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Inspeção acreditada contribui para elevar a segurança das rodovias brasileiras

Assessoria de Imprensa - 10 de fevereiro de 2026 30 Visualizações
Inspeção acreditada contribui para elevar a segurança das rodovias brasileiras

A inspeção acreditada tem papel central na promoção da segurança viária ao permitir a identificação técnica, independente e preventiva de riscos nas rodovias. Segundo avaliação da ICV Brasil, uma das principais empresas de inspeção, certificação, vistoria e treinamento do País, deficiências nos projetos e na construção das rodovias, associadas a ausência de monitoramento técnico estão diretamente relacionadas ao agravamento de falhas estruturais nas estradas brasileiras. Em um cenário marcado por problemas recorrentes, esse tipo de avaliação se torna ainda mais relevante diante dos dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2024, que aponta a presença de pontos críticos ao longo das rodovias brasileiras.

Segundo a CNT, há uma correlação direta entre o estado de conservação da via e os acidentes, sendo que 67% das rodovias avaliadas foram classificadas como regulares, ruins ou péssimas. A pesquisa indica ainda que 70% das ocorrências críticas estão relacionadas a buracos de grande porte, que representam 71,5% dos registros. Erosões na pista (14,6%), quedas de barreira (8,3%) e pontes estreitas (2,8%) completam o quadro.

Para Suzete Suzuki, CEO da ICV Brasil, esses problemas poderiam ser identificados de forma antecipada por meio de inspeções sistemáticas, reduzindo o risco de acidentes e o agravamento da deterioração da via. “O papel da inspeção acreditada é atuar de forma preventiva. Quando a avaliação técnica é realizada de maneira periódica e independente, é possível identificar falhas ainda em estágio inicial e evitar que se transformem em riscos graves para os usuários das rodovias”, explica Suzete.

O trabalho da inspeção acreditada vai além da constatação de falhas visíveis. Ele envolve a aplicação de critérios técnicos reconhecidos, avaliação da integridade da infraestrutura das vias e obras de artes (pontes, viadutos, túneis, etc.), análise de riscos e recomendação de medidas corretivas, que podem incluir desde ações emergenciais de sinalização até a priorização de obras de manutenção e recuperação. Esse processo contribui para uma gestão mais eficiente das rodovias, baseada em dados e evidências técnicas.

A pesquisa revela também que 83,2% dos pontos críticos não possuem qualquer tipo de sinalização e que, em 97,3% dos casos, não havia obras ou equipes de manutenção em andamento. “Os relatórios técnicos gerados pela inspeção acreditada oferecem subsídios objetivos para que concessionárias e órgãos públicos priorizem investimentos e adotem medidas imediatas de mitigação de riscos, como tamponamento de buracos ou restrição de tráfego”, destaca.

Regionalmente, o Nordeste concentra 41,6% dos pontos críticos mapeados, seguido pelo Norte (28,7%) e Sudeste (19%). Minas Gerais lidera o ranking nacional, com 13,8% das ocorrências.

Para a CEO da ICV Brasil, esses dados evidenciam a urgência de programas contínuos de inspeção. “A deterioração da malha viária ocorre de forma dinâmica. Sem monitoramento técnico constante, o passivo cresce e os riscos aumentam”, conclui.