Evento reúne especialistas para debater as ferramentas, os indicadores e os avanços regulatórios que redefinem o projeto, a construção e o desempenho ambiental das edificações
São Paulo, 2026 – A Associação Regional dos Escritórios de Arquitetura de São Paulo divulga a programação completa do 2º Seminário AsBEA-SP, dedicado ao tema Industrialização e Sustentabilidade na Construção. O evento acontece nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo, integrado à programação da Modern Construction Show 2026 (MCS), em parceria com a Francal.
Ao longo de dois dias, arquitetos, engenheiros, incorporadoras e entidades do setor discutem as transformações que vêm redefinindo o futuro da construção no Brasil. O primeiro dia tem como eixo a industrialização; o segundo, a sustentabilidade.
Dia 1 – Industrialização
A industrialização da construção não começa no canteiro de obras: começa no projeto. É na concepção que são definidas as decisões que impactam viabilidade financeira, produtividade, cronograma, desempenho e a integração entre arquitetura, estrutura e instalações.
Nesse cenário, a arquitetura assume papel estratégico: o projeto passa a orientar processos, integrar disciplinas e contribuir para empreendimentos mais eficientes e industrializados. Essa premissa orienta a programação do primeiro dia do 2º Seminário AsBEA-SP.
O dia começa com o painel Previsibilidade como diferencial da industrialização, com Edson Lopes (ARGIS), Marcia Menezes (CTE – Centro de Tecnologia de Edificações), Adriana Nunes Machado (HTB) e Roberto Clara (Lucio Engenharia), que discutem cenário, custos, produtividade, cronogramas e modelos de viabilização de empreendimentos industrializados.
Na sequência, Carlos Borges (Secovi-SP), Luciano do Amaral (Benx) e Gustavo Garrido (AsBEA-SP) debatem como escala, mercado e viabilidade vêm impulsionando uma nova etapa da industrialização da construção.
À tarde, Mauricio Linn Bianchi, vice-presidente do SindusCon-SP, conduz um talk sobre as responsabilidades, as oportunidades e os desafios do arquiteto no projeto industrializado.
A Pitch Session apresenta experiências aplicadas em diferentes contextos, mostrando como projeto, equipes e processos ampliam produtividade e previsibilidade.
A programação segue com a integração entre arquitetura, estrutura e instalações, com Marcelo Bianco, Jorge Chaguri e Marco Addor, e se encerra com um debate sobre concreto, madeira e aço, reunindo Íria Lícia Oliva Doniak, Nicolaos Theodorakis e Heloisa Martins Maringoni, com mediação de Fabrizio Rastelli.
O encerramento do dia fica a cargo de Braulio Baptista, partner da ZGF Architects, que apresenta projetos e soluções internacionais desenvolvidos em empreendimentos de alta complexidade, evidenciando como decisões de projeto influenciam desempenho, industrialização, sustentabilidade e inovação.
Dia 2 – Sustentabilidade
A construção civil responde por cerca de 37% das emissões globais de CO2 relacionadas à energia, segundo o World Green Building Council. Investidores, instituições financeiras, órgãos públicos e grandes contratantes já incorporam critérios ambientais em suas decisões, e a sustentabilidade deixa de ser um diferencial institucional para integrar a estratégia dos empreendimentos.
Especificação de materiais, consumo de energia e água, desempenho das edificações, emissões de carbono, ciclo de vida e adaptação climática passam a influenciar financiamento, gestão de riscos, competitividade e valor dos ativos. Essa transformação orienta a programação do segundo dia do Seminário.
Especialistas do SindusCon-SP, do CBCS, de universidades, do poder público e de empresas apresentam ferramentas, metodologias e experiências que apoiam decisões baseadas em indicadores, desempenho e evidências. Entre os temas estão descarbonização, SIDAC, Procel Edifica, benchmarks de emissões, eficiência hidroenergética, Plano Clima SP, planejamento urbano, transição energética, Taxonomia Sustentável Brasileira e sistemas construtivos voltados à redução de impactos ambientais.
Um dos destaques é a participação de Lilian Sarrouf, consultora em Gestão Empresarial e Ambiental do SindusCon-SP, que aborda como a economia de baixo carbono, os avanços regulatórios e as ferramentas de medição redefinem a atuação de empresas e profissionais da construção.
Ferramentas como SIDAC, CECarbon, CEHídrica, EDGE e Procel Edifica transformam desempenho ambiental em indicadores verificáveis, qualificando decisões de projeto, especificação, financiamento e investimento. O setor já dispõe de conhecimento e referências para acelerar essa transformação — o desafio é incorporá-las à prática profissional.
"O Seminário nasce com o objetivo de promover a troca de experiências, o compartilhamento de conhecimento e a apresentação de soluções inovadoras capazes de tornar a construção mais eficiente, tecnológica, produtiva e sustentável", afirma Gustavo Garrido, presidente da AsBEA-SP.
Concebido como uma plataforma de conexão e colaboração, o Seminário reúne arquitetos, engenheiros, incorporadoras, entidades setoriais, academia, poder público e especialistas técnicos em torno de uma visão integrada sobre os desafios e as oportunidades que transformarão a forma de projetar, construir e operar cidades e edifícios nas próximas décadas.