder;

ü  garantir a qualidade do produto, identificando medidas de proteção daquilo que ponha em risco o projeto, o produto e a segurança de vidas humanas;

Por exemplo, para o sistema de abastecimento de água está bem claro que as intervenções se darão em todo o ciclo do processo de abastecimento, ou seja: captação da água, adução de água bruta, tratamento da água, elevação, adução de água tratada, reservação e distribuição.

A implantação de um projeto, portanto, deverá primar pelo estabelecimento de um rigoroso controle de qualidade de sua execução, podendo assim garantir que o produto seja ofertado com qualidade e nos volumes solicitados.

20.1.2. Vulto

·         é um desafio gigantesco, que requer a captação de elevados recursos financeiros e técnicos, e que deverá envolver o empreendedor, os parceiros e as lideranças na consecução desses objetivos;

·         para a equipe do empreendedor, que participa dessa tarefa, caberá analisar, criteriosamente, os recursos humanos, técnicos e materiais colocados à disposição para realizar os trabalhos;

·         verificar se estão adequados em quantidade, qualidade, especificações e características técnicas e produtivas condizentes com o porte do projeto a ser implantado, podendo assim agir com segurança na obtenção dos resultados de prazos e custos esperados pelo empreendedor;

·         antecedendo a análise dos recursos do empreendedor será enfocado o elenco de outros segmentos que detêm parcela representativa no êxito dos projetos, como: qualidade dos projetos executivos; obtenção das autorizações ambientais e de desapropriações; apurado estudo das interferências de terceiros; logística de conhecimento dos materiais e equipamentos, isto é, enfocando primordialmente o planejamento;

·         o vulto e o porte do projeto recomendam um estudo e equacionamento sob todos os aspectos citados acima, aliado aos interesses do empreendedor, considerando o menor impacto possível no conforto do cidadão;

·         é importante a definição do vulto do projeto e sua capacidade de produção, pois muitas vezes pode-se executar um projeto em diversos patamares de produção, atingindo com isto as diversas fases de equilíbrio técnico e econômico de um projeto.

20.1.3. Tipo de projeto (empreendimento)

Tipo I: Usina nuclear, usina hidrelétrica, eclusa, barragem, usina termelétrica, aeroporto, porto, canais de irrigação, ponte, viaduto, estação de tratamento de água e esgoto, linha de transmissão, subestação, estrada de rodagem, ferrovia, túnel, rede de água e esgoto, drenagem, dragagem, via urbana, metrô, entre outros.

Tipo II: Industrial, hospital, escola, cadeia pública, supermercado, shopping, teatro, cinema, banco, hotel, edifício administrativo, edifício residencial, edifício comercial, conjunto habitacional, condomínio, entre outros.

Na sequência, serão descritos alguns tipos de projetos e considerações relevantes.

20.2. Estratégia para a criação e o desenvolvimento de um projeto

20.2.1. Introdução

Selecionar projetos para uma empresa é uma função importante devido às exigências e às necessidades de se agregar valores para a organização, podendo-se dividir em projetos internos e externos.

·         projetos internos: são normalmente investimentos aplicados diretamente na empresa (organização) e visam a:

ü  aprimorar em cada área de conhecimento a técnica de execução de seus trabalhos e sua produtividade;

ü  melhorar a imagem da organização;

ü  otimizar as operações e melhorar os rendimentos dos equipamentos;

ü  desenvolver e aprimorar um produto já existente;

ü  desenvolver uma nova estratégia de marketing;

ü  desenvolver soluções técnicas que possam proporcionar uma melhoria no sistema de comunicação da empresa.

·         projetos externos: são normalmente investimentos aplicados na obtenção de novos produtos e são fontes que aumentam as receitas da empresa e visam a:

ü  ampliar a faixa de mercado, compatível com as competências da empresa;

ü  rentabilidade compatível com o capital aplicado pelos acionistas;

ü  fixar novas tecnologias que devem estar dentro da capacidade da empresa;

ü  agregar pessoal adequado para liderar projetos de impacto em uma nova faixa de mercado;

ü  contribuir para a imagem pública e empresarial da empresa.

Em conclusão, os projetos devem se identificar com as competências básicas da empresa (organização) e trazer-lhe benefícios técnicos, econômicos, social e ambiental.

20.2.2. Pequenos projetos

Normalmente, as empresas necessitam de pequenos projetos para fazer ajuste em produtos, processos, serviços de pequena monta e que duram pouco tempo para serem implementados. Por exemplo, a aquisição de um software na área de engenharia, contabilidade, custos ou um programa específico de manutenção. Um projeto de pequena expressão monetária também necessita de recursos, tempo para adaptação e acompanhamento na fase de implantação, caso contrário estará sujeito ao fracasso técnico e econômico.

A regra básica para a gerência de um pequeno projeto envolve uma análise de identificação das necessidades, planejamento do projeto, uma pesquisa e coleta de informações (internas e externas à empresa), análise dos dados coletados e sua filtragem para desenvolver e avaliar alternativas de procedimentos (complexidade) e apresentação de recomendações, seus custos de aquisição e de implantação, seu ciclo de vida, além do envolvimento dos interessados na implantação (incluindo-se a fase de treinamento) para a operação do projeto.

20.2.3. Projetos de maior complexidade

Quando, em razão de sua importância, um único projeto exige ações exclusivas, tecnologia de ponta, conhecimentos específicos, altos investimentos e, como consequência, maiores riscos que podem comprometer a empresa torna-se necessário uma gerência específica para tratar da criação e do desenvolvimento de um projeto.

Esta gerência pode ser realizada por consultores externos ou mesmo por empresas especializadas na gerência de implantação de projetos. Por exemplo: implantação de uma fábrica de papel e celulose, uma usina hidrelétrica, uma indústria química ou um shopping center.

20.2.4. Áreas interessadas e de conhecimento

Estamos assistindo a uma mudança de atitude na filosofia da gerência dos procedimentos de trabalho em grupo, com enfoque em atitudes de responsabilidade, consentimento, confiança e consenso, visando principalmente aos seguintes pontos: formação da matriz de interessados (internos e externos à empresa) no desenvolvimento do projeto; formação da matriz de conhecimentos que envolvem os objetivos do projeto; matriz de descentralização total das tomadas de decisões; confiança que as equipes executem suas funções com competência; estabelecimento de processos que devem servir de parâmetros à organização; confiança na comunicação entre os interessados na evolução do projeto; as soluções são tomadas em consenso, entre outros; programas de treinamento.

Toda organização tem partes interessadas, tendo cada parte necessidades e expectativas. As partes interessadas das organizações incluem:

·         clientes e usuários finais;

·         pessoas na organização;

·         proprietários/investidores (tais como acionistas, indivíduos ou grupos, incluindo o setor público, que tenham um interesse específico na organização);

·         fornecedores e parceiros;

·         sociedade, na figura da comunidade e do público atingido pela organização ou seus produtos.

A seguir apresentamos as principais áreas de uma empresa, associadas aos conhecimentos de cada atividade, lembrando que cada uma destas podem recorrer a consultores especializados e externos à empresa:

1. Acionistas: realiza planejamento estratégico e seus riscos técnicos, econômicos, ambientais e sociais; investimentos e em termos de capital; rentabilidade; formação da matriz de gestão corporativa de decisões; aprovação das intenções e da avaliação do projeto; consolidação do plano; equipe de implantação e operação do projeto e demais ações pertinentes à particularidade do projeto, tais como qualidade do projeto e imagem da empresa.

2. Conselho: participa na orientação do plano estratégico da empresa e dos projetos mais específicos e demais ações pertinentes às particularidades do projeto, tais como qualidade do projeto e imagem da empresa.

3. Presidência: tem a responsabilidade da formação da matriz de gestão corporativa de decisões e da matriz de gestão operacional orçamentária corporativa, coordena as atividades de definição e implantação dos projetos específicos e demais ações pertinentes à particularidade do projeto, tais como qualidade do projeto e imagem da empresa.

4. Marketing: participa e monitora a criação de um novo projeto, desenvolve estratégias de avaliação de mercado e dos clientes, acompanha a implantação dos projetos e avalia as áreas de produção, engenharia, aquisições, patrimônio e econômico-financeira dos clientes e do mercado, além de monitorar os riscos, a qualidade, o meio ambiente e a imagem da empresa e do projeto.

5. Qualidade e Controle Tecnológico: participa na criação do plano da qualidade do projeto e sua aplicação e monitora a sua execução, levando a cultura da qualidade da empresa para dentro do projeto, incluindo os laboratórios que ensaiam materiais, componentes e equipamentos do ativo.

6. Administração: participa na formação da projeção do balanço contábil, social e ecológico na implantação de um projeto, traz também informações adicionais e específicas na implantação de um projeto além de monitorar os riscos do projeto.

7. Projetistas e Arquitetos: elaboram estudos preliminares com a descrição funcional, que inclui: localização, principais requisitos, limitações, programas, etc.; projeto básico - conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar a obra ou o serviço, ou complexo de obras ou serviços, elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do projeto, da qualidade e do controle tecnológico e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução; e finalmente o projeto construtivo, que baseado no projeto básico detalha todos os elementos que compõem a execução de um projeto.

8. Engenharia: elabora o planejamento técnico (análise, período em que deve ser implantado, análise dos eventos mais simples e mais complexos, organiza os eventos, níveis de produção, suprimento) e orçamentário (custos, fluxo de caixa) de um projeto, entre outros, além de monitorar os riscos, a qualidade, o meio ambiente e a imagem da empresa e do projeto.

9. Econômico-financeiro: elabora e implanta o plano de investimentos e a obtenção de recursos para a sua implantação, controla a aplicação dos recursos, além de monitorar os riscos e a imagem da empresa e do projeto.

10. Patrimônio: elabora, implanta e monitora o plano de gestão técnica, econômica e financeira do projeto relacionado aos equipamentos a serem implantados no projeto, além de monitorar os riscos, a qualidade, o meio ambiente e a imagem da empresa e do projeto.

11. Aquisições: elabora, implanta e monitora o plano de gestão de aquisições de fornecedores, condiciona na origem a qualidade final do produto, forma parcerias, entre outros, além de monitorar os riscos, a qualidade, o meio ambiente e a imagem da empresa e do projeto.

12. Recursos Humanos: elabora, implanta e monitora a matriz de gestão operacional de implantação de um projeto, inclusive a parte de treinamento, além de monitorar os riscos, a qualidade, o meio ambiente, o social e a imagem da empresa e do projeto.

13. Implantação: elabora o plano de implantação do projeto, monitora a gestão técnica, econômica e financeira do projeto até o momento de sua entrega definitiva para o pessoal de operação, além de monitorar os riscos e as ações relacionados ao meio ambiente, à qualidade, ao social e à imagem da empresa e do projeto.

14. Comunicação: elabora o plano de implantação de comunicação do projeto, monitora as informações entre as várias áreas da empresa e seus clientes externos, relacionados com o projeto.

15. Riscos: coordena os riscos das diversas áreas da empresa, desde a intenção da execução de um projeto até a efetiva entrada em operação e monitora as informações das diversas áreas de conhecimento.

16. Sistema de Informática: coordena a implantação dos programas de informática, ações na internet e na intranet do projeto na empresa e nas suas áreas de conhecimento.

17. Meio Ambiente: elabora o plano de intenções do projeto relacionando as prioridades ambientais da empresa e da sociedade civil, de acordo com as leis ambientais do país e monitora sua aplicação.

18. Ações Legais: se relaciona com fontes governamentais, instituições relacionadas com a área em que se desenvolve o projeto (CREA, PMS, órgãos federais, estaduais, municipais, entidades de classe, sindicatos), ações políticas, legislações sobre o financiamento do projeto, segurança, aspectos sociais do projeto, associações, institutos.

19. Controller: tem a finalidade de monitorar todo o processo técnico e econômico do projeto, realizando inclusive as auditorias necessárias a dar maior segurança ao desenvolvimento dos trabalhos.

20. Administração Pública: atua em todos os âmbitos e influi em todos os processos.

21. Comitê para a Implantação do Projeto: formado por pessoas com conhecimento na área do projeto a ser desenvolvido, com cultura, flexibilidade nas suas ações e que deverá se relacionar diretamente com o Líder do projeto, além de saber se relacionar com os acionistas, o conselho e os diretores.

22. Líder para a Implantação do Projeto: líder de implantação de um projeto, que tem conhecimento na área do projeto a ser desenvolvido, tem cultura e flexibilidade nas suas ações e que deverá integrar a equipe sob seu comando, além de saber se relacionar com os interessados mencionados acima.

23. Equipe de Gestão do Projeto: equipe que deverá realizar a implantação de um projeto, que tem conhecimento na área do projeto a ser desenvolvido, tem cultura e flexibilidade nas suas ações, entrosada com a direção da empresa e as diversas áreas de conhecimento mencionada acima. 

24. Líder para a Operação do Projeto: líder que tem conhecimento na área de operação de um sistema, tem cultura e flexibilidade para comandar e tomar decisões para a execução do produto final.

20.2.5. Ciclo de vida para a implantação de um projeto

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20.2.5.1. Estágios e ciclos para a implantação e a operação de um projeto

Projetos são empreendimentos únicos e envolvem, portanto, um certo grau de incerteza e riscos e cada fase (ou estágio) do ciclo de evolução do projeto compreende contextos bem definidos, a fim de facilitar o seu controle de gerenciamento e estabelecer vínculos bem claros com os interessados envolvidos no projeto, dentro e fora da organização da empresa.

Cada fase (estágio) do projeto é marcada por início, meio e fim e pela conclusão de um ou mais resultados que caracterizam as atividades principais de um projeto, podendo ocorrer modificações à medida em que se fizerem necessárias, mesmo em fases anteriores e que aparentemente eram conclusivas, além do mais importante de todos os procedimentos: decisão sobre prosseguir ou não com o projeto.

·       estágio I - ciclo das intenções para a implantação (estratégico empresarial/tático):

ü       é o primeiro passo (muita intuição e na maioria das vezes pouca razão) para se colocar em jogo a intenção de se criar ou desenvolver um projeto, em que a área de marketing tem um passo muito forte e são colocadas em primeira apresentação à formulação do projeto, primeiros estudos de viabilidade e pontos fundamentais para detalhamento da estratégia a ser pesquisada.

·       estágio II - ciclo de avaliação para a criação e o desenvolvimento (estratégico empresarial/tático):

ü      é o passo da razão, isto é, todos os setores-chave da empresa (interessados internos e externos) e consultores passam a detalhar e expor suas convicções na formulação do plano do projeto e tiram conclusões sobre: aspectos políticos, investimentos, rentabilidade do projeto, ações de marketing, definições técnicas e custos de implantação e aqueles operacionais, procedimentos organizacionais, principais parceiros, ações do meio ambiente, entre outros.

·       estágio III - ciclo de consolidação do plano operacional e detalhamento dos seus procedimentos para a criação e o desenvolvimento (estratégico tático/operacional):

ü       é o passo em que se consolida o plano operacional do projeto e realiza-se o detalhamento dos processos operacionais de implantação e operação do projeto, envolvendo-se todos os interessados internos e externos na execução do projeto.

·       estágio IV - ciclo de implantação do projeto (estratégico tático/operacional):

ü      envolve todos os interessados nas áreas: econômico-financeira, construção, instalações físicas, fornecimento e montagem dos equipamentos do processo de produção até momento da realização dos testes e do treinamento da entrada em operação.

·       estágio V - operação do projeto (operacional da empresa):

ü       envolve o pessoal operacional do projeto que começa a produzir os produtos compactuados com o projeto, atuar nos seus fornecedores e clientes, portanto devem conhecer todo o sistema da cadeia produtiva.

Os diversos estágios de implantação de um projeto possuem início, meio e fim, normalmente, e, dependendo das dimensões do projeto, pode ocorrer superposição dos estágios, sempre que se possa dar segurança na continuidade de sua implantação. Nas próximas seções apresentamos esquematicamente a superposição dos estágios.

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20.2.5.2. Ciclo de vida comprometida

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20.2.5.3. Ciclo de vida com desenvolvimento ideal

20.2.6. Orientação para a realização dos processos

A implantação de um projeto desde a intenção até a operação está vinculada diretamente a processos e subprocessos necessários para que seja concluído de maneira satisfatória.

Podemos considerar para as evoluções dos estágios que, desde o ciclo das intenções até os ciclos de avaliação, consolidação, implantação e operação, esta estrutura em procedimentos permite uma atuação segura para a integração das áreas de conhecimento (acionistas, conselho, presidência, marketing, administração, engenharia, econômico-financeiro, patrimônio, aquisições, recursos humanos, produção, comunicação, meio ambiente, ações legais, qualidade, controller, integração), por meio de:

·         processos de coleta de dados de entrada - dados para a formatação das análises;

·         processamento dos dados - ferramentas de análise - processos auxiliares (subprocessos) vinculados à cultura da empresa, interessados internos e externos ao projeto da empresa e expertos e consultores específicos do projeto em questão. Será sempre uma série de operações necessárias para registrar dados e convertê-los em todas as informações de saída desejáveis;

·         saída das informações - resultado da análise das entradas e seu processamento para a execução de planejamento e cocontrole e consequentemente para tomada de decisões, e que servem como subsídios a outras análises subsequentes.

A interligação desses processos depende do projeto e de suas dimensões, mas de uma forma geral deveremos considerar para qualquer um dos estágios (ciclos) acima mencionados a seguinte interdependência:

·         processo de inicialização: estabelece a base do projeto como um todo ou um dos estágios e obtém o compromisso dos interessados (ações, responsabilidades, metas, técnicas, custos, entre outros) para com o projeto;

·         processo de planejamento: desenvolve um plano para orientar a execução das metas do projeto como um todo ou um dos estágios acima mencionados, fixando principalmente as precedências lógicas das atividades (fluxogramas, desenhos, metas, estratégias, detalhamento técnico e econômico, recursos humanos e de equipamentos e materiais, entre outros), o controle (avaliação do andamento do projeto nas áreas de conhecimento) e o encerramento do projeto, com ênfase no cumprimento das metas;

·         processo de execução: coordena os recursos do projeto como um todo ou um dos estágios acima mencionados, tanto humanos como materiais, equipamentos, enfim os insumos, para ser realizado o trabalho descrito no plano (é nesta área que se tem os maiores gastos de implantação de um projeto) e no caso do ciclo de implantação do projeto teremos:

ü  construção (materiais, mão de obra e equipamentos para a execução das instalações referentes a edificações ou similares) que faz parte do ativo fixo de um projeto (por exemplo: construção de uma barragem, de um edifício), instalações efetivas de produção que fazem parte do ativo fixo do projeto, teste inicial, final e início de operação (por exemplo, as turbinas que deverão gerar energia de uma hidrelétrica, os elevadores e o sistema de inteligência de um edifício).

·         processo de controle: acompanha e mede o desenvolvimento do projeto (principalmente o processo de execução), fazendo ajustes para garantir que ele atinja suas metas;

·         processo de encerramento: conclui formalmente o projeto mediante aceitação do produto e documentam administrativamente o encerramento.

20.3. Ciclo da intenção de criação e desenvolvimento de um projeto

20.3.1. Introdução

20.3.2. Fluxograma: principais atividades do ciclo de intenção

20.4. Ciclo da avaliação de criação e desenvolvimento de um projeto

20.4.1. Introdução

20.4.2. Principais aspectos e fluxograma: principais atividades do ciclo de avaliação

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20.4.2.1. Aspecto técnico, avaliação, prazos, viablilidade, riscos e termo de referência

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20.4.2.2. Fluxograma: principais atividades

20.5. Ciclo da consolidação de criação e desenvolvimento de um projeto - fase de implantação

20.5.1. Introdução

Dossiê de Consolidação do Plano para a Implantação de um Projeto:

·         nesta fase, partindo-se dos dados de avaliação, todos os interessados no projeto deverão analisar de forma detalhada todos os processos e procedimentos envolvidos para a consolidação nos ciclos:

ü  empresarial (corporativo);

ü  de implantação.

20.5.2. Plano empresarial

·         consolidação do plano empresarial:

ü  formação das matrizes de gestão corporativa;

ü  formação das matrizes específicas para o projeto;

ü  formação das matrizes de indicadores de desempenho de gestão corporativa;

ü  formação das matrizes de indicadores de desempenho específicas para o projeto.

20.5.3. Plano de implantação

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20.5.3.1. Plano técnico da empresa

·         consolidação do plano técnico da empresa:

ü  formação das matrizes de gestão: Marketing (foco no cliente e no mercado); comercial; engenharia; patrimonial; produção; econômica; financeira; aquisições - suprimento; organização; contábil - plano de contas; recursos humanos; comunicação; qualidade; meio ambiente; social;

ü  matriz dos parceiros;

ü  consolidação do cronograma master;

ü  formação das matrizes de indicadores de desempenho das áreas de conhecimento específicas para o projeto.

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20.5.3.2. Plano técnico do projeto

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20.5.3.3. Consolidação do plano de custos projetado

·         consolidação do plano de custos projetado:

ü  custos de construções;

ü  custos dos equipamentos do ativo fixo.

20.5.4. Fluxograma: principais atividades do ciclo de consolidação na fase de implantação

20.6. Ciclo da consolidação de criação e desenvolvimento de um projeto - fase da operação

20.6.1. Introdução

Dossiê de Consolidação do Plano para a Operação de um Projeto:

·      nesta fase, partindo-se dos dados de avaliação, todos os interessados no projeto deverão analisar de forma detalhada todos os processos e procedimentos envolvidos para a consolidação do ciclo de operação. Esta fase interage com a fase de implantação, pois a maioria dos dados para a execução dos projetos de engenharia ocorre após a definição dos equipamentos do ativo do projeto, assim como as áreas necessárias de edificações e estoques de matérias-primas e produtos acabados;

·      a equipe de operação, que deverá participar do projeto, participa na elaboração do projeto nas fases de intenção, avaliação, consolidação, sua implantação e participa de forma efetiva nos testes de operação e finalmente recebe a chave do projeto quando são encerradas as fases de teste e aprovado o termo de entrega do projeto e início de sua operação.

20.6.2. Plano da operação

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20.6.2.1. Consolidação do plano técnico da empresa

·       formação das matrizes de gestão: Marketing (foco no cliente e no mercado); comercial; engenharia; patrimonial; produção; econômica; financeira; aquisições - suprimento; organização; contábil - plano de contas; recursos humanos; comunicação; qualidade; meio ambiente; social;

·       matriz dos parceiros;

·       formação das matrizes de indicadores de desempenho das áreas de conhecimento específicas para o projeto;

·       consolidação do cronograma master.

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20.6.2.2. Consolidação do plano técnico do projeto

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20.6.2.3. Consolidação do plano de custos projetado na fase de operação

 ·      consolidação do plano de custos projetado na fase de operação:

ü      custo das instalações fixas;

ü      custo dos equipamentos fixos e móveis;

ü      composição do custo da mão de obra direta e indireta envolvida no projeto;

ü      composição do custo horário dos equipamentos envolvidos diretamente na produção e no projeto;

ü      composição do custo horário dos equipamentos indiretos envolvidos no projeto;

ü      custo dos insumos dos materiais;

ü      orçamento analítico dos serviços;

ü      curva ABC dos serviços e dos insumos;

ü      relatório mensal dos custos dos insumos;

ü    cronograma de desembolso dos custos diretos dos equipamentos, mão de obra, insumos, diversos, impostos, entre outros; cronograma de desembolso dos indiretos do projeto; parceiros.

·      consolidação do plano dos riscos com enfoque nos custos: custeio definido na parte técnica do projeto;

·      consolidação do plano dos riscos conforme detalhado:

ü    áreas de engenharia, de aquisições, econômico-financeira, de produção, de recursos humanos, contábil, de mercado, concorrentes, governo, entre outros.

·      consolidação do plano relativo ao meio ambiente: custeio do meio ambiente definido na parte técnica do projeto; 

·      consolidação do plano operacional orçamentário no ciclo de operação:

ü     consolidação do lucro, custo de rateio da administração central, vendas, entre outros;

ü     consolidação do plano operacional de desembolso das despesas: diretos, indiretos, riscos, meio ambiente;

ü     consolidação do plano operacional da receita: forma de comercialização dos produtos e sua receita real considerando-se os prazos de pagamentos realmente realizados.

20.7. Análise de investimentos de projetos - viabilidade técnica e econômica

20.7.1. Viabilidade, estudo do capital de alavancagem de terceiros e fluxo de caixa

A seguir se apresenta um projeto que envolve vários investimentos com aplicação de capital e ciclo de vida ao longo de 10 anos.

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20.7.1.1. Horizonte

A primeira parte do estudo foi determinar o horizonte do investimento, encontrando-se a forma operacional adequada em função de uma pesquisa de mercado que se mostrou interessante aos negócios do grupo de investidores.

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20.7.1.2. Capital

A segunda parte foi a determinação do capital social e o capital de alavancagem de terceiros, com empréstimos do BNDES, e finalmente a terceira parte, a conclusão do horizonte do investimento e do fluxo de caixa.

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20.7.1.3. Envolvimento do projeto

O projeto prevê as modalidades de investimentos compostos por construções e equipamentos fixos e móveis. As despesas centrais englobam as áreas de administração, patrimônio, de recursos humanos, de engenharia e de aquisição. 

Este projeto tem fortes vínculos com o meio ambiente e os riscos foram incluídos nos valores de construção e equipamentos. O projeto tem uma vida útil de 10 anos, necessita de aporte financeiro de terceiros, incluindo o BNDES e bancos particulares.

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20.7.1.4. Saldo de caixa

No saldo de caixa apresenta-se o resultado do investimento.

Neste momento, o projeto encontra-se no sexto ano de vida útil e na quarta parte deste estudo tem-se alguns índices de desempenho do projeto, focando a receita, a despesa, a relação receita/despesa, o resultado, os investimentos realizados e finalmente a relação resultado comparando com o investimento realizado.

20.7.2. Viabilidade técnico-econômica

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20.7.2.1. Primeira parte: cálculo do horizonte do investimento - viabilidade operacional, técnica e econômica

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20.7.2.2. Segunda parte: estudo do capital social e de alavancagem

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20.7.2.3. Terceira parte: conclusão do horizonte do investimento - ingressos, impostos, operação, capital de terceiros e fluxo de caixa

20.7.3. Indicadores de desempenho

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20.7.3.1. Receita bruta

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20.7.3.2. Despesas

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20.7.3.3. Receita versus despesas

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20.7.3.4. Resultado

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20.7.3.5. Investimento

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20.7.3.6. Resultado versus investimento